A Tabela Periodica De Mendeleev Teve Grande Aceitação?

A Tabela Periodica De Mendeleev Teve Grande Aceitação

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Por que a tabela de Mendeleev teve que sofrer alterações?

Mendeleiev – O Criador da Tabela Periódica. Dmitri Mendeleiev Dmitri Ivanovich Mendeleiev * nasceu em 8 de fevereiro de 1834 (ou em 27 de janeiro, se considerarmos o calendário juliano que ainda estava em vigor na Rússia na época), em Tobolsk, no oeste da Sibéria.

Ele era o caçula de muitos filhos (não se sabe ao certo se eram 14 ou 17 filhos). Seu pai era diretor de um ginásio, mas no ano do nascimento de Mendeleiev ele ficou cego e o cargo principal de cuidar dos filhos ficou nas mãos da mãe, Maria Dmitrievna. Ela reabriu a fábrica de vidro de seu pai e construiu ali uma escola para instruir seus filhos.

Nas escolas em Tobolsk, Mendeleiev não era visto como um bom aluno. Isso porque naquela época o ensino consistia basicamente em ensinar línguas mortas, como o grego e o latim, coisas que não eram tão relevantes para a vida dos alunos, e Mendeleiev tomou real aversão por tal cultura.

Mas o marido de sua irmã mais velha, um decembrista banido para a Sibéria chamado Bessagrin, ensinou muitas coisas para Mendeleiev, o que instigou nele um profundo interesse pela ciência e por ideais liberais. Em 1847, o seu pai faleceu e, em 1848, a fábrica de vidros de sua mãe foi destruída por um incêndio.

Em 1849, sua mãe, Maria, mudou-se para Moscou com Dmitri – que agora tinha 15 anos – e com outra de suas filhas menores, Liza. Essa mudança não foi nada fácil, mas o principal objetivo de Maria era dar uma ótima educação ao seu filho. Em várias instituições de ensino superior Mendeleiev não foi aceito porque as suas qualificações siberianas não eram reconhecidas em Moscou.

Mas finalmente ele conseguiu uma vaga para estudar matemática e ciência natural, além de uma bolsa do governo, porque o diretor do Instituto Pedagógico Central era um velho conhecido de seu pai. Dez semanas depois, sua mãe faleceu. Antes de morrer, porém, ela deixou a seguinte mensagem para Dmitri: ” Abstenha-se de ilusões, insista no trabalho e não em palavras.

Busque pacientemente a verdade divina e científica.” Essas palavras foram levadas muito a sério por Mendeleiev. Infelizmente, um ano depois, sua irmã, Liza, também morreu e ele foi diagnosticado com tuberculose. Anos mais tarde, porém, ele saberia que sua doença não era algo fatal.

  1. Mas seus trabalhos começaram a se destacar pela originalidade, muitos sendo aceitos por revistas científicas de São Petersburgo quando ele ainda tinha menos de 20 anos.
  2. Em 1855, formou-se como professor secundário, ganhando medalha de ouro de melhor aluno.
  3. Em 1859, conseguiu uma verba do governo para estudar no exterior por dois anos, indo para Paris.

Ele trabalhou com Bunsen, em Heidelberg, onde esteve em contato com muitas descobertas importantes da época. Porém, ele teve uma discussão com este último, o que o levou a se amofinar em um laboratório caseiro em seu quarto, realizando experimentos de solubilidade do álcool na água.

  • Em São Petersburgo, novamente, ele se casou no ano de 1862 e tornou-se professor contratado da Universidade de São Petersburgo, onde continuou seus estudos e formou-se professor-pesquisador em Química, em 1863.
  • Fachada da Universidade de São Petersburgo, Rússia
  • Sua tese de doutorado foi sobre a combinação entre a água e o álcool, e, entre 1868 a 1870, ele escreveu dois volumes de um livro-texto que fez com que São Petersburgo fosse encarado como um importante centro de pesquisas científicas.

Outro aspecto conturbado de sua vida ocorreu em 1876, quando se apaixonou por outra mulher, Anna Popova. Contrariando os preceitos da Igreja Ortodoxa Russa, Mendeleiev pediu-a em casamento e eles se casaram em 1882, um mês antes de sair o seu divórcio. Ele foi considerado bígamo durante sete anos.

  1. Em 1890, demitiu-se da Universidade de São Petersburgo e, em 1893, passou a ser diretor do Instituto de Pesos e Medidas.
  2. Imagem de Dmitri Ivanovich Mendeleiev (1834-1907)
  3. Nesse Instituto ele fez experimentos e pesquisas que o levaram a encontrar a combinação perfeita entre água e álcool para a fabricação da vodca: uma molécula de álcool para duas de água, o que corresponde a 38% de álcool e 62% de água.

Ele também se dedicou ao estudo da natureza e origem do petróleo, além de ter sido considerado o fundador da agroquímica em seu país. No entanto, o trabalho pelo qual ele foi amplamente reconhecido no mundo inteiro foi como o criador da Tabela Periódica,

Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Na época havia 63 elementos conhecidos, e vários cientistas, tais como o alemão Joseph Döbereiner e o ingles John Newland, já haviam feito várias tentativas de organizar os elementos de uma forma em que se relacionassem as suas massas atômicas e suas propriedades químicas.

Mas o primeiro a conseguir isso foi Mendeleiev, no ano de 1869, de uma forma um tanto interessante. Uma colega de Mendeleiev, A.A. Inostrantzev, foi lhe fazer uma visita e descreveu como ocorreu esse encontro. Conta a história que Mendeleiev já estava trabalhando 3 dias e 3 noites afinco, debruçado sobre os elementos químicos. Mendeleiev debruçado sobre sua mesa de estudos Quando viajava, Mendeleiev costumava jogar paciência com as cartas de baralho, ele então fez algo parecido com os elementos químicos, pegou fichas brancas e escreveu o símbolo de cada elemento químico nas fichas e uma curta lista de suas propriedades químicas.

Passou então a se concentrar sobre aqueles cartões com os elementos. Num dado momento, Mendeleiv foi vencido pela exaustão e dormiu sobre os cartões, tendo um sonho em que via uma tabela na qual os elementos se encaixavam exatamente como requerido, Ao despertar do sono, escreveu imediatamente essa tabela.

Ele compreendeu que quando os elementos eram escritos numa ordem crescente de massa atômica, várias propriedades químicas se repetiam em intervalos regulares (periódicos), Por isso, a sua descoberta recebeu o nome de Tabela Periódica dos Elementos, Selo impresso na URSS, Circa, mostra Mendeleiev e elementos com as respectivas massas atômicas por volta de 1969 2 O mais impressionante dessa descoberta de Mendeleiev e o que fez com que ele fosse levado a sério pela comunidade científica foi que ele deixou alguns espaços vagos, dizendo que nenhum elemento se encaixava ali porque eles ainda não haviam sido descobertos, mas que ainda seriam.

Além disso, ele especificou até mesmo quais seriam as propriedades desses elementos químicos ainda não descobertos. E, impresionantemente, foi o que realmente aconteceu! Pouco após a publicação de sua tabela, os elementos germânio, gálio e escândio, que preenchiam os espaços vazios na Tabela de Mendeleiev, foram descobertos.

Eles realmente possuíam as propriedades descritas por ele! Atualmente, sabemos que a Tabela de Mendeleiev não estava totalmente correta, porque na realidade não são as massas atômicas que definem as propriedades de cada elemento, mas sim o número atômico (Z), que é a quantidade de prótons que existem no núcleo atômico, conforme foi mostrado por Moseley.

A Tabela Periódica Atual dos Elementos Químicos é organizada em ordem crescente de número atômico. Apesar de ter sofrido vários ajustes ao longo dos anos, as Tabelas Periódicas modernas continuam baseadas sobre a estrutura essencial criada por Mendeleiev. Mendeleiev morreu em São Petersburg no ano de 1907,

No ano de 1955, um novo elemento químico foi descoberto, tendo número atômico 101, sendo instável e sujeito a sofrer fissão nuclear espontânea. Ele recebeu o nome de mendelévio, em homenagem a esse grande cientista. Elemento que recebeu o nome de Mendelévio em homenagem a Mendeleiev –––––––––––––– *Ocidentalizou-se o nome de Mendeleiev a partir da grafia russa, por isso aparecem na literatura inúmeras formas de se escrever o seu nome. A que tem reconhecimento geral e que parece ter mais lógica, sendo a tradução mais correta para o inglês, é Mendeleyev.

  • ––––––––––––––
  • Créditos das imagens ¹ e ² : e
  • Por Jennifer Fogaça
  • Graduada em Química

Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça : Mendeleiev – O Criador da Tabela Periódica. Dmitri Mendeleiev

Qual foi a proposta de Mendeleev para a tabela?

Evolução da Tabela Periódica – O modelo de tabela periódica que conhecemos atualmente, foi proposto pelo químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907), no ano de 1869. A finalidade fundamental de criar uma tabela era para facilitar a classificação, a organização e o agrupamento dos elementos químicos conforme suas propriedades.

  • Muitos estudiosos já tentavam organizar estas informações e, portanto, muitos modelos anteriores foram apresentados.
  • Da Grécia Antiga vieram as primeiras tentativas de organizar os elementos conhecidos.
  • Empédocles foi um filósofo grego que falou da existência de quatro “elementos”: água, fogo, terra e ar.

Posteriormente, Aristóteles fez a primeira organização desses elementos e lhes associou algumas “propriedades” como úmido, seco, quente e frio. Antoine Lavoisier (1743-1794) observou que por meio da eletrólise, a água se decompunha em hidrogênio e oxigênio.

Classificou então as substâncias encontradas em elementares por não conseguir dividi-las em substâncias mais simples. Ele identificou alguns dos primeiros elementos químicos e, em 1789, organizou uma lista de 33 elementos divididos em conjuntos de substâncias simples, metálicas, não-metálicas e terrosas, mas não conseguiu estabelecer uma propriedade que os diferenciasse.

Johann W. Döbereiner (1780-1849) foi um dos primeiros a observar uma ordem para organizar os elementos químicos. Como no início do século XIX valores aproximados de massa atômica para alguns elementos haviam sido estabelecidos, ele organizou grupos de três elementos com propriedades semelhantes. Tríades de Döbereiner O modelo de classificação proposto por Döbereiner chamou bastante atenção da comunidade científica na época. Ele sugeriu uma organização baseada em tríades, ou seja, os elementos eram agrupados em trios conforme as suas propriedades semelhantes.

  • A massa atômica do elemento central era a média das massas dos outros dois elementos.
  • Por exemplo, o sódio tinha um valor aproximado de massa que correspondia a média das massas de lítio e potássio.
  • Entretanto, muitos elementos não podiam ser agrupados dessa forma.
  • Alexandre-Emile B.
  • De Chancourtois (1820-1886), geólogo francês, organizou 16 elementos químicos por ordem crescente de massa atômica.

Para isso, utilizou um modelo conhecido por Parafuso Telúrico. No modelo proposto por Chancourtois, ocorre a distribuição das informações na base, em forma de cilindro, alinhando verticalmente os elementos com propriedades semelhantes. Modelo do Parafuso Telúrico John Newlands (1837-1898) também desempenhou papel fundamental. Ele criou a lei das oitavas para os elementos químicos. Suas observações mostraram que, organizando os elementos por ordem crescente de massa atômica, a cada oito elementos as propriedades se repetiam, estabelecendo assim, uma relação periódica. Tabela de Newlands O trabalho de Newlands ainda era restrito, pois essa lei se aplicava até o cálcio. Entretanto, seu pensamento foi precursor das ideias de Mendeleiev. Julius Lothar Meyer (1830-1895), baseando-se principalmente nas propriedades físicas dos elementos, fez uma nova distribuição segundo as massas atômicas.

Ele observou que entre elementos consecutivos, a diferença das massas era constante e concluiu a existência de relação entre massa atômica e propriedades de um grupo. Através do estudo proposto por Meyer foi possível comprovar a existência de periodicidade, ou seja, ocorrência de propriedades semelhantes em intervalos regulares.

Dmitri Mendeleiev (1834-1907), em 1869, estando na Rússia, teve a mesma ideia que Meyer, que realizava seus estudos na Alemanha. Ele, de forma mais meticulosa, organizou um quadro periódico, onde os 63 elementos químicos conhecidos estavam dispostos em colunas com base em suas massas atômicas. Tabela periódica proposta por Mendeleiev Além disso, deixou espaços vazios na tabela para os elementos que ainda não eram conhecidos. Mendeleiev era capaz de descrever algumas informações dos elementos faltantes com base na sequência que elaborou. O Trabalho de Mendeleiev foi o mais completo até então realizado, pois organizou os elementos conforme suas propriedades, reuniu um grande número de informações de maneira simples e constatou que novos elementos seriam descobertos, deixando espaços para inseri-los na tabela.

