Calcular Tamanho Do Feto?

Calcular Tamanho Do Feto

Como calcular o tamanho feto?

A fórmula para o cálculo do comprimento do bebê é: Comprimento Fetal = 6,18 + 0,59 x Comprimento do Fêmur em Milímetros.

Como saber o tamanho e peso do feto?

Como é calculado o peso do bebê no ultrassom? Certamente essa dúvida passa na cabeça de muitas gestantes: como o médico sabe o peso do bebê fazendo um ultrassom? Obviamente a única maneira de pesar o bebê é colocando ele em cima de uma balança. O ultrassom é apenas uma “foto” do bebê, e com o médico pode saber o peso do bebê pela foto? Bom imagine que nós somos capazes de dizer se uma pessoa está magra ou acima do peso quando olhamos numa foto. Nessa imagem, sem saber o peso de cada um dos personagens, é possível dizer que é mais magro e quem é mais gordo. (Foto: reprodução da internet). Pois bem, no exame de ultrassom é feito algo semelhante. O médico irá medir a cabeça do bebê, o abdômen e o comprimento do fêmur.

Como calcular o percentil de um feto?

Como é calculado o percentil – Com já dissemos o, Vamos imaginar que você tenha que estudar o peso dos bebês ao nascerem para determinar o que seria o peso esperado ao nascimento. Você vai até uma maternidade, espera os bebês nascerem e registra, por exemplo, o peso de 10 bebês: 2795 g, 2950 g, 3870 g, 2650 g, 3100 g, 3750 g 4500 g, 2735 g, 4800 g, 2550 g.

Para calcular, por exemplo, o percentil 90, o primeiro passo seria ordenar estes pesos em ordem crescente, ou seja: 2550 g, 2650 g, 2735 g, 2795 g, 2950 g, 3100 g, 3750 g, 3870 g, 4500 g, 4800 g. Pronto, para descobrir agora o percentil 90 basta identificar qual peso veio em 9º lugar, ou seja, em que peso fica 90º da amostra para baixo e 10º da amostra para cima.

O resultado do percentil 90 neste exemplo é 4500 g. Já o percentil 50 seria o valor mais no meio da amostra. O percentil 50 também pode ser chamado de mediana (o valor mais do meio). Ele expressa um valor de tendência central da amostra, assim como a média que calculamos, por exemplo, quando queremos saber a nossa média na escola. Exemplo de curva de percentil de peso fetal estimado. Na bolinha em amarelo vemos o peso no percentil 50. Em verde o peso no percentil 90 e em vermelho no percentil 10. Um detalhe importante é que o percentil não é usado apenas no peso. Para todas as medidas fetais é possível calcular o percentil para saber se aquele parâmetro é grande ou pequeno.

O que quer dizer CC no ultrassom?

Ultrasonographic Evaluation of Fetal Growth with the use of the Transverse Cerebellar Diameter – Objetivo: avaliar a eficácia do diâmetro transverso do cerebelo (DTC), por meio da ultra-sonografia, na evolução do crescimento fetal e relacioná-lo com a idade gestacional, diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), circunferência abdominal (CA) e comprimento do fêmur (CF).

  • Métodos: foi realizado um estudo prospectivo e longitudinal com 254 gestantes consideradas de baixo risco, com idade gestacional de 20 a 40 semanas.
  • Somente 55 gestantes foram incluídas no estudo, segurados os critérios de inclusão e exclusão.
  • Todos os exames, ou seja, as 217 avaliações ultra-sonográficas foram realizadas pelo autor (LN), sendo no mínimo três e no máximo seis exames para cada gestante, com intervalo de uma a cinco semanas.

Foram estabelecidos padrões de normalidade entre os percentis 10 e 90 para cada idade gestacional, com confirmação após o parto. Resultados: o diâmetro transverso do cerebelo apresentou uma boa correlação com a idade gestacional, tanto como variável dependente (R² = 0,90), como variável independente (R² = 0,92).

Uma correlação significativa na avaliação do crescimento fetal foi encontrada entre o DTC e os vários parâmetros fetais: DBP e CC (R² = 0,92), CF (R² = 0,90) e CA (R² = 0,89). Conclusões: o diâmetro transverso do cerebelo é um parâmetro que deve ser utilizado no acompanhamento do desenvolvimento e do crescimento fetal devido a sua curva de crescimento de padrão ascendente.

Qualquer alteração para mais ou menos na curva de crescimento pode ser útil na detecção dos desvios do crescimento fetal. Cerebelo; Crescimento fetal; Ultra-sonografia; Idade gestacional Purpose: to evaluate the effectiveness of the transverse cerebellar diameter (TCD), by ultrasonography, in the evolution of the fetal growth, and to relate it to gestational age, biparietal diameter (BPD), head circumference (HC), abdominal circumference (AC) and femur length (FL).

  • Method: a prospective and longitudinal study was performed on 254 pregnant women considered of low risk, with a gestational age from 20 to 40 weeks.
  • Only 55 pregnant women were included in the study, according to inclusion and exclusion criteria.
  • All the examinations, 217 ultrasonographic evaluations, were done by the author (LN), at least three and at most six examinations for each pregnant woman being accomplished at an interval of one to five weeks.

Normality patterns were established between the 10 and 90 percentiles for each gestational age and confirmed postnatally. Results: the transverse cerebellar diameter presented a good correlation with the gestational age either as a dependent variable (R² = 0.90) or as an independent variable (R² = 0.92).

  • A significant relationship was found in the evaluation of the fetal growth between the TCD and the several fetal parameters: BPD and HC (R² = 0.92), FL (R² = 0.90) and AC (R² = 0.89).
  • Conclusions: the transverse cerebellar diameter is a parameter that should be used in the follow-up of development and of fetal growth because of the ascending pattern of its growth curve.

Any up- or downward alteration in the growth curve can be useful for the detection of deviations of fetal growth. Cerebellum; Fetal growth; Ultrasonography; Gestational age Trabalhos Originais Avaliação Ultra-Sonográfica do Crescimento Fetal com uso do Diâmetro Transverso do Cerebelo Ultrasonographic Evaluation of Fetal Growth with the use of the Transverse Cerebellar Diameter Luiz Nery 1 1 Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual de Maringá/Hospital Universitário 2 Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina Corrrespondência: Luiz Nery R.

Saint Hilaire, 244 87015-160 ¾ Maringá ¾ PR Fone: (44) 224-9098 ¾ Fax: (44) 224-5522, Antonio Fernandes Moron 2 1 Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual de Maringá/Hospital Universitário 2 Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina Corrrespondência: Luiz Nery R.

Saint Hilaire, 244 87015-160 ¾ Maringá ¾ PR Fone: (44) 224-9098 ¾ Fax: (44) 224-5522, Luiz Kulay Junior 2 1 Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual de Maringá/Hospital Universitário 2 Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina Corrrespondência: Luiz Nery R.

Saint Hilaire, 244 87015-160 ¾ Maringá ¾ PR Fone: (44) 224-9098 ¾ Fax: (44) 224-5522 RESUMO Objetivo: avaliar a eficácia do diâmetro transverso do cerebelo (DTC), por meio da ultra-sonografia, na evolução do crescimento fetal e relacioná-lo com a idade gestacional, diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), circunferência abdominal (CA) e comprimento do fêmur (CF).

Métodos: foi realizado um estudo prospectivo e longitudinal com 254 gestantes consideradas de baixo risco, com idade gestacional de 20 a 40 semanas. Somente 55 gestantes foram incluídas no estudo, segurados os critérios de inclusão e exclusão. Todos os exames, ou seja, as 217 avaliações ultra-sonográficas foram realizadas pelo autor (LN), sendo no mínimo três e no máximo seis exames para cada gestante, com intervalo de uma a cinco semanas.

Foram estabelecidos padrões de normalidade entre os percentis 10 e 90 para cada idade gestacional, com confirmação após o parto. Resultados : o diâmetro transverso do cerebelo apresentou uma boa correlação com a idade gestacional, tanto como variável dependente (R² = 0,90), como variável independente (R² = 0,92).

Uma correlação significativa na avaliação do crescimento fetal foi encontrada entre o DTC e os vários parâmetros fetais: DBP e CC (R² = 0,92), CF (R² = 0,90) e CA (R² = 0,89). Conclusões: o diâmetro transverso do cerebelo é um parâmetro que deve ser utilizado no acompanhamento do desenvolvimento e do crescimento fetal devido a sua curva de crescimento de padrão ascendente.

  • Qualquer alteração para mais ou menos na curva de crescimento pode ser útil na detecção dos desvios do crescimento fetal.
  • PALAVRAS-CHAVE: Cerebelo.
  • Crescimento fetal.
  • Ultra-sonografia.
  • Idade gestacional.
  • Introdução A avaliação correta do crescimento fetal tem sido tarefa difícil para os obstetras e ultra-sonografistas.

O reconhecimento adequado dos extremos do crescimento é fundamental para identificar fetos que têm maior risco de morbidade e mortalidade 1, Para isso, é de extrema importância conhecer os valores de normalidade do crescimento fetal que se situam entre os percentis 10 e 90 2,

O emprego da ultra-sonografia proporcionou um importante avanço na clínica obstétrica, especialmente no estudo genético fetal 3, Para termos uma boa avaliação do crescimento fetal, é importante o conhecimento da idade gestacional, o que pode ser determinado por vários parâmetros: no primeiro trimestre, pelo comprimento cabeça-nádega (CCN), com estimativa de erro de no máximo cinco dias 4 ; no segundo e terceiro trimestres, por meio do diâmetro biparietal (DBP), da circunferência cefálica (CC), da circunferência abdominal (CA) e do comprimento do fêmur (CF) 1,5,6,

A utilização de múltiplos parâmetros é fundamental, porque oferece menor margem de erro 7, Com o objetivo de identificar, precocemente, os desvios do crescimento fetal, muitos autores têm proposto a utilização do diâmetro cerebelar para estimar a idade gestacional, bem como o crescimento fetal, pela medida do seu diâmetro transverso 8-10,

You might be interested:  Calculadora Correção Fgts 1999 A 2013 Grátis?

