Calcular Juros E Correção Monetária?

Como fazer cálculo de juros e correção monetária?

Como funciona esse tipo de correção? – Após entender melhor o conceito de correção monetária, é válido saber como ela funciona, na prática. No Brasil, a correção monetária é calculada com base em índices oficiais de inflação. O cálculo da correção monetária é feito multiplicando a quantia original pela variação do índice no período em que o valor ficou defasado.

Quanto é o juros da correção monetária?

Qual a taxa de juros pra correção monetária? – Bom, não existe só uma taxa de juros pra correção monetária, então vai depender muito do caso. Algumas taxas são usadas com mais frequência nos processos judiciais, como 1% ao mês, 2% ao mês, juros da poupança ou a SELIC. Mas não tem uma regra! Os juros são fixados no caso concreto, de acordo com o que diz o judiciário ou o contrato, por exemplo.

Como calcular juros de dívidas vencidas?

Aplicação dos juros de mora – Os juros de mora são uma compensação financeira ao credor pelo atraso no pagamento da dívida. Segundo o Código Civil, a taxa máxima de juros de mora é de 1% ao mês (12% ao ano). Para calcular a taxa diária, divida a taxa mensal por 30 (dias do mês comercial).

  1. Exemplo prático: Considerando uma dívida de R$ 1.000,00 com uma taxa de juros de mora de 1% ao mês, a taxa diária seria de 0,033%.
  2. Para calcular os juros de mora, multiplique o valor da dívida pelo fator diário de juros de mora e pelo número de dias de atraso.
  3. Adicione esse valor ao total da dívida corrigida.

Exemplo prático: Com um atraso de 15 dias, os juros de mora seriam de R$ 5,00, resultando em uma dívida total de R$ 1.005,00. Como complemento, dois pontos são importantes:

Verifique o contrato : A cobrança de multa deve estar prevista no contrato e não pode ultrapassar 2% ao mês. Fique atento às datas : Certifique-se de usar as datas corretas para calcular o período de atraso e a correção monetária.

Como fazer atualização de cálculos judiciais?

O cálculo da correção monetária é bem simples! Basta multiplicar o valor principal (total do débito sem juros) pelo índice escolhido.

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O que vem primeiro juros ou correção monetária?

Blog – Como calcular a correção monetária e jur. A correção monetária é utilizada para recuperação do poder de compra de determinado valor considerando a inflação do período. Já tratamos aqui no blog sobre a obrigatoriedade de pagamento dos juros e correção monetária, nos valores pagos com atraso pela Administração Pública.

  1. Suponha que a Administração Pública deveria pagar R$ 100.000,00 (Cem mil reais) para uma empresa contratada no dia 10/06/2014 e somente quita sua obrigação em 09/12/2014.
  2. O valor, atualizado na data do pagamento pelo índice INPC, é de R$ 101.985,56 (cento e um novecentos e oitenta e cinco reais).
  3. Veja-se que o que você compraria com R$ 100.000,00, em junho de 2014, só compraria com R$ 101.985,56, em dezembro do mesmo ano, porque a moeda perde seu poder de compra com o passar do tempo.

A correção monetária não é uma “penalização” para o devedor, mas, somente, uma forma de manter o poder de compra do credor. Observado isso surge a dúvida: qual a forma correta de cálculo da correção monetária devida pela Administração Pública? A Administração Pública, com base no princípio da legalidade, deve pagar os valores exatos da atualização dos débitos atrasados, nem mais, nem menos.

Desta forma, o correto é o pagamento da correção monetária no formato “pro rata die” que calcula dia a dia a correção monetária a ser aplicada. Por exemplo, a Nota Fiscal deveria ter sido paga no dia 15 de fevereiro de 2015, mas foi quitada somente no dia 20 de março de 2015. Caso se utilize o cálculo comum, que considera a correção mensal, será aplicada toda a correção do mês de fevereiro de 2015 (desde o dia 01 até o dia 28) e não será aplicada nenhuma correção referente ao mês de março.

Veja-se que dessa forma, a Administração estará pagando 15 dias de fevereiro a mais e 20 dias de março a menos, o que não é adequado. A forma “pro rata die” verifica o índice, divide pela quantidade de dias do mês e multiplica pela quantidade de dias do mês em atraso.

Mês Variação Quantidade dias mês (qtdia/mês) Variação diária (VD) Dias atrasados neste mês (DAN) Variação total período DAN x VD
Fevereiro/2015 0,27% 28
  • 0,27%/28
  • =
  • 0,0096428571428571%
13 0,1253571428571423%
Março/2015 0,98% 31
  1. 0,98%/31
  2. =
  3. 0,0316129032258065%
20 0,632258064516129%
Total variação do período 0,75761520737320%

Além disso, a correção monetária deve ser calculada de forma simples, ou seja, são somadas todas as variações de determinado período e aplicadas de uma só vez. Como esses valores serão pagos pela Administração Pública, todos os cálculos devem ser feitos da forma menos onerosa, para evitar qualquer discussão sobre enriquecimento ilícito do particular.

  • Simples:
  • Variação:
  • Janeiro: 1% / Fevereiro: 1% / Março: 1% –
  • Valor a ser atualizado: R$ 100.000,00
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Cálculo: R$ 100.000,00 + 3% = R$ 103.000,00

  1. Composta:
  2. Variação:
  3. Janeiro: 1% / Fevereiro: 1% / Março: 1% –
  4. Valor a ser atualizado: R$ 100.000,00

Cálculo: R$ 100.000,00 + 1% = R$ 101.000,00 R$ 101.000,00 + 1% = R$ 102.010,00 R$ 102.010,00 + 1% = R$ 103.030,10 Nesse exemplo, a diferença não é muito grande, pois o período de atraso é curto. No entanto, em períodos longos, a diferença pode ser bem expressiva.

  1. Ainda sobre a correção monetária, caso o edital não possua o índice estipulado, deve a Administração Pública indicar o índice que melhor reflita a variação dos custos da contratação (cf.
  2. Acórdão TCU n° 1.931/2004 – Plenário).
  3. Na dúvida, indica-se seguir o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 870947, que estipulou a utilização do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E).

Após calculada a correção monetária, a Administração deverá aplicar os juros moratórios sobre o valor já corrigido. Os juros, diferentemente da correção monetária, são fixos, facilitando seu cálculo. Os juros moratórios de órgãos federais, salvo exceções previstas em edital, devem ser de 6% ao ano conforme previsão do Anexo XI, da Instrução Normativa nº 05, de 26 de maio de 2017.

  1. Lembrando que é dever da Administração Pública indicar também o índice legal de juros moratórios, caso não previsto em edital.
  2. Após a correção do valor pelos índices, deve-se aplicar o valor dos juros da seguinte forma: ( 6% / 365 ) * Dias atrasados = %Juros Valor Corrigido + %Juros = Valor Corrigido com Juros Esse é o cálculo que a Administração Pública deveria realizar sempre que efetua o pagamento com atraso.

Porém, na maioria das vezes, isso não acontece. A prescrição que se aplica é a quinquenal, ou seja, o licitante pode cobrar juros de notas pagas com atraso, até 5 anos atrás. Quando a Administração Pública providencia a quitação do saldo1, também deve atualizá-lo, sob pena de enriquecimento ilícito.

  1. Nesse caso, a correção monetária tem a mesma função, que é de manter o valor da moeda e os juros de mora são para remunerar o atraso de pagamento do saldo.
  2. Não é coerente a Administração não ter pago a atualização na data correta e, por exemplo, 3 anos depois, a empresa cobrá-la e não haver a atualização do saldo até a data do efetivo pagamento.

Até mesmo porque, se analisarmos o Código Civil, a correção e juros já foram pagas, o que resta é uma fração do capital, veja: Art.354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital.

  1. Em uma análise sistemática, percebe-se que o Art.354 do Código Civil prevê que o pagamento se imputa primeiro aos juros vencidos (analogamente a correção monetária) e só depois ao capital principal.
  2. Veja-se que se a Administração deveria ter quitado capital somado à atualização e quitou somente valor idêntico ao capital, em verdade, pagou antes os juros e correção e deixou um saldo de capital atrasado.
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Desta forma, para quitação do valor integral devido à licitante, a Administração deve atualizar o valor da nota fiscal até a data da emissão da ordem bancária, verificar a diferença entre o valor atualizado e o efetivamente pago e posteriormente atualizar o saldo desde a data de pagamento do valor principal, até a data de efetivo pagamento do saldo com os mesmos índices de juros e correção aplicados no cálculo inicial.

De fato, o cálculo da correta atualização dos valores não é fácil, o que leva muitas empresas a não cobrarem os valores devidos. Pensando nisso, a Pró Licitante criou duas soluções para as empresas que desejam reaver valores devidos, tanto de notas de até 5 anos atrás, como de notas atuais. A primeira solução é a nossa Calculadora Pró Licitante, que calcula o prazo máximo de pagamento e também os valores de juros e correção monetária, de forma totalmente gratuita que pode ser acessada,

Além disso, temos o serviço de revisão de créditos, no qual analisamos todos os seus contratos passados para verificar a possibilidade de cobrança de juros, correção ou até mesmo reajuste retroativo em contratos de execução continuada. Quer saber mais? ! Neste artigo a diferença entre o valor que deveria ter sido pago (Valor Corrigido com Juros) e o valor que é pago (Nota sem correção e juros) vai ser chamado de SALDO.

Qual e a taxa de juros permitida por lei?

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 104/22 veda, em quaisquer contratos ou operações financeiras, taxas de juros superiores ao dobro da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), respeitado o limite máximo de 12% ao ano. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Como fazer cálculo de juros simples no Excel?

Como aplicar a fórmula de juros simples e compostos no Excel? – Calcular juros simples no Excel é muito fácil. Para isso, basta inserir em uma coluna os dados referentes ao capital inicial, à taxa e ao tempo. Em uma célula à parte, inclua a fórmula “=B1*B2*B3” e está feito.

Como calcular juros e correção monetária no Excel?

Como aplicar a fórmula de juros simples e compostos no Excel? – Calcular juros simples no Excel é muito fácil. Para isso, basta inserir em uma coluna os dados referentes ao capital inicial, à taxa e ao tempo. Em uma célula à parte, inclua a fórmula “=B1*B2*B3” e está feito.

O que vem primeiro juros ou correção monetária?

Após calculada a correção monetária, a Administração deverá aplicar os juros moratórios sobre o valor já corrigido.