Como Calcular Taxa De Mortalidade?

Como Calcular Taxa De Mortalidade

Como calcular a taxa de mortalidade?

Epidemiologia O coeficiente geral de mortalidade, ou taxa de mortalidade geral, refere-se a toda população e não ao total de óbitos. É calculado dividindo-se o total de óbitos, em determinado período, pela população calculada para a metade do período. Veja: As vantagens desse indicador são a simplicidade de seu cálculo e a facilidade de obtenção de seus componentes. Permite comparar o nível de saúde de diferentes regiões ao longo do tempo. Normalmente, o coeficiente geral de mortalidade se situa entre 6 e 12 óbitos por 1.000 habitantes. Valores abaixo de 6 podem significar sub-registro de óbitos (VERMELHO; LEAL; KALE, 2005). Veja na tabela 1, como exemplo, os coeficientes de mortalidade específicos por idade e o coeficiente geral de mortalidade para Santa Catarina e Acre. Tabela 1 – Coeficientes de mortalidade específicos por idade e coeficiente geral de mortalidade (por 1.000 habitantes), Santa Catarina e Acre, 2006 Na tabela 1 notamos que o coeficiente geral de mortalidade de Santa Catarina é maior que o do Acre, ainda que, em quase todos os estratos, os coeficientes específicos por idade sejam menores. As taxas de mortalidade também podem ser específicas por sexo, idade ou causa. Veja a seguir! Boing, d’Orsi e Reibnitz Jr. Tópico 2 – páginas: : Epidemiologia

Como calcular a mortalidade proporcional por idade?

Mortalidade Proporcional por Idade – Um indicador muito utilizado para comparar regiões com diferentes graus de desenvolvimento, criado em 1957, é o Indicador de Swaroop-Uemura ou Razão de Mortalidade Proporcional (RMP). Este indicador é calculado dividindo-se o número de óbitos em indivíduos com 50 anos ou mais pelo total de óbitos da população (VERMELHO; LEAL; KALE, 2005). Ele permite classificar regiões ou países em quatro níveis de desenvolvimento: 1º nível (RMP ≥75%): países ou regiões onde 75% ou mais da população morrem com 50 anos ou mais, padrão típico de países desenvolvidos; 2º nível (RMP entre 50% e 74%): países com certo desenvolvimento econômico e regular organização dos serviços de saúde; 3º nível (RMP entre 25% e 49%): países em estágio atrasado de desenvolvimento das questões econômicas e de saúde; e 4º nível (RMP< 25%): países ou regiões onde 75% ou mais dos óbitos ocorrem em pessoas com menos de 50 anos, característico de alto grau de subdesenvolvimento. Atualizando : utilizando-se dados referentes a 34 países em quatro épocas (1950, 1960, 1970 e 1980), foi verificado que a porcentagem de óbitos de pessoas com 50 anos ou mais não proporcionou o maior poder de discriminação entre países mais e menos desenvolvidos, em qualquer das épocas; nas duas últimas, foi a percentagem de óbitos de pessoas com 75 anos ou mais que correspondeu a esse maior poder. Foi sugerida a conveniência de reformulação das classes propostas por Swaroop e Uemura, definindo-se outras baseadas na RMP dada por pessoas com 75 anos ou mais. Perceba no quadro 2 a significativa diferença entre Santa Catarina e Amapá em 2010. Enquanto que no estado catarinense 35,8% dos óbitos ocorreram entre pessoas com 75 anos de idade ou mais, no Amapá, este percentual chegou a apenas 20,0%! Quadro 2 – Número e proporção de óbitos de pessoas com 75 anos de idade ou mais em Santa Catarina, Amapá e no Brasil em 2010. Fonte: BRASIL, 2009a.

O que é um indicador de mortalidade?

Indicadores de mortalidade – Um dos mais conhecidos, o indicador de mortalidade, possibilita acompanhar o número de óbitos em determinada região, acompanhando também seus perfis, e descobrindo as principais causas de morte.

Como calcular taxa de mortalidade no Excel?

Como calcular casos ou mortes por milhão de habitantes – Para calcular a taxa de mortes por 1 milhão de habitantes:

Pegue o número de casos ou mortes Divida pela população do país ou estado Multiplique o resultado por 1.000.000

A fórmula fica assim: Mortes por milhão de habitantes = Mortes / População x 1.000.000 No Excel, o cálculo da taxa na célula com a fórmula deve ser algo assim: = B2 / C2 * 1.000.000, sendo B2 o número de casos/mortes e C2, a população do lugar (cidade, estado, país).

Com a pandemia do Coronavírus alguns tipos de visualização ficaram mais comuns e passaram até a ser requisitadas pelas pessoas para entender melhor a propagação da doença e a situação do local onde mora. Gráficos com escala logarítmica, médias móveis, taxas por milhão de habitantes saíram do universo dos criadores de visualizações para o público comum, que teve que aprender a ler mais gráficos para compreender as notícias.

As comparações por milhão ou cem mil ajudam a comparar países ou estados com tamanhos de população muito diferentes, embora alguns especialistas tenham dito que, pela forma como a epidemia de Covid-19 se alastra, os indicadores per capita não colaboram muito,

Qual a fórmula para calcular a taxa de mortalidade infantil?

