Idade Óssea Como Calcular?

Como é feito o cálculo da idade óssea?

Calculando a idade óssea a partir da Telerradiografia Lateral A idade óssea é um dado muito presente na prática da odontologia, principalmente na ortodontia e ortopedia facial. Isso acontece porque o planejamento de um tratamento deve levar em conta o potencial de crescimento do paciente criança ou adolescente.

  • Em outras palavras, a maturação óssea é utilizada para estimar o quanto esse jovem ainda vai crescer e ajudar a decidir os procedimentos e o melhor momento para inicia-los.
  • Os métodos tradicionais de se estimar a idade óssea utilizam a radiografia Carpal, e são feitos a partir de uma análise dos ossos das mãos e do punho.
  • Porém, uma vez que um paciente que vai passar por um tratamento odontológico geralmente precisa de uma Telerradiografia lateral, considerou-se a possibilidade de usar uma análise dos elementos visíveis nesse exame para estimar o desenvolvimento ósseo.
  • Dessa forma, você poderia eliminar a necessidade de uma radiografia carpal e reduzir a dose de radiação sobre o indivíduo.
  • Foi então que as análises cervicais, primeiramente propostas em 1972 pelo cientista Lamparski, ganharam atenção.

Em seus estudos, Lamparski notou que as vértebras cervicais presentes nas radiografias laterais da cabeça sofrem alterações no decorrer da maturação óssea. Concluindo então que estas alterações podem ser utilizadas para avaliar a idade óssea, de forma confiável e com o mesmo valor clínico da avaliação da região da mão e do punho Porém, essa análise tem um componente subjetivo, pois é necessário comparar as vértebras visíveis em uma Telerradiografia com uma série de padrões e determinar com qual deles elas mais se pareciam.

  • Por isso, em 2002, o japonês Mito propôs um método mais objetivo de avaliação cervical de idade óssea que era feito a partir de medições feitas nas vértebras C3 e C4.
  • O cientista testou esse método em adolescentes do sexo feminino e concluiu que ele era eficiente tanto para homens quanto para mulheres.

Em 2007, a cientista brasileira Maria de Paula Caldas fez uma nova pesquisa aplicando os métodos de Mito em meninos e meninas brasileiras com idades entre 7 e 14 anos. O estudo encontrou uma relação entre a idade óssea e as fórmulas propostas pelo cientista japonês para meninas porém não para os meninos.

Qual o normal da idade óssea?

ARTIGO INÉDITO Avaliação da idade óssea em crianças de 9 a 12 anos de idade na cidade de Manaus-AM Carlos Eduardo da Silva Nossa Tuma I ; Wilson Maia de Oliveira Junior II ; Geraldo José da Silva Nossa Tuma III ; Ivana Uglik Garbui IV ; Nelson Padilha da Silva IV ; Paulo Roberto Aranha Nouer IV I Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Mestre em Ortodontia pelo CPO-São Leopoldo Mandic. Professor da Universidade do Estado do Amazonas e Centro Universitário Nilton Lins. II Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial e Mestre em ortodontia pela Universidade de São Paulo –USP. Professor de Ortodontia e Oclusão da Universidade Federal do Amazonas UFAM III Cirurgião-Dentista pela Universidade do Estado do Amazonas IV Doutores em Ortodontia, Professores do Programa de Mestrado em Ortodontia da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic. Endereço para correspondência Endereço para correspondência: Wilson Maia O. Jr Rua 6, 192, Conj. Castelo Branco – Parque Dez CEP: 69.055-240 – Manaus / AM E-mail: [email protected] RESUMO OBJETIVO: o presente estudo teve como objetivo avaliar a idade óssea pelo método de Greulich & Pyle (1959) e o período do crescimento puberal, de acordo com o trabalho de Martins (1979). MÉTODOS: utilizaram-se radiografias de mão e punho de 201 crianças amazonenses, sendo 103 do sexo masculino e 98 do feminino, com idades cronológicas de 9 a 12 anos. Para análise estatística, utilizou-se o teste de qui-quadrado com nível de significância em 5% (p<0,05). RESULTADOS E CONCLUSÕES: as crianças do sexo feminino, em relação às do sexo masculino, encontravam-se mais adiantadas em todas as fases do crescimento esquelético, para as idades estudadas, estando 50% das meninas no pico do crescimento puberal, enquanto apenas 11,6% dos meninos estavam na mesma fase. As idades do início e pico do surto de crescimento puberal foram mais precoces nas meninas (10,1±0,7 e 11,1±0,8 anos, respectivamente) do que nos meninos (11,4±0,7 e 12,3±0,4 anos, respectivamente). As meninas apresentaram uma maior porcentagem de maturação precoce do que os meninos (41,8% e 5,8%, respectivamente); enquanto a maturação tardia foi mais prevalente nos meninos (38,8%) do que nas meninas (11,2%). A idade óssea média dos meninos foi de 10,4±1,7 anos e das meninas, 11,7±1,8 anos, para o grupo estudado. Palavras-chave: Crescimento e desenvolvimento. Puberdade. Maturidade sexual. INTRODUÇÃO Dois terços dos casos tratados ortodonticamente incluem más oclusões onde o crescimento e desenvolvimento desempenham papel preponderante no êxito ou fracasso da mecanoterapia, influenciando diretamente na escolha de mecânicas extrabucais, aparelhos funcionais, necessidade de extrações e até mesmo de cirurgia ortognática. A compreensão dos eventos relacionados ao crescimento é de grande importância para os ortodontistas, já que os estágios de maturação têm influência decisiva no diagnóstico, plano e duração do tratamento, e prognóstico de uma má oclusão 13, Sendo assim, a individualização do padrão de crescimento de cada paciente é fundamental para o êxito dos tratamentos ortodônticos. Existem várias idades biológicas — como a idade óssea, idade morfológica, idade de caráter sexual secundário, idade da menarca e idade dentária — que foram propostas para determinar a idade fisiológica 18, sendo possível fazer-se uma estimativa de quando o paciente atingirá a puberdade, ou mesmo o Surto de Crescimento Puberal (SCP). Contudo, essas diferentes idades têm um baixo valor de correlação, havendo ainda variações individuais de acordo com o sexo, etnia, localização geográfica, fatores genéticos, condições climáticas, circunstâncias nutricionais e perfil socioeconômico, tanto que a determinação de idades cronológicas específicas para o início da puberdade em pacientes de ambos os sexos não é mais aplicada 2,11,18, O SCP acontece na adolescência, de um modo geral, entre os 10 anos e 6 meses e os 15 anos — na população brasileira —, havendo uma precocidade para os indivíduos do sexo feminino. Essa fase de intenso crescimento tanto estatural quanto craniofacial ocorre em conjunto com os fenômenos físicos que acompanham a maturação do aparelho sexual e o início da capacidade reprodutiva. Essa estimativa é variável e muitos indivíduos atingem estágios específicos de maturidade esquelética em idades cronológicas distintas 11,12,13, Os métodos mais utilizados para verificação da idade óssea por meio de radiografias de mão e punho são os de Greulich, Pyle 7 e Tanner-Whitehouse 22 (TW2), baseados no reconhecimento dos indicadores de maturidade, que são caracterizados por mudanças na aparência radiográfica das epífises dos ossos longos, a partir dos estágios mais iniciais da mineralização até a fusão dessas com as diáfises 6, São conhecidos inúmeros fatores intrínsecos e extrínsecos que influenciam diretamente no padrão de crescimento de um indivíduo. Devido à grande extensão territorial do Brasil e diferenças regionais entre a população, existe a necessidade da realização de estudos específicos — no que concerne à nutrição, peso, altura e padrão de desenvolvimento esquelético —, direcionados de acordo com as peculiaridades de cada região, a fim de que haja uma individualização regional do uso das radiografias de mão e punho, avaliando-se o padrão de crescimento daquela população, contribuindo de maneira significativa para a prática de uma Ortodontia de qualidade. Assim, o presente estudo tem por objetivo verificar a idade cronológica do início e do pico do SCP para ambos os sexos, correlacionando-a com a idade óssea, em indivíduos nascidos na cidade de Manaus, estado do Amazonas. Vários autores realizaram trabalhos utilizando radiografias de mão e punho para determinação das idades óssea, de início e de pico do SCP. Para uma amostra estudada, o estirão de crescimento circumpuberal manifestou-se entre as faixas etárias dos 11 e 12 anos, detectando-se o "pico" do estirão precisamente aos 12 anos de idade 4, Em outro estudo, realizado com crianças suecas, observou-se que o surto de crescimento puberal começou aos 10 e 12,1 anos e terminou aos 14,8 e 17,1 anos, em indivíduos dos sexos feminino e masculino, respectivamente — sendo que o pico de velocidade estatural ocorreu dois anos após o início, em ambos os sexos (12 anos para o sexo feminino e 14,1 para o masculino) 9, De uma forma geral, a ossificação do sesamoide ulnar poderia ser utilizada como indicador do início do surto do crescimento puberal, ocorrendo, em média, entre os 10 e 11 anos no grupo feminino e 11 e 12 anos no masculino 5, Outros autores obtiveram resultados semelhantes para as idades cronológicas do início e pico do SCP 8,10,17, Contudo, em outro estudo verificou-se que o pico médio na velocidade de altura para o sexo masculino ocorreu aos 14 anos, havendo uma faixa de 2 anos de variação, enquanto o feminino apresentou uma velocidade média de pico 2 anos antes do masculino, com uma faixa de variação dos 10 aos 14 anos 21, Levando-se em consideração a carência de dados específicos sobre a idade óssea e período do SCP da população da região Norte do Brasil, especificamente no estado do Amazonas, decidiu-se realizar um levantamento epidemiológico, utilizando-se radiografias de mão e punho, com a finalidade de determinar a idade óssea por meio do Atlas Radiográfico de Greulich e Pyle 7, como também verificar, de acordo com o trabalho de Martins 12, a curva padrão de velocidade de crescimento estatural e estágios de ossificação da mão e do punho. MATERIAL E MÉTODOS Cálculo amostral Para um total de 127.133 crianças matriculadas na rede pública, foi utilizada uma população de 132 indivíduos, utilizando-se um índice de confiança de 95% e taxa de erro de 5%, obtendose o resultado de 132,182 crianças. Cálculo amostral / erro do método Para o cálculo amostral, foi aplicada a fórmula: Onde, em um universo de 127.133 crianças matriculadas nas escolas públicas de Manaus-AM, utilizou-se uma amostra de 132 indivíduos onde, nos níveis de confiança de 90%, 95% e 99%, os erros aceitos foram de 5,8%, 7,0% e 9,1%, respectivamente, e nos quais aplicou-se o método do erro interobservador. Para a pesquisa, foi selecionada uma amostra de 132 crianças brasileiras, de ambos os sexos, com idades de 9, 10, 11 e 12 anos, nascidas na cidade de Manaus, estado do Amazonas, filhas e netas de amazonenses, estudantes em escolas da rede municipal de ensino, divididas igualmente no tocante ao sexo e à idade. Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, 127.133 crianças estavam matriculadas para essas faixas etárias no ano de 2006. Após a obtenção do termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos pais, realizou-se anamnese em ficha específica, para a confirmação da naturalidade, identificação da ausência de um ou mais dentes permanentes, determinação da má oclusão dentária, verificação da presença ou não de patologias sistêmicas, deficiências nutricionais, doenças infecciosas crônicas e ausência de tratamentos ortodônticos prévios. Após a realização da anamnese, as crianças foram levadas a um centro radiológico para a realização das tomadas radiográficas da mão e do punho. O presente trabalho foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, conforme protocolo n° 05/093, de acordo com a resolução 196/1996 do CNS – Ministério da Saúde, em reunião realizada no dia 20/04/2006. Para as tomadas radiográficas da mão e do punho, foram utilizados filmes radiográficos, tamanho 18x24cm Kodak T-Mat G/RA (Atlanta, EUA), com prazo de validade superior a seis meses do vencimento, aparelho de raios X Gendex, Modelo Orthoralix 9200 Plus, Dentsply, (Pennsylvania, EUA), calibrado para operar com 6mA e 60KVp, e o tempo de exposição de 0,16 segundos. A distância foco/filme foi de 76cm. Os pacientes, quando das tomadas radiográficas, estavam protegidos com avental de borracha plumbífera. As radiografias foram obtidas da mão esquerda, em posição espalmada, centrada sobre o filme, de tal modo a incluir as áreas do carpo, metacarpo e falanges. Após a realização das radiografias, essas foram processadas em câmara escura do tipo labirinto, com a Processadora AT 2000 XR, Air Techniques, (Nova Iorque, EUA), utilizando-se o método de revelação automática, seguindo as recomendações do fabricante do filme. Depois de fixadas e secas, as mesmas foram analisadas em sala obscurecida utilizando-se negatoscópio, lapiseira 0,5mm, borracha macia e ficha para anotação dos dados.As radiografias foram analisadas pelo método inspecional, comparandose cada radiografia de mão e punho com o Atlas de Padrões Radiográficos de Greulich e Pyle 7 ( Fig.1 ) — método amplamente utilizado, devido à facilidade do manuseio do Atlas, identificação das estruturas e de sua interpretação 20, Para a obtenção da idade óssea, comparou-se inicialmente a radiografia de mão e punho com o padrão do mesmo sexo e idade cronológica mais próxima presente no Atlas. A seguir, para efeito de confirmação, comparou-se a radiografia com os padrões adjacentes imediatamente mais jovens e mais velhos que o padrão inicial. Encontrado o padrão que mais se assemelhou ao da radiografia obtida, anotou-se a idade óssea em ficha específica. Para verificação dos estágios de maturação dos ossos da mão e do punho, fez-se a marcação correspondente na curva padrão de velocidade de crescimento estatural, determinando-se, assim, a época do SCP, de acordo com o trabalho de Martins 12, Todas as radiografias foram examinadas pelo mesmo pesquisador. Para avaliar a existência de erro intraobservador, foi realizado um pré-estudo utilizando-se toda a amostra, verificando-se a idade óssea e curva-padrão de velocidade de crescimento estatural. Posteriormente, foi feita nova verificação da amostra em um intervalo de 10 dias, para avaliar o grau de confiabilidade, utilizando-se uma ficha devidamente elaborada para o presente estudo, não havendo diferença estatisticamente significativa de erro intraobservador (p<0,05) 14, Análise estatística Foi utilizado o teste do qui-quadrado para a comparação dos grupos no que concerne às diferenças estatísticas significativas e, também, foi analisada a relação entre idade cronológica, idade óssea e sexo. Essa avaliação foi feita por meio de uma análise de regressão linear, como forma de avaliar a correlação entre as variáveis. No presente estudo, tomou-se um nível de significância em 5% (p< 0,05). RESULTADOS Os resultados encontram-se nas Tabelas 1 a 3 e Figuras 2 a 4, DISCUSSÃO Analisando-se a Tabela 1, onde se procurou estudar o número absoluto e a porcentagem de indivíduos de ambos os sexos nas diversas fases do SCP, observa-se que os do sexo feminino se encontravam numa fase mais adiantada do crescimento puberal do que os do masculino. Da amostra estudada, 44,7% dos indivíduos do sexo masculino e 19,4% do feminino estavam no início do SCP, e cerca de 50% das meninas encontravam-se no pico do SCP, enquanto apenas 11,6% dos meninos encontravam-se na mesma fase. Nenhum dos meninos alcançou a fase final do SCP e 24 meninas (24,5%) estavam nessa fase. A comparação entre os sexos, pelo teste do qui-quadrado, foi estatisticamente significativa (p<0,001), confirmando essa observação de que as meninas estavam mais adiantadas do que os meninos, quanto ao crescimento puberal (Tab.1). Os resultados obtidos do presente estudo, mensurados em crianças amazonenses, corroboram dados de estudos prévios em crianças suecas 11 e brasileiras de outras regiões 12, Resultados semelhantes também foram encontrados em outros estudos 6,8,9, A Figura 2 indica o número de crianças em cada etapa dos estágios epifisários, independentemente da idade e do sexo. Observa-se que uma criança ainda não alcançou o primeiro nível dos estágios epifisários (0,5%) e nenhuma chegou ao término do crescimento, verificado através da união total da epífise com a diáfise do rádio (Rut). Verifica-se, ainda, que os estágios identificados com maior frequência para as faixas etárias estudadas são: FD= (11,9%), crianças que não entraram no SCP; R= (11,4%), crianças no início do SCP; e Rcap (10,0%), crianças no pico do SCP. Na amostra estudada, conforme visto na Tabela 2, verificou-se que a média de idade do início do SCP nos meninos ocorreu por volta dos 11,4 anos, e o pico aos 12,3 anos (0,9 anos após o início do SCP), sendo que nenhum menino chegou ao fim do SCP. Já para as meninas, a idade do início do SCP aconteceu, em média, aos 10,1 anos e o pico, aos 11,1 anos, o qual ocorreu um ano após o início do SCP. Observando-se, ainda, a idade de 11,7 anos como sendo a do fim do SCP para as faixas etárias estudadas. Comparando-se as médias de idades do início e pico do SCP entre os sexos, observou-se que as meninas apresentaram idades mais tenras para esses eventos. Com relação às idades cronológicas do início do SCP, observou-se que as meninas entraram nessa fase 1,3 anos antes dos meninos, enquanto o pico do SCP aconteceu 1,2 anos mais cedo nas meninas do que nos meninos 6, Porém, em outros trabalhos observou-se que o início e o pico do SCP ocorreram, em média, de 1 a 2 anos mais tarde em suas amostras, quando comparados à amostra amazonense 5,8,9,10,17,21, Observando-se a Figura 3, onde se fez uma comparação entre o tipo de maturação (precoce, intermediária ou tardia) com o sexo, verificouse uma maior prevalência de maturação do tipo intermediária (diferença entre idade óssea e cronológica menor que um ano) em ambos os sexos (55,3% no masculino e 46,9% no feminino). A maturação precoce (idade óssea maior, no mínimo um ano, do que a idade cronológica) foi mais frequente no sexo feminino (41,8%) do que no masculino (5,8%). Já a maturação tardia (idade cronológica maior, no mínimo um ano, do que a idade óssea) apresentou maior incidência em indivíduos do sexo masculino (38,8%) em comparação aos do sexo feminino (11,2%). Esses resultados corroboram os dados apresentados anteriormente, nos quais as meninas alcançaram todos os estágios de maturação esquelética mais cedo do que os meninos (p<0,001) 4,8, A Figura 4 apresenta a reta de regressão entre as idades ósseas e as idades cronológicas dos componentes da amostra, onde se percebe que a correlação (positiva) entre a idade cronológica e a idade óssea é facilmente observada pelas linhas crescentes no gráfico (tanto para os meninos quanto para as meninas). Isso indica que quanto maior a idade cronológica, maior a idade óssea também. A Tabela 3 fornece as estatísticas resumo das idades ósseas médias para cada idade cronológica, de acordo com o sexo. Para os meninos, apenas para a idade cronológica de 12 anos a idade óssea foi maior (12,3 anos), sendo menor aos 9 (8,4), 10 (9,8) e 11 anos de idade (10,8). As meninas apresentaram, para todas as idades cronológicas, idades ósseas relativamente maiores (de 0,6 aos 9 anos e 1,3 aos 11 anos). Teve-se, respectivamente, aos 9 anos, idade óssea média de 9,6 anos; aos 10, de 11,2 anos; aos 11, de 12,3 anos; e aos 12, de 13,2 anos. Correlacionando-se as idades ósseas para cada idade cronológica, entre os sexos, observou-se que as meninas apresentaram idades ósseas maiores do que os meninos em cada faixa etária estudada, respectivamente: 1,2 aos 9 anos; 1,4 aos 10 anos; 1,5 aos 11 anos; e 0,9 aos 12 anos. CONCLUSÃO As meninas encontraram-se mais adiantadas nas diversas fases do SCP, quando comparadas aos meninos. A idade cronológica do início do SCP, no sexo feminino, aconteceu aos 10,1 anos e o pico, aos 11,1 anos. Para o sexo masculino, observou-se que as idades cronológicas de início e pico do SCP foram, respectivamente, 11,4 e 12,3 anos. As crianças do estado do Amazonas apresentaram o início e o pico do SCP de um a dois anos mais cedo do que as de outras regiões do Brasil. As meninas apresentaram idades ósseas significativamente maiores do que os meninos (em torno de 1,3 anos) para todas as faixas etárias avaliadas. Correlacionando-se as idades cronológica e óssea, teve-se, respectivamente, 10,9 e 10,4 anos para o sexo masculino, e 11 e 11,7 anos para o feminino. Dada a grande extensão territorial e particularidades raciais da população brasileira, novos trabalhos, inclusive longitudinais, fazem-se necessários a fim de particularizar-se em detalhes a idade óssea e o período de crescimento puberal da população amazonense. Enviado em: janeiro de 2008 Revisado e aceito: outubro de 2008

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Como saber se sua idade óssea está correta?

Causas hormonais são mais raras e correspondem a apenas 5 em cada 100 casos de atraso de crescimento. Identificado o problema e tendo início um tratamento preciso, muitos casos têm boa resposta e é possível recuperar os centímetros perdidos. – Mãos e punhos A radiografia de mãos e punhos é o exame mais avançado e assertivo para determinar se a idade óssea da criança é compatível com sua idade cronológica.

Se identificado algum atraso ou adiantamento (menos frequente), o endocrinologista deve investigar o motivo. Entre as causas estão a hereditariedade, questões nutritivas, doenças pediátricas crônicas e hormonais. Quero ser grande Uma das mais conhecidas terapias para acelerar o crescimento de crianças é feita com a versão sintética do GH, o hormônio do crescimento produzido naturalmente pelo organismo.

Entretanto, nem todos os casos de baixa estatura são candidatos ao tratamento. Exame de ossos ajuda a determinar se idade óssea da criança é compatível com a idade e se ela pode crescer mais. Foto: Bigstock. Se a criança tem baixa estatura, mas tem boa saúde e está com a idade óssea normal, o tratamento hormonal não é recomendado. Nesse caso, o ganho é ínfimo ou inexistente.

Como calcular idade óssea pelo RX?

1- Como calcular a idade óssea? Para definir a idade óssea de uma criança, o médico precisará fazer uma radiografia da mão e do punho não-dominante do paciente, e analisará o espaço entre os ossos, onde estão as cartilagens de crescimento.

Qual a idade óssea normal para 7 anos?

Dr. Geraldo Santana – Endocrinologista

Idade Masculino Feminino
6 a 7 anos 4,2 cm/ano 4,4 cm/ano
7 a 8 anos 4,1 cm/ano 4,3 cm/ano
8 a 9 anos 3,8 cm/ano 4,1 cm/ano
9 a 10 anos 3,7 cm/ano 4,3 cm/ano

Quando se preocupar com a idade óssea?

A idade óssea por ser considerada atrasada e avançada? – O tempo de maturação dos ossos pode variar muito entre as pessoas. Assim, é possível identificar estágios comuns, bem como estágios de avanço ou atraso. A idade óssea é tida como atrasada em casos em que a diferença de crescimento comparada à idade cronológica é verdadeiramente significativa.

Esse deslize pode variar de acordo com a idade e nem sempre representa atraso. É necessário ter experiência na análise para a perfeita identificação. Se uma criança é saudável, mas apresenta idade óssea atrasada, ela provavelmente levará mais tempo até que inicie a puberdade. Isso acontece porque ela tem um ritmo de crescimento mais lento que o comum.

Na maioria dos casos, alguém na família apresentou medida semelhante, como a mãe que pode ter menstruado mais tarde. Se a idade óssea estiver mais de 1 ou 2 anos em atraso com relação à cronológica, recomenda-se uma avaliação mais profunda em busca de possíveis problemas de saúde que possam afetar o desenvolvimento da criança ou adolescente.

Qual idade óssea normal para 5 anos?

Dr. Geraldo Santana – Endocrinologista

Idade Masculino Feminino
3 a 4 anos 5,1 cm/ano 5,2 cm/ano
4 a 5 anos 4,7 cm/ano 4,7 cm/ano
5 a 6 anos 4,5 cm/ano 4,5 cm/ano
6 a 7 anos 4,2 cm/ano 4,4 cm/ano

Qual a idade óssea normal para 6 anos?

Dr. Geraldo Santana – Endocrinologista

Idade Masculino Feminino
5 a 6 anos 4,5 cm/ano 4,5 cm/ano
6 a 7 anos 4,2 cm/ano 4,4 cm/ano
7 a 8 anos 4,1 cm/ano 4,3 cm/ano
8 a 9 anos 3,8 cm/ano 4,1 cm/ano

Qual a idade óssea normal para 10 anos?

Teve-se, respectivamente, aos 9 anos, idade óssea média de 9,6 anos; aos 10, de 11,2 anos ; aos 11, de 12,3 anos; e aos 12, de 13,2 anos.

Qual é a altura ideal para cada idade?

Altura até 3 anos Vamos conhecer as alturas ideais desse período. Meninas 2 anos: 80,0 cm de altura mínima e 92,9 cm de altura máxima; 3 anos: 88,4 de altura mínima e 103,5 de altura máxima; Meninos 2 anos: 81,7 cm de altura mínima e 93,9 cm de altura máxima; 3 anos: 90,6 de altura mínima e 102,8 de altura máxima.

Qual é a idade óssea que para de crescer?

Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Olá! A idade até o qual uma pessoa cresce varia com diversos fatores, e pode ser medida de maneira aproximada com o exame de idade óssea. Normalmente, no entanto, o crescimento cessa entre 16 e 20 anos, quando ela atinge um equivalente a 18 anos de idade óssea.

Bom dia, meu filho tem 11 anos e a idade óssea dele e dec15 anos ele entrou na puberdade cedo, Eu gostaria de saber se existe algum remédio que ajuda a bloquear a idade óssea? É possível crescer depois dos 28 anos? Qual remédio pode ser usado para aumentar a altura? Bom, tenho 15 anos e 8 meses e 1,75 menstruei com 9 anos. Minha mãe era alta (1,85 +/-) e meu pai também era não sei ao certo a altura dele. Vou crescer muito até os 21 anos? Tenho 32 anos meu peso sempre foi 47 mas ultimamente tenho perdido peço to com 42 será calsa hormonal? Bom dia ! Meu filho tem 14 anos e idade cronológica de 12 anos e normal ? Olá, bom dia. Minha filha tem 6 anos e 3 meses de idade cronológica e idade óssea de 8 anos. Ela é bem alta para a idade dela, mede 1,32 cm. Eu tenho 1,84 e o pai dela 1,74. É para eu me preocupar? Com quantos anos de idade óssea a pessoa pará de crescer? Olá tenho 16 anos fiz em março desse ano menstruei com 12 em 2017 atualmente tenho 1,70 gostaria de saber se vou crescer mais se sim como evitar Tenho 16 anos de idade e tenho menos de 1,60 de altura (sou menino). Minha idade óssea é de 17 anos, e todas as epífises das falanges e dos metacarpianos estão fusionadas,e a minha epífise ulnar ainda não se fusionou. Meu pai mede 1,76 e minha mãe mede 1,70. Ainda tenho alguma chance de crescer? Tenho 16 e minha altura é 1,70,isso é baixo?.,minha mãe tem 1,50 e meu pai 1,72 mas a minha família não é baixa. Tenho 1,78 com 18 anos ainda vou crescer? Meu pai tem 1,75,,

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Como saber se a criança vai ser grande?

Que altura o meu filho vai ter? – Dá para ter uma ideia de quanto seu filho vai crescer. Basta fazer uma conta simples. Para meninos, pegue a altura do pai, some 13 cm, some com a altura da mãe, e divida por dois. Para meninas, pegue a altura do pai, subtraia 13 cm, some com a altura da mãe, e divida por dois.

Qual a idade óssea normal para 8 anos?

Idade ´Óssea Porque o crescimento é importante? A fase de crescimento de um indivíduo começa no momento da fecundação e vai até por volta dos vinte anos de idade quando se completa o processo de maturação dos sistemas e crescimento estatural, marcando o início da fase adulta.

A estatura é um dos atributos físicos mais valorizados pela sociedade e frequentemente é motivo de preocupação dos pais, da criança e do próprio indivíduo quando adulto. Quais são os principais hormônios do crescimento? Embora vários hormônios, nutrientes, condições fisiológicas e psicológicas participem do crescimento podemos destacar dois hormônios principais: 1) Hormônio de crescimento : produzido pela hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro do tamanho de uma ervilha.2) IGF1 : produzido pelo fígado sob estímulo do hormônio de crescimento.

É o IGF1 que vai até a cartilagem do osso e promove o crescimento.

Quem possui baixa estatura? A baixa estatura ou crescimento deficiente pode ser caracterizada por uma destas três situações:1) uma ALTURA abaixo da esperada quando comparada à população geral;2) uma ALTURA abaixo da esperada quando comparada ao seu potencial familiar;3) um CRESCIMENTO abaixo do esperado para a faixa de idade.

Na primeira situação, uma pessoa tem altura abaixo da esperada quando sua altura está abaixo do percentil 3 do gráfico de altura da população para aquele sexo. Estar abaixo do percentil 3 significa estar entre os três menores quando comparado a outras 99 pessoas do mesmo sexo e idade. Veja, na tabela abaixo, que altura aproximada corresponde ao percentil 3 para cada sexo e idade.

Idade Masculino Feminino
2 anos 82 cm 82 cm
3 anos 89 cm 89 cm
4 anos 96 cm 96 cm
5 anos 102 cm 102 cm
6 anos 108 cm 108 cm
7 anos 114 cm 113 cm
8 anos 119 cm 117 cm
9 anos 124 cm 123 cm
10 anos 128 cm 128 cm
11 anos 133 cm 133 cm
12 anos 137 cm 142 cm
13 anos 144 cm 148 cm
14 anos 152 cm 151 cm
15 anos 160 cm 153 cm
16 anos 164 cm 154 cm
17 anos 165 cm 154 cm
18 anos 166 cm 154 cm

Na segunda situação, uma pessoa tem altura abaixo da esperada quando sua altura está abaixo do canal de crescimento familiar. De acordo com a estatura dos pais, toda criança possui uma faixa de estatura final esperada. Se a altura de uma criança está abaixo do canal familiar que conduz o crescimento para a sua faixa de estatura final esperada, a baixa estatura deve ser investigada.

Na terceira situação, uma pessoa que esteja com uma altura adequada do ponto de vista populacional e familiar, mas que nos últimos doze meses tenha crescido abaixo do esperado para a sua idade e sexo, já possui um crescimento deficiente e as causas devem ser avaliadas mesmo antes que ela apresente uma baixa estatura.

Veja na tabela abaixo, qual é o velocidade de crescimento MÍNIMA esperada para cada sexo e faixa de idade. Esses valores podem variar se houver atraso ou avanço da idade óssea e dependendo da época da primeira menstruação.

Idade Masculino Feminino
2 a 3 anos 5,7 cm/ano 5,9 cm/ano
3 a 4 anos 5,1 cm/ano 5,2 cm/ano
4 a 5 anos 4,7 cm/ano 4,7 cm/ano
5 a 6 anos 4,5 cm/ano 4,5 cm/ano
6 a 7 anos 4,2 cm/ano 4,4 cm/ano
7 a 8 anos 4,1 cm/ano 4,3 cm/ano
8 a 9 anos 3,8 cm/ano 4,1 cm/ano
9 a 10 anos 3,7 cm/ano 4,3 cm/ano
10 a 11 anos 3,7 cm/ano 4,8 cm/ano
11 a 12 anos 3,8 cm/ano 6,1 cm/ano
12 a 13 anos 4,9 cm/ano 3,7 cm/ano
13 a 14 anos 7,1 cm/ano 1,4 cm/ano
14 a 15 anos 4,1 cm/ano
15 a 16 anos 1,2 cm/ano

Quais são as causas da baixa estatura? A causa da baixa estatura é multifatorial, ou seja, vários fatores podem estar participando da deficiência de crescimento. A desnutrição é uma causa importante e pode estar relacionada a alterações do apetite, maus hábitos alimentares ou problemas de absorção intestinal.

Um aspecto preocupante é a ingestão deficiente de leite e proteínas frequentemente encontrada mesmo em crianças de classes sociais mais altas por descuido ou desinformação. Outro ponto de preocupação é a alimentação deficiente observada em adolescentes, sobretudo do sexo feminino, com receio de desenvolver obesidade.

Doenças genéticas, respiratórias, renais, intestinais e cardíacas além de fatores comportamentais como sedentarismo, carência afetiva e sono inadequado também podem contribuir para a baixa estatura. Entre as causas hormonais, as principais são o hipotireoidismo e a deficiência do hormônio de crescimento.

Como é a avaliação de uma criança ou adolescente com baixa estatura? Neste tipo de avaliação, sempre que possível, é recomendável que a mãe ou o pai estejam presentes pois serão solicitadas informações sobre os períodos da gestação, do nascimento e da infância. Aspectos ligados à alimentação, medicamentos, exercícios, sono e comportamento psicossocial também serão discutidos. No exame físico, a avaliação deve ser completa, inclusive no que se refere ao desenvolvimento da puberdade. É essencial que a estatura do paciente seja medida com estadiômetro de precisão com escala em milímetros para evitar erros de cálculos e diagnóstico.
Se um dos pais não puder comparecer à consulta, deverá enviar sua altura atualizada para o cálculo do potencial familiar. Para isto, deve conferir a medida em casa, pela manhã, sem sapatos, encostado em uma parede e colocando um livro sobre a cabeça para fazer uma marca que deverá ser medida usando uma trena ou fita métrica.

Os valores de altura, peso e velocidade de crescimento são avaliados em gráficos ou em um programa específico de computador que facilita os cálculos e a visualização dos resultados. Além do peso em uma balança confiável, a comparação das medidas das dobras cutâneas com o adipômetro são úteis para avaliar se a criança está engordando ou emagrecendo.