Esse parâmetro oferece inúmeras vantagens sobre os demais, sobretudo naqueles casos em que ocorrem alterações da pressão extrínseca que podem distorcer o crânio fetal (dolico e braquicefalia), apresentações anômalas, oligoidrâmnio, gestações múltiplas e anomalias uterinas. Nesses casos, nem o DBP ou a CC são confiáveis, pois a precisão é questionável 8,11,12,

Nosso propósito foi estudar o crescimento fetal de nossa população pela medida do diâmetro cerebelar, comparando-o com os vários parâmetros da biometria fetal, já que em nosso meio a literatura sobre o assunto é escassa. Pacientes e Métodos Foi realizado um estudo prospectivo longitudinal em gestantes de baixo risco, com idade gestacional de 20 a 40 semanas, no período de julho de 1997 a novembro de 1998.

As pacientes eram oriundas do serviço de pré-natal do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá. Esse estudo foi realizado após obtermos o consentimento por escrito de todas as pacientes, e também após ser aprovado nas Comissões de Ética em Pesquisa das instituições referidas. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: gestação única, pacientes com ciclos menstruais regulares, exame de ultra-sonografia antes da 20 a semana de gravidez, concordante com a idade gestacional estimada pela última menstruação, assim como 3 a 6 avaliações ultra-sonográficas para cada paciente, com intervalo de uma a cinco semanas.

Todos os parâmetros deviam ter sido visibilizados e os recém-nascidos tinham pesos entre os percentis 10 e 90, confirmados após o parto 2, Por outro lado, excluímos da pesquisa as pacientes que apresentaram alguma intercorrência clínica ou obstétrica durante a gestação, o que poderia interferir no crescimento fetal, como diabete melito, hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, isoimunização ao fator Rh e anomalias fetais detectadas no período pré e pós-natal.

  • Para realização dos exames ultra-sonográfico foi utilizado um aparelho Toshiba SSA-240A, com transdutor convexo de 3,75 mHz, sendo todos os exames realizados somente por um examinador.
  • Os seguintes parâmetros foram analisados: diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC) e abdominal (CA), assim como comprimento do fêmur (CF) e diâmetro transverso do cerebelo (DTC).

As medidas foram todas efetuadas em milímetros. O cerebelo foi identificado através de uma visão ultra-sonográfica da fossa posterior, conforme o método estabelecido por Goldstein et al.9, isto é, num plano paralelo aos ventrículos laterais, tendo como pontos de referência o tálamo, cavo do septo pelúcido e terceiro ventrículo.

Girando o transdutor, levemente, com uma inclinação de 30 o, conseguimos a visão ideal do cerebelo 8, Após o congelamento da imagem e o posicionamento correto dos calipers, realizamos a medida do diâmetro transverso do cerebelo de uma margem externa à outra dos hemisférios cerebelares ( Figuras 1 e 2 ).

Os intervalos de predição de normalidade foram calculados para os percentis 5, 10, 50, 90 e 95 das variáveis em cada idade gestacional. Foram calculadas equações de regressão polinomiais até 3 o grau, pelo método stepwise, para estabelecer relações entre os parâmetros de interesse 13,

  1. Foi utilizado o coeficiente de explicação (R²) para avaliar o ajuste da equação estimada, adotando o nível de significância igual a 0,05 ou 5%.
  2. Resultados Foram realizadas, inicialmente, 620 avaliações ultra-sonográficas em 254 gestantes consideradas de baixo risco.
  3. Excluímos 150 pacientes que não completaram o mínimo de três avaliações exigidas, 34 por apresentarem intercorrência clínica durante a gravidez, como hipertensão arterial (n = 3), doença hipertensiva específica da gravidez (n = 15), malformações fetais (n = 3), recém-nascidos com peso abaixo do percentil 10 (n = 8) e acima de 90 (n = 5).

Também foram excluídos 15 casos em que o cerebelo não foi adequadamente visibilizado. O estudo foi baseado em 217 avaliações ultra-sonográficas, sobre 55 pacientes que preencheram os critérios escolhidos nessa pesquisa. Cada paciente foi submetida no mínimo a três e no máximo a seis exames, com intervalo de uma a cinco semanas.

  1. Os percentis de distribuição dos recém-nascidos (RN) foram confirmados depois do parto, após verificarmos o peso adequado para cada idade gestacional, confrontante com os padrões de normalidade estabelecidos 14,
  2. A Tabela 1 mostra o número e o percentual de avaliações em cada idade gestacional dentre as 217 avaliações feitas em 55 pacientes.

A média da idade gestacional no parto foi de 39 + 1 semanas (variação de 35 a 41 semanas) e o peso médio dos RN foi de 3.225 + 463 gramas (variação de 1.920 a 3.850 gramas). A Tabela 2 mostra os intervalos de predição calculados pelos percentis para o diâmetro transverso do cerebelo (DTC) nas diferentes idades gestacionais avaliadas.