Ferramentas para a gestão da vigilância em saúde Método para estimação de indicadores de mortalidade infantil e baixo peso ao nascer para municípios do Brasil, 2012 * Método para cálculo de indicadores de mortalidad infantil y bajo peso al nacer en municipios de Brasil, 2012 Alicia Matijasevich 1, Juan José Cortez-Escalante 2, Dacio Rabello Neto 3, Roberto Men Fernandes 3, Cesar Gomes Victora 4 1 Universidade de São Paulo, Departamento de Medicina Preventiva, São Paulo-SP, Brasil 2 Organização Pan-Americana da Saúde, Oficina Nacional no Brasil, Brasília-DF, Brasil 3 Ministério da Saúde do Brasil, Coordenação-Geral de Informação e Análise Epidemiológica, Brasília-DF, Brasil 4 Universidade Federal de Pelotas, Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Pelotas-RS, Brasil Resumo OBJETIVO: apresentar um método para estimação dos indicadores de prevalência de baixo peso ao nascer (BPN) e coeficiente de mortalidade infantil (CMI) para municípios brasileiros, de modo a incorporar considerações de flutuação amostral.

MÉTODOS: as distribuições binomial e de Poisson foram usadas para estimar os intervalos de confiança de 95% (IC 95% ); quando o número de óbitos infantis foi zero, o limite superior do IC 95% foi estimado pelo método da “regra do três”; como demonstração, foram estimados indicadores para o ano de 2012.

RESULTADOS: observou-se discreto aumento do BPN e diminuição do CMI com o aumento da população municipal; as estimativas foram mais precisas para o BPN do que para o CMI, apresentaram grande amplitude dos IC 95% em municípios pequenos e baixa confiabilidade quando analisadas apenas para um ano específico.

  1. CONCLUSÃO: foi desenvolvida uma planilha eletrônica que permitirá aos gestores estimarem a precisão desses indicadores para seus municípios.
  2. Palavras-chave: Mortalidade Infantil; Recém-Nascido de Baixo Peso; Técnicas de Estimativa; Cidades; Vigilância Epidemiológica/estatística & dados numéricos Resumen OBJETIVO: presentar un método para el cálculo de indicadores de prevalencia de bajo peso al nacer (BPN) y coeficiente de mortalidad infantil (CMI) para municipios brasileros, para incorporar consideraciones de fluctuación en las muestras.

MÉTODOS: las distribuciones binomial y Poisson fueron usadas para estimar intervalos de confianza de 95% (IC 95% ) de los indicadores; cuando el número de muertes infantiles era cero, el límite superior del IC 95% fue estimado por el método “regla de tres”.

  1. Como demostración fueron estimados indicadores para el año 2012.
  2. RESULTADOS: fue observado un discreto aumento del BPN y disminución del CMI en municipios más populosos; Las estimativas de BPN fueron más precisas que las de CMI, presentando IC 95% más amplios en municipios pequeños e con baja confiabilidad cuando analizadas apenas para un año específico.

CONCLUSIÓN: fue creada una planilla electrónica que permitirá a los gestores estimar la precisión de éstos indicadores para sus municipios. Palabras-clave: Mortalidad Infantil; Recién Nacido de Bajo Peso; Técnicas de Estimación; Ciudades; Vigilancia Epidemiológica/estadística & datos numéricos Introdução Ao longo do tempo, diferentes instituições e órgãos nacionais e internacionais, alguns vinculados ao planejamento público e outros ligados à pesquisa, desenvolveram e aprimoraram diversos indicadores para a análise e acompanhamento das condições de vida e saúde das populações.1 No contexto da descentralização administrativa e tributária, são cada vez mais demandadas as informações sociais e demográficas nos diferentes níveis populacionais, incluindo o municipal, para fins de formulação de políticas públicas.

O conhecimento dos limites e potencialidades dos indicadores sociais, especialmente quando estratificados, é de fundamental importância para gestores definirem com maior precisão as prioridades sociais e a alocação de recursos públicos.2 Dos 5.565 municípios brasileiros, cerca de 2.100 tiveram menos de 100 nascidos vivos em 2012, e outros 1.200, entre 100 e 200 nascidos vivos.3 Para municípios com números relativamente pequenos de nascidos vivos, a precisão de cálculos de indicadores de saúde infantil – como o baixo peso ao nascer e o coeficiente de mortalidade infantil – pode ser prejudicada devido a flutuações anuais.

O objetivo do presente estudo foi apresentar um método para estimação dos indicadores de prevalência de baixo peso ao nascer (BPN) e coeficiente de mortalidade infantil (CMI) para municípios brasileiros, de modo a incorporar considerações de flutuação amostral.

  • Como complemento do trabalho, foi desenvolvida uma planilha na plataforma Excel que permitirá aos gestores estimarem a precisão das estatísticas futuras de baixo peso ao nascer e mortalidade infantil para seus municípios.
  • Métodos Com o objetivo de demonstrar o método proposto, foi realizado um estudo ecológico descritivo com dados sobre a população total, o número de nascidos vivos e o número de óbitos infantis (crianças menores de um ano de vida) de todos os municípios brasileiros para o ano de 2012.

As fontes de dados foram o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), gerenciados pelo Ministério da Saúde. Os dados sobre o tamanho dos municípios foram obtidos dos censos e estimativas populacionais produzidos pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os dados utilizados estavam disponíveis no sitio eletrônico do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus): http://datasus.saude.gov.br O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) foi calculado dividindo-se o número de crianças que morreram no primeiro ano de vida pelo número de nascidos vivos no mesmo município e período, multiplicando-se por 1.000.

A prevalência de baixo peso ao nascer (BPN) foi calculada dividindo-se o número de recém-nascidos com baixo peso (BPN inferior a 2.500g) pelo número total de nascidos vivos no mesmo município, multiplicando-se por 100. Para avaliar a confiabilidade das estimativas, os indicadores também foram calculados segundo nove estratos de porte populacional municipal: 0-4; 5-9; 10-19; 20-29; 30-49; 50-99; 100-199; 200-499; e 500 milhares de habitantes ou mais.

distribuição binomial – indicada para a análise de variáveis binárias (por exemplo: o peso ao nascer, que pode ser <2.500 gramas ou ≥2.500 gramas) em uma amostra finita. distribuição de Poisson - pode ser tratada como um caso especial da distribuição binomial, quando o número de eventos (por exemplo: óbitos infantis) tende a ser muito inferior ao denominador (no caso, nascidos vivos).

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Quando o número de eventos foi igual a zero, propôs-se um método alternativo para estimar o limite superior do intervalo de confiança de 95% (o limite inferior, por definição, é igual a zero), tendo em vista que o valor nulo no numerador inviabilizaria o calculo do indicador.

Esse método, conhecido como a “regra do três” 5 no caso de estimativas de mortalidade infantil, estima o limite superior como sendo igual a três, dividido pelo número de nascidos vivos. Como foram poucos municípios sem nenhum recém-nascido vivo com BPN, o método proposto foi utilizado apenas para o CMI.

Foi elaborada uma planilha Excel ( Anexo 1, disponível como material suplementar na versão online ) com o intuito de demonstrar como os gestores devem proceder para estimar a precisão dos indicadores de BPN e CMI de seus municípios. Gestores municipais podem realizar seus próprios cálculos para esses indicadores – por exemplo, para 2013 e anos futuros – ou mesmo agregar resultados de períodos de 2 ou 3 anos, pois o método proposto possibilita a obtenção de estimativas mais estáveis, com maiores numeradores e denominadores.

A planilha permite digitar os números de nascidos vivos, de crianças com BPN e de óbitos infantis, e calcula automaticamente as estimativas com intervalos de confiança de 95%. Para a utilização da referida planilha, é necessária a instalação de um macro para o programa Excel que se encontra em um arquivo do tipo Microsoft Excel Add-In (ou Suplemento).

Para instalar esse arquivo, aciona-se o botão Microsoft Office nas ‘opções de Excel’, e posteriormente, nos Suplementos (buscando o nome ‘conf int’). Uma vez localizado o arquivo, aciona-se o botão ‘sim’ para instalar e segue-se as instruções de instalação.

  1. Caso não se encontre o arquivo entre os suplementos de Excel disponíveis, deve-se baixar o programa do sítio eletrônico statpages.info, seção ‘confidence intervals, single-population tests’, e instalá-lo no computador cumprindo-se as recomendações dadas no passo anterior.
  2. O presente estudo utilizou apenas dados secundários, sem identificação dos sujeitos.

Foi realizado em conformidade com os princípios éticos definidos na Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Resultados Inicialmente, serão discutidos os resultados para os municípios, e em seguida, por estratos de população municipal.

  • Resultados para os municípios do país Os resultados obtidos nas estimativas de BPN e mortalidade infantil para os 5.565 municípios brasileiros em 2012 são apresentados em uma planilha Excel ( Anexo 2, disponível na versão online ).
  • A planilha inclui duas páginas ou abas: uma com resultados simplificados, de mais fácil interpretação para gestores; e outra com a comparação detalhada entre os três métodos (binomial, Poisson e “regra do três”).

A Tabela 1 representa um extrato da planilha Excel do Anexo 2 (aba ‘Estimativas detalhadas’) e um exemplo desses procedimentos, com os primeiros 19 dos 5.565 municípios brasileiros. O primeiro município em ordem alfabética é Abadia de Goiás-GO, onde foram registrados 143 nascidos vivos, dos quais 5 com baixo peso, e 1 óbito infantil em 2012.

  • A prevalência de BPN foi igual a 3,5%, com intervalos de confiança de 95% (IC 95% ) de 1,1 a 8,0% (binomial) e de 1,1 a 8,2% (Poisson).
  • Para o CMI de 7,0 por 1.000 nascidos vivos, os respectivos IC 95% foram de 0,2 a 38,3 e de 0,2 a 39,0.
  • Os intervalos de Poisson são ligeiramente mais amplos, embora a superposição entre os intervalos seja quase total, o que evidencia que os dois métodos produziram resultados com precisão semelhante.

Salienta-se que os limites de confiança foram assimétricos em relação à estimativa pontual, ou seja, o limite superior ficou mais distante da estimativa do que o limite inferior. A planilha apresenta a diferença entre o limite superior e a estimativa, que pode ser interpretada como a margem de erro (para mais) do valor obtido para o ano em questão. a) UF: unidade da federação b) NV: nascidos vivos c) BPN: baixo peso ao nascer d) LI: limite inferior do intervalo de confiança de 95% e) LS: limite superior do intervalo de confiança de 95% f) p.p.: pontos percentuais g) CMI: coeficiente de mortalidade infantil h) Naqueles municípios com nenhum óbito, foi aplicada “a regra do três” descrita no capítulo Métodos.

Nota: A planilha detalhada, com os 5.565 municípios do Brasil, mostrando os resultados conforme as distribuições binomial, de Poisson, e a “regra do três”, constitui o Anexo 2 da versão online do artigo, referente à aba ‘Estimativas detalhadas’. Ainda na Tabela 1, destaca-se o exemplo de um município de maior porte populacional: Abaetetuba-PA, com 2.532 nascidos vivos, 214 crianças com BPN e 44 óbitos infantis.