Até então, nada se sabia a respeito da constituição dos átomos, mas a organização proposta por Meyer-Mendeleiev originou inúmeras investigações para justificar a periodicidade dos elementos e constitui a base da atual Tabela Periódica. Henry Moseley (1887-1915), em 1913, fez importantes descobertas, estabelecendo o conceito de número atômico,

Com o desenvolvimento de estudos para explicar a estrutura dos átomos, um novo passo foi dado para organização dos elementos químicos. A partir de seus experimentos, ele atribuiu números inteiros a cada elemento e, posteriormente, foi constatada a correspondência ao número de prótons no núcleo do átomo.

Moseley reorganizou a tabela proposta por Mendeleiev de acordo com os números atômicos, eliminando algumas falhas da tabela anterior e estabeleceu o conceito de periodicidade da seguinte forma: Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos variam periodicamente na sequência dos números atômicos.

De fato, todos os modelos propostos, de alguma forma, contribuíram para as descobertas sobre os elementos químicos e suas classificações. Além disso, foram fundamentais para que chegasse ao modelo atual de tabela periódica que apresenta 118 elementos químicos,

Qual foi a criação do químico admite em 1869?

A primeira proposta aceita que contemplou todos os elementos químicos de forma organizada foi proposta pelo químico russo Dimitri Mendeleev que, em 1869, iniciou o desenvolvimento da tabela periódica, organizando os elementos pela massa atômica.

Qual foi o critério de Mendeleev?

Análise da abordagem histórica para a tabela periódica em livros de química geral para o ensino superior usados no Brasil no século XX INTRODUÇÃO A tabela periódica é uma ferramenta de uso cotidiano dos químicos, a qual apresenta, de forma sistemática, várias informações a respeito das propriedades dos elementos.

Sua criação data da segunda metade do século XIX, período no qual os químicos, seguindo o exemplo de ciências como a física e a biologia, começaram a procurar formas de sistematizar o conhecimento existente na área até aquele momento. Buscava-se, dessa forma, estabelecer princípios e leis que legitimassem a química como ciência moderna, afastando-a do empirismo e facilitando seu estudo.1 Esse trabalho de sistematização do conhecimento químico resultou dos esforços de muitos químicos durante muito tempo, e somente adquiriu a forma que conhecemos após o estabelecimento de alguns conceitos que se tornaram marcantes.

Alguns personagens e conceitos podem ser destacados aqui, com a ressalva de que o processo de desenvolvimento histórico foi muito mais complexo do que este breve resumo pode esboçar, e de maneira nenhuma foi linear. Um ponto importante foi a definição de elementos químicos como substâncias simples, que apareceu nos trabalhos de Lavoisier, colocando a questão dos constituintes “últimos” da matéria em termos distintos daqueles a que a maioria dos químicos estava habituada.2,3 Dalton, por sua vez, associou as substâncias simples a átomos simples, e trabalhou na determinação de suas massas atômicas relativas, em esforço que teve prosseguimento com Berzelius.4-6 O consenso alcançado no Congresso de Karlsruhe (1860), em torno do conceito de massas atômicas e de sua determinação, também foi fundamental para possibilitar uma classificação dos elementos em função de suas massas atômicas.7 Conforme apontou o historiador da ciência, Michael Gordin, a teoria dos tipos, elaborada por Gerhardt para a classificação dos compostos orgânicos, também encorajou Dmitri Mendeleev (1834-1907) a buscar uma classificação para os elementos químicos.8 Outras tentativas de classificações precederam à de Mendeleev, como as de Döbereiner (lei das tríadas) e Newlands (lei das oitavas), que fizeram os primeiros trabalhos acerca da periodicidade das propriedades dos elementos químicos.9-12 É curioso observar que o trabalho de Mendeleev foi publicado quase simultaneamente ao do químico germânico Julius Lothar Meyer (1830-1895), que também apresentou uma classificação periódica dos elementos semelhante à do químico russo.13,14 Meyer teria chegado, em 1868, a uma classificação de 52 elementos químicos organizados em 15 colunas, mas um artigo seu a esse respeito somente foi publicado em 1870, após Meyer ter tomado conhecimento da tabela publicada por Mendeleev em 1869.

  1. Em seu artigo, Meyer admitiu que sua tabela era, fundamentalmente, a mesma que fora proposta por Mendeleev.
  2. Entretanto, o historiador Masanori Kaji considera que a tabela de Meyer seria “mais refinada do que a primeira tabela de Mendeleev, especialmente por mostrar, de forma clara, os assim chamados metais de transição”.7 Embora os dois químicos tenham publicado trabalhos semelhantes e de maneira independente, a tabela elaborada pelo químico russo ficou mais conhecida e foi mais amplamente aceita.

Entre as razões que já foram apontadas na literatura para justificar a primazia de Mendeleev está o fato de o trabalho do químico russo ter sido publicado alguns meses antes, e também por conter previsões a respeito de elementos que até então não eram conhecidos, e que deveriam preencher espaços deixados vazios na tabela (o que conferia um caráter preditivo para a classificação periódica).

  1. Além disso, o trabalho de Meyer não foi publicado em sua totalidade, sendo que alguns dados foram omitidos no artigo publicado.
  2. Por isso, pareceu aos cientistas da época que o trabalho de Meyer fora baseado na publicação de Mendeleev, um químico mais conhecido entre seus contemporâneos.
  3. Outro aspecto que diferencia os dois trabalhos, e que é mencionado por alguns estudiosos para explicar a maior importância do trabalho de Mendeleev, é o fato de a variação periódica ser mostrada pelo químico russo principalmente em termos das propriedades químicas dos elementos, como reatividade, valência e os tipos de compostos em que estavam presentes.

Meyer, por sua vez, apontou a periodicidade em termos de propriedades físicas, como ponto de fusão e ebulição.7,9,15 Kaji também apontou o fato de Meyer haver incluído, em seu artigo, especulações a respeito da hipótese de Prout, um tema bastante controverso entre os químicos da época.

De acordo com essa hipótese, haveria algum constituinte fundamental da matéria, do qual todos os elementos químicos seriam formados (fazendo com que os valores de todas as massas atômicas fossem múltiplos da massa atômica dessa hipotética matéria primordial). Mendeleev, porém, não concordava com a hipótese de Prout, e procurou enfatizar, em sua classificação, os dados experimentais disponíveis.

Por isso, Kaji considerou que a comunidade química da época mostrou-se mais favorável à abordagem de Mendeleev.7 A construção da tabela periódica consumiu anos de esforços intelectuais de Mendeleev. Seu trabalho foi apoiado pela recém-criada Sociedade Russa de Química, que tinha entre seus objetivos difundir o ensino dessa ciência e, para tanto, incentivava a criação de materiais didáticos próprios.

Nessa época, considerava-se que o ensino de química na Rússia era prejudicado pela necessidade de tradução de livros estrangeiros, o que implicaria em materiais desatualizados em relação a outros países – pois novos conhecimentos estavam sendo produzidos rapidamente no campo da química.7 Essa preocupação decorria do fato de que os profissionais de química eram considerados, pelas autoridades russas da época, de extrema importância para o desenvolvimento econômico do país, ainda majoritariamente rural.7,16 Entre as reflexões feitas por Mendeleev, presentes em sua obra didática, pode-se destacar a distinção entre o que seria um elemento químico e uma substância simples 1,7 e também a analogia com o sistema solar para explicar a estrutura das moléculas.16 Apesar da referida distinção, por vezes Mendeleev intencionalmente identificava uma substância simples como elemento, no âmbito de seu trabalho de sistematização, com a finalidade de obter uma classificação mais adequada.1 Mendeleev utilizou as massas atômicas como critério para organizar os elementos químicos, logrando visualizar certa regularidade das propriedades químicas e físicas dos elementos, o que culminou na construção da tabela periódica.

Esse processo requereu que Mendeleev propusesse alterações nos valores de algumas massas atômicas determinados em sua época, e também que supusesse a existência de elementos químicos até então desconhecidos. Incluindo algumas alterações na tabela periódica originalmente proposta, Mendeleev a inseriu, em 1879, em seu livro didático intitulado Princípios de Química, apresentando a tabela como uma forma de sintetizar o conteúdo exposto ao longo dos capítulos precedentes e como um guia para o estudo dos elementos químicos.13,14 A tabela periódica proposta por Mendeleev foi sendo modificada ao longo dos anos, tanto pelo próprio químico russo quanto por outros cientistas.

A principal modificação foi a substituição da massa atômica, como critério para o ordenamento dos elementos, pelo chamado número atômico, que viria a ser identificado com o número de prótons do núcleo atômico do elemento. Tal mudança foi possível após os trabalhos de Henry Moseley (1887-1915), publicados em 1913 e 1914, com estudos sobre espectros de raios-X dos elementos que levaram à determinação dos números atômicos e os relacionaram ao número de cargas positivas nos núcleos atômicos.17,18 Outras modificações ocorreram, e ocorrem até os dias de hoje, pela inserção de novos elementos químicos que foram isolados ou sintetizados.

Além disso, muitos autores se dedicaram a propor diferentes formas de apresentação da tabela periódica, buscando maneiras de mais bem representar as variações periódicas das propriedades dos elementos. Por isso, foram criadas ao longo do tempo centenas de maneiras de representar a tabela periódica.14,19,20 Atualmente, a tabela periódica tem presença obrigatória nos laboratórios e livros de química geral do mundo todo.

A forma como é apresentada e explicada nos livros didáticos, porém, foi se modificando ao longo dos anos por diversas razões, que envolvem a abordagem dada à química em cada época e local, o contexto histórico, e a quantidade, importância e natureza dos temas incluídos nos cursos e livros de química geral.

Nos últimos anos, diversos artigos foram publicados apresentando diferentes formas de se abordar a tabela periódica, como, por exemplo: o uso de atividades com cartões virtuais (isto é, no computador), que contêm o nome e algumas propriedades dos elementos químicos, visando proporcionar ao aluno a oportunidade de ele próprio construir a tabela periódica; 21 o uso de uma combinação da rede neural de Kohonen com o conjunto de propriedades físico-químicas presentes na tabela periódica, permitindo compreendê-la melhor e prever novos elementos e suas propriedades, assim como fez Mendeleev; 22,23 e o uso de técnicas de mapeamento para realçar cada uma das propriedades periódicas.24 O presente estudo visa investigar as modificações na forma de apresentação e discussão da tabela periódica em livros didáticos de química geral para o ensino superior usados no Brasil ao longo do século XX.

A análise aqui proposta difere daquela feita por Brito et al.25 que, após apresentarem aspectos históricos e filosóficos da tabela periódica, classificaram 57 livros didáticos dirigidos para o ensino superior quanto à presença ou não de alguns critérios, e quanto à sua apresentação e discussão ser satisfatória ou não.

Os critérios analisados abrangiam: a importância da acomodação dos elementos na tabela periódica e da previsão das propriedades de novos elementos; o papel das previsões feitas por Mendeleev; a discussão das propriedades periódicas; a importância do trabalho de Mendeleev; e o desenvolvimento da tabela periódica.

  • O trabalho de Brito et al.25 não visava investigar a variação temporal desses critérios.
  • No presente trabalho, porém, foram comparadas abordagens didáticas para a tabela periódica publicadas em diferentes períodos do século passado.
  • Os livros didáticos para o ensino superior foram escolhidos como objeto de análise devido a sua reconhecida importância no processo de formação de novos cientistas e professores.26,27 Já foi observado que os livros didáticos exercem grande influência sobre os estudantes: são considerados “autoridades” no que se refere ao conteúdo, e muitos os vêem como inquestionáveis.28 Além disso, ainda há uma carência nas investigações científicas sobre livros didáticos para o ensino superior, quanto a aspectos ontológicos e epistemológicos dos conceitos químicos, e suas implicações para o processo de ensino-aprendizagem.29 De acordo com a concepção de Kuhn, os livros didáticos são responsáveis pela transmissão dos paradigmas aceitos e da linguagem usada pela comunidade cientifica da época em que foram publicados, exercendo, por isso, papel fundamental na formação de novos cientistas.26 Choppin, por sua vez, destaca que os livros didáticos são também responsáveis, além do suporte à transmissão dos conhecimentos considerados necessários, por permitir a prática de métodos didáticos, a construção de uma identidade de grupo, e pelo desenvolvimento do espírito crítico das novas gerações.30 ASPECTOS METODOLÓGICOS Para a seleção das obras a serem analisadas, foi feito um levantamento dos livros didáticos dirigidos para o ensino superior utilizados no Brasil ao longo do século XX.