  • A Figura 3 ilustra a evolução do DTC entre os percentis 10, 50 e 90 para cada idade gestacional.
  • A correlação entre o DTC e idade gestacional foi realizada por meio de análise estatística de equações polinomiais de segundo grau; considerando o DTC como variável dependente e a idade gestacional como variável independente, temos: DTC = -4,959601 + 1,010780 ´ IG + 0,010530 ´ IG 2,

O R 2 obtido foi de 0,90. Foram analisados, respectivamente, a relação entre o DTC, a idade gestacional (IG) e os diversos parâmetros da biometria fetal, como: DBP, CC e CA, assim como o CF. Essas análises foram feitas mediante equações de regressão polinomiais de 3 o grau, considerando a idade gestacional e os diversos parâmetros fetais (DBP, CC, CA e CF) como variáveis dependentes e o DTC, como variável independente.

Os resultados dessas análises podem ser observados a seguir onde estão resumidos os cálculos efetuados para cada variável e respectivos R 2 : Variável dependente: idade gestacional = 5,789015 + 0,73698 ´ DTC + 0,001856 ´ DTC 2 – 0,000077 ´ DTC 3 R 2 = 0,92 Variável dependente: DBP = -23,36046 + 4,77317 ´ DTC – 0,06524 ´ DTC 2 + 0,00031 ´ DTC 3 R 2 = 0,92 Variável dependente: CC = -73,0405 + 16,52744 ´ DTC – 0,223654 ´ DTC 2 – 0,00104 ´ DTC 3 R 2 = 0,92 Variável dependente: CA = -40,81298 + 10,73687 ´ DTC – 0,04971 ´ DTC 2 – 0,000376 ´ DTC 3 R 2 = 0,89 Variável dependente: CF = -16,64887 + 2,9119 ´ DTC – 0,02362 ´ DTC 2 + 0,00000085 ´ DTC 3 R 2 = 0,90 Discussão O crescimento fetal, ultimamente, vem sendo cada vez mais estudado por meio da ultra-sonografia.

Mesmo assim, apesar da metodologia empregada e dos modernos aparelhos existentes, nota-se que a maior dificuldade, sem dúvida, ocorre no terceiro trimestre de gravidez. O cerebelo deriva da parte dorsal do metencéfalo, sendo constituído por duas massas laterais denominadas de hemisférios cerebelares e uma central, o vermis 15,16,

No embrião, o cerebelo surge a partir da quinta semana, como uma protuberância que cobre o assoalho do quarto ventrículo 15,17, O cerebelo pode ser identificado pelo exame ultra-sonográfico em torno da 11 a semana 9, e com acurácia da 12 a à 14 a semana, pelo método transvaginal 18, Porém, devemos tomar cuidado em diagnosticar precocemente anomalias da fossa posterior antes da 18 a semana.

Certamente, até essa época algumas estruturas da fossa posterior, como 4 o ventrículo, cisterna magna, vermis e hemisférios cerebelares, ainda não estão complemente desenvolvidos e, portanto, podem simular uma imagem anômala 19, Em nosso estudo identificamos o cerebelo na fossa posterior na maioria dos exames ultra-sonográficos.

Somente em 15 pacientes (5,9%) não pudemos visibilizar o cerebelo, por apresentação cefálica com variedade posterior, obesidade materna ou rotura prematura de membranas. Em todos esses casos, a idade gestacional esteve acima de 34 semanas. A explicação dada pela maioria dos autores é que, após a 32 a semana, há uma maior dispersão das medidas.

Além disso, o grau de insinuação da cabeça fetal dificulta o acesso à fossa posterior. Em outras circunstâncias, a pouca quantidade de líquido amniótico presente em torno da cabeça fetal dificulta a visibilização do cerebelo 10,12,20, A obesidade materna e as próprias estruturas musculares também são fatores que impedem a penetração das ondas sônicas 20,

  • Os resultados apresentados em nossa ca-suística a respeito da relação entre o DTC e a idade gestacional estão bem próximos aos da literatura 9,10, o que demonstra reprodutividade do método empregado.
  • Apesar da análise de regressão linear ser mais utilizada nos trabalhos em que se emprega a ultra-sonografia, os dados da literaturarevelam que o crescimento fetal é melhor analisado por meio de equações curvilíneas 4,21,

Para amostras com número maior que 150 pacientes e idade gestacional superior a 20 semanas é aconselhável utilizar análise de regressão polinomial 22, Em nosso estudo, a análise do crescimento fetal, com o uso de vários parâmetros fetais, mostrou ser mais confiável ao utilizarmos as equações polinomiais.

  • Entretanto, quando utilizamos o cálculo de regressão linear este não se mostrou eficaz, caracterizando, portanto, a inadequação do método.
  • Os resultados de nossas análises estatísticas, em que foi empregado o DTC como variável dependente e a idade gestacional como variável independente, mostraram-se bem ajustados, com coeficiente de explicação R² = 0,90.

Em outra análise, estudamos a relação do DTC com a idade gestacional e os diversos parâmetros da biometria fetal (DBP, CC, CA e CF). Desta vez, o DTC foi utilizado como variável independente e a idade gestacional, assim como os demais parâmetros fetais, como variáveis dependentes.

  1. Constatamos pelas equações de regressão polinomiais de 3 o grau que todas as análises mostraram-se bem ajustadas com coeficiente de explicação (R 2 ) acima de 0,90.
  2. Somente a equação estimada para circunferência abdominal apresentou resultado inferior a 0,90.
  3. Alguns estudos revelaram uma alta correlação entre o DTC e o diâmetro biparietal com R 2 de 0,95 e 0,96 8,9,
You might be interested:  Calculadora De Ovulação Online?

A correlação encontrada por Goldstein et al.9 entre esse parâmetro e a circunferência craniana, idade gestacional e a circunferência abdominal foi semelhante às nossas. Analisando graficamente a evolução do crescimento cerebelar entre os percentis 10, 50 e 90 apresentados na Tabela 2, observamos uma curva de crescimento de padrão ascendente, sendo que as maiores dispersões ocorreram no terceiro trimestre.

No segundo trimestre, a medida do diâmetro cerebelar em milímetros é equivalente à idade gestacional em semanas, o que confere com os encontrados na literatura 9,10,23, Esse estudo trouxe uma contribuição para a avaliação do crescimento fetal, visto que qualquer desvio na curva de crescimento, para mais ou menos, permite-nos identificar um desvio de crescimento do feto.

Com base nesse estudo e em outros da literatutura 9,10, acreditamos que o diâmetro transverso do cerebelo pode ser considerado como um bom parâmetro no acompanhamento evolutivo do desenvolvimento e crescimento fetal. Certamente, muitos outros estudos far-se-ão necessários, mas de maneira geral, acreditamos que o exame ultra-sonográfico do cerebelo fetal deva ser incluído na rotina da biometria fetal.

  1. SUMMARY Purpose: to evaluate the effectiveness of the transverse cerebellar diameter (TCD), by ultrasonography, in the evolution of the fetal growth, and to relate it to gestational age, biparietal diameter (BPD), head circumference (HC), abdominal circumference (AC) and femur length (FL).
  2. Method: a prospective and longitudinal study was performed on 254 pregnant women considered of low risk, with a gestational age from 20 to 40 weeks.

Only 55 pregnant women were included in the study, according to inclusion and exclusion criteria. All the examinations, 217 ultrasonographic evaluations, were done by the author (LN), at least three and at most six examinations for each pregnant woman being accomplished at an interval of one to five weeks.

  1. Normality patterns were established between the 10 and 90 percentiles for each gestational age and confirmed postnatally.
  2. Results : the transverse cerebellar diameter presented a good correlation with the gestational age either as a dependent variable (R² = 0.90) or as an independent variable (R² = 0.92).

A significant relationship was found in the evaluation of the fetal growth between the TCD and the several fetal parameters: BPD and HC (R² = 0.92), FL (R² = 0.90) and AC (R² = 0.89). Conclusions: the transverse cerebellar diameter is a parameter that should be used in the follow-up of development and of fetal growth because of the ascending pattern of its growth curve.

1.Bowie JD. Crescimento fetal. In: Callen PW, editor. Ultra-sonografia em Obstetrícia e Ginecologia.2 a ed. São Paulo: Livraria Editora Santos; 1991.p.65-70. 2.Battaglia FC, Lubchenco LO. A practical classification of newborn infants by weight and gestational age. J Pediatr 1967; 71:159-63. 3.Moron AF. Medicina fetal. In: Delascio D, Guariento A, editores. Obstetrícia Normal Briquet.3 a ed. São Paulo: Salvier; 1994.p.463. 4.Pastore AR. Ultra-sonografia obstétrica. In: Neme B, editor. Obstetrícia Básica. São Paulo: Salvier; 1994.p.725. 5.Manning FA. Intrauterine growth retardation: diagnosis, prognostication and management based on ultrasound methods. In: Fleischer AC, Manning FA, Jeanty P, Romero R, editors. Sonography in Obstetrics and Gynecology: principles & practice.5 th edn. London: Prentice-Hall International; 1996.p.24, p.519. 6.Hadlock FP, Deter RL, Harrist RB, Roecker E, Park SK. A date-independent predictor of intrauterine growth retardation: femur length/abdominal circumference ratio. AJR Am J Roentgenol 1983; 141:979-84. 7.Pastore AR. A análise pela ultra-sonografia das vairáveis fetais: diâmetro biparietal, circunferência cefálica, circunferência abdominal e comprimento do fêmur, relacionada com a idade gestacional, São Paulo: Universidade de São Paulo; 1989. 8.Mcleary RD, Kuhns LR, Barr M Jr. Ultrasonography of the fetal cerebellum. Radiology 1984; 151:439-42. 9.Goldstein I, Reece EA, Pilu G, Bovicelli L, Hobbins JC. Cerebellar measurements with ultrasonography in the evaluation of fetal growth and development. Am J Obstet Gynecol 1987; 156:1065-9. 10.Duchatel F, Mennesson B, Berseneff H, Oury JF. Mésures échographiques anténatales du cervelet foetal: Intérét dans l’évaluation du développement foetal. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris) 1989; 18:879-83. 11.Hata K, Hata T, Senoh D, et al. Ultrasonographic measurement of fetal transverse cerebellum in utero. Gynecol Obstet Invest 1989; 28:111-2. 12.Meyer WJ, Gauthier D, Ramakrishnan V, Sipos J. Ultrasonographic detection of abnormal fetal growth with the gestacional age-independent, transverse cerebellar diameter/abdominal circumference ratio. Am J Obstet Gynecol 1994; 171:1057-63. 13.Elian SN. Análise de regressão.1 a ed. São Paulo: EDUSP; 1988. 14.Lubchenco LO, Hansman C, Dressler M, Boyd D. Intrauterine growth as estimated from liveborn birth-weight data at 24 to 42 weeks of gestation. Pediatrics 1963; 32:793-800. 15.Junqueira LCU, Zago D. Fundamentos de embriologia humana.2 a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1977.p.177-98. 16.Machado AM. Neuroanatomia funcional. Rio de Janeiro: Atheneu; 1991.p.31-35. 17. Lobo BA, Engelhardt E, Maia JD. Noções básicas de embriologia humana. Rio.de Janeiro: Guanabara Koogan; 1966.p.157-82. 18.Meyer WJ, Gauthier DW, Goldemberg B, Santolaja J, Sipos J, Cattledge F. The fetal transverse cerebellar diameter/abdominal circumference ratio: a gestational age-independent method of assessing fetal size. J Ultrasound Med 1993; 12:379-82. 19.Babcook CJ, Chong BW, Salamat MS, Ellis WG, Goldstein RB. Sonographic anatomy of the developing cerebellum: normal embriology can resemble pathology. AJR Am J Roentgenol 1996; 166:427-33. 20.Haller H, Petrovic O, Rukavina B. Fetal transverse cerebellar diameter/abdominal circumference ratio in assessing fetal size. Int J Gynaecol Obstet 1995; 50:159-63. 21.Deter RL, Harrist RB, Hadlock FP, Poindexter AN. Longitudinal studies of fetal growth with the use of dynamic image ultrasonography. Am J Obstet Gynecol 1982; 143:545-54. 22.Jeanty P. Fetal biometry. In: Fleischer AC, Manning FA, Jeanty P, Romero R, editores. Sonography in Obstetrics and Gynecology: principles & practice.5 th edn. London: Prentice-Hall International; 1996.p.131-140. 23.Montenegro NA, Leite P. Fetal cerebellar measu-rements in second trimester ultrasonography: clinical value. J Perinat Med 1989; 17:365-9.

1 Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual de Maringá/Hospital Universitário 2 Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina Corrrespondência: Luiz Nery R. Saint Hilaire, 244 87015-160 ¾ Maringá ¾ PR Fone: (44) 224-9098 ¾ Fax: (44) 224-5522

Publicação nesta coleção 04 Jan 2005 Data do Fascículo Jun 2000

SciELO – Scientific Electronic Library Online Rua Dr. Diogo de Faria, 1087 – 9º andar – Vila Clementino 04037-003 São Paulo/SP – Brasil E-mail: [email protected]

Que se mexe mais cedo na barriga?

Quem mexe mais cedo na barriga: menino ou menina? – Não há provas científicas sobre quem mexe mais cedo na barriga da mãe, meninos ou meninas. Na verdade, cada bebê é diferente e seu desenvolvimento é único. Não existe uma regra geral que possa definir o sexo do bebê com base nos seus movimentos fetais.

No entanto, existem alguns mitos populares que tentam prever o sexo do bebê com base em características da gravidez, como o formato da barriga, os desejos alimentares da mãe, o aspecto da pele e dos cabelos e até mesmo o humor da gestante. Um desses mitos é o método Ramzi, que afirma que o local em que a placenta se forma pode revelar se o feto é um menino ou uma menina.

Segundo essa teoria, se a placenta estiver do lado esquerdo, será uma menina; se estiver do lado direito, será um menino. Mas esses métodos não têm validação científica comprovada. A única forma segura e confiável de saber o sexo do bebê é por meio de exames médicos, como o ultrassom ou o exame de sangue fetal.

Quando o feto pesa 1 kg?

No final da semana 28 de gestação, o comprimento fetal aproxima-se dos 25 Cm e o peso fetal é de cerca de 1,1 Kg (1100 gramas).

Qual é o percentil ideal?

Como saber se o tamanho do bebê é ‘normal’? Percentil não é único parâmetro Quem gesta um bebê pode se preocupar em algum momento com o crescimento do feto: será que está muito pequeno? Será que está grande demais? Às vezes, o tamanho da barriga é usado como referência e frases como “sua barriga está grande/pequena para o tempo de gestação” são comuns.

  • Essa referência é até válida, mas precisa ser bem mensurada.
  • Antigamente, o que se fazia era medir o tamanho da barriga com fita métrica e relacionar com o tempo de gestação para ter ideia se o bebê estava com o tamanho adequado ou não.
  • A medida era tirada com a pessoa gestante deitada de costas, medindo a distância entre a borda superior da púbis e o topo do útero (parte de cima da barriga).
  • Porém, sem ultrassom precoce, ficava difícil estabelecer o tempo exato da gravidez, então nem sempre o que se achava ser um bebê pequeno ou grande para a idade gestacional era de fato.

Hoje em dia, a medida da barriga ainda é um dos métodos para rastrear bebês pequenos —desde que se saiba o tempo correto da gestação. A medição começa a ser feita entre a 16ª e 20ª semana. A partir de estudos populacionais que definem as medidas mínimas, médias e máximas da barriga de acordo com a idade gestacional, é possível saber se aquele bebê está dentro do padrão ou não.

  1. Bebês abaixo do percentil 10 são considerados PIG (pequenos para a idade gestacional).
  2. Enquanto bebês acima do percentil 90 são GIG (grandes para a idade gestacional).
  3. Mas nem tudo é escrito em pedra! Algumas considerações são importantes na hora de analisar o percentil fetal:

O percentil fetal é uma curva de crescimento baseada em estudos populacionais. Como há diversas populações com características diferentes, há variações em relação ao tamanho do neném e curvas variadas também. Não se poderia avaliar um bebê oriental, por exemplo, dentro de uma escala feita a partir da população americana.

  1. Nem todo bebê “normal” tem percentil 50.
  2. Esse valor serve apenas para acompanhamento populacional.
  3. Quando se fala de fetos, cada um tem a própria velocidade de crescimento que deve ser considerada.
  4. Estar dentro do percentil ideal pode ser arriscado em alguns casos.
  5. Pode ser grave se até as 16 semanas de gestação o bebê estiver no percentil 50 e cair para o percentil 20 na 24ª semana da gravidez.
You might be interested:  Como Calcular Kwh Em Reais?

Mesmo estando no “padrão” (o intervalo entre 10 e 90), a queda brusca pode indicar um risco. O mesmo vale se houver um aumento do percentil 30 para o 80, por exemplo. Outras medições precisam ser consideradas. A partir de 16 semanas, o crescimento do bebê é avaliado também pelas medidas da circunferência da cabeça, do abdome e do fêmur (osso da coxa), tiradas durante o exame de ultrassom.

O que quer dizer DBP no ultrassom?

O diâmetro biparietal (DBP): é o diâmetro entre os dois lados da cabeça. Isso é medido após 13 semanas. O comprimento do fêmur (FL): mede o osso mais longo do corpo e reflete o crescimento longitudinal do feto.

Qual o tamanho de um bebê com 5 meses de gestação?

O quinto mês da gravidez compreende a semana 20 até a semana 24. No final desse período, o feto estará com 30 cm de comprimento — pesando cerca de 700 gramas. Continue a leitura e veja algumas das transformações que acontecem — com a mãe e com a criança — nesse estágio da gestação.

Qual é o tamanho de um bebê de 5 meses?

Tabela de peso e altura por idade, para meninas de até 2 anos

Idade (meses) Altura mínima Altura média
5 meses 59,6 cm 64,0 cm
6 meses 61,2 cm 65,7 cm
7 meses 62,7 cm 67,3 cm
8 meses 64,0 cm 68,7 cm

O que é relação CF DBP?

Os parâmetros da biometria fetal mensurados mais comumente são o diâmetro biparietal (DBP), a circunferência craniana (CC), a circunferência abdominal (CA) e o comprimento do fêmur (CF). Essas medidas biométricas podem ser utilizadas para estimar o peso fetal (PFE) utilizando várias e diferentes fórmulas 1.

Qual o percentil ideal para 32 semanas?

Tabela de Peso Fetal (Hadlock)

Idade Gestacional (semanas) Peso Fetal (g) Percentil
30 1169 1294
31 1313 1453
32 1465 1621
33 1622 1794

Como ler um ultrassom obstétrico?

O ultrassom obstétrico analisa o crescimento e o peso do bebê. Além do funcionamento e posição da placenta. Também descarta formações de diagnóstico tardio, como por exemplo a hidrocefalia. Realizando o exame, é possível ouvir os batimentos cardíacos e observar os movimentos do embrião.

Qual o tamanho normal da circunferência cefálica?

O Ministério da Saúde, em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, passa a adotar, a partir de agora, a medida de 32 cm para a triagem e identificação de bebês possíveis portadores de microcefalia. Este procedimento consta do “Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika” e está de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera, como medida padrão mínima para a cabeça de recém-nascidos, 32 centímetros.

  • Diante do aumento inesperado e inusitado dos casos de microcefalia em recém-nascidos, atribuído ao vírus Zika, no primeiro momento, o Ministério da Saúde recomendou que fosse adotada a medida de 33 cm para o PC.
  • A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

O perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o PC de 33 cm é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

Até o dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde havia recebido 1.248 notificações de casos suspeitos. Todos esses casos têm medida craniana igual ou inferior a 33 cm. Na primeira triagem desses casos suspeitos, muitos dos diagnósticos realizados precocemente e preventivamente já foram descartados. A nova medida visa agilizar os procedimentos clínicos, sem descuidar dos bebês que fizeram parte da primeira lista de casos notificados.

O crânio é formado por uma série de ossos. Nos recém-nascidos e nas crianças menores eles não estão “soldados”, permitindo que a caixa craniana cresça durante o desenvolvimento do bebê. A cabeça das crianças recém-nascidas tem moleiras, que são as fontanelas, e suturas, que são áreas livres para o crescimento dos ossos.