A prevalência de BPN foi de 8,5%, com IC 95% binomial de 7,4 a 9,6%, praticamente igual ao IC obtido com a distribuição de Poisson (7,4 a 9,7%). O limite superior foi apenas 1,2 ponto percentual maior do que a estimativa. O CMI de 17,4 por 1.000 nascidos vivos teve um IC 95% binomial de 12,7 a 23,3, sendo o IC 95% de Poisson praticamente idêntico (12,6 a 23,3).

  1. A margem de erro foi de 6,0 óbitos por 1.000 nascidos vivos.
  2. Dos 5.565 municípios analisados, 1.306 não notificaram óbito infantil no ano de 2012.
  3. É o caso do município de Abdon Batista-SC, com 33 nascidos vivos, sendo 3 com BPN e nenhum óbito infantil.
  4. Devido ao pequeno número de nascidos vivos, os intervalos de confiança foram muito amplos.

Naqueles municípios que tiveram zero óbitos, aplicou-se a “regra do três” descrita no capítulo Métodos: no exemplo de Abdon Batista-SC, obteve-se um limite superior do IC 95% igual a 90,9 por 1.000 nascidos vivos, comparado com 111,8 de acordo com a distribuição de Poisson e 105,8 conforme a distribuição binomial.

Como a planilha descrita acima é de interpretação complexa, a planilha Excel do Anexo 2 apresenta os resultados sumarizados, com o objetivo de facilitar sua compreensão e interpretação por gestores: na aba das ‘Estimativas resumidas’, foram apresentados apenas os intervalos de confiança de Poisson. Este método estatístico é mais adequado para eventos pouco frequentes na população, caso de óbitos infantis.

Embora se destaquem neste estudo, os resultados alcançados com a aplicação do método de Poisson foram muito similares aos obtidos com a distribuição binomial. A Figura 1 reproduz a planilha Excel do Anexo 1, que permitirá aos gestores digitar os números de nascidos vivos, de crianças com BPN e de óbitos infantis dos municípios, e obter as estimativas de BPN e do CMI com os intervalos de confiança de Poisson. Figura 1 – Exemplo da planilha para cálculo dos intervalos de confiança para baixo peso ao nascer e mortalidade infantil a Resultados por estratos de população municipal A Tabela 2 e as Figuras 2 e 3 apresentam os valores médios das estimativas da prevalência de BPN e do CMI e os respectivos IC 95% de Poisson para nove estratos de porte populacional municipal. a) BPN: baixo peso ao nascer. b) CMI: coeficiente de mortalidade infantil. Figura 2 – Valores médios da prevalência de baixo peso ao nascer (pontos) e intervalos de confiança de 95% de Poisson (hastes), por estratos de população municipal. Brasil, 2012 Figura 3 – Valores médios do coeficiente de mortalidade infantil (pontos) e intervalos de confiança de 95% de Poisson (hastes), por estratos de população municipal. Brasil, 2012 A Tabela 2 e a Figura 2 mostram que houve uma discreto aumento na prevalência de BPN, à medida em que aumentou o porte populacional municipal.

Nota-se que houve grande amplitude dos IC 95% em municípios pequenos. Por exemplo, no estrato de menos de 5 mil habitantes, o intervalo médio de confiança variou de 2,1 a 25,2%, para uma prevalência média de BPN de 8,1%, tendo sido o IC 95% 2,9 vezes maior do que a estimativa de BPN, o que demonstra maior imprecisão nas estimativas.

A razão IC/BPN caiu na medida em que aumentou a população, tendo sido essa razão menor do que a unidade a partir do intervalo de 20 a 29,999 mil habitantes. No estrato de municípios com 500 mil ou mais habitantes, o intervalo variou de 8,7 a 9,7%, para uma prevalência média de BPN de 9,2%, resultando em uma razão IC/BPN de 0,11.

  • A variabilidade foi ainda maior para a mortalidade infantil ( Tabela 2 e Figura 3 ), haja vista tratar-se de um evento mais raro e, portanto, mais difícil de medir com precisão.
  • A razão entre IC e CMI foi de 10,6 no estrato de menos de 5 mil habitantes; somente a partir de 100 mil habitantes, essa razão passou a ser menor do que a unidade.

Ao contrário do baixo peso ao nascer, a mortalidade infantil tendeu a cair discretamente na medida em que aumentou o porte populacional dos municípios. A Tabela 3 confirma essas observações, evidenciando a diferença entre o valor médio da estimativa e de seus limites inferior e superior de IC 95% para o BPN e o CMI de acordo com os estratos de população municipal.

  1. Nota-se, mais uma vez, que os intervalos foram assimétricos, com maiores margens de erro nos intervalos superiores.
  2. Tabela 3 – Diferenças entre o valor médio da estimativa e de seus limites inferiores e superiores de confiança de 95% para a prevalência de baixo peso ao nascer (BPN) e o coeficiente de mortalidade infantil (CMI), conforme estratos de população municipal.

Brasil, 2012 a) BPN: baixo peso ao nascer. b) CMI: coeficiente de mortalidade infantil. Discussão Foram realizadas análises de natureza exploratória sobre a confiabilidade de estatísticas da prevalência de BPN e do CMI, conforme estratos de população municipal. Dispor de dados desagregados de boa qualidade no nível municipal é fundamental para realizar uma gestão adequada.

O planejamento e a gestão dos municípios são processos que exigem um diagnóstico global e continuado da realidade local. As informações descentralizadas no nível municipal fornecem dados essenciais para o planejamento, diagnóstico e monitoramento das condições locais, permitindo aos gestores realizar uma gestão descentralizada.6 No entanto, a qualificação insuficiente de recursos humanos e o pouco conhecimento dos sistemas de informações, entre outros problemas, podem comprometer a robustez e a fidedignidade das informações existentes nas bases de dados nacionais e prejudicar a avaliação da situação de saúde da população.7, 8 Embora os números de nascidos vivos com BPN e de óbitos infantis incluam todos os eventos registrados nas bases nacionais (Sinasc e SIM, respectivamente) e não uma amostra desses eventos, em análises estatísticas é necessário pressupor a existência de perda de informação e aplicar técnicas que permitam o cálculo de precisão (intervalo de confiança) das estimativas.9 Os principais achados dessas análises eram esperados, pois é bastante bem conhecida a dependência da precisão de estimativas frente ao tamanho do grupo estudado 10 – no caso, o número anual de nascidos vivos.

Quanto maior o tamanho amostral, maior será a precisão das estimativas calculadas. Essa precisão também depende da frequência do desfecho estudado. Nas presentes análises, para cada estrato populacional considerado, os intervalos de confiança das estimativas de BPN foram sempre menores (indicando maior precisão das estimativas) que os intervalos de confiança para o CMI.

Isto é devido a que o BPN é um evento mais frequente que o óbito infantil, e, para um mesmo tamanho amostral, maior será a precisão das estimativas se o evento estudado for mais frequente. Quando nenhum óbito foi observado e o número de nascidos vivos foi igual a zero, os três métodos analisados forneceram resultados distintos, embora todos estivessem próximos de 100 por mil nascidos vivos.

O julgamento sobre o que consistiria um nível aceitável de precisão é, em grande parte, arbitrário. Para o BPN, os municípios com mais de 20 mil habitantes apresentaram estimativas mais precisas, com IC menores do que o valor médio da prevalência; mesmo assim, o IC 95% médio variou de 5,1 a 11,4%.

Para o CMI, o IC 95% foi inferior ao valor médio apenas nos municípios com mais de 100 mil habitantes, entre os quais variou de 8,4 a 18,7 por mil. Não obstante, para ambos os indicadores estudados, o limite superior foi mais do que o dobro do limite inferior, evidenciando um grau importante de imprecisão.

Nas últimas décadas, o Ministério da Saúde desenvolveu diversos programas tendo como foco principal a diminuição da mortalidade infantil.11 O acompanhamento das tendências da mortalidade infantil a partir das informações vitais do Ministério da Saúde, com o cálculo direto do indicador usando informações do SIM e do Sinasc, é aceito naquelas Unidades de Federação com informações sobre nascidos vivos e óbitos consideradas adequadas.12 A melhora da qualidade dos sistemas de informações tem-se verificado no Brasil como um todo.13, 14, 15 Em estudo de coortes realizado na cidade de Pelotas-RS, com nascidos vivos nos anos de 1982, 1993 e 2004, observou-se uma crescente cobertura de registro de óbitos no período do estudo e a não ocorrência de sub-registro de óbitos infantis na cidade durante o ano de 2004.16 Diversas estratégias têm sido propostas para a estimação da mortalidade infantil em municípios pequenos a partir dos sistemas de informações do Ministério da Saúde, ou quando existe cobertura incompleta ou irregular dos registros vitais.17 Recentemente, estratégias como a estimação de fatores de correção para as informações vitais e da mortalidade infantil por município 18 e o uso de métodos de análise espacial 19 têm contribuído para superar a instabilidade das estimativas do CMI em áreas de pequeno porte populacional.

  1. É importante salientar que as presentes análises se restringem a flutuações de natureza estatística ou amostral e, portanto, não levam em consideração erros não amostrais – caso da subnotificação de eventos, que pode impactar as estimativas no nível municipal.
  2. Em análises futuras, a precisão das estimativas apresentadas no presente estudo pode ser aprimorada.
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Por exemplo, é possível agregar eventos (nascidos vivos e óbitos) ocorridos em dois, três ou mais anos, o que diminui as margens de erro mas sacrifica a atualidade da estimativa. Se o comportamento ao longo do tempo apresenta padrões razoavelmente definidos (como de redução ou aumento graduais), técnicas de regressão podem ser utilizadas para melhorar a precisão de determinada estimativa.

Estratégias de análises que incluam fatores de risco para mortalidade – por exemplo, dados socioeconômicos, ambientais e assistenciais -, embora importantes, dependem, em grande parte, da especificação correta do modelo de análise a ser utilizado e da mensuração precisa das variáveis explanatórias.20, 21 É preciso motivar os gestores municipais para o uso dos dados de mortalidade e de nascidos vivos na construção dos indicadores de saúde e auxiliá-los na interpretação correta desses indicadores, o que conduzirá a uma adequada análise da situação de saúde no nível local.

A principal contribuição deste artigo é evidenciar que estimativas municipais, em grande parte dos municípios brasileiros, apresentam baixa confiabilidade se analisadas apenas sobre um ano especifico. A oferta de uma ferramenta simples para estimar intervalos de confiança pode contribuir com a interpretação adequada da confiabilidade das estatísticas de baixo peso ao nascer e de mortalidade infantil.

  • A ferramenta proposta poderá ser útil na detecção de municípios prioritários, implementação de ações para melhoria das informações vitais e organização da rede de atenção à saúde materno-infantil.
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Como calcular a taxa de mortalidade prematura?

