Analise A Tabela A Seguir Que Relaciona Caracteristicas De Algumas Enzimas Digestorias?

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Quais as principais enzimas responsáveis pelo processo inicial de digestão dos carboidratos e proteínas respectivamente?

Quais os benefícios das enzimas digestivas? –

As enzimas digestivas são essenciais para a absorção de vitaminas e nutrientes provindas da alimentação. As principais enzimas são: protease (digestão da proteína, sendo algumas específicas para glúten e caseína), amilase (digestão de carboidratos), lipase (digestão de gorduras), lactase (digestão da lactose) e pancreatina (composta de amilase, protease e lipase).

  • Além destas, existem as enzimas proteolíticas vegetais: bromelina (oriunda do abacaxi) e papaína (do mamão).
  • A digestão incompleta das proteínas gera aumento das alergias alimentares e dificuldades digestivas importantes.
  • As enzimas digestivas são um amplo grupo de enzimas que decompõem grandes nutrientes como gorduras, proteínas e carboidratos e essencial para absorção de vitaminas e nutrientes provindos também da alimentação.

O corpo produz naturalmente a maioria dessas enzimas no pâncreas, enquanto quantidades menores são produzidas no estômago, intestino delgado e boca.

Quais são os órgãos produtores de enzimas que estão localizados no próprio sistema digestório?

Qual é a função das enzimas digestivas? – O corpo produz enzimas no sistema digestivo, incluindo boca, estômago e intestino delgado. Mas a maior parte é trabalho do pâncreas. As enzimas digestivas ajudam o organismo a quebrar carboidratos, gorduras e proteínas em moléculas menores.

Isso é necessário para permitir a absorção de nutrientes e manter a saúde em dia. Sem essas enzimas, os nutrientes presentes na comida são desperdiçados. Quando a falta de ação das enzimas digestivas leva a má digestão e desnutrição, é chamada de insuficiência pancreática exócrina (IPE). Nesse caso, a reposição de enzimas digestivas pode ser uma opção.

Algumas enzimas digestivas exigem receita médica e outras são vendidas sem receita.

Qual dos órgãos humanos citados a seguir não produz enzimas digestivas A glândulas salivares B estômago C vesícula biliar D duodeno e pâncreas?

Exercícios sobre o fígado – Mundo Educação Questão 1 O figado é um dos maiores órgãos do corpo humano, possuindo peso médio de aproximadamente 1500 g. Esse órgão desempenha importantes papeis na manutenção da saúde humana. Analise as alternativas a seguir e marque aquela que não indica uma função que pode ser atribuída ao fígado.

  • a) Secretar bile.
  • b) Armazenamento de glicose.
  • c) Produção de proteínas.
  • d) Desintoxicação do organismo.
  • e) Produção dos hormônios insulina e glucagon.

Questão 2

  1. O fígado possui células altamente diferenciadas, que apresentam uma grande versatilidade funcional. Às principais células do fígado dá-se o nome de:
  2. a) melanócitos.
  3. b) hepatócitos.
  4. c) coanócitos.
  5. d) leucócitos.
  6. e) eosinófilos.

Questão 3

  • O fígado exerce uma importante função no processo digestivo dos seres humanos. É esse o órgão responsável por produzir uma substância que atua como um detergente e que é chamada de:
  • a) bile.
  • b) amilase.
  • c) ptialina.
  • d) lipase.
  • e) protease.

Questão 4

  1. O figado apresenta importante papel no controle de glicose no organismo, pois
  2. a) produz dois hormônios essenciais para o controle da glicemia: a insulina e o glucagon.
  3. b) é nele que é armazenado o excesso de glicose na forma de glicogênio.
  4. c) é nele que a glicose é quebrada em glicogênio quando o organismo precisa de açúcar.
  5. d) é ele que controla a produção de insulina pelo hipotálamo.

Respostas Resposta Questão 1 Alternativa “e”. A insulina e o glucagon são hormônios produzidos no pâncreas e atuam controlando a taxa de glicose no organismo. Resposta Questão 2 Alternativa “b”. Os hepatócitos são células do fígado de natureza epitelial que constituem cerca de 2/3 da massa do órgão.

Resposta Questão 3 Alternativa “a”. A bile é uma substância que não contém enzimas digestivas, é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar. Sua função é emulsionar lipídios, ajudando na ação da lipase. Resposta Questão 4 Alternativa “b”. O figado armazena o excesso de glicose na forma de glicogênio, que pode ser quebrado novamente em glicose quando as taxas de açúcar diminuem.

Resposta Questão 5 Alternativa “a”. O fígado não produz enzimas digestivas. Ele é responsável pela produção da bile, que atua como um detergente, quebrando gotas de gorduras em gotas menores. : Exercícios sobre o fígado – Mundo Educação

Qual enzima atua na digestão do pão francês?

A digestão começa na boca com a ação da amilase salivar, que atua na digestão do amido. Sendo assim, o pão francês é o primeiro a sofrer a ação de enzimas no sistema digestório.

Quais são as 3 enzimas digestivas?

Os 3 tipos de enzimas digestivas – As enzimas podem ser: Lactase : sua função está no auxílio da quebra da lactose, um açúcar presente no leite. A ação da enzima lactase transforma a lactose em glicose e galactose. Lipase : Esta enzima transforma os lipídios em ácidos graxos e glicerol.

Quais são os tipos de enzimas digestivas?

Quais os benefícios das enzimas digestivas? –

As enzimas digestivas são essenciais para a absorção de vitaminas e nutrientes provindas da alimentação. As principais enzimas são: protease (digestão da proteína, sendo algumas específicas para glúten e caseína), amilase (digestão de carboidratos), lipase (digestão de gorduras), lactase (digestão da lactose) e pancreatina (composta de amilase, protease e lipase).

  1. Além destas, existem as enzimas proteolíticas vegetais: bromelina (oriunda do abacaxi) e papaína (do mamão).
  2. A digestão incompleta das proteínas gera aumento das alergias alimentares e dificuldades digestivas importantes.
  3. As enzimas digestivas são um amplo grupo de enzimas que decompõem grandes nutrientes como gorduras, proteínas e carboidratos e essencial para absorção de vitaminas e nutrientes provindos também da alimentação.
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O corpo produz naturalmente a maioria dessas enzimas no pâncreas, enquanto quantidades menores são produzidas no estômago, intestino delgado e boca.

Quais as enzimas digestivas e onde cada uma age?

Amilase: Age na quebra do carboidrato, sua ação começa na boca. Glicoamilase: Envolvida com a quebra do amido. Bromelina: Enzima presente no abacaxi, que auxilia na quebra das proteínas. Lactase: Auxilia a digestão do carboidrato do leite, a lactose.

O que são enzimas digestivas e qual sua função?

Nosso processo de digestão é complexo com diversas ações e componentes diferentes. As enzimas digestivas são moléculas que fazem parte desse sistema! Elas são moléculas produzidas pelo nosso organismo responsáveis ​​por “quebrar” moléculas de carboidratos, proteínas e gorduras com facilidade, para facilitar a absorção de nutrientes pelo intestino.

  • As enzimas são produzidas em três partes do sistema digestivo: na boca, estômago e também intestino delgado.
  • São elas que garantem a boa saúde nutricional do organismo.
  • Diabetes e doenças no pâncreas, podem prejudicar a ação correta das enzimas.
  • Além disso, o estresse provoca mudanças metabólicas que também agem em sua função correta.

Caso sinta qualquer problema digestivo, procure ajuda! Sintomas de má digestão não devem durar mais que 7 dias!

Quais os principais grupos de enzimas que atuam no processo de digestão no duodeno?

Recursos do assunto O pâncreas é um órgão que contém dois tipos de tecido glandular:

Os ácinos pancreáticos As ilhotas de Langerhans

Os ácinos produzem enzimas digestivas. As ilhotas produzem hormônios. O pâncreas secreta enzimas digestivas no duodeno e hormônios na corrente sanguínea. As enzimas digestivas (como amilase, lipase e tripsina) são liberadas pelas células dos ácinos e fluem para o duto pancreático.

O duto pancreático une-se ao duto biliar comum no nível da ampola de Vater, onde ambos fluem para dentro do duodeno. As enzimas são normalmente secretadas em uma forma inativa. Elas são ativadas apenas quando atingem o trato digestivo. A amilase digere carboidratos, a lipase digere gorduras, e a tripsina digere proteínas.

O pâncreas também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio, que protege o duodeno ao neutralizar o ácido que vem do estômago Estômago O estômago é um órgão muscular grande, oco, em forma de feijão e formado por quatro partes: Cárdia Fundo Corpo Antro leia mais,

Insulina Glucagon Somatostatina

A insulina reduz o nível de açúcar (glicose) no sangue ao transportar açúcar para dentro das células. O glucagon aumenta o nível de açúcar no sangue ao estimular o fígado a liberar seu conteúdo. A somatostatina inibe a liberação de insulina e de glucagon, dependendo das necessidades do organismo. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Quais estruturas do sistema digestório secretam enzimas identifique as enzimas secretadas em cada região?

– Enzimas Digestivas – são secretadas por glândulas exócrinas (glândulas salivares e pâncreas) ou por células epiteliais da mucosa do estômago e intestino delgado) – Muco – é sintetizado em células especializadas no esôfago, na mucosa do estômago, em células no intestino e pelas glândulas salivares na boca.

É uma enzima que participa do processo de digestão de proteínas?

A pepsina é a principal enzima usada pelo estômago para digerir proteínas, a partir de sua forma inativa, o pepsinogênio, em pepsina, com o estímulo advindo do suco gástrico.

Qual o local de atuação das enzimas digestivas?

Qual é a função das enzimas digestivas? – O corpo produz enzimas no sistema digestivo, incluindo boca, estômago e intestino delgado. Mas a maior parte é trabalho do pâncreas. As enzimas digestivas ajudam o organismo a quebrar carboidratos, gorduras e proteínas em moléculas menores.

Isso é necessário para permitir a absorção de nutrientes e manter a saúde em dia. Sem essas enzimas, os nutrientes presentes na comida são desperdiçados. Quando a falta de ação das enzimas digestivas leva a má digestão e desnutrição, é chamada de insuficiência pancreática exócrina (IPE). Nesse caso, a reposição de enzimas digestivas pode ser uma opção.

Algumas enzimas digestivas exigem receita médica e outras são vendidas sem receita.

Qual é a principal enzima do estômago?

Suco gástrico – O suco gástrico é o principal agente da digestão das proteínas pelo estômago, Ele é formado por ácido clorídrico (HCl) e pepsinogênio, tendo caráter ácido, de pH 2. O pepsinogênio é uma enzima inativa incapaz de realizar sozinha a hidrólise das proteínas.

Qual é a função da enzima amilase?

Amilase é uma enzima produzida pelo pâncreas e glândulas salivares que ajuda na digestão.

Qual é a enzima produzida pelo estômago?

Digestibilidade proteica em pepsina sobrenadante é um dos métodos enzimáticos mais utilizado quando se deseja avaliar a qualidade da proteína das farinhas de origem animal, sendo reconhecido internacionalmente pela Association of Official Analytical Chemists (AOAC).

Método “in vitro” acompanhado de sistema enzimático apresenta características semelhantes àquelas do trato gastrintestinal. Tendo como maior desafio conseguir reproduzir laboratorialmente o complexo mecanismo de digestão que acontece dentro do trato digestório dos animais. Determinada em produtos ou subprodutos de origem animal como farinha de carne, farinha de vísceras, farinha de penas, farinha de sangue e farinha de peixe.

O QUE É PEPSINA? A pepsina é uma enzima digestiva produzida pelas paredes do estômago e secretada pelo suco gástrico, sua função é desdobrar as proteínas em peptídeos mais simples. Ela só reage em meio ácido, por isso o estômago também produz ácido clorídrico (HCl).

Em contato com o ácido clorídrico, o pepsinogênio (enzima inativa que está presente no suco gástrico) transforma-se na pepsina, que é ativa. PORQUE FOI DESENVOLVIA A ANÁLISE DE DIGESTIBILIDADE EM PEPSINA? A utilização de subprodutos de origem animal como fonte alternativa de proteína para rações, além de reduzir os custos, aumenta o lucro dos abatedouros avícolas e evita a poluição ambiental, que poderia ser causada caso esses resíduos fossem descartados no meio ambiente.

As farinhas de origem animal são fontes de cálcio, fósforo, aminoácidos e energia. Conhecer a digestibilidade dessas matérias-primas é muito importante para a fabricação de dietas de gado, aves, suínos, peixes ou animais de estimação, pois os produtores precisam caracterizar corretamente seus produtos para atender as especificações dos seus clientes.

A digestibilidade verdadeira é muito difícil e dispendiosa para se medir, pois exige pesquisa em animais (“in vivo”), então métodos rápidos, em larga escala, de baixo custo, reproduzíveis e realizados em laboratório (“in vitro”) foram desenvolvidos para estimar a digestibilidade de vários alimentos, sendo a digestibilidade em pepsina um dos mais utilizados.

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METODOLOGIAS No Brasil a metodologia mais utilizada é a recomendada pelo Compêndio Brasileiro de Nutrição Animal, sendo semelhante à AOAC (referência mundial) e amplamente aceita pela indústria de alimentos por ser relativamente simples, de baixo custo, rápida e por possibilitar comparações entre grande número de amostras simultaneamente. Após preparo e pesagem a digestão é realizada em agitação constante e incubação em frascos contendo solução de pepsina e de ácido clorídrico, certificando-se de que toda a amostra está em contato com a solução, em Estufa para Digestibilidade em Pepsina – TE-029, por 16 horas, a temperatura de 45 ± 2°C agitação constante de 15 R.P.M. Após o tempo necessário é realizada a filtração, sendo o papel filtro juntamente com os resíduos, colocados em tubos de digestão. Opcional à filtração, após a digestão, pode-se transferir o conteúdo do frasco para um tubo de centrífuga e realizar uma centrifugação com 2.500 R.P.M. Ao final, é realizada a determinação do nitrogênio total Kjeldahl ou proteína bruta no resíduo e no sobrenadante. Para essa análise pode ser utilizado o sistema para determinação de proteína macro, que é composto: Ø Bloco digestor 8 provas com rampas e patamares – TE-0081/50 o Realiza a digestão da amostra para posterior análise de nitrogênio Ø Galeria Exaustora – TE-008/50-GE o Faz a exaustão e aspiração de gases Ø Neutralizador de gases – Scrubber – TE-152 o Neutraliza e dilui gases e vapores ácidos da digestão Ø Destilador de nitrogênio – TE-0364 (semiautomático), TE-0366(automático), TE-0365/1 (3 provas simultâneas) o Faz a destilação de nitrogênio amoniacal, bases voláteis totais (BVT) Paralelamente deve-se realizar uma prova em branco envolvendo as soluções utilizadas. Se quer saber mais sobre a análise de nitrogê nio, clique a qu i e a baixe o e-book que elaboramos especificamente sobre essa análise, ou, se preferir, assista o vídeo que disponibilizamos em nosso canal clicando aqui, CÁLCULOS Digestibilidade em pepsina (resíduo) = Onde: A = % de proteína no resíduo com ácido + pepsina B = % de proteína no resíduo com ácido (sem pepsina) PB = % de proteína bruta Digestibilidade em pepsina (sobrenadante) = Onde: A = % de proteína no sobrenadante com ácido + pepsina B = % de proteína no sobrenadante com ácido (sem pepsina) PB = % de proteína bruta COMO A TECNAL PODE TE AJUDAR? A Tecnal tem como missão contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial nacional e internacional através da fabricação e comercialização de equipamentos científicos, da prestação serviços especializados e da disseminação do conhecimento, Para nutrição animal contamos com uma linha completa de equipamentos para laboratório e com colaboradores capacitados para te ajudar na seleção dos equipamentos que melhor irão atender sua demanda e objetivo. Entre em contato conosco pelo telefone (19) 2105-6161, WhatsApp (19) 99606-4830, e-mail [email protected] ou pelo site clicando aqui, REFERÊNCIAS AOAC. Official methods of analysis of AOAC International. Pepsin Digestibility of Animal Protein Feeds (AOAC. Method 971.09).21th ed. Gaithersburg (MD); 2019. Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal: Guia de Métodos Analíticos.2.ed. São Paulo: ANFAR, 2005.204p. Digestibilidade das Proteínas Animais. Disponível em:, Acesso em: 28 jul 2020. SILVA J M S, GOUVEIA A B V S, SILVA W J, PAULO L M, SANTOS F R, MINAFRA C S. Uso de enzimas para aumentar a qualidade nutricional de farinhas de origem animal. Revista Pubvet v.12, n.8, a156, p.1-13, Agosto, 2018. TECNAL. Catálogo de Produtos Tecnal. Disponível em: < https://tecnal.com.br/pt-BR/home>. Acesso em: 29 jul 2020.

Quais as principais características de uma enzima?

Propriedades das Enzimas Atuam em condições específicas de temperatura e pH Possuem todas as características das proteínas Podem ter sua concentração e atividade reguladas Estão quase sempre dentro da célula, e compartimentalizadas.

Como as enzimas podem ser classificadas?

Enzimáticos – Portal Embrapa As enzimas já são utilizadas pelo homem há milênios, contudo o conhecimento científico da sua natureza e propriedades iniciou-se somente em meados do século passado. Neste mesmo período, a Química Orgânica e a Química de Proteínas evoluíram e auxiliaram na posterior criação da Tecnologia Enzimática.

O primeiro registro do uso de enzimas foi em 1783, quando Spallanzani observou a reação de degradação enzimática da carne pelo suco gástrico. Já em 1814, Kirchhoff percebeu que a proteína do glúten da cevada era capaz de liquefazer o amido em açúcar. No entanto, a denominação “enzima”, palavra que em grego significa “em leveduras”, foi utilizada somente em 1878 por Kühne.

Nesta época, acreditava-se que enzimas só eram ativas em células vivas, conceito que perdurou até 1897, quando Büchner observou que o extrato obtido por prensagem de células de levedura possuía a propriedade de fermentar sacarose. Enzimas são catalisadores orgânicos efetivos, responsáveis por milhares de reações bioquímicas coordenadas, envolvidas nos processos biológicos dos sistemas vivos.

  1. São macromoléculas pertencentes à classe das proteínas globulares.
  2. Algumas são holoproteínas constituídas unicamente de unidades específicas de aminoácidos, enquanto outras são heteroproteínas que possuem uma parte não protéica, o cofator, necessária à atividade catalítica.
  3. Embora todas as enzimas sejam produzidas inicialmente no interior das células, algumas são excretadas através da parede celular e funcionam no ambiente em que está a célula.

Com base no local de ação, são considerados dois tipos de enzimas: intracelular ou endoenzima e extracelular ou exoenzima. A principal função das enzimas extracelulares é de executar as alterações de determinados nutrientes, possibilitando a entrada dos mesmos na célula, isto é, a hidrólise de compostos de alto peso molecular.

Como as enzimas extracelulares atuam no meio que circunda a célula, fora da membrana celular protetora, elas devem ter boa estabilidade às variações das propriedades físicas e químicas do meio. Além disto, em virtude do grande volume no qual a enzima atua faz-se necessário que a célula as produza em grandes quantidades.

Esses atributos tornam as enzimas extracelulares viáveis à utilização industrial em detrimento às intracelulares. Uma das características notáveis das enzimas quando comparadas com catalisadores químicos é a especificidade pelo substrato e sua capacidade de promover somente uma reação bioquímica com este substrato, garantindo altas taxas de conversão a um determinado produto, sem a formação de subprodutos.

  1. As vantagens no uso de enzimas em tecnologias ou em processos vivos, possibilitam uma gama de reações e rotinas bioquímicas, com seus benefícios de alta seletividade, condições brandas de reação (pressão, temperatura e pH) e menores problemas ambientais e toxicológicos,
  2. A aplicação industrial de enzimas é determinada pela sua especificidade, atividade, estabilidade de armazenamento e uso, disponibilidade e custos.

A atividade de uma enzima é determinada pela sua concentração e do seu substrato, concentração de cofatores, a presença, concentração e tipos de inibidores, potencial iônico, pH, temperatura e tempo de reação. A maneira como cada uma destas variáveis afeta a atividade enzimática é o objeto de estudo da cinética enzimática.

  1. As enzimas são divididas em seis grandes classes, baseadas no tipo de reação que elas catalisam.
  2. De acordo com a IUPAC (1979), as seis classes representativas das enzimas industriais são: oxiredutases, transferases, hidrolases, liases, isomerases e ligases.
  3. As mais comumente utilizadas na indústria de alimentos podem ser classificadas em quatro grandes grupos, tais como: carboidrolases, que catalisam a hidrólise de polissacarídeos ou oligossacarídeos; proteases, que atuam sobre ligações peptídicas de proteínas liberando aminoácidos e peptídeos; lipases, que estão associadas com o metabolismo das gorduras e com processos de degradação dessas substâncias e as oxidoredutases que são enzimas que oxidam ou reduzem substratos, através da transferência de hidrogênio ou elétrons.
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As enzimas são componentes de todos os tipos de células-animal, vegetal e microbiana. Os organismos superiores foram os primeiros a serem utilizados como fontes de enzimas. Por exemplo, estudos do processo de maltação na fabricação da cerveja revelaram a importância das enzimas do malte na mobilização de carboidratos e reservas de proteínas, levando a utilização do extrato de malte, rico em enzimas, em outros processos.

  1. O efeito do amaciamento da carne por mamão papaia, levou a um expressivo cultivo da planta com o propósito de produzir a enzima papaína da família das proteases.
  2. Outras enzimas são extraídas de órgãos de animais como, tripsina e quimotripsina do pâncreas de porco, álcool desidrogenase do fígado de cavalo e catalase do fígado bovino.

Essas fontes apresentam algumas desvantagens tais como: o tecido utilizado na extração da enzima pode sofrer limitações de suprimento quando a demanda aumenta, além de requererem cultivos de grandes áreas e estarem sujeitas a intempéries. Portanto, reconhecidamente as células microbianas cultivadas pelo processo de fermentação são fontes potenciais de enzimas, oferecendo uma série de vantagens: sua produção pode ser aumentada facilmente em menor tempo, ditado pelo mercado; apresentam uma natureza diversa permitindo a produção de várias enzimas; são relativamente fáceis de serem cultivadas em condições controladas e são altamente sensíveis às alterações genéticas, o que permite, usando técnicas da biologia molecular e celular, a obtenção de linhagens melhoradas quanto à produção e qualidade da enzima requerida; o processo de fermentação permite também a produção de enzimas com alta produtividade e menor custo.

  1. As enzimas podem ser constitutivas ou indutivas.
  2. As constitutivas são sintetizadas em quantidades independentes do micro-ambiente celular e são aquelas enzimas presentes em quantidades constantes nas células, independente do estado metabólico do organismo, por exemplo: enzimas que participam das vias centrais do catabolismo, como a seqüência glicolítica.

As enzimas indutivas são aquelas cuja síntese é sensivelmente aumentada pela presença de um indutor no meio de cultura. Os indutores normalmente são análogos ou derivados do substrato. Alguns indutores da síntese de enzimas comerciais são bastante conhecidos, como por exemplo: amido, dextrina e maltose indutores de α-amilase produzida por Bacillus sp; lactose, sacarose e monopalmitato de celulase por Trichoderma lignorum; lactose de lactase por Aspergillus nidulans; colesterol de lipase por Candida paralipolítica.

  1. Atualmente, o número de enzimas identificadas que constam na lista da Comissão Internacional de Enzimas (E.C.) é de cerca de 3000.
  2. Porém, somente cerca de 60 enzimas tem aplicação industrial e são utilizadas em quantidades significativas, sendo que 75% correspondem a hidrolases.
  3. O mercado está distribuído principalmente em enzimas utilizadas em detergentes (37%), têxteis (12%), amido (11%), panificação (8%) e ração animal (6%), que usam em torno de 75% das enzimas produzidas industrialmente.

No que se refere à indústria de alimentos, a aplicação da tecnologia enzimática já é um fato consumado no mundo todo, com grande potencial no Brasil, devido à influência de empresas de setores de ponta na produção alimentícia, redução de custos e melhoria da qualidade.

Conforme mostra o Quadro 1, o uso de enzimas pelo setor alimentício é amplo, principalmente no tratamento de tecidos vegetais e de polissacarídeos. Talvez os setores de alimentos e bebidas sejam os mais indicados para a absorção inicial de produtos e processos alternativos, que atendam as exigências do mercado consumidor ávido por soluções conforme os padrões atuais considerados ideais de alimentação e saúde.

Quadro 1. Principais enzimas comercializadas e suas aplicações.

ENZIMA APLICAÇÃO
α amilase, amiloglicosidase, ß amilase Sacarificação do amido, em panificação ou produção de xaropes
Catalase Eliminação da água oxigenada no processamento de alimentos
Lipase Hidrólise ou interesterificação de óleos e gorduras
Glicose isomerase Produção de isoglicose (High Fructose Syroup)
Hemicelulase ou xilanase Hidrólise da hemicelulose no uso de resíduos celulolíticos.
Invertase Inversão da sacarose
Lactase Hidrólise da lactose (laticínios)
Renina ou coalho microbiano Precipitação da caseína do leite-queijo
Naringinase Remoção do amargo em citrus
Pectinases Fermentação do cacau, extração de óleo de oliva, clarificação e extração de sucos, maceração de polpas.
Celulase Produção de açúcares disponíveis, solubilização de parede celular
Protease Produção de proteína hidrolisada, maturação de queijos, tenderização e cura de carnes

Fonte: IUPAC (1979). : Enzimáticos – Portal Embrapa

Quais são as principais enzimas envolvidas na digestão dos carboidratos?

A digestão dos carboidratos inicia-se na boca com a ação da amilasa salivar que transforma amido em maltose. Não há digestão no estômago. No intestino delgado sofre ação da amilase pancreática que desdobra todo o amido restante em maltose.

Quais são as enzimas responsáveis por fazer a digestão dos carboidratos?

Amilases – Produzida pelas glândulas salivares e pelo pâncreas, a amilase é uma das mais prescritas, como no caso da alfa-amilase, da beta-amilase e da glucoamilase, que efetuam a quebra de carboidratos, como o amido, em cadeias menores para digestão e absorção.

Quais as principais enzimas envolvidas no processo de digestão das proteínas?

Pepsina – A pepsina é a principal enzima usada pelo estômago para digerir proteínas, a partir de sua forma inativa, o pepsinogênio, em pepsina, com o estímulo advindo do suco gástrico. Uma ressalva é de que a pepsina raramente deve ser suplementada em pessoas com úlcera ou gastrite, e necessita do ambiente ácido para sua atuação. Logo, sua associação com a betaína HCL pode ser interessante.

Onde se inicia a digestão respectivamente de carboidratos e proteínas?

Boca. Aqui começa todo o complexo processo da digestão. O alimento é triturado através da mastigação e misturado à saliva, que contém enzimas que iniciam a digestão dos carboidratos.