O que é um adipômetro? É uma aparelho usado para medir dobras de pele com alto nível de precisão. Sua escala é dividida em décimos de milímetros e refletem a gordura subcutânea. O peso corporal é uma variável importante para se avaliar o grau de nutrição, mas em um tratamento de crescimento, quando uma criança aumenta o peso na balança, não significa que a gordura dela aumentou, pois o aumento dos ossos, dos órgãos e dos músculos também interferem no seu peso. O uso do adipômetro permite, portanto, estimar em cada consulta as reais variações do tecido gorduroso independentemente do crescimento.

São necessários muitos exames? Depende do grau da baixa estatura, das informações colhidas durante a consulta e o exame físico. Se a baixa estatura é confirmada, um exame de idade óssea é sempre solicitado. Exames de sangue, urina e fezes também podem ser necessários de acordo com os achados da avaliação clínica.

O que é a idade óssea? É um exame de Raio X da mão e punho esquerdo para se avaliar em que idade está o nível de maturação dos ossos dando uma boa noção do potencial que o paciente ainda tem para crescer. Uma idade óssea de 19 anos, por exemplo, indica que as cartilagens de crescimento já estão consolidadas e a pessoa já está em sua estatura adulta. Por outro lado, se um adolescente de 19 anos tiver uma idade óssea de 14 anos, indica que ela ainda tem, do ponto de vista radiológico, potencial para um crescimento que pode chegar a 10 cm com tratamento adequado.

O que é estirão puberal? É uma fase que se inicia geralmente antes da primeira menstruação nas meninas e por volta dos 12 aos 14 anos de idade óssea nos meninos quando ocorre uma aceleração na velocidade de crescimento. Nesta fase, a necessidade de nutrientes costuma aumentar bastante e é uma grande oportunidade para recuperar atrasos de crescimento que aconteceram na infância.É verdade que após a primeira menstruação a menina pára de crescer? Não.

Quando ocorre a primeira menstruação, a menina geralmente está na fase final do estirão puberal e a partir daí ocorre uma diminuição da velocidade de crescimento. Embora varie de pessoa para pessoa, as meninas ainda crescem, em média, 6 cm após a primeira menstruação. E como é o tratamento da baixa estatura? O tratamento varia muito de acordo com as causas que foram encontradas.

O tratamento de suporte é muito importante e envolve a correção de hábitos alimentares errados, a orientação de uma alimentação balanceada para a idade com estímulo à atividade física e ao sono adequado. Quando se confirmam certos tipos de doenças ou carências nutricionais o uso de medicamentos ou suplementos alimentares podem também estar indicados.

Como é o tratamento com hormônio de crescimento? O hormônio de crescimento humano está disponível comercialmente desde 1986 e está formalmente indicado para os casos em que existe a deficiência deste hormônio. O tratamento é injetável, feito com aplicações diárias no subcutâneo através de canetas aplicadoras e é praticamente indolor. Apesar de ser relativamente caro, o governo dispõe de programas que fornecem o medicamento para muitos casos.

O hormônio de crescimento pode ser usado em quem não tem deficiência deste hormônio? Recentemente, um estudo científico bem conduzido, demonstrou que o uso do hormônio de crescimento por um período que variou de 2 a 10 anos em crianças sem déficit deste hormônio proporcionou um aumento na altura final em torno de 5 cm.

Outros estudos tem mostrado o benefício da associação de bloqueadores da puberdade com o hormônio de crescimento em aumentar a altura final de pacientes com baixa estatura e sem atraso de idade óssea. Algumas crianças podem apresentar respostas normais aos testes provocativos de hormônio de crescimento, mas apresentam velocidade de crescimento muito baixa, sem resposta ao tratamento convencional.

Nesses casos, se a criança tiver uma melhora do crescimento após 6 meses de hormônio, o tratamento deve ser fortemente considerado. Que fatores influenciam no tratamento? O sucesso do tratamento da baixa estatura depende de três fatores principais: 1) potencial genético 2) disciplina da criança e da família em seguir as orientações 3) época do início do tratamento.

Como não é possível modificar o potencial genético da criança, temos que investir nos dois outros fatores. O tratamento da baixa estatura geralmente implica na adoção de vários novos hábitos como tempo de sono, atividade física, alimentação balanceada e, alguns casos, uso de medicamentos. É necessário portanto que o paciente e a família estejam dispostos a estas mudanças, pois disso depende grande parte do nosso sucesso.

Outro aspecto fundamental é a época de iniciar o tratamento. Uma vez identificada baixa estatura, quanto mais precoce iniciarmos o tratamento maiores serão as possibilidades de alcançarmos os resultados desejados. Embora alguns sinais da baixa estatura sejam percebidos na infância, é comum os pais e o paciente só procurarem orientação especializada na puberdade, quando o adolescente começa a perder sua auto-estima em função da demanda social da estatura.

Existe cirurgia para crescer? O tratamento cirúrgico da baixa estatura com alongamento ósseo está indicado para aqueles casos em que a baixa estatura limita a vida da pessoa ou cria sérias dificuldades de convívio social; não sendo recomendada naqueles casos de demanda puramente estética. Em princípio, podem ser indicados homens abaixo de 160 cm e mulheres abaixo de 150 cm. Estes limites entretanto podem variar dependendo de vários outros fatores, como aspectos psicológicos, padrão familiar, perfil profissional etc. Consiste em aparelhos externos com fixadores metálicos inseridos nos ossos que promovem o alongamento do osso em até 1 mm por dia durante o tratamento, podendo alcançar um aumento de 5 a 7,5 cm em 3 meses. O tempo total de cadeira de rodas é de 4 a 5 meses.

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Apesar das complicações serem pouco freqüentes, é importante que se pese os riscos de se submeter a um procedimento ortopédico de razoável complexidade, para se obter alguns centímetros de altura.

Bibliografia: Dr. Geraldo Santana e Nut. Juliana Chaves. : Idade ´Óssea

Como Laudar idade óssea?

O modelo matemático preditor da maturação óssea utilizado foi o proposto por CABRAL6, no qual a idade óssea é determinada a partir das variáveis antropométricas conforme a equação, Idade Óssea = -11,620 + 7,004(estatura) + 1,226.

Como saber qual vai ser a altura do meu filho?

por Gabriela Facchini | out 26, 2021 | Pediatra | 0 Comentários Você sabia que dá para ter uma previsão da altura da criança quando ela for um adulto? Ela pode ser estimada usando uma matemática simples, através de um cálculo com base na altura da mãe e do pai, e tendo em conta o sexo do filho. Basta somar as alturas do pai e da mãe, dividir por 2 e, se for menina, subtrair 6,5 e, se for menino, somar 6,5 cm.

Qual a idade óssea normal para 9 anos?

Teve-se, respectivamente, aos 9 anos, idade óssea média de 9,6 anos ; aos 10, de 11,2 anos; aos 11, de 12,3 anos; e aos 12, de 13,2 anos.

O que significa idade óssea 12 anos?

Idade ´Óssea Porque o crescimento é importante? A fase de crescimento de um indivíduo começa no momento da fecundação e vai até por volta dos vinte anos de idade quando se completa o processo de maturação dos sistemas e crescimento estatural, marcando o início da fase adulta.