Método de Cálculo: ; E10-E14 – em determinado ano e local X 100.000 / População residente (de 30 a 69 anos), em determinado ano e local.

Como calcular a taxa de mortalidade em menores de 5 anos?

Taxa de mortalidade na infância (para cada mil nascidos vivos) Identifica a proporção de óbitos de menores de 4 anos de idade, dentre cada mil nascidos vivos, em determinado limite geográfico. Compare com outras localidades Nota técnica O cálculo da taxa de mortalidade na infância deriva da relação entre o número de óbitos de crianças menores de 4 anos de idade, a quantidade de nascidos vivos durante o ano em determinado espaço geográfico, multiplicados por mil.

  • As taxas de mortalidade na infância não foram calculadas para os municípios brasileiros.
  • No entanto, podem ser obtidas através da relação entre o número de nascidos vivos e o número de óbitos de menores de quatro anos de idade, multiplicados por mil.
  • Os dados de 2022 são preliminares e podem sofrer alteração.

: Taxa de mortalidade na infância (para cada mil nascidos vivos)

Como calcular a taxa de prevalência?

A prevalência depende do momento no tempo em que o estudo é realizado. Por exemplo, no início do quarto ano, a prevalência é dada pela divisão entre o número de pessoas doentes (2) e o número de pessoas expostas (6), o que resulta em 0,33 caso por pessoa ou 33 casos para cada 100 pessoas.

Como calcular a taxa de natalidade e de mortalidade?

O cálculo é realizado com base na relação entre o número de óbitos antes do primeiro ano de vida e o número de nascimentos a cada mil crianças nascidas vivas. O resultado é expresso em porcentagem.

Quais são os 4 indicadores de saúde?

Na saúde pública, os indicadores são classificados em demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade e fatores de risco, recursos e cobertura.

Quais são os 7 indicadores de saúde?

As principais modalidades de indicadores de saúde são : Mortalidade / sobrevivência Morbidade / gravidade / incapacidade Nutrição / crescimento e desenvolvimento Aspectos demográficos Condições socioeconômicas Saúde ambiental Serviços de saúde. Foi o primeiro indicador usado.

Como é calculada a taxa de mortalidade na UTI?

Número total de óbitos de pacientes internados na UTI, dividido pelo número total de altas da UTI.

Como saber se a taxa de mortalidade é alta?

Taxa de Mortalidade Infantil – A Taxa de Mortalidade Infantil refere-se ao número de óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população de um determinado espaço geográfico, no ano considerado. Essa taxa é utilizada como indicador básico de desenvolvimento humano, pois revelam muito sobre as condições de vida e a assistência de saúde em um país,

  • A OMS estabelece que a partir de 50 mortes por mil nascidos, as taxas são altas e abaixo de 20 mortes por mil nascidos, são baixas.
  • No Brasil, a taxa de mortalidade infantil vem caindo continuamente,
  • Em 1980, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa era de 82,8 mortes por mil nascidos.

Em 2004, ano da estimativa mais recente, esse índice chegou a 26,6. Só no período de 1994 a 2004, a taxa de mortalidade infantil diminuiu 32,6%. Í ndices de mortalidade infantil baixos são encontrados não só nos países desenvolvidos, mas também em países vizinhos ao Brasil, como Venezuela (18), Argentina (17), Uruguai (12) e Chile (8).

O que é taxa de mortalidade hospitalar?

Conceituação Relação percentual entre o número de óbitos que ocorreram após decorridas pelo menos 24 horas da admissão hospitalar do paciente, em um mês, e o número de pacientes que tiveram saída do hospital (por alta, evasão, desistência do tratamento, trans- ferência externa ou óbito) no mesmo período.

Qual é o coeficiente de mortalidade proporcional?

Indica o peso dos óbitos em cada idade ou faixa etária, em relação ao total de óbitos. Altas proporções de óbitos de menores de um ano estão associadas a más condições de vida e de saúde.

Como são calculados os indicadores?

Os indicadores avaliados são calculados através de algoritmos. Os algoritmos são fluxos de elevada complexidade, podendo ser compostos por mais de 30 pontos de decisão, que permitem determinar quais os casos que são considerados no numerador e no denominador do indicador.

Os algoritmos permitem também excluir casos com dados em falta, bem como determinar situações cujas características possam influenciar o resultado do indicador sem que estas sejam atribuíveis aos prestadores. Adicionalmente, os algoritmos permitem distinguir casos com quadros clínicos de exceção. Em particular, quando um caso é submetido por um prestador e é processado pelos algoritmos, são identificadas situações de exceção que possam influenciar a linha de tratamento e a decisão clínica.

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Assim, apenas doentes-padrão, que cumprem todos os critérios de inclusão, são efetivamente utilizados no cálculo de cada indicador, garantindo deste modo a comparabilidade dos resultados. O modelo de cálculo individual dos indicadores penaliza a submissão de informação impossível de determinar, influenciando negativa e diretamente o rating dos prestadores em que não exista informação explícita e inequívoca no processo clínico acerca dos dados utilizados no cálculo dos indicadores.

Quais são os indicadores de mortalidade infantil?

A mortalidade infantil e na infância é um dos principais indicadores que subsidiam a qualidade da Saúde para gestantes, recém-nascidos e crianças menores de 5 anos. De acordo com o Cenário da Infância e Adolescência 2021, da Fundação Abrinq, a taxa de mortalidade infantil — menores de 1 ano — é de 12,4 para cada 1.000 nascidos vivos e a mortalidade na infância — menores de 5 anos — é de 14,4 para cada 1.000 nascidos vivos.