Procurou-se identificar a presença das obras simultaneamente nas bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que representam as mais antigas e tradicionais escolas superiores de química do país, bem como no site Estante Virtual ( www.estantevirtual.com.br ), que reúne o acervo de um significativo número de sebos brasileiros.

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Esse levantamento resultou na lista de 31 livros de química geral apresentada em artigo de Souza e Porto.31 Dessa relação, foram analisados os 28 livros que constam da Tabela 1, sendo que algumas obras do levantamento de Souza e Porto 31 não puderam ser consultadas devido a diversas dificuldades de acesso.

Na Tabela 1 foi destacado o ano de publicação e, como muitos dos livros são traduções, destacou-se também o país de origem da obra original. No presente artigo, cada livro foi analisado qualitativamente, de acordo com critérios fundamentados na história da ciência e em aspectos do ensino de química pertinentes à temática da tabela periódica. A proposição dos critérios levou em consideração aspectos da contemporânea historiografia da ciência que podem contribuir para a compreensão dos processos de construção do conhecimento científico, tais como: (i) o reconhecimento do caráter complexo (não linear, não acumulativo) desses processos; (ii) a importância do contexto histórico (em oposição a concepções puramente internalistas, como se uma ideia científica pudesse surgir “fora do tempo”, dependendo apenas de sua relação com outras ideias da ciência); e (iii) a adoção de uma abordagem diacrônica (evitando o anacronismo de avaliar ideias do passado fazendo juízos de valor baseados em critérios fundamentados em ideias do presente, que não fariam sentido no contexto histórico original).

Os critérios de análise pretendem contribuir para uma aproximação entre a história da ciência e o ensino de química, voltada para os objetivos educacionais da atualidade.32 Alguns dos critérios aqui propostos procuram dialogar com concepções inadequadas sobre a ciência que são compartilhadas pelo público em geral, por estudantes e mesmo por professores de ciências, e que foram sumarizadas por Cachapuz e colaboradores.33 A maneira como o processo de construção da tabela periódica é apresentado nos livros didáticos pode reforçar ou se contrapor a determinadas concepções inadequadas de ciência, conforme procuramos apresentar neste trabalho.

Permite, ainda, discutir aspectos da filosofia da química, como o estatuto epistemológico das leis nesta área do conhecimento.14 Os critérios de análise encontram-se descritos na Tabela 2. A análise referente a cada um desses tópicos propiciou a comparação entre os diferentes livros e entre diferentes períodos históricos do século XX. A tabela periódica nos livros didáticos: aspectos históricos e didáticos Os resultados obtidos permitem fazer uma série de reflexões, como as que serão expostas a seguir.

A discussão aqui proposta encontra-se segmentada conforme os tópicos de análise descritos. Posição da discussão da tabela periódica no livro Observou-se que apenas Holmes (1946) apresenta a tabela ao final do livro: todos os demais trazem a tabela logo no ínicio (17 livros), ou no meio (10 livros), após discutir propriedades da matéria e dos elementos químicos.

Desse modo, pode-se concluir que muitos autores do século XX consideraram a tabela como um ponto de partida e como um conceito básico da química e que, portanto, deveria ser apresentado inicialmente. Essa ideia difere, em alguma medida, da proposta de Mendeleev, que apresentava a tabela no meio do seu livro, como resultado da discussão das propriedades de alguns elementos químicos feita até aquele momento, e a usava como guia para a discussão dos demais elementos nos capítulos seguintes do livro. Presença de um capítulo específico para a discussão da tabela periódica A análise desse aspecto permite caracterizar uma modificação temporal interessante. Nos livros publicados no início do século (de 1904 até 1912), a tabela é discutida juntamente com os conceitos de elemento químico e molécula, e é apresentada como uma dentre várias formas de classificação dos elementos químicos.

Alguns autores sugerem que a classificação periódica é menos importante do que outras, como, por exemplo, Maciel (1912), que argumenta ser a divisão entre metais e ametais a melhor para o estudo dos elementos. Em seguida, no período entre 1917 e 1939, alguns livros apresentam um capítulo específico e outros não.

Em meados do século XX (de 1944 até 1965), todos os livros apresentam um capítulo exclusivo para o tema. Segue-se outro período (de 1967 até 1981) em que alguns livros trazem um capítulo específico e outros não. O livro de Pimentel (1974) se diferencia dos demais por não discutir a tabela periódica em um capítulo específico do livro, inserindo essa discussão em dois momentos distintos: ao apresentar algumas propriedades dos elementos, e ao mostrar sua periodicidade.

Finalmente, no final do século (de 1986 a 1999), todos os livros voltam a não apresentar um capítulo exclusivo, mas discutem a tabela periódica junto com o modelo atômico contemporâneo. A modificação temporal observada pode ser fruto da consolidação da tabela periódica e das modificações dos conceitos de elemento químico e molécula, no início do século, devido ao surgimento de controvérsias e de novas teorias, como a proposição do conceito de número atômico e a teoria quântica.34 Após a consolidação da importância da tabela periódica, ocorre outro movimento, como consequência da ênfase nos conhecimentos sobre a estrutura atômica, na segunda metade do século, juntamente com o aumento da aceitação e do uso da mecânica quântica para explicar não só o modelo atômico, mas também a tabela periódica.

Assim, no final do século, a tabela periódica parece adquirir um caráter subalterno, como se estivesse condicionada por uma teoria mais ampla e explicativa – embora ainda hoje se questione a insuficiência da teoria quântica para explicar as propriedades periódicas e a formação dos períodos da tabela.35 Apresentação do histórico anterior a Mendeleev e do trabalho de Meyer A Tabela 5 mostra os autores anteriores a Mendeleev citados nos livros didáticos como envolvidos, de alguma forma, nos antecedentes que permitiram a criação da tabela periódica.

  • O histórico anterior a Mendeleev está presente na maioria (15 de 24) dos livros publicados no período de 1912 a 1981, enquanto os quatro livros do final do século XX não abordam esse aspecto, ou o tratam como curiosidade, de pouca importância para o estudo da química.
  • Os nove livros do período de 1912 a 1981 que não discutem os antecedentes da criação da tabela periódica citam, porém, o trabalho de Meyer.

Esse químico é apresentado, em 20 livros desse período, como autor independente de um trabalho semelhante ao de Mendeleev e publicado poucos meses depois. Essa mesma descrição do químico alemão está presente nos livros de Brady (1986) e Atkins (1999), sendo que este último traz um breve histórico, apresentado num quadro separado, com caráter de material suplementar. Entre os químicos anteriores a Mendeleev, cujos trabalhos contribuíram para a construção da tabela periódica, os mais citados são: J.A.R. Newlands (1837-1898), químico britânico que formulou a chamada “lei das oitavas”; J.W. Döbereiner (1780-1849), químico germânico que formulou a “lei das tríades”; e A.-E.B.

de Chancourtois (1820-1886), químico francês que criou a “hélice dos elementos”. De fato, esses autores são reconhecidos por historiadores da ciência por haverem se dedicado à questão da classificação dos elementos, embora outros pudessem também ser lembrados, como William Odling (1829-1921) e Gustavus Hinrichs (1836-1923), 9 que não são citados por nenhum dos livros didáticos.

A ênfase dada a Newlands, Döbereiner e de Chancourtois demonstra um exemplo da repetição comum em livros didáticos, ou seja, observa-se que muitos livros repetem os mesmos exemplos e anedotas, o que sugere que os autores baseiam suas obras nas anteriores.

Assim, muitas histórias são narradas de forma semelhante e muitas discussões são feitas da mesma maneira em diferentes livros, como que “fossilizando” certas narrativas didáticas.36 Embora muitos livros tragam o histórico anterior à criação da tabela por Mendeleev, poucos são os que descrevem esse processo em detalhes.

De modo geral, os livros trazem o processo de criação como tendo sido linear (um trabalho teria levado ao outro, numa sequência “progressiva”), sem realmente exprimir todos os conflitos característicos da produção de um trabalho científico, como apresentado, por exemplo, nos trabalhos de Van Sprosen 12 e Cassebaum & Kauffman.9 Sua discussão poderia ser relevante para a formação científica dos alunos, permitindo reflexões sobre tentativas de classificação, escolha de critérios, aceitação ou não pela comunidade científica, fecundidade de propostas inovadoras, disputas por prioridade etc. O processo de construção da tabela periódica é apresentada em 10 dos 28 livros analisados, nos quais se descreve, principalmente, a formação dos períodos e famílias, ressaltando o caráter empírico do processo e a genialidade de Mendeleev. Poucos livros citam que esse processo envolveu anos de trabalho até que o químico russo chegasse à versão final da tabela.37 Assim como na abordagem feita pelos livros em relação aos trabalhos que antecederam ao de Mendeleev, aqui também não são explicitados aspectos fundamentais de um trabalho científico, tais como a definição da situação-problema a ser investigada, as diferentes tentativas para lidar com ela, e o longo tempo e trabalho dedicado até se chegar ao trabalho final.

Além disso, nenhum dos livros menciona que a tabela continuou sendo construída, pois novos elementos foram isolados e caracterizados após o trabalho de Mendeleev, 38 nem que alguns aspectos da tabela periódica, como a localização do hidrogênio, 39 a classificação dos elementos da família do zinco, 40 o formato mais adequado para sua apresentação 19,20 e a divisão em grupos de acordo com a configuração eletrônica dos elementos 41-44 ainda são motivos de discussão no meio científico.

Também é interessante observar que Brady (1986) é o único autor que cita a finalidade didática da criação da tabela periódica por Mendeleev. A superficialidade na abordagem histórica impede que os leitores vislumbrem aspectos importantes da complexidade do processo de consolidação da tabela periódica, como as dificuldades surgidas, por exemplo, por ocasião da caracterização de novos elementos. Observou-se que os principais problemas apontados pelos autores dos livros didáticos na clasificação proposta por Mendeleev são a ausência de lugar para determinados elementos e a manipulação dos dados experimentais, caracterizada pela inversão, em alguns momentos, da ordem crescente de massas atômicas para conseguir posicionar alguns elementos nos lugares esperados (em função de suas propriedades químicas).

Esses problemas são apresentados por alguns livros do início do século, o que está de acordo com a visão crítica que alguns químicos da época apresentavam em relação à tabela periódica. Tal aspecto pode ser relacionado à discussão, que ainda prossegue, sobre a relevância desses problemas para a aceitação do trabalho de Mendeleev na época em que foi proposto.15,45,46 Nos livros publicados após 1927, e após a difusão do trabalho de Moseley sobre os números atômicos, tais problemas são apresentados como tendo sido solucionados pela introdução desse novo conceito.

Ou seja, os elementos que pareciam fora de lugar, quando eram ordenados de acordo com as massas atômicas, encontraram seu lugar na ordem dada pelos números atômicos. Devido a essa correção, os livros do período entre 1965 e 1977 apontam as duas características do trabalho de Mendeleev acima mencionadas (falta de lugar na tabela para certos elementos e inversão nas posições de outros), mas não as consideram como problemas.

  1. Nos livros posteriores a esse período, não aparecem mais menções a esses aspectos – o que pode ser relacionado ao fato de os livros didáticos do final do século XX darem pouca importância ao processo histórico de desenvolvimento da tabela periódica.
  2. Discussão acerca das previsões de novos elementos feitas por Mendeleev Apesar de haver controvérsia acerca da importância das previsões feitas por Mendeleev para a aceitação da tabela periódica, 45,46 os livros didáticos dão grande destaque para essa característica do trabalho do químico russo, ressaltando a legitimidade que as previsões bem sucedidas conferiram à tabela periódica.

Isso fica claro quando se observa que, dos 28 livros analisados, somente 6 não mencionam esse aspecto. A maioria dos livros cita as previsões a respeito das propriedades dos elementos que viriam a receber os nomes de gálio (chamado de eka-alumínio por Mendeleev), escândio (eka-boro) e germânio (eka-silício).