Quando isto não ocorre, podem surgir casos de microcefalia ou outras anomalias. Por esta razão, após o parto, a cabeça das crianças é sempre medida, permitindo que o pediatra identifique, precocemente, se há algum problema. O perímetro da cabeça da criança continuará sendo medido ao longo da sua infância.

A classificação de casos fica assim organizada: Casos Notificados/Suspeitos; Casos Confirmados; e Diagnóstico Descartado.

O que é relação CF DBP?

Os parâmetros da biometria fetal mensurados mais comumente são o diâmetro biparietal (DBP), a circunferência craniana (CC), a circunferência abdominal (CA) e o comprimento do fêmur (CF). Essas medidas biométricas podem ser utilizadas para estimar o peso fetal (PFE) utilizando várias e diferentes fórmulas 1.

O que é o comprimento do úmero?

Novos padrões para a saúde do feto Exame de ultrassonografia, realizado no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp Os padrões usados por médicos de todo o mundo para avaliar imagens de ultrassom de gestantes, e decidir se o feto vem se desenvolvendo de modo saudável, estão prestes a ser atualizados, graças a um estudo internacional coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

  1. Os resultados estão sendo publicados nesta tarde no periódico online de livre acesso PLOS Medicine,
  2. A etapa brasileira do trabalho foi conduzida nas instalações da Unicamp, e a análise estatística dos dados globais, com informações obtidas a partir de exames de ultrassom realizados em mais de 1,3 mil mulheres de dez países, envolveu a participação de um professor aposentado do IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica) da universidade.

Foram 157 as mulheres brasileiras que participaram do estudo, todas atendidas no CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) da universidade. “Quando se acompanha o crescimento de uma criança, espera-se que ele aconteça dentro de uma faixa pré-estabelecida de normalidade, dependendo de sexo e idade.

A mesma ideia, transposta para o ambiente intrauterino, para os fetos, existe já há muito tempo: de que eles tenham um crescimento dentro de uma variação de normalidade para cada idade gestacional”, explica José Guilherme Cecatti, professor titular de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e um dos autores do estudo da OMS.

“Só que, até hoje, boa parte de todo o diagnóstico de qual é o tamanho do nenê que está na barriga de uma mulher grávida, que é uma coisa muito corriqueira na prática de saúde, se baseia em algumas curvas de crescimento que são, em sua quase totalidade, de países desenvolvidos, principalmente dos Estados Unidos, baseadas num tipo de população que não é representativa da população mundial”, completou. Os pesquisadores José Carvalho e José Guilherme Cecatti, da Unicamp, que participaram do estudo da OMS As curvas de crescimento publicadas na PLOS Medicine trazem informações sobre circunferência da cabeça e do abdome, do comprimento do úmero (o osso que vai do ombro ao cotovelo) e do fêmur, além de estimativas do peso do feto, feitas a partir dessas medições.

  • As mulheres que tomaram parte no estudo eram saudáveis e apresentavam gestações de baixo risco, de modo a evitar que os resultados fossem contaminados por fatores externos, como desnutrição ou doenças.
  • Existe uma perspectiva, de quem trabalha com aparelho de ultrassom, principalmente em países de média renda, como é o caso do Brasil, de mudar esse padrão americano de referencia que já vem embutido nos aparelhos, atualizando-o para a curva internacional da OMS”, aponta Cecatti.

“E o que significa isso? Significa que uma parcela das mulheres que hoje estão grávidas, que vão fazer exame de ultrassom e ouvem que o bebê está com o peso um pouco abaixo do normal, talvez não ouçam mais isso. Porque um peso um pouco abaixo do padrão americano pode não significar nada me relação ao padrão internacional”, acrescentou.

  • E evitando um diagnóstico falso positivo, evita-se uma série de outras medidas, que consomem tempo e dinheiro”.
  • O padrão norueguês é diferente do indiano.
  • Então você pegar uma criança indiana que, para o padrão norueguês, tem peso baixo não representa necessariamente alguma alteração da condição de saúde”, exemplifica o professor aposentado do IMECC José Carvalho, que trabalhou na análise estatística dos dados.

“Não falamos em médias”, explica Carvalho, descrevendo a apresentação dos resultados. “Quando damos as curvas, damos a distribuição toda, através dos percentis: quais medidas estão nos 10% superiores, por exemplo”. Ele levanta a possibilidade de os novos resultados permitirem diagnósticos mais precisos de condições como a microcefalia, ainda durante a gestação.

  1. Os dados levantados para a elaboração nas novas curvas de crescimento ainda podem gerar mais resultados científicos no futuro, apontam os pesquisadores.
  2. A maioria das mulheres teve, em média, sete exames de ultrassonografia realizados ao longo da gestação, e passaram por avaliação nutricional, antropométrica – altura, peso, pregas cutâneas – e isso gerou uma quantidade de informação muito grande”, apontou Cecatti.

“Então, o banco de dados do estudo ainda tem uma quantidade enorme de informações, e já estamos lidando com isso, buscando maneiras de usar esses dados para gerar uma quantidade maior de informações que possam ser úteis para a saúde das mulheres e crianças”.