O indicador é preocupante, uma vez que 65,8% dos óbitos de crianças menores de 1 ano poderiam ser evitados, sendo 54,6% por melhorias na assistência à mulher durante a gravidez, parto ou recém-nascido, 6,4% por meio de ações de tratamento e diagnóstico adequados e 4,8% por ações de promoção à Saúde.

De acordo com a meta 3.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o Brasil precisa, até 2030, enfrentar as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos, objetivando reduzir a taxa da mortalidade infantil para no máximo cinco por 1.000 nascidos vivos e a mortalidade na infância para no máximo oito por 1.000 nascidos vivos. Combater a mortalidade infantil e na infância é um dos principais objetivos da Fundação Abrinq, que promove iniciativas como o Programa Mortalidade Zero, cujo objetivo é diminuir o número de mortes por causas evitáveis em Sergipe. Para isso, a instituição fortalece as políticas públicas locais e promove formações aos profissionais de Saúde, bem como estimula a criação de grupos de gestantes e a implantação de comitês de mortalidade infantil.

Esta última ação é fundamental para entender o motivo dos óbitos que poderiam ser prevenidos e, assim, propor melhorias e soluções para os municípios e estados evitarem novos casos. Para explicar o que é um comitê de mortalidade infantil e como ele pode ajudar o país a melhorar os indicadores relacionados à Saúde, a Fundação Abrinq conversou com a Cristine Bonfim, integrante do Comitê Estadual de Prevenção e Redução da Mortalidade Infantil e Fetal (CEMFI), pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e professora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco.

Confira a entrevista completa: O que é um comitê de mortalidade infantil? Os comitês de mortalidade fetal e infantil consistem em uma estratégia para a melhoria da organização da saúde materna e infantil, com vistas à melhoria da qualidade dos cuidados durante a gravidez, parto, nascimento e acompanhamento durante o primeiro ano de vida, com o propósito de reduzir as mortes evitáveis, bem como contribuir com a melhoria da qualidade dos registros de estatísticas vitais — nascimentos e óbitos infantis.

Trata-se de organismos de natureza interinstitucional, multiprofissional, tem caráter técnico-científico, sigiloso, educativo e não coercitivo ou punitivo. O CEMFI, por exemplo, é um órgão interinstitucional, multiprofissional, confidencial, consultivo e propositivo, com o objetivo de monitorar a ocorrência dos óbitos fetais e infantis, identificar as circunstâncias e os determinantes da mortalidade para propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde visando a prevenção e redução da mortalidade.

O que ele faz na prática? Todos os óbitos fetais e infantis são investigados nos serviços de saúde que prestaram assistência ao caso e pelos municípios no tocante a investigação domiciliar e ambulatorial para avaliar toda a linha de assistência desde a atenção primária até a secundária e terciária.

No caso do CEMFI essa investigação é realizada pela vigilância do óbito. Todas as circunstâncias de ocorrência dos óbitos são analisadas na perspectiva da possibilidade de prevenção. A partir daí é possível propor medidas de prevenção e realizar correções nos dados dos sistemas de informações de estatísticas vitais, além da divulgação de informações.

O comitê se reúne mensalmente para discutir a situação da mortalidade fetal e infantil. Por que o comitê é relevante para controlar os óbitos por causas evitáveis? Diversos estudos realizados pelo país demonstraram que a maior parte, cerca de 80%, dos óbitos fetais e infantis são evitáveis.

Então, ao investigar, identificar as causas, a cadeia de eventos que levaram ao óbito e as eventuais falhas na assistência, pode prevenir outras mortes por causas similares, promover a correção dos problemas que contribuíram para aquela ocorrência, sugerir mudanças de protocolos, além de atuar de forma educativa para sensibilizar os profissionais diretamente envolvidos na assistência.

Ele possui influência na saúde pública de qualidade? Sim. Identificar falhas na assistência tem um papel importante para a melhoria da linha de cuidado materno infantil. No entanto, a sensação entre os que compõem o comitê é que os problemas de Saúde persistem e são sempre os mesmos.

  • Isso ocasiona um certo sentimento de frustração entre os integrantes.
  • Mas a persistência no objetivo de reduzir a mortalidade fetal e infantil e melhorar a assistência mantém o comitê resiliente.
  • Quais profissionais integram ou podem integrar o comitê? Participam do comitê integrantes de instituições governamentais e da sociedade civil organizada.

Fazem parte da composição integrantes de diversas áreas da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, como vigilância epidemiológica, saúde da criança, saúde da mulher, atenção primária, Mãe Coruja, entre outros. Além da Secretaria, tem-se os conselhos municipais de saúde e os de direitos da criança, Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (CREMEPE), instituições de pesquisa, universidades, entre outros.

  1. Considerando que o comitê é multiprofissional, vários profissionais podem participar desde que indicados por uma das instituições que o compõem.
  2. Atualmente, temos no comitê enfermeiras, médicas e sanitaristas.
  3. Trata-se de um órgão obrigatório nos municípios e estados? A Portaria nº 72 de 11 de janeiro de 2010 estabelece a obrigatoriedade da vigilância do óbito fetal e infantil nos serviços públicos e privados que integram o Sistema Único de Saúde.

Essa mesma Portaria não estabelece a obrigatoriedade para a implementação de comitês. Considerando a importância que ele tem para a prevenção do óbito fetal e infantil, monitoramento e contribuição para a qualidade da assistência, é fortemente recomendada a sua implantação nos municípios e estados.