  • Este último constitui o exemplo mais comum, sendo muitas vezes apresentado um quadro comparativo entre as propriedades previstas por Mendeleev e as observadas após o isolamento do germânio.
  • Também aqui se observa um caso de repetição de exemplos fornecidos pelos livros didáticos, como já comentado anteriormente.

Os três elementos que são dados como exemplos foram os primeiros a serem descobertos após a publicação da tabela periódica, ainda no século XIX (gálio em 1875, escândio em 1879, germânio em 1889), com o auxílio de métodos espectroscópicos recém criados e que estavam sendo aperfeiçoados.47 Entretanto, a análise histórica revela que Mendeleev fez muitas outras previsões, baseadas em relações numéricas entre os pesos atômicos dos elementos conhecidos e em sua disposição na tabela periódica, e que nunca se confirmaram. Podemos citar, como exemplos, a suposta existência de elementos mais leves que o hidrogênio, e de outros, como o eka-molibdênio (de massa 140) e o eka-iodo (de massa 170), que jamais foram observados.14 Essas previsões fracassadas não são mencionadas em nenhum dos livros analisados, o que novamente mostra que os autores de materiais didáticos não se preocupam em apresentar determinados aspectos da complexidade do processo de construção da ciência, preferindo focar descobertas individuais, neste caso chegando até a mostrar Mendeleev como um “gênio” capaz de prever propriedades de novos elementos com precisão.

  1. Uma abordagem mais equilibrada, mostrando que Mendeleev fez algumas previsões muito acertadas, e outras que não se confirmaram, daria uma dimensão mais humana à figura do cientista, e auxiliaria a compreensão de que o erro também é parte do empreendimento científico.
  2. Apresentação da tabela organizada conforme as massas atômicas ou os números atômicos, discussão da estrutura atômica e enunciação da lei periódica Esses aspectos da abordagem para a tabela periódica estão intimamente ligados a fatores históricos, pois se relacionam a conceitos que, em alguns casos, estavam sendo criados na época da produção dos livros didáticos investigados.

O conceito de número atômico surgiu nos trabalhos de Moseley em 1913-1914, e as ideias sobre a estrutura atômica sofreram várias alterações ao longo da primeira metade do século XX. Além disso, por se tratarem de aspectos novos, há um período claro de transição entre a abordagem anterior e a consolidação dessas novidades nos livros didáticos.

No caso da explicação da periodicidade das propriedades dos elementos, a transição entre a explicação pela ordem crescente de massa atômica para a de número atômico ocorreu no período de 1927 a 1967. Nesse período, ambas as abordagens aparecem nos livros, embora alguns deles somente mencionem a classificação pelas massas atômicas sob o ponto de vista histórico.

Antes desse período, ou seja, de 1904 a 1917, a abordagem obviamente era apenas pelas massas atômicas, sendo Ostwald, em 1924, o primeiro a mencionar a lei de Moseley numa nota de rodapé, cuja função era explicar como foram solucionados os problemas apontados na elaboração da tabela periódica. Quanto à apresentação da estrutura atômica, os livros do início do século não trazem nenhuma discussão, a qual começa a ser apresentada em 1927, com a introdução da lei de Moseley nos livros. Assim como foi visto em relação ao uso dos números atômicos, há um período de transição (entre 1927 e 1967) rumo à aceitação da apresentação da estrutura atômica como conteúdo didático importante, não só para o entendimento da tabela periódica, mas da química de maneira geral.

No período seguinte (1968 a 1999), todos os livros passam a abordar esse tema, inicialmente em capítulos anteriores ao da tabela periódica, e posteriormente em capítulos únicos, nos quais a estrutura ganha papel de destaque e a tabela periódica é apresentada como consequência da estrutura atômica e como uma ferramenta da química que sumariza as propriedades periódicas.

Este ponto adquire grande destaque nos livros mais recentes, do final do século XX. Esse aspecto ilustra um movimento histórico mais amplo no bojo do conhecimento químico: a tabela periódica, grande súmula de conhecimentos experimentais sobre as substâncias, passa a ser subordinada a teorias que buscam explicar a química em termos de entidades submicroscópicas.

  • Quanto à lei periódica, pode-se observar uma modificação na forma de seu enunciado.
  • Mendeleev a apresentou da seguinte forma: “as propriedades dos elementos são funções periódicas de seus pesos atômicos”; porém, após os trabalhos de Moseley, a lei foi reformulada, e onde se lia “pesos atômicos” passou-se a ler “números atômicos”.

Essa reformulação foi introduzida gradualmente nos livros, ou seja, há um período de transição (1939 a 1950) em que tanto a lei original quanto a reformulada são enunciadas. Após esse período, alguns livros não mais apresentam a lei na forma original, enquanto outros somente a mencionam ao abordar a história.

Brinkley (1944) aponta para o fato de a lei periódica não ser enunciada em alguns livros didáticos em função de seu caráter empírico, ou seja, por não se tratar de uma lei matemática. Lamirand (1927) aponta essa razão para se referir à “classificação periódica dos elementos” e não a uma “lei periódica”.

Essa concepção aproxima a química da biologia, na qual predominam classificações, diferentemente das ciências exatas e da física, nas quais há teoremas e leis. Porém, todos os demais autores que a apresentam, utilizam o termo “lei periódica”, o que sugere uma tentativa de aproximação, em especial, com a física, cujo ingresso na modernidade foi caracterizado, entre outros aspectos, pela matematização de suas leis. Ao analisar as propriedades periódicas apresentadas pelos livros, é possível observar diversos aspectos relevantes. Primeiramente, nota-se um aumento no número de propriedades que são mencionadas com o passar do tempo. Uma dessas propriedades é a eletronegatividade, que tem seu conceito modificado ao longo do século: no ínicio, esse termo se referia ao carater ácido ou básico dos compostos mais comuns formados pelos elementos, e posteriormente passou a se referir à capacidade do elemento de atrair um elétron para sua camada de valência, formando ânions.

  • Outro aspecto que se observa é a modificação na qualidade das propriedades abordadas: no início do século, eram mencionadas mais características molares, e, com o passar do tempo, o enfoque se deslocou para características atômicas, que envolvem configurações eletrônicas e partículas subatômicas.
  • Por fim, pode-se afirmar que a propriedade mais mencionada é a valência dos elementos, que, apesar dos problemas iniciais causados pela polivalência de alguns átomos (o que é apontado em alguns livros), é uma característica de fácil percepção pela análise das fórmulas químicas dos compostos existentes, e muito importante para explicar a organização dos grupos da tabela, isto é, sua própria construção.

Mais uma vez, observa-se o movimento de transformação da química ao longo do século XX, da ciência das substâncias para a ciência das moléculas, átomos e orbitais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pela discussão apresentada acima, percebe-se que a maior parte das alterações temporais na abordagem da tabela periódica em livros didáticos de química geral se deve à incorporação de novos conceitos (número atômico e estrutura atômica), que foram sendo desenvolvidos no século XX.

  1. A incorporação de novos conceitos aos livros didáticos não é, evidentemente, imediata, e o período decorrido entre sua proposição no âmbito da ciência e sua aparição nos livros pode variar.
  2. Por outro lado, a abordagem para aspectos do conhecimento químico apresentou diferentes ênfases ao longo do século passado, variando conforme as concepções mais gerais a respeito da própria química.

No início do século XX, a química era tratada pelos livros didáticos como uma ciência mais prática e aplicada, na qual ainda havia espaço para apresentação de sua história e de diversos aspectos descritivos. A partir dos anos 1950, a química passou a ser apresentada como a ciência do mundo microscópico e invísivel, com ênfase em princípios generalizantes, o que gerou uma diminuição do espaço destinado para a história, considerada de menor importância nos livros didáticos.

No final do século, a química passou a ser a ciência das interfaces com outras áreas do conhecimento, restando pouco espaço para a história e ganhando destaque as aplicações cotidianas e as relações da química com outras áreas da ciência e da tecnologia.28,31 O modo como a tabela periódica foi apresentada em livros de química geral, ao longo do século passado, reflete algumas dessas características: gradual perda de espaço dos aspectos históricos, descritivos e macroscópicos das propriedades das substâncias em favor de modelos submicroscópicos – especialmente do modelo de orbitais, proposto como explicação para a periodicidade das propriedades dos elementos.

A pouca importância atribuída à abordagem histórica nos livros didáticos pode reforçar concepções inadequadas sobre a atividade científica entre seus leitores. A história do desenvolvimento da tabela periódica, se apresentada como um estudo de caso, pode propiciar o entendimento da ciência como uma construção coletiva e permanente, que envolve trabalho árduo e controvérsias, e que está sujeita às condições conceituais e sociais da época em que é produzida.

Quando nos referimos a “estudo de caso”, estamos propondo a superação da simples menção a nomes e datas de “grandes descobertas”, organizadas na forma de uma sequência linear idealizada, em favor da apresentação das contribuições de diversos cientistas de modo a pelo menos delinear a complexidade do processo de construção da ciência.32 Acreditamos que isso poderia, por um lado, aumentar o interesse do estudante pela ciência, por ser apresentada como um esforço colaborativo e criativo, em vez de resultar da inspiração de “gênios”, com quem a maioria dos estudantes não se identifica.

Além disso, o processo histórico pode auxiliar na própria compreensão do conteúdo científico: no caso em questão, auxiliar o entendimento da periodicidade dos elementos, e quais os raciocínios químicos que levaram a sua proposição. AGRADECIMENTOS Ao CNPq (Processos 308674/2011-1 e 304450/2014-6) e à FAPESP (Processo 2007/02542-4), pelo apoio financeiro.

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Quais foram as dificuldades enfrentadas por Mendeleev?

Mendeleev e os 150 anos da Tabela Periódica A tabela periódica é um dos grandes ícones materiais da Química. Ela pode ser encontrada em laboratórios de pesquisa, salas de aula e materiais didáticos. Sua influência não se restringe apenas ao meio educacional.

A estética da tabela periódica tem inspirado inclusive obras da cultura pop como o logo de abertura da série de TV Breaking Bad e, também, estampado uma diversidade de camisetas parcialmente ou totalmente baseada nela. Apesar de termos uma imagem viva da tabela periódica, sendo capaz de reconhecê-la com facilidade, seu significado ainda continua de difícil compreensão pelo público em geral.

É comum estudantes iniciando seus estudos em Química questionarem: Professor(a), por que inventaram a tabela periódica? Para que ela serve? Essas questões podem ser abordadas de diferentes maneiras, uma delas é através da História da Química. Esta possibilita compreender como a tabela periódica foi construída e, também, como a ciência se desenvolve.

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Conhecer um pouco sobre essa história pode esclarecer seu significado e importância para a Química. Um dos personagens que contribuiu para a elaboração da tabela periódica foi o químico russo Dmitri Mendeleev, que nasceu em 8 de fevereiro de 1834 e faleceu em 1907. Mendeleev era o caçula de uma família de 14 filhos.

Sua família residia na Sibéria, distante em mais de 2.000 Km da capital Moscou. Longe dos grandes centros urbanos e sem perspectivas de obter uma boa educação em nível universitário na Sibéria, Mendeleev deslocou-se para São Petersburgo a fim de prosseguir seus estudos.

  • Depois de concluir seu doutorado na área de Química, Mendeleev tornou-se professor da Universidade de São Petersburgo em 1867.
  • Ao assumir esse cargo, ele foi encarregado de ensinar química para estudantes de física e matemática.
  • Ele buscou por livros didáticos que pudesse recomendar aos seus estudantes, porém, não encontrou nenhum livro em russo adequado.

Por conta disso, ele decidiu escrever um livro de química aos seus estudantes. Na época que Mendeleev começou a escrever o livro, os químicos conheciam aproximadamente 65 elementos químicos (atualmente são conhecidos 118 elementos químicos – 92 naturais e 26 artificiais).

O grande problema enfrentado por Mendeleev e pelos demais químicos era: É possível organizar e classificar esses elementos químicos? Existe algum ordenamento lógico na apresentação deles ou eles podem ser apresentados de maneira aleatória? Mendeleev não acreditava e nem considerava adequado educacionalmente apresentar os elementos químicos e suas substâncias de maneira aleatória.

A quantidade e diversidades de substâncias e reações químicas era significativa naquela época. Para ele, deveria haver algum princípio da Natureza que pudesse orientar na organização dos elementos químicos conhecidos. Para cada elemento químico conhecido, Mendeleev escreveu em um cartão o seu símbolo, sua massa atômica e algumas de suas propriedades químicas.

  • Por exemplo, no metal potássio ele escreveu o símbolo K, massa atômica de 39 e que esse reagia com água produzindo gás hidrogênio e a base hidróxido de potássio.
  • Ele usou essa estratégia para todos os elementos químicos e começou a organizar os cartões em ordem crescente das massas atômicas.
  • Ao realizar isso, Mendeleev começou a perceber que os elementos químicos poderiam ser organizados em grupos ou famílias.

Por exemplo, não apenas o metal potássio, mas também, o metal sódio e o lítio reagiam com a água formando gás hidrogênio e a base correspondente. Esses metais constituiriam um grupo específico por apresentar propriedades químicas semelhantes, Mendeleev aplicou esse raciocínio para os demais elementos químicos e conseguiu estabelecer outros grupos ou famílias, cada grupo apresentando um conjunto de propriedades químicas e físicas semelhantes.

A primeira versão de sua tabela periódica foi publicada em 1869. A primeira versão da tabela periódica de Mendeleev é sensivelmente diferente da imagem que temos atualmente dela: os elementos químicos com semelhança de propriedades foram dispostos em linhas horizontais, enquanto que hoje eles são dispostos em colunas na vertical.

Mas, para além de uma diferença de forma, Mendeleev deixou de fora 7 elementos conhecidos na época, por provavelmente não conseguir encaixá-los na sua organização. Além disso, em alguns casos, ele não foi fiel em ordenar os elementos em ordem crescente de massa atômica, como no caso do telúrio que encontra-se antes do iodo.

  • Para ele, as propriedades do telúrio estavam mais próximas do grupo do oxigênio do que do grupo do flúor.
  • Mendeleev não foi o único químico na época a apresentar uma organização dos elementos químicos em ordem crescente de massa atômica e organizá-los de acordo com suas propriedades químicas semelhantes.

Sendo assim, por que Mendeleev recebe os créditos por essa descoberta? Sem dúvida, existem inúmeros motivos para isso, mas, o principal deles se refere às previsões feitas por Mendeleev utilizando a sua tabela periódica. Ele deixou inúmeros espaços vazios em sua tabela periódica e previu que nesses espaços deveriam existir novos elementos químicos.

  • Não bastando, Mendeleev previu quais seriam as propriedades desses novos elementos químicos.
  • Para isso, ele utilizou as informações conhecidas dos elementos químicos imediatamente acima e abaixo desse novo elemento químico.
  • Por exemplo, ele calculou que entre o alumínio e o índio, elementos conhecidos na época, deveria existir um novo elemento químico com 68 de massa atômica e ter uma densidade de 5,9 g/cm 3,

Poucos anos depois dessa previsão, descobriu-se um novo elemento com 69,9 de massa atômica e 5,94 g/cm 3, conhecido atualmente como gálio. Além do gálio, Mendeleev previu com sucesso a existência do germânio e do escândio. Ao longo da sua vida, Mendeleev aperfeiçoou sua tabela periódica.

As mudanças foram sendo incorporadas nas novas edições do livro didático que iniciou a sua jornada, “Os Princípios da Química”. A obra tornou-se um sucesso, sendo traduzida para diferentes idiomas como o alemão e o inglês. ´ Apesar das mudanças, as últimas versões feitas por Mendeleev ainda apresentavam problemas.

A descoberta de uma série de elementos químicos chamados “terras-raras” causou extrema dificuldade para classifica-los. Esses elementos químicos apresentam propriedades químicas muito próximas, tornando difícil organiza-los em diferentes grupos. Outra dificuldade era a inversão, em alguns casos, da ordenação em ordem crescente das massas atômicas.

Esses problemas só seriam resolvidos nas primeiras décadas do século XX, após a morte de Mendeleev, com a descoberta que os elementos químicos seriam melhor organizados por seus números atômicos (número de prótons presentes no núcleo). Essa breve história ilustra um pequeno capítulo da tabela periódica.

Mendeleev é um dos personagens que contribuíram para a sua elaboração, mas para alcançarmos a tabela periódica atual, um longo caminho foi percorrido, demandando tempo e os esforços de muitos outros cientistas. Para conhecer mais leia: Tabela Periódica: uma questão de arrumação.

Como Mendeleev resolveu a questão sobre a falta de alguns elementos na tabela periódica?

Curiosidades sobre a tabela periódica –

Dmitri Mendeleev, apesar de levar a fama de criador da tabela periódica, não é o único responsável por sua criação. Como descrito no tópico “História da tabela periódica”, outros pesquisadores antes de Mendeleev já haviam notado a presença de periodicidade das propriedades. Além disso, a tabela periódica é uma ferramenta científica que está em constante evolução. Em 2016, foram adicionados quatro novos elementos à tabela periódica: nihonio (Z = 113), moscovio (Z = 115), tennessino (Z = 117) e oganesson (Z = 118). Esses elementos completam o período 7. Agora, se novos elementos forem descobertos, eles deverão iniciar um novo período na tabela. Dos 118 elementos que formam a tabela periódica, 94 são de ocorrência natural. A maioria dos elementos da tabela periódica são metais — quase 75%. A principal diferença da tabela periódica moderna para a tabela proposta por Mendeleev é que, atualmente, a tabela periódica é organizada em ordem crescente de números atômicos, e não de massas atômicas. Há alguns rumores no meio científico de que Mendeleev conseguiu organizar os elementos no formato da tabela periódica após ter tido um sonho. Por ser um apreciador de jogos de cartas, diz-se que a inspiração para Mendeleev organizar os elementos com propriedades semelhantes em uma mesma coluna foi o jogo conhecido como Paciência. Mendeleev usou a tabela periódica para prever a descoberta de novos elementos químicos. Contudo, ele negou a existência de alguns elementos que já eram conhecidos na época pelo fato de eles, aparentemente, não se encaixarem na tabela por ele desenhada. Isso ocorreu para o caso do grupo dos gases nobres, Alguns elementos foram nomeados em homenagem a cientistas e aos lugares em que foram descobertos. O elemento einstenium homenageia Albert Einstein, O elemento germânio faz referência ao seu lugar de descoberta, a Alemanha. Na tabela periódica existem apenas dois elementos que são líquidos à temperatura ambiente, o mercúrio (Hg) e o bromo (Br). Em 2019, foi comemorado o Ano Internacional da Tabela Periódica, tamanha a sua importância para a ciência.

Leia também: Descoberta da primeira partícula subatômica: o elétron

Qual foi a importância da tabela de Mendeleev?

Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907) Dmitri Mendeleiev (1834-1907) foi um importante químico russo que organizou uma tabela periódica de elementos químicos segundo a ordem de seus pesos atômicos. Também escreveu um manual de química orgânica. Mendeleiev nasceu no dia 8 de fevereiro de 1834 em Tobolsk, na Sibéria.

Aos seus dezessete anos sua mãe resolve mudar-se para Moscou, onde o filho poderia entrar para a universidade. Sem saber o idioma russo não atenderam os requisitos da matricula. Seguiram então para São Petersburgo onde Dmitri aprendeu russo, cursou Matemática, Física, Literatura e Línguas estrangeiras.

Entenda a TABELA PERIÓDICA em 10 minutos – Toda Matéria

Em 1855, formou-se professor e ganhou medalha de ouro por seu desempenho acadêmico, e em 1857, graduou-se em Química. Em 1859, Dmitri ganhou do governo russo uma bolsa para estudar na França com o químico Henri Reynaud. Um ano depois, na Universidade de Heidelberg na Alemanha, Dmitri montou seu próprio laboratório.

Estudou com Gustav Kirchhoff e Robert Bunsen autor do bico de Bunsen, que juntos estavam criando o espectroscópio. Mendeleiev estudou as propriedades dos elementos e suas massas atômicas. Ele coletou todas as informações sobre os elementos conhecidos na época. Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede do seu laboratório e, quando observava alguma semelhança, mudava a posição dos cartões.

Em meio à sequência de cartões existiam espaços vazios, e Mendeleiev deduziu que tais lacunas eram destinadas à descoberta de novos elementos, no futuro. Essa organização dos elementos foi apresentada por Mendeleiev à comunidade científica, dando origem ao que atualmente conhecemos como “Tabela Periódica”, na qual os elementos estão dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e também em colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.

Dmitri Mendeleiev faleceu em São Petersburgo, Rússia, no dia 2 de fevereiro de 1907, prestigiado pela comunidade científica internacional. Texto por: Diego Henrique Wtichemichen. Referencias:

FRAZÃO, Dilva. Dmitri Mendeleiev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. SOUZA, Líria Alves de. Dmitri Mendeleev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. : Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907)

Porque razão o Mendeleiev e considerado o pai da tabela periódica?

Dimitri Ivanovich Mendeleev Nasceu na Sibéria em 1834, sendo o mais novo de dezessete irmãos. Mendeleev foi educado em St. Petersburg, e posteriormente na França e na Alemanha. Conseguiu o cargo de professor de química na Universidade de St. Petersburg. Escreveu um livro de química orgânica em 1861.

  • Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, organizou os elementos na forma da tabela periódica atual.
  • Mendeleev criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos.
  • Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica e sua s propriedades químicas e físicas.
  • Colocando as cartas em uma mesa, organizou-as em ordem crescente de suas massas atômicas, agrupando-as em elementos de propriedades semelhantes.Formou-seentãoatabelaperiódica.

A vantagem da tabela periódica de Mendeleev sobre as outras, é que esta exibia semelhanças, não apenas em pequenos conjuntos como as tríades. Mostravam semelhanças numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Em 1906, Mendeleev recebeu o Prêmio Nobel por este trabalho.

Qual foi o primeiro elemento a ser descoberto?

Ano Internacional da Tabela Periódica A Tabela Periódica de Elementos Químicos é uma das conquistas mais significativas da ciência, capturando a essência não só da química mas também da física, medicina, ciências da terra e biologia.1869 é considerado o ano em que Dmitri Mendeleev descobriu o Sistema Periódico, fazendo de 2019 o 150º aniversário da Tabela Periódica de Elementos Químicos.

  1. Por isso, a Assembleia Geral das Nações Unidas e a UNESCO proclamaram 2019 o “Ano Internacional da Tabela Periódica de Elementos Químicos”.
  2. Curiosidades da Tabela Periódica dos Elementos Químicos O que fez Mendeleev? Mendeleev começou por criar uma carta de papel para cada um dos 63 elementos conhecidos.

De seguida, dispondo as cartas em linha por ordem crescente de massa atómica, e por coluna elementos com propriedades semelhantes, reparou que existia uma rede de relações verticais, horizontais e diagonais entre os elementos. Apesar de existirem buracos vazios, mantendo a lógica do sistema, a posição de um elemento permitia-lhe identificar quais as suas propriedades físico-químicas.

Postulou que os espaços em branco eram de elementos por descobrir – mas que poderia prever as suas propriedades por serem periódicas. Acertou em sete dos oito que previu. Dmitry Mendeleev morreu sem receber nenhum prémio Nobel. No entanto, recebeu uma honra mais exclusiva: é um dos 15 cientistas que têm o nome atribuído a um elemento químico.

O 1º elemento isolado em laboratório Há 350 anos, foi isolado e produzido em laboratório o primeiro elemento químico, o fósforo. O feito foi conseguido pelo alquimista alemão Henning Brand, que na expectativa de encontrar ouro concentrou e aqueceu a alta temperatura a própria urina.

  • Como resultado o material queimou-se sob uma chama branca e luzidia.
  • Brand chamou-lhe “Phosphorus”, que em latim significa o que dá luz.
  • Em 1855 o fósforo passou a dar nome e função a um objecto que todos conhecemos, seu homónimo.
  • No entanto, pela facilidade de combustão à mínima fricção, o elemento passou da ponta do palito para a lixa, onde se encontra numa versão mais estável para nossa segurança.

Desde de Mendeleev que a Tabela Periódica se mantém igual? As descobertas dos elementos vêm desde a Pré-História, passando por todas as eras até aos dias de hoje. O último elemento a ser descoberto foi o Tenesso, de símbolo químco Ts e número atómico 117, e que se tornou o mais recente membro da família dos halogénios na Tabela Periódica.

  • O Tenesso foi descoberto no ano de 2010 pelo Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear (JINR), formado por cientistas da Rússia e dos Estados Unidos.
  • A existência desse elemento foi confirmada em 2016, sendo formalmente nomeado pela IUPAC Tenesso, homenageando o estado do Tennessee, nos EUA, onde geograficamente está um dos institutos que contribuíu para a descoberta.

Anteriormente, o elemento tinha o nome provisório de Ununséptio, que deriva do seu número atómico em latim “um, um, sete”. : Ano Internacional da Tabela Periódica

Qual a diferença entre a Tabela Periódica de Mendeleev é a atual?

A principal diferença da tabela periódica moderna para a tabela proposta por Mendeleev é que, atualmente, a tabela periódica é organizada em ordem crescente de números atômicos, e não de massas atômicas.

Quem criou a Tabela Periódica que é usada até hoje?

Na química, os elementos estão dispostos em uma tabela, os critérios usados para organizar os elementos foram estabelecidos com o decorrer do tempo. Um importante passo foi dado no ano de 1869, através do professor da Universidade de São Petersburgo (Rússia), Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907), ele escreveu um livro sobre os elementos conhecidos até aquela época.

Na época foi constatado cerca de 63 elementos, e Mendeleev os organizou em função da massa atômica de seus átomos, estabelecendo assim as famílias e grupos. O trabalho desse cientista foi muito importante, a prova disso é que a base classificação periódica atual é a tabela de Mendeleev, com a diferença de que as propriedades dos elementos variam periodicamente com seus números atômicos e não com os pesos atômicos, como era a classificação feita pelo cientista.

A Tabela Periódica atual é formada por 118 elementos distribuídos em 7 linhas horizontais, cada uma sendo chamada de período. Os elementos pertencentes ao mesmo período possuem o mesmo número de camadas de elétrons. Mas como será que as pesquisas de Mendeleev levaram a um modelo de tabela? Mendeleev sentiu a necessidade de organizar seus dados de Química Inorgânica e começou a colecionar todas as informações sobre os elementos conhecidos na época.

  • Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede de seu laboratório, esse quebra-cabeça deu origem a uma Tabela na qual os elementos foram dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.
  • No ano de 1869 Mendeleev apresentou à comunidade científica a sua lei periódica dos elementos, ele deixou posições vazias na sua tabela dedicadas a elementos que eram desconhecidos.

Com o passar dos anos a Tabela Periódica surgia devido à crescente descoberta de elementos químicos e das suas propriedades, os quais necessitavam ser organizados segundo as suas características. O nome “Tabela Periódica” é devido à periodicidade, ou seja, à repetição de propriedades, de intervalos em intervalos.

Qual foi a primeira Tabela Periódica?

Mapa Mental: Origem da Tabela Periódica – *Para baixar esse mapa mental, clique aqui ! Veja alguns dos químicos que se destacaram na tentativa de organizar os elementos em uma tabela. Tríades de Dobereiner Ilustração de Johann Wolfgang Dobereiner * No ano de 1829, o químico alemão Johann Wolfgang Dobereiner organizou a primeira Tabela Periódica da história. Ela apresentava os trinta elementos químicos conhecidos até então e foi batizada por ele de tríades de Dobereiner. Representação de uma tríade de Dobereiner. Um fato interessante em relação às tríades de Dobereiner é que a massa atômica do elemento central da tríade era exatamente a resultante da média aritmética entre as massas atômicas dos outros dois elementos da tríade. Parafuso telúrico de Alexandre de Chancourtois No ano de 1862, o geólogo e mineralogista francês Alexandre de Chancourtois resolveu propor uma organização dos elementos químicos conhecidos na época para facilitar a aplicação deles na mineralogia. A tabela de Chancourtois foi denominada de parafuso telúrico. Representação do parafuso telúrico de Chancourtois. Chancourtois distribuiu os elementos (pontos escuros na imagem) químicos em ordem crescente de massa atômica ao longo de uma faixa espiral existente em um cilindro. Com essa organização, Chancourtois observou que os elementos posicionados na mesma linha vertical apresentavam propriedades químicas semelhantes.

  • Lei das Oitavas Lei das oitavas foi o nome proposto pelo químico inglês J.A.R.
  • Newlands, no ano de 1865, à Tabela Periódica.
  • Pelo fato de Newlands também ser músico, ele montou a tabela de acordo com as notas musicais (dó, lá, ré, mi, fá, sol, lá, si).
  • Newlands organizou os 61 elementos químicos conhecidos na época em ordem crescente de massa atômica e colocou-os em colunas verticais.

Cada uma das colunas verticais possuía sete elementos. Representação de duas oitavas de Newlands. Newlands observou que os elementos químicos presentes em uma mesma linha horizontal de oitavas diferentes apresentavam propriedades químicas semelhantes. Assim, o primeiro elemento de uma oitava apresentava propriedades semelhantes ao primeiro elemento da outra oitava e assim sucessivamente. Tabela periódica de Mendeleev Ilustração do químico Mendeleev ** Mendeleev, durante seus trabalhos com os elementos químicos, tinha o hábito de anotar as propriedades de cada um deles em fichas. Em um dado momento, no ano de 1869, ele resolveu colocar essas fichas em ordem crescente de massa atômica.

Logo após organizar os elementos em ordem crescente de massa atômica, Mendeleev manteve o padrão, mas posicionou os elementos em colunas horizontais e verticais, respeitando as características e semelhanças dos elementos. Tabela periódica de Moseley No ano de 1913, o químico inglês Henry Moseley, a partir da tabela proposta por Mendeleev, montou a tabela periódica nos padrões que conhecemos até os dias de hoje.

Diferentemente de Mendeleev, Moseley organizou os elementos em ordem crescente de número atômico, manteve a organização em colunas horizontais e verticais, mas posicionou os elementos de mesmas características químicas nas mesmas colunas verticais. Tabela periódica atual Após 1913, a Tabela Periódica proposta por Moseley não sofreu nenhuma grande modificação, na verdade, passou por algumas atualizações, já que alguns elementos químicos foram descobertos.

  1. Comparando-a com a tabela atual, a tabela de Moseley não apresentava, por exemplo, os elementos químicos de números atômicos entre 110 e 118.
  2. Além disso, a série dos actinídeos estava localizada acima da série dos lantanídeos.
  3. A última atualização realizada na Tabela Periódica foi no ano de 2016, quando os elementos 113, 115, 117 e 118 passaram a fazer parte oficialmente dela.

* Crédito da imagem: Yangchao / shutterstock.Inc ** Crédito da imagem: Olga Popova / shutterstock.Inc Por Me. Diogo Lopes Dias

Qual e a diferença entre a classificação periódica proposta por Mendeleiev e a proposta por Moseley?

Diferentemente de Mendeleev, Moseley organizou os elementos em ordem crescente de número atômico, manteve a organização em colunas horizontais e verticais, mas posicionou os elementos de mesmas características químicas nas mesmas colunas verticais.

Qual foi a maior descoberta de Dmitri Mendeleev?

Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907) Dmitri Mendeleiev (1834-1907) foi um importante químico russo que organizou uma tabela periódica de elementos químicos segundo a ordem de seus pesos atômicos. Também escreveu um manual de química orgânica. Mendeleiev nasceu no dia 8 de fevereiro de 1834 em Tobolsk, na Sibéria.

Aos seus dezessete anos sua mãe resolve mudar-se para Moscou, onde o filho poderia entrar para a universidade. Sem saber o idioma russo não atenderam os requisitos da matricula. Seguiram então para São Petersburgo onde Dmitri aprendeu russo, cursou Matemática, Física, Literatura e Línguas estrangeiras.

Entenda a TABELA PERIÓDICA em 10 minutos – Toda Matéria

Em 1855, formou-se professor e ganhou medalha de ouro por seu desempenho acadêmico, e em 1857, graduou-se em Química. Em 1859, Dmitri ganhou do governo russo uma bolsa para estudar na França com o químico Henri Reynaud. Um ano depois, na Universidade de Heidelberg na Alemanha, Dmitri montou seu próprio laboratório.

Estudou com Gustav Kirchhoff e Robert Bunsen autor do bico de Bunsen, que juntos estavam criando o espectroscópio. Mendeleiev estudou as propriedades dos elementos e suas massas atômicas. Ele coletou todas as informações sobre os elementos conhecidos na época. Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede do seu laboratório e, quando observava alguma semelhança, mudava a posição dos cartões.

Em meio à sequência de cartões existiam espaços vazios, e Mendeleiev deduziu que tais lacunas eram destinadas à descoberta de novos elementos, no futuro. Essa organização dos elementos foi apresentada por Mendeleiev à comunidade científica, dando origem ao que atualmente conhecemos como “Tabela Periódica”, na qual os elementos estão dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e também em colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.

Dmitri Mendeleiev faleceu em São Petersburgo, Rússia, no dia 2 de fevereiro de 1907, prestigiado pela comunidade científica internacional. Texto por: Diego Henrique Wtichemichen. Referencias:

FRAZÃO, Dilva. Dmitri Mendeleiev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. SOUZA, Líria Alves de. Dmitri Mendeleev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. : Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907)

Qual foi a contribuição de Mendeleev para a construção da tabela periódica?

Dimitri Ivanovich Mendeleev Nasceu na Sibéria em 1834, sendo o mais novo de dezessete irmãos. Mendeleev foi educado em St. Petersburg, e posteriormente na França e na Alemanha. Conseguiu o cargo de professor de química na Universidade de St. Petersburg. Escreveu um livro de química orgânica em 1861.

  • Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, organizou os elementos na forma da tabela periódica atual.
  • Mendeleev criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos.
  • Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica e sua s propriedades químicas e físicas.
  • Colocando as cartas em uma mesa, organizou-as em ordem crescente de suas massas atômicas, agrupando-as em elementos de propriedades semelhantes.Formou-seentãoatabelaperiódica.

A vantagem da tabela periódica de Mendeleev sobre as outras, é que esta exibia semelhanças, não apenas em pequenos conjuntos como as tríades. Mostravam semelhanças numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Em 1906, Mendeleev recebeu o Prêmio Nobel por este trabalho.

Em quais aspectos a tabela proposta por Mendeleev difere das de seus antecessores?

Na química, os elementos estão dispostos em uma tabela, os critérios usados para organizar os elementos foram estabelecidos com o decorrer do tempo. Um importante passo foi dado no ano de 1869, através do professor da Universidade de São Petersburgo (Rússia), Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907), ele escreveu um livro sobre os elementos conhecidos até aquela época.

Na época foi constatado cerca de 63 elementos, e Mendeleev os organizou em função da massa atômica de seus átomos, estabelecendo assim as famílias e grupos. O trabalho desse cientista foi muito importante, a prova disso é que a base classificação periódica atual é a tabela de Mendeleev, com a diferença de que as propriedades dos elementos variam periodicamente com seus números atômicos e não com os pesos atômicos, como era a classificação feita pelo cientista.

A Tabela Periódica atual é formada por 118 elementos distribuídos em 7 linhas horizontais, cada uma sendo chamada de período. Os elementos pertencentes ao mesmo período possuem o mesmo número de camadas de elétrons. Mas como será que as pesquisas de Mendeleev levaram a um modelo de tabela? Mendeleev sentiu a necessidade de organizar seus dados de Química Inorgânica e começou a colecionar todas as informações sobre os elementos conhecidos na época.

Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede de seu laboratório, esse quebra-cabeça deu origem a uma Tabela na qual os elementos foram dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes. No ano de 1869 Mendeleev apresentou à comunidade científica a sua lei periódica dos elementos, ele deixou posições vazias na sua tabela dedicadas a elementos que eram desconhecidos.

Com o passar dos anos a Tabela Periódica surgia devido à crescente descoberta de elementos químicos e das suas propriedades, os quais necessitavam ser organizados segundo as suas características. O nome “Tabela Periódica” é devido à periodicidade, ou seja, à repetição de propriedades, de intervalos em intervalos.

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Qual foi a alteração proposta por Moseley?

Através dela Moseley deduziu que entre o hidrogênio e o urânio, deveria haver exatamente 92 tipos de átomos, cujas propriedades químicas eram governadas por Z, e não pelo peso atômico. Isto significava dizer que a tabela periódica devia seguir a ordem crescente do número atômico e não a do peso atômico.

Como Mendeleiev explicava as lacunas existentes em sua tabela?

Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907) Dmitri Mendeleiev (1834-1907) foi um importante químico russo que organizou uma tabela periódica de elementos químicos segundo a ordem de seus pesos atômicos. Também escreveu um manual de química orgânica. Mendeleiev nasceu no dia 8 de fevereiro de 1834 em Tobolsk, na Sibéria.

Aos seus dezessete anos sua mãe resolve mudar-se para Moscou, onde o filho poderia entrar para a universidade. Sem saber o idioma russo não atenderam os requisitos da matricula. Seguiram então para São Petersburgo onde Dmitri aprendeu russo, cursou Matemática, Física, Literatura e Línguas estrangeiras.

Entenda a TABELA PERIÓDICA em 10 minutos – Toda Matéria

Em 1855, formou-se professor e ganhou medalha de ouro por seu desempenho acadêmico, e em 1857, graduou-se em Química. Em 1859, Dmitri ganhou do governo russo uma bolsa para estudar na França com o químico Henri Reynaud. Um ano depois, na Universidade de Heidelberg na Alemanha, Dmitri montou seu próprio laboratório.

Estudou com Gustav Kirchhoff e Robert Bunsen autor do bico de Bunsen, que juntos estavam criando o espectroscópio. Mendeleiev estudou as propriedades dos elementos e suas massas atômicas. Ele coletou todas as informações sobre os elementos conhecidos na época. Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede do seu laboratório e, quando observava alguma semelhança, mudava a posição dos cartões.

Em meio à sequência de cartões existiam espaços vazios, e Mendeleiev deduziu que tais lacunas eram destinadas à descoberta de novos elementos, no futuro. Essa organização dos elementos foi apresentada por Mendeleiev à comunidade científica, dando origem ao que atualmente conhecemos como “Tabela Periódica”, na qual os elementos estão dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e também em colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.

Dmitri Mendeleiev faleceu em São Petersburgo, Rússia, no dia 2 de fevereiro de 1907, prestigiado pela comunidade científica internacional. Texto por: Diego Henrique Wtichemichen. Referencias:

FRAZÃO, Dilva. Dmitri Mendeleiev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. SOUZA, Líria Alves de. Dmitri Mendeleev. Disponível em:, Acesso em: 03 jul.2018. : Dmitri Mendeleiev (1834 – 1907)

Que ordem Mendeleev seguiu para colocar os elementos químicos em?

Mendeleev e sua tabela periódica marcaram a história da ciência Você já deve ter ouvido falar da tabela periódica. Aquele quadro em que os elementos químicos estão organizados de acordo com suas propriedades. O cientista criador dessa tabela, que a fez imaginando que todos os elementos existentes na natureza seguiam uma ordem, foi Dmitri Mendeleev. Dmitri Mendeleev (Foto: Reprodução de TV) Dmitri Mendeleev nasceu em Tobolsk, na Sibéria, Rússia, em 1834. Foi o décimo quarto e último filho de um professor de literatura russa e de uma dona de uma fábrica de vidros. Desde cedo, na escola, se interessou por ciências, história e matemática, e tinha aversão por línguas antigas e teologia.

  1. Sua mãe, Maria, teve grande influência em sua educação.
  2. Como a família morava perto da fábrica de vidro onde ela trabalhava, Dmitri aprendeu a gostar de temas relacionados à indústria.
  3. No início da adolescência, o pai dele morreu num incêndio que destruiu a fábrica de vidro, deixando a família numa pobreza extrema.

Mas sua mãe não desistiu da educação de sua educação e levou-o a São Petersburgo para estudar. Lá ele ingressou aos 16 anos no Instituto Pedagógico Central, onde teve professores que despertaram seu interesse por experiências, classificação de animais, análises químicas e educação.

  • Acabou-se formando em 1855 com um desempenho brilhante.
  • Aos 20 anos, escreveu seu primeiro artigo científico e, um ano depois, recebeu do Instituto o prêmio ‘estudante do ano’.
  • Mas Mendeleev tinha um forte temperamento e acabou-se desentendendo com um importante funcionário do Ministério da Educação, que o nomeou professor de um colégio na península de Crimeia, fechado por causa da guerra que acontecia lá.

Dois meses depois, como não conseguiu trabalhar, Mendeleev foi para Odessa dar aulas em um liceu. Durante esse período, pesquisou as relações entre as formas dos cristais e a composição química das substâncias. Em Odessa, preparou sua dissertação de mestrado, em que discorria sobre as propriedades químicas e cristalográficas das substâncias e a relação com seus volumes específicos.

Acabou defendendo seu trabalho em setembro de 1856 na Universidade de São Petersburgo. No mês seguinte, apresentou uma tese para obter o cargo de livre-docente da universidade. E já em 1857 começou a dar aulas de química. Após passar pela Universidade de Heidelberg, onde fez estudos sobre gases, entre 1859 e 1860, voltou para São Petersburgo.

Em 1861, publicou seu primeiro livro, sobre espectroscopia. Casou-se pela primeira vez em 1862 com Feozva Nikítichna Lescheva tendo três filhos, sendo que um deles morreu. Em 1871, se separaram. Casou-se pela segunda vez em 1882 com Ana Ivánovna Popova, 26 anos mais jovem e com a qual teve quatro filhos.

Em meados do século 19, vivia-se uma efervescência científica: foi lançada a teoria da célula, a lei da conservação de energia e a teoria da evolução. As novas ideias influenciaram assim Mendeleev. Um momento decisivo na carreira de sua carreira ocorreu em 1867, quando foi nomeado para a cátedra de química da Universidade de São Petersburgo.

Ele estava preparando as aulas para seus alunos e percebeu que não havia nenhum texto que pudesse lhes recomendar. Então, decidiu redigir o seu próprio livro. Eis então quando começa sua grande aventura para organizar os elementos químicos de acordo com suas propriedades.

Em 1858, o químico alemão August Kekulé havia observado que o carbono tende a se ligar a outros elementos em uma proporção de um para quatro. O metano, por exemplo, tem um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio. Este conceito tornou-se conhecido como valência. Em 1864, o também químico alemão Julius Lothar Meyer publicou uma tabela com os 49 elementos conhecidos organizados de acordo com sua valência.

Essa tabela revelava que os elementos com propriedades semelhantes frequentemente partilhavam a mesma valência. A partir desses dados, Mendeleev seguiu um plano básico para seu livro, listando, em primeiro lugar, os elementos típicos – hidrogênio (valência 1), oxigênio (valência 2), nitrogênio (valência 3) e carbono (valência 4) – seguidos na mesma ordem pelos halogênios (como flúor, cromo e bromo) e metais alcalinos (como lítio, sódio e potássio).

Mas logo percebeu que deveria ordenar esses elementos segundo outra variável: seu peso atômico. Essa foi a feliz e extraordinária ideia que Mendeleev teve. Como divertimento, ele adorava fazer jogos de paciência e decidiu então organizar os elementos como um ‘jogo de paciência químico’: criou uma carta para cada um dos 63 elementos químicos conhecidos até então, escrevendo seus símbolos, nomes e respectivos pesos atômicos.

Colocando as cartas numa mesa, organizou-as em ordem crescente de pesos atômicos, agrupando-os em elementos de propriedades semelhantes. Mendeleev tinha acabado de formar a tabela periódica. O livro que reunia essa nova classificação foi chamado por Mendeleev de “Princípios da química” e a primeira versão foi publicada em 1869.

Em 1869, ele apresentou à comunidade científica a sua lei periódica dos elementos. Ele teve que reconsiderar o valor de alguns pesos atômicos para enquadrá-los em sua tabela. A necessidade de estabelecer pesos atômicos corretos o levou a investigar as conexões entre os elementos. Ele propôs, por exemplo, a mudança do peso antes aceito para o berílio (de 14 para 9,4).

Assim, ele conseguiu determinar o lugar correto do berílio em seu sistema de elementos. Mendeleev estava tão seguro da validade de sua classificação que deixou posições vazias na sua tabela para elementos que eram desconhecidos. E predisse, com uma precisão surpreendente, as propriedades desses elementos quando eles viessem a ser descobertos.

  1. Para isso, utilizou como base as propriedades dos elementos vizinhos.
  2. Assim, ele determinou o lugar preciso de três novos elementos que batizou de eka-alumínio, eka-silício e eka-zircônio.
  3. Lembremos que ‘eka’ em sânscrito significa ‘um’ ou ‘primeiro’.
  4. Além disso, descobriu espaços vazios em três pontos: entre o hidrogênio e o lítio, entre o flúor e o sódio e entre o cloro e o potássio.

Ele também previu que essas lacunas seriam preenchidas por elementos ainda desconhecidos, mas com os pesos atômicos de aproximadamente 2, 20 e 36. Hoje, nós sabemos que esses valores se referem ao hélio, neônio e argônio. Mendeleev se dedicou durante 15 anos aos estudos que o levaram a propor a lei periódica, mas ele conseguiu formulá-la em apenas um dia.

  1. Em seguida à apresentação da lei, ele propôs um trabalho em que muitos elementos, como o telúrio e o chumbo, tiveram que ser reposicionados na tabela.
  2. Mais tarde, descreveu vários grupos de elementos com o objetivo de incluí-los em seu livro e fez com eles uma extensa pesquisa experimental.
  3. Examinou o molibidênio, o tungstênio, o titânio, o urânio e os metais raros.

E corrigiu ainda o peso atômico do cério: 138 em vez do 92 previamente aceito. Ele previu ainda que o eka-alumínio seria descoberto com métodos espectroscópicos. Dois anos depois da descoberta da lei, Mendeleev a chamou pela primeira vez de ‘periódica’.

Ainda em 1871, publicou “A regularidade periódica dos elementos químicos’, que ele mesmo considerou mais tarde como “o melhor resumo das minhas opiniões e ideias sobre a periodicidade dos elementos”. A recepção da lei periódica no meio científico não foi das melhores. A lei periódica teve no início poucos defensores, mesmo entre os químicos russos.

Começou então para Mendeleev uma longa e árdua batalha. Entre os oponentes mais fortes na Alemanha e na Inglaterra, estavam os químicos experimentais, que não reconheciam o valor do pensamento teórico. Alguns atacaram a generalidade da lei periódica; outros refutavam as correções dos pesos atômicos propostas por Mendeleev.

  1. Além das críticas, outros químicos, como o alemão Julius Lothar Meyer, disputaram com ele a primazia da lei.
  2. Mendeleev respondia a todos com a publicação de artigos.
  3. Entre 1871 e 1874, muitos químicos passaram a aceitar os pesos atômicos corrigidos para diversos elementos.
  4. Mas por um bom tempo a maioria dos cientistas não aceitou o que ele defendia.

A descoberta dos três elementos previstos por Mendeleev foi decisiva para a aceitação da lei periódica. Em 1875, o químico francês Paul Emile Lecoq de Boisbaudran, que usava métodos espectroscópicos e não conhecia o trabalho de Mendeleev, descobriu um novo metal, que chamou de gálio.

  • As propriedades desse elemento coincidiam com a previsão do eka-alumínio feita por Mendeleev.
  • Ao saber disso, este insistiu na equivalência do gálio e do eka-alumínio.
  • Lecoq de Boisbaudran confirmou a previsão do químico russo e a lei periódica foi considerada provada.
  • Desde então, o trabalho de Mendeleev tornou-se mais conhecido.

Em 1879, o químico sueco Lars Fredrik Nilson conseguiu isolar um óxido a partir de minerais raros. Posteriormente verificou-se que esse óxido era do escândio, elemento que Mendeleev havia chamado de eka-boro. Em 1886, o químico alemão Clemens Winkler identificou um novo elemento, o germânio, que também havia sido previsto por Mendeleev como eka-silício.

  • Não restavam dúvidas de que a lei periódica de Mendeleev estava correta.
  • O último elemento de ocorrência natural a ser descoberto foi o frâncio (referido por Mendeleev como eka-césio) em 1939.
  • A tabela periódica também cresceu com a adição de elementos sintéticos e transurânicos.
  • O primeiro elemento transurânico a ser descoberto foi o netúnio, que foi formado pelo bombardeamento de urânio com nêutrons num ciclotron em 1939.

Mendeleev não se dedicou exclusivamente à tabela periódica. Ele estudou a temperatura crítica dos gases, pesquisou a expansão de líquidos e sugeriu a origem inorgânica do petróleo. Seu trabalho foi audacioso e um exemplo extraordinário de intuição científica.

De todos os trabalhos apresentados que tiveram influência na tabela periódica, o de Mendeleev teve maior perspicácia. Ele viajou por toda a Europa visitando vários cientistas. Em 1902 foi a Paris e esteve no laboratório do casal Pierre e Marie Curie. Assim como seu pai, ele sofria de catarata, e morreu em 1907 praticamente cego.

Em 1955, o elemento de número atômico 101 da tabela periódica recebeu o nome mendelévio em sua homenagem. saiba mais : Mendeleev e sua tabela periódica marcaram a história da ciência

Qual foi a alteração proposta por Moseley?

Através dela Moseley deduziu que entre o hidrogênio e o urânio, deveria haver exatamente 92 tipos de átomos, cujas propriedades químicas eram governadas por Z, e não pelo peso atômico. Isto significava dizer que a tabela periódica devia seguir a ordem crescente do número atômico e não a do peso atômico.

Em quais aspectos a tabela proposta por Mendeleev difere das de seus antecessores?

Na química, os elementos estão dispostos em uma tabela, os critérios usados para organizar os elementos foram estabelecidos com o decorrer do tempo. Um importante passo foi dado no ano de 1869, através do professor da Universidade de São Petersburgo (Rússia), Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907), ele escreveu um livro sobre os elementos conhecidos até aquela época.

Na época foi constatado cerca de 63 elementos, e Mendeleev os organizou em função da massa atômica de seus átomos, estabelecendo assim as famílias e grupos. O trabalho desse cientista foi muito importante, a prova disso é que a base classificação periódica atual é a tabela de Mendeleev, com a diferença de que as propriedades dos elementos variam periodicamente com seus números atômicos e não com os pesos atômicos, como era a classificação feita pelo cientista.

A Tabela Periódica atual é formada por 118 elementos distribuídos em 7 linhas horizontais, cada uma sendo chamada de período. Os elementos pertencentes ao mesmo período possuem o mesmo número de camadas de elétrons. Mas como será que as pesquisas de Mendeleev levaram a um modelo de tabela? Mendeleev sentiu a necessidade de organizar seus dados de Química Inorgânica e começou a colecionar todas as informações sobre os elementos conhecidos na época.

  • Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede de seu laboratório, esse quebra-cabeça deu origem a uma Tabela na qual os elementos foram dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.
  • No ano de 1869 Mendeleev apresentou à comunidade científica a sua lei periódica dos elementos, ele deixou posições vazias na sua tabela dedicadas a elementos que eram desconhecidos.

Com o passar dos anos a Tabela Periódica surgia devido à crescente descoberta de elementos químicos e das suas propriedades, os quais necessitavam ser organizados segundo as suas características. O nome “Tabela Periódica” é devido à periodicidade, ou seja, à repetição de propriedades, de intervalos em intervalos.

Quem implantou a última grande mudança na tabela periódica?

Tabela Periódica – Pequeno histórico da construção da tabela Periódica O ponto de partida para criação da tabela periódica foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora os elementos tais como ouro (Au), prata (Ag), estanho (Sn), cobre (Cu), chumbo (Pb) e mercúrio (Hg) fossem conhecidos desde a antiguidade, a primeira descoberta científica de um elemento ocorreu somente em 1669, quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo (P).

Durante os 200 anos seguintes um grande volume de conhecimento relativo às propriedades dos elementos e seus compostos foi sendo adquirido pelos químicos e, com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a investigação de como reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de classificação.

A primeira classificação Foi a divisão dos elementos em metais e não-metais. Isso possibilitou a antecipação das propriedades de outros elementos, determinando, assim, se seriam ou não metálicos, o que não representava grande coisa na realidade. A lista de elementos químicos que tinham suas massas atômicas conhecidas foi preparada por John Dalton no início do século XIX, mas muitas das massas atômicas adotadas por Dalton estavam longe dos valores atuais devido à ocorrência de erros.

  • Os erros foram corrigidos por cientistas que, então, possuíam melhores e mais precisos métodos para análises e o desenvolvimento de tabelas dos elementos e suas massas atômicas centralizaram o estudo sistemático da química.
  • Os elementos não estavam listados em qualquer arranjo ou modelo periódico, mas simplesmente ordenados em ordem crescente de massa atômica cada um com suas propriedades e seus compostos.

Os químicos, ao estudarem essa lista, concluíram que ela não estava muito clara: por exemplo, os elementos cloro (C l), bromo (Br) e iodo (I) que possuem propriedades químicas semelhantes diferiam muito quanto às suas massas atômicas, respectivamente 17, 35 e 53, e assim ficavam muito separados.

  • Em 1829, Johann W.
  • Doerbereiner teve a primeira idéia, com sucesso parcial, de agrupar os elementos de três em três formando as “tríades”; as quais também estavam separadas pelas massas atômicas, mas com propriedades químicas muito semelhantes.
  • A massa atômica do elemento central da tríade era, supostamente, a média das massas atômicas do primeiro e terceiros membros.

Lamentavelmente, muitos dos metais não podiam ser agrupados em tríades. Um segundo modelo Foi sugerido em 1864 por John A.R. Newlands, um professor de química no City College em Londres. Sugeria-o que os elementos fossem arranjados num modelo periódico de oitavas, ou grupos de oito na ordem crescente de suas massas atômicas.

  1. Este modelo, embora agrupasse elementos como o lítio, sódio e potássio não atendiam ao grupo dos elementos cloro, bromo e iodo, ou dos metais comuns como o ferro e o cobre.
  2. A idéia de Newlands foi ridicularizada pela analogia com os sete intervalos da escala musical e ele teve recusada a publicação do seu trabalho periódico sobre a periodicidade de metais.

Nenhuma regra numérica foi encontrada para que se pudesse relacionar, de uma forma consistente, elementos químicos, suas propriedades químicas e suas massas atômicas. A base teórica segundo a qual os elementos químicos estão, arranjados atualmente número atômico e teoria quânticaera completamente desconhecida naquela época.

A organização da tabela periódica foi desenvolvida não teoricamente, mas com base na observação química de seus compostos, por Dimitri Ivanovich Mendeleyev, Por volta de 1860 ainda se conheciam apenas pouco mais de 50 elementos químicos. O russo Dimitri Ivanovich Mendeleyev e o alemão Lothar Meyer, trabalhando independentemente, descobriram que alguns tinham propriedades químicas e físicas semelhantes.

Esses elementos de propriedades semelhantes foram colocados no mesmo grupo conforme sua massa atômica. Assim, fizeram a primeira tabela periódica. Observe os seguintes elementos (hoje agrupados segundo seu número atômico, e não segundo sua massa): Dimitri Ivanovich Mendeleyev Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, Medeleyev organizou os elementos na forma da tabela periódica atual e criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos.

Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica de todas as suas propriedades químicas e físicas. Colocando as cartas em uma mesa, fez um verdadeiro quebra-cabeça organizando e agrupando os elementos de propriedades semelhantes. Formou-se, então, a tabela periódica. A vantagem da tabela periódica de Mendeleyev sobre as outras é que esta exibia semelhanças como um todo e não apenas em pequenos conjuntos como as tríades.

Mostraram-se semelhança numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Analisando estas diversas redes, Mendeleyev chegou a prever as propriedades de elementos químicos que nem mesmo tinham sido descobertos ainda. Para que não houvesse intromissão sua nos trabalhos alheios, os supostos Mendeleyev elementos que deveriam existir com determinadas propriedades não recebiam nenhum nome; ao invés disso, ele dava os prefixos sânscritos – eka (um), dwi (dois), tri (três) e assim por diante – aos nomes dos elementos análogos inferiores.

Para se ter uma idéia das previsões de Mendeleyev, a tabela abaixo relaciona algumas das propriedades previstas para o Eka – silício(Es), prognosticado em 1871, e as propriedades previstas observadas no Germânio (Ge), descoberto em 1836. Mendeleyev não acertou só na previsão do germânio, mas também de outros elementos ainda desconhecidos até então.

Em 1906, Mendeleyev recebeu o Prêmio Nobel por este laborioso trabalho. Em 1913, o cientista britânico Henry Moseley enunciou a “Lei periódica” que diz: “As propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos”.

Descobriu que o número de prótons no núcleo de um determinado átomo era sempre o mesmo e criou, então, o conceito de “número atômico”, como identidade de determinado átomo. Considerando que não existem dois elementos com o mesmo número atômico, Moseley rearranjou a tabela de acordo com o número atômico; ordenando-os em ordem crescente de número atômico.

Com isto, os problemas que ainda existiam na tabela de Mendeleyev desapareceram. Devido ao trabalho de Moseley, a tabela periódica moderna está baseada no número atômico dos elementos, sem, contudo, abandonar conceitos originais. O modelo hoje adaptado inclui as novas descobertas e os novos resultados que foram sendo obtidos.

Henry Moseley A última maior alteração sofrida pela tabela periódica resultou do trabalho de Glenn Seaborg, na década de 50. A partir da descoberta do plutônio, em 1940, Seaborg descobriu todos os elementos transurânicos (elementos de número atômico 94 a 102); reconfigurou a tabela periódica colocando a série dos actinídeos abaixo dos lantanídeos.

Em 1951, Seaborg recebeu o Prêmio Nobel em química pelo seu trabalho e, em sua homenagem, o elemento 106 da tabela periódica recebeu o nome de seaborgium, Glenn Seaborg : Tabela Periódica – Pequeno histórico da construção da tabela Periódica

Quando mudou a tabela periódica?

História da tabela periódica – Conforme o número de elementos químicos descobertos pelo homem crescia ao longo das décadas, houve uma tendência natural dos cientistas em organizá-los em uma determinada ordem, buscando correlações entre eles. Diversas tentativas e propostas foram apresentadas, discutidas e melhoradas a partir da segunda metade do século XIX.

O químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner foi um dos primeiros a reconhecer a existência de similaridades entre alguns elementos químicos. Em 1829, Döbereiner aperfeiçoou sua teoria e propôs que alguns elementos poderiam ser divididos em tríades (conjunto de três elementos) com forte semelhança em suas massas atômicas.

Pouco tempo depois, em 1862, o geólogo francês Alexandre Émile Béguyer de Chancourtois organizou os elementos químicos conhecidos em sentido crescente de seus pesos atômicos em uma configuração geométrica interessante. Chancourtois dispôs os elementos em um formato cilíndrico, organizados em uma hélice e divididos em 16 seções.

  1. Esse arranjo ficou conhecido como parafuso telúrico (o termo “telúrico” se refere à Terra).
  2. Os químicos da época não deram muita importância a essa proposta, pois ela foi apresentada dentro de um contexto geológico.
  3. Na mesma época, o químico inglês John Alexander Reina Newlands apresentou uma nova e elegante proposta de arranjo dos elementos químicos, em uma ordem que lembrava os intervalos das notas musicais.

Nesse arranjo, linhas horizontais continham sete elementos, e o oitavo elemento, que possuía propriedades similares às do primeiro, ficava posicionado abaixo, iniciando uma nova sequência. Essa configuração foi chamada de lei das oitavas. Os cientistas da época não levaram Newlands a sério, porém décadas mais tarde, sua contribuição foi reconhecida oficialmente pela identificação da periodicidade das propriedades dos elementos químicos.

Em 1869, o químico russo e professor universitário Dmitri Mendeleev, durante o processo de escrita de um livro de Química, organizou os 63 elementos químicos conhecidos até então em fichas individuais, contendo todas as propriedades conhecidas de cada um deles. Manipulando esse material para escrever seu livro, ele notou que quando os elementos estão organizados em ordem crescente de massa atômica, algumas propriedades se repetem de maneira regular, assim como a lei das oitavas de Newland previa.

Com esses dados, Mendeleev organizou os elementos químicos em formato de tabela, deixando todos aqueles com propriedades semelhantes em uma mesma coluna. No entanto, o maior destaque para a proposta de Mendeleev foi a percepção de que faltavam alguns elementos para completar as colunas. Selo impresso na antiga União Soviética mostrando Dmitri Mendeleev (1834-1907) e suas anotações durante a construção da tabela periódica. Outro ponto de destaque foi o professor russo perceber que em alguns pontos da tabela seria mais adequado haver algumas inversões na posição dos elementos, para que as propriedades se mantivessem no padrão de recorrência.

  • Alguns anos mais tarde, em 1913, o físico Henry Moseley fez importantes avanços científicos utilizando a técnica de raios-X — dentre eles, o estabelecimento da característica que atualmente conhecemos como número atômico e que se refere à quantidade de prótons no núcleo.
  • Moseley também determinou que as propriedades físicas e químicas de elementos dependem do número atômico.

Com essa descoberta, a tabela proposta por Mendeleev foi readequada utilizando os valores crescentes de número atômico (e não mais de massa atômica), e foi verificada a ocorrência da periodicidade nas propriedades dos elementos químicos que se repetem com regularidade.