  1. A estatura é um dos atributos físicos mais valorizados pela sociedade e frequentemente é motivo de preocupação dos pais, da criança e do próprio indivíduo quando adulto.
  2. Quais são os principais hormônios do crescimento? Embora vários hormônios, nutrientes, condições fisiológicas e psicológicas participem do crescimento podemos destacar dois hormônios principais: 1) Hormônio de crescimento : produzido pela hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro do tamanho de uma ervilha.2) IGF1 : produzido pelo fígado sob estímulo do hormônio de crescimento.
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É o IGF1 que vai até a cartilagem do osso e promove o crescimento.

Quem possui baixa estatura? A baixa estatura ou crescimento deficiente pode ser caracterizada por uma destas três situações:1) uma ALTURA abaixo da esperada quando comparada à população geral;2) uma ALTURA abaixo da esperada quando comparada ao seu potencial familiar;3) um CRESCIMENTO abaixo do esperado para a faixa de idade.

Na primeira situação, uma pessoa tem altura abaixo da esperada quando sua altura está abaixo do percentil 3 do gráfico de altura da população para aquele sexo. Estar abaixo do percentil 3 significa estar entre os três menores quando comparado a outras 99 pessoas do mesmo sexo e idade. Veja, na tabela abaixo, que altura aproximada corresponde ao percentil 3 para cada sexo e idade.

Idade Masculino Feminino
2 anos 82 cm 82 cm
3 anos 89 cm 89 cm
4 anos 96 cm 96 cm
5 anos 102 cm 102 cm
6 anos 108 cm 108 cm
7 anos 114 cm 113 cm
8 anos 119 cm 117 cm
9 anos 124 cm 123 cm
10 anos 128 cm 128 cm
11 anos 133 cm 133 cm
12 anos 137 cm 142 cm
13 anos 144 cm 148 cm
14 anos 152 cm 151 cm
15 anos 160 cm 153 cm
16 anos 164 cm 154 cm
17 anos 165 cm 154 cm
18 anos 166 cm 154 cm

Na segunda situação, uma pessoa tem altura abaixo da esperada quando sua altura está abaixo do canal de crescimento familiar. De acordo com a estatura dos pais, toda criança possui uma faixa de estatura final esperada. Se a altura de uma criança está abaixo do canal familiar que conduz o crescimento para a sua faixa de estatura final esperada, a baixa estatura deve ser investigada.

Na terceira situação, uma pessoa que esteja com uma altura adequada do ponto de vista populacional e familiar, mas que nos últimos doze meses tenha crescido abaixo do esperado para a sua idade e sexo, já possui um crescimento deficiente e as causas devem ser avaliadas mesmo antes que ela apresente uma baixa estatura.

Veja na tabela abaixo, qual é o velocidade de crescimento MÍNIMA esperada para cada sexo e faixa de idade. Esses valores podem variar se houver atraso ou avanço da idade óssea e dependendo da época da primeira menstruação.

Idade Masculino Feminino
2 a 3 anos 5,7 cm/ano 5,9 cm/ano
3 a 4 anos 5,1 cm/ano 5,2 cm/ano
4 a 5 anos 4,7 cm/ano 4,7 cm/ano
5 a 6 anos 4,5 cm/ano 4,5 cm/ano
6 a 7 anos 4,2 cm/ano 4,4 cm/ano
7 a 8 anos 4,1 cm/ano 4,3 cm/ano
8 a 9 anos 3,8 cm/ano 4,1 cm/ano
9 a 10 anos 3,7 cm/ano 4,3 cm/ano
10 a 11 anos 3,7 cm/ano 4,8 cm/ano
11 a 12 anos 3,8 cm/ano 6,1 cm/ano
12 a 13 anos 4,9 cm/ano 3,7 cm/ano
13 a 14 anos 7,1 cm/ano 1,4 cm/ano
14 a 15 anos 4,1 cm/ano
15 a 16 anos 1,2 cm/ano

Quais são as causas da baixa estatura? A causa da baixa estatura é multifatorial, ou seja, vários fatores podem estar participando da deficiência de crescimento. A desnutrição é uma causa importante e pode estar relacionada a alterações do apetite, maus hábitos alimentares ou problemas de absorção intestinal.

Um aspecto preocupante é a ingestão deficiente de leite e proteínas frequentemente encontrada mesmo em crianças de classes sociais mais altas por descuido ou desinformação. Outro ponto de preocupação é a alimentação deficiente observada em adolescentes, sobretudo do sexo feminino, com receio de desenvolver obesidade.

Doenças genéticas, respiratórias, renais, intestinais e cardíacas além de fatores comportamentais como sedentarismo, carência afetiva e sono inadequado também podem contribuir para a baixa estatura. Entre as causas hormonais, as principais são o hipotireoidismo e a deficiência do hormônio de crescimento.

Como é a avaliação de uma criança ou adolescente com baixa estatura? Neste tipo de avaliação, sempre que possível, é recomendável que a mãe ou o pai estejam presentes pois serão solicitadas informações sobre os períodos da gestação, do nascimento e da infância. Aspectos ligados à alimentação, medicamentos, exercícios, sono e comportamento psicossocial também serão discutidos. No exame físico, a avaliação deve ser completa, inclusive no que se refere ao desenvolvimento da puberdade. É essencial que a estatura do paciente seja medida com estadiômetro de precisão com escala em milímetros para evitar erros de cálculos e diagnóstico.
Se um dos pais não puder comparecer à consulta, deverá enviar sua altura atualizada para o cálculo do potencial familiar. Para isto, deve conferir a medida em casa, pela manhã, sem sapatos, encostado em uma parede e colocando um livro sobre a cabeça para fazer uma marca que deverá ser medida usando uma trena ou fita métrica.

Os valores de altura, peso e velocidade de crescimento são avaliados em gráficos ou em um programa específico de computador que facilita os cálculos e a visualização dos resultados. Além do peso em uma balança confiável, a comparação das medidas das dobras cutâneas com o adipômetro são úteis para avaliar se a criança está engordando ou emagrecendo.

O que é um adipômetro? É uma aparelho usado para medir dobras de pele com alto nível de precisão. Sua escala é dividida em décimos de milímetros e refletem a gordura subcutânea. O peso corporal é uma variável importante para se avaliar o grau de nutrição, mas em um tratamento de crescimento, quando uma criança aumenta o peso na balança, não significa que a gordura dela aumentou, pois o aumento dos ossos, dos órgãos e dos músculos também interferem no seu peso. O uso do adipômetro permite, portanto, estimar em cada consulta as reais variações do tecido gorduroso independentemente do crescimento.

São necessários muitos exames? Depende do grau da baixa estatura, das informações colhidas durante a consulta e o exame físico. Se a baixa estatura é confirmada, um exame de idade óssea é sempre solicitado. Exames de sangue, urina e fezes também podem ser necessários de acordo com os achados da avaliação clínica.

O que é a idade óssea? É um exame de Raio X da mão e punho esquerdo para se avaliar em que idade está o nível de maturação dos ossos dando uma boa noção do potencial que o paciente ainda tem para crescer. Uma idade óssea de 19 anos, por exemplo, indica que as cartilagens de crescimento já estão consolidadas e a pessoa já está em sua estatura adulta. Por outro lado, se um adolescente de 19 anos tiver uma idade óssea de 14 anos, indica que ela ainda tem, do ponto de vista radiológico, potencial para um crescimento que pode chegar a 10 cm com tratamento adequado.

O que é estirão puberal? É uma fase que se inicia geralmente antes da primeira menstruação nas meninas e por volta dos 12 aos 14 anos de idade óssea nos meninos quando ocorre uma aceleração na velocidade de crescimento. Nesta fase, a necessidade de nutrientes costuma aumentar bastante e é uma grande oportunidade para recuperar atrasos de crescimento que aconteceram na infância.É verdade que após a primeira menstruação a menina pára de crescer? Não.

Quando ocorre a primeira menstruação, a menina geralmente está na fase final do estirão puberal e a partir daí ocorre uma diminuição da velocidade de crescimento. Embora varie de pessoa para pessoa, as meninas ainda crescem, em média, 6 cm após a primeira menstruação. E como é o tratamento da baixa estatura? O tratamento varia muito de acordo com as causas que foram encontradas.

O tratamento de suporte é muito importante e envolve a correção de hábitos alimentares errados, a orientação de uma alimentação balanceada para a idade com estímulo à atividade física e ao sono adequado. Quando se confirmam certos tipos de doenças ou carências nutricionais o uso de medicamentos ou suplementos alimentares podem também estar indicados.

Como é o tratamento com hormônio de crescimento? O hormônio de crescimento humano está disponível comercialmente desde 1986 e está formalmente indicado para os casos em que existe a deficiência deste hormônio. O tratamento é injetável, feito com aplicações diárias no subcutâneo através de canetas aplicadoras e é praticamente indolor. Apesar de ser relativamente caro, o governo dispõe de programas que fornecem o medicamento para muitos casos.

O hormônio de crescimento pode ser usado em quem não tem deficiência deste hormônio? Recentemente, um estudo científico bem conduzido, demonstrou que o uso do hormônio de crescimento por um período que variou de 2 a 10 anos em crianças sem déficit deste hormônio proporcionou um aumento na altura final em torno de 5 cm.

Outros estudos tem mostrado o benefício da associação de bloqueadores da puberdade com o hormônio de crescimento em aumentar a altura final de pacientes com baixa estatura e sem atraso de idade óssea. Algumas crianças podem apresentar respostas normais aos testes provocativos de hormônio de crescimento, mas apresentam velocidade de crescimento muito baixa, sem resposta ao tratamento convencional.

Nesses casos, se a criança tiver uma melhora do crescimento após 6 meses de hormônio, o tratamento deve ser fortemente considerado. Que fatores influenciam no tratamento? O sucesso do tratamento da baixa estatura depende de três fatores principais: 1) potencial genético 2) disciplina da criança e da família em seguir as orientações 3) época do início do tratamento.

Como não é possível modificar o potencial genético da criança, temos que investir nos dois outros fatores. O tratamento da baixa estatura geralmente implica na adoção de vários novos hábitos como tempo de sono, atividade física, alimentação balanceada e, alguns casos, uso de medicamentos. É necessário portanto que o paciente e a família estejam dispostos a estas mudanças, pois disso depende grande parte do nosso sucesso.

Outro aspecto fundamental é a época de iniciar o tratamento. Uma vez identificada baixa estatura, quanto mais precoce iniciarmos o tratamento maiores serão as possibilidades de alcançarmos os resultados desejados. Embora alguns sinais da baixa estatura sejam percebidos na infância, é comum os pais e o paciente só procurarem orientação especializada na puberdade, quando o adolescente começa a perder sua auto-estima em função da demanda social da estatura.

Existe cirurgia para crescer? O tratamento cirúrgico da baixa estatura com alongamento ósseo está indicado para aqueles casos em que a baixa estatura limita a vida da pessoa ou cria sérias dificuldades de convívio social; não sendo recomendada naqueles casos de demanda puramente estética. Em princípio, podem ser indicados homens abaixo de 160 cm e mulheres abaixo de 150 cm. Estes limites entretanto podem variar dependendo de vários outros fatores, como aspectos psicológicos, padrão familiar, perfil profissional etc. Consiste em aparelhos externos com fixadores metálicos inseridos nos ossos que promovem o alongamento do osso em até 1 mm por dia durante o tratamento, podendo alcançar um aumento de 5 a 7,5 cm em 3 meses. O tempo total de cadeira de rodas é de 4 a 5 meses.

table>

Apesar das complicações serem pouco freqüentes, é importante que se pese os riscos de se submeter a um procedimento ortopédico de razoável complexidade, para se obter alguns centímetros de altura.

Bibliografia: Dr. Geraldo Santana e Nut. Juliana Chaves. : Idade ´Óssea

Qual a altura de uma menina de 6 anos?

Até 6 anos Meninas 4 anos: 95,2 cm de altura mínima e 103,5 cm de altura máxima; 5 anos: 100,00 cm de altura mínima e 118,8 cm de altura máxima; 6 anos: 108,00 cm de altura mínima e 125,4 cm de altura máxima.

Quando a idade óssea é menor que a idade?

Após a avaliação de todos esses dados, então é realizado um laudo que mostra a ‘idade biológica’ do indivíduo. A idade óssea é considerada atrasada quando há uma diferença de 1,5 a 2 anos em relação à idade cronológica.

O que causa idade óssea?

A maturação óssea pode ser influenciada por fatores genéticos, ambientais e en- dócrinos.

Qual o valor do exame da idade óssea?

Raio-X Maos e Punho P/Idade Ossea (1 Incidência) – R$41,00 – Labi Exames.

Qual a idade óssea normal para 10 anos?

Teve-se, respectivamente, aos 9 anos, idade óssea média de 9,6 anos; aos 10, de 11,2 anos ; aos 11, de 12,3 anos; e aos 12, de 13,2 anos.

Qual é a altura ideal para cada idade?

Altura até 3 anos Vamos conhecer as alturas ideais desse período. Meninas 2 anos: 80,0 cm de altura mínima e 92,9 cm de altura máxima; 3 anos: 88,4 de altura mínima e 103,5 de altura máxima; Meninos 2 anos: 81,7 cm de altura mínima e 93,9 cm de altura máxima; 3 anos: 90,6 de altura mínima e 102,8 de altura máxima.

Quanto custa um exame de idade óssea?

Raio-X Maos e Punho P/Idade Ossea (1 Incidência) – R$41,00 – Labi Exames.

Quando a idade óssea é menor que a idade?

Após a avaliação de todos esses dados, então é realizado um laudo que mostra a ‘idade biológica’ do indivíduo. A idade óssea é considerada atrasada quando há uma diferença de 1,5 a 2 anos em relação à idade cronológica.