No âmbito estadual é uma situação de mais fácil operacionalização. Já nos municípios, considerando as diferenças de porte populacional, econômicas e sociais, é mais complicado. Uma alternativa é que os municípios se juntem e formem comitês regionais. Como as cidades podem implementar um comitê do zero? Pela sensibilização dos profissionais de saúde, gestores, instituições públicas e entidades da sociedade civil, pois eles irão participar da composição do comitê.

Essa sensibilização pode ser feita mediante seminários, oficinas e palestras e, nesses encontros, é importante destacar os objetivos e o caráter educativo, confidencial e não punitivo do órgão. Outra estratégia importante é conhecer a experiência de outros comitês, os êxitos, a forma de funcionamento e a operacionalização, obviamente adequando às realidades locais.

Como calcular a taxa de mortalidade materna?

Razão da Mortalidade Materna (para cada 100 mil nascidos vivos) Identifica a proporção de óbitos maternos, dentre cada 100 mil nascidos vivos, em determinado limite geográfico. Compare com outras localidades Nota técnica O cálculo da Razão da Mortalidade Materna deriva da relação entre o número de óbitos maternos, a quantidade de nascidos vivos durante o ano em determinado espaço geográfico, multiplicado por 100 mil.

  • As fichas de qualificação dos Indicadores de Dados Básicos apontam que: “O indicador tem sido calculado apenas para os estados que atingiram índice final (cobertura e regularidade do SIM) igual ou superior a 80% e cobertura do SINASC igual ou superior a 90%.
  • Para o Brasil, utiliza-se o total de óbitos maternos coletados pelo SIM e de nascidos vivos coletados pelo SINASC.

A partir de 2000, para o Brasil, este total foi corrigido pelo fator de ajuste (1,4) Laurenti, R, Mello – Jorge, MHP, Gotlieb, SLD. A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste. Rev. bras. epidemiol 2004; 7(4): 449-460.

  1. O cálculo do indicador nas regiões só é feito para aquelas em que todas as UF estejam representadas com as razões específicas”.
  2. As Razões da Mortalidade Materna não foram calculadas para os municípios brasileiros.
  3. No entanto, podem ser obtidas através da relação entre o número de nascidos vivos e o número de óbitos de maternos, multiplicados por cem mil.

Os dados de 2022 são preliminares e podem sofrer alteração. : Razão da Mortalidade Materna (para cada 100 mil nascidos vivos)

Qual é a taxa de mortalidade infantil?

Mortalidade infantil. Causas da mortalidade infantil A taxa de mortalidade infantil expressa o número de crianças de um determinado local que morre antes de completar 1 ano de vida a cada mil nascidas vivas. Esse dado é um indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação.

Entre as principais causas da mortalidade infantil estão a falta de assistência e de instrução às gestantes, ausência de acompanhamento médico, deficiência na assistência hospitalar, desnutrição, déficit nos serviços de saneamento ambiental, entre outros. A ausência de saneamento provoca a contaminação da água e dos alimentos, podendo desencadear doenças como a hepatite A, malária, febre amarela, cólera, diarreia, etc.

Conforme dados do Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap), a taxa de mortalidade infantil mundial é de 45 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas. Esses dados estão em constante declínio, visto que há 20 anos o número de mortes de crianças com menos de 1 ano era de 65 para a mesma quantidade de nascidas vivas.

  • Contudo, é importante destacar que essa redução não ocorre da mesma forma em todos os países.
  • Nas nações desenvolvidas economicamente, a taxa de mortalidade infantil é muito baixa, sendo que algumas registram médias inferiores a 3 mortes para cada mil nascidos, como o Japão, Islândia, Finlândia, Suécia, Noruega e Cingapura.

No Brasil, essa taxa é de 22 para cada mil nascidos. Por outro lado, alguns países possuem taxas de mortalidade infantil altíssimas: Afeganistão (152), Chade (127), Angola (111), Guiné-Bissau (109), Nigéria (107), Somália (106), Mali (103) e Serra Leoa (102).

Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu a redução da mortalidade infantil entre uma das oito Metas de Desenvolvimento do Milênio. Para que o objetivo seja alcançado, os países ricos devem contribuir para a estruturação das nações que enfrentam esse grande problema social, realizando a construção de hospitais, capacitação da equipe médica, educação familiar, subsídios para a alimentação adequada, saneamento ambiental, entre outros.

Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Por Wagner de Cerqueira e Francisco Graduado em Geografia : Mortalidade infantil. Causas da mortalidade infantil

Como se calcula a taxa de crescimento?

A taxa de crescimento é estimada a partir do crescimento absoluto em gastos operacionais entre dois anos, que se divide pelo valor do gasto operacional no ano inicial e se multiplica por 100.

Como calcular a taxa de prevalência?

A prevalência depende do momento no tempo em que o estudo é realizado. Por exemplo, no início do quarto ano, a prevalência é dada pela divisão entre o número de pessoas doentes (2) e o número de pessoas expostas (6), o que resulta em 0,33 caso por pessoa ou 33 casos para cada 100 pessoas.

O que é taxa de mortalidade hospitalar?

Conceituação Relação percentual entre o número de óbitos que ocorreram após decorridas pelo menos 24 horas da admissão hospitalar do paciente, em um mês, e o número de pacientes que tiveram saída do hospital (por alta, evasão, desistência do tratamento, trans- ferência externa ou óbito) no mesmo período.