Tabela De Compatibilidade De Defensivos Agricolas?

Quais defensivos não podem ser misturados?

Exemplos de mistura de defensivos agrícolas que causa antagonismo (menor efeito) – Acontece muito quando é feita a mistura de herbicidas de contato (exemplo: paraquat), com herbicidas sistêmicos (exemplo: glifosato ). O menor efeito (antagonismo) ocorre porque a ação do paraquat acontece mais rápido, impedindo que o glifosato tenha efeito, o que reduz a eficácia de controle das plantas daninhas,

Outros exemplos: – Redução da penetração foliar: os herbicidas inibidores de lipídios não devem ser misturados com 2,4-D, bentazon, chlorsurfuron, chlorimuron, imazaquin, imazethapyr, etc. – Herbicida de contato é aplicado com glifosato ou com herbicidas auxínicos: Neste caso, a absorção e a translocação do glifosato ficam prejudicadas, resultando em menor eficácia.

– Fitotoxicidade de herbicidas influenciada por inseticidas organofosforados ou metilcarbamatos : a tolerância do milho ao herbicida nicosulfuron é devido ao rápido metabolismo deste, mas alguns inseticidas organofosforados podem inibir ou reduzir este metabolismo, o que pode prejudicar a cultura.

Antagonismo entre herbicidas inibidores da ACCase com inibidores de ALS : quinclorac, clomazone ou propanil + thiobencarb. – Eventual antagonismo entre os herbicidas inibidores da ACCase e herbicidas latifolicidas : como por exemplo: diclofop + 2,4-D, sethoxydim ou fluazifop com bentazon ou acifluorfen.

Alguns outros princípios ativos de defensivos agrícolas que não devem ser misturados: (Fonte: Leite e Uemura em Campo & Negócios ) Saiba mais sobre herbicidas: >> Tudo o que você precisa saber sobre plantas daninhas na pré-safra, Além disso, não podemos falar de mistura sem lembrar de alguns itens da tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas:

Como calcular a dosagem de defensivos agrícolas?

Para este cálculo, divide-se a quantidade de água gasta por hectare (300 l) pela capacidade do tanque do pulverizador (20 l). Verifique na receita ou bula do produto a dosagem recomendada. Exemplo: 3 l do produto por hectare (ha) = 3.000 ml por hectare.

Qual a classificação dos defensivos agrícolas?

Como se dá a classificação toxicológica dos defensivos agrícolas? – A utilização desses produtos varia de acordo com o tipo de praga e ou estágio da doença a ser combatido. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica os defensivos agrícolas de acordo com o nível de risco para o meio ambiente.

Classe I — extremamente tóxico: altamente perigoso ao meio ambiente;Classe II — altamente tóxico: muito perigoso ao meio ambiente;Classe III — medianamente tóxico: perigoso ao meio ambiente;Classe IV — pouco tóxico: pouco perigoso ao meio ambiente.

Como calcular dosagem de defensivo?

Como calcular a área tratada por minuto Exemplo: Se o tanque é de 2000 litros e dosagem do produto de 0,2 L/ha: Quantidade = (2000×0,2)/67 = 5,97 L de produto para o preparo da calda de um tanque cheio do pulverizador.

Pode aplicar fungicida e inseticida juntos?

Associação de produtos – Como citado anteriormente, a maior parte das doenças e das pragas são controladas por meio de produtos químicos e, muitas vezes, os agricultores misturam esses produtos no tanque do pulverizador para reduzir o número de aplicações e, consequentemente, o custo com essa atividade.

Porém, é importante conhecer os efeitos que essas misturas podem causar em relação à eficácia de controle do alvo e à fitotoxicidade sobre plantas. A fitotoxidez ocorre quando a concentração do ingrediente ativo sobre a folha resulta em queima ou destruição das células pela dificuldade da planta metabolizar essa quantidade do ingrediente ativo, prejudicando o desenvolvimento da planta.

Em relação ao controle, essas misturas de produtos podem potencializar ou reduzir a eficácia de determinado ingrediente ativo sobre seu alvo. Por conta disso foram realizados testes para avaliar a influência do oxicloreto de cobre, um fungicida protetor, associado aos inseticidas clorantraniliprole e metoxifenozida no controle de lagartas de H.

armigera, Metoxifenozida é um inseticida não sistêmico com ação por ingestão, que é acelerador de ecdise, imitando o hormônio natural da “muda” dos insetos, o ecdisônio, que age especificamente sobre larvas de Lepidoptera (lagartas) e que pertence ao grupo químico diacihidrazina. Clorantraniliprole, que pertence ao grupo químico das diamidas antranílicas, é um inseticida que atua por contato e ingestão, sendo modulador dos receptores de rianodina das células musculares dos insetos; possui alta atividade larvicida causando interrupção da alimentação, paralisia e morte do inseto.

Os testes foram realizados em laboratório com uso de cubos de dieta artificial imersos nas respectivas caldas dos produtos por três segundos, sendo posteriormente secos em temperatura ambiente e oferecidos para alimentação de lagartas de terceiro ínstar (5 dias de idade).

O experimento totalizou 11 tratamentos: T1) Água destilada (controle); T2) Oxicloreto de cobre (117,6 g i.a.); T3) Oxicloreto de cobre (294 g i.a.); T4) Clorantraniliprole (15 g i.a.); T5) Clorantraniliprole (30 g i.a.); T6) Metoxifenozida (75 g i.a.); T7) Metoxifenozida (150 g i.a.); T8) Clorantraniliprole (15 g i.a.) + oxicloreto de cobre (294 g i.a.); T9) Clorantraniliprole (30 g i.a.) + oxicloreto de cobre (294 g i.a.); T10) Metoxifenozida (75 g i.a.) + oxicloreto de cobre (294 g i.a.); e T11) Metoxifenozida (150 g i.a.) + oxicloreto de cobre (294 g i.a.), sendo todas as quantidades para um volume de 100 L.

As quantidades utilizadas foram baseadas nas recomendações dos produtos para a cultura do algodão, sendo que para o fungicida foi testado o recomendado e o dobro da dosagem, enquanto que para os inseticidas foi utilizado o recomendado e metade do recomendado.

  1. A mortalidade de lagartas foi registrada 24 horas, 48 horas, 60 horas e 7 dias após o início da alimentação.
  2. As análises realizadas evidenciaram que o tratamento 8 provocou maior mortalidade de lagartas após 24 horas e 48 horas, sendo de 60% (Figura 1).
  3. Após 60 horas de alimentação, os tratamentos que incluem o clorantraniliprole isolado (T4) ou associado (T8) resultaram em maior mortalidade, sendo de 70% em associação e 50% de forma isolada.

Já no tempo máximo de avaliação, 7 dias, a sobrevivência do controle, tratado apenas com água, foi de 75%. Nos demais tratamentos onde foi utilizado apenas o inseticida ou a associação inseticida + fungicida, a mortalidade variou entre 95% e 100%. Deste modo, pode-se observar que ambos os inseticidas, associados ou não, apresentaram controle eficiente de lagartas de H. Figura 1. Mortalidade (%) de lagartas de Helicoverpa armigera tratadas apenas com inseticidas, somente com fungicidas ou com a mistura dos produtos. Barras seguidas de letras iguais não diferem pelo teste de Kruskal-Wallis. Quando se analisa o efeito isolado do oxicloreto de cobre sobre as lagartas, observa-se que houve maior mortalidade em relação ao controle, porém esta mortalidade não caracteriza que o oxicloreto de cobre apresenta elevada ação inseticida sobre H.

Armigera, Entretanto, quando esse fungicida foi utilizado em associação com os inseticidas, principalmente metoxifenozida, foi observado que a mortalidade de lagartas foi maior após 60 horas (T10 e T11). Durante a preparação das caldas foi observado que esses produtos são compatíveis em misturas, evitando possíveis problemas durante a aplicação como o entupimento das pontas de pulverização.

Além disso, os resultados observados demonstraram que são eficazes para o controle de H. armigera, sendo que o fungicida utilizado em associação com os inseticidas pode até mesmo auxiliar na eficiência de controle do inseto. Artigo publicado na edição 227 da Cultivar Grandes Culturas, mês abril, ano 2018.

Pode aplicar adubo foliar com fungicida juntos?

Fertilizante foliar em associação com fungicida em trigo | Manancial O controle químico de doenças com o uso de fungicidas é umas das práticas mais empregadas na cultura do trigo em função da eficácia de controle. Incrementos na adubação mineral com fertilizantes foliares tem sido uma alternativa promissora em busca de maior resistência as doenças.

Entretanto, fertilizantes foliares são comumente aplicados associados a fungicidas e podem interferir no desempenho de controle do produto. Este trabalho teve por objetivo avaliar a aplicabilidade do fertilizante foliar em mistura com o fungicida azoxistrobina + ciproconazol na cultura do trigo, com base em parâmetros bioquímicos, fisiológicos, nutricionais e produtivos e determinar a interferência causada pelo fertilizante sobre a evolução de doenças foliares na cultura.

A partir da aplicação isolada de doses do fertilizante e da aplicação em associação com o fungicida foram realizados trabalhos a campo e em casa de vegetação. A aplicação do fertilizante refletiu em maior crescimento das plantas, manutenção de folhas verdes e maiores teores de pigmentos (Chl a, Chl b e carotenóides).

  • Quando aplicado junto ao fungicida, o fertilizante teve efeito mitigatório dos estresses gerados pela aplicação do fungicida, com reflexos positivos em parâmetros da fluorescência da clorofila a, Fv/Fm e ETR.
  • Houve aumento dos teores de N, P e K nas folhas em função do fertilizante foliar.
  • Não houve redução da absorção do ingrediente ativo azoxistrobina + ciproconazol em mistura com o fertilizante.

Houve melhor resposta de controle das doenças em função da mistura do fertilizante com o fungicida. O fertilizante isolado não teve nenhum efeito sobre as doenças. Parâmetros produtivos foram incrementados em função da aplicação do fungicida e do fertilizante foliar.

Qual a quantidade de veneno por hectare?

Para este cálculo, divide-se a quantidade de água gasta por hectare (300 l) pela capacidade do tanque do pulverizador (20 l). Verifique na receita ou bula do produto a dosagem recomendada. Exemplo: 3 l do produto por hectare (ha) = 3.000 ml por hectare.

Como fazer cálculo de pulverização?

O planejamento faz toda a diferença nos trabalhos no campo. Para otimizar o tempo e os custos, vários pontos devem ser observados antes de iniciar a operação. Na pulverização, que uma das etapas mais importantes no ciclo da produção, não é diferente. Para que o trabalho renda e o previsto realmente ocorra dentro do prazo determinado, alguns cálculos devem ser levados em consideração.

Para auxiliar os produtores e operadores de máquina neste momento, trazemos dicas de como calcular a área tratada por minuto. Outros quesitos devem ser levados em consideração, como o relevo da área e as condições do tempo, como a velocidade do vento. Um dos diferenciais do pulverizador autopropelido é a economia, evitando desperdícios de insumos e reduzindo o impacto ambiental.

Antes de calcular a área, faça a medição da vazão. Colete a água de um bico unitário por 1 minuto em um recipiente graduado. Para saber a vazão total dos bicos, veja o exemplo: Se em um bico foi coletado 800 mL em 1 minuto, então, a vazão unitária é 0,8 L/min.

  1. Se a barra tem 40 bicos, 0,8 x 40= 32 L/min de vazão total.
  2. Você também pode medir a vazão em todos os bicos e verificar se eles não estão desgastados.
  3. Se algum dos bicos apresentar vazão acima de 10%, o bico deve ser trocado.
  4. Nessa etapa também se atente para o jato que sai dos bicos, observando se há entupimentos e deve desentupir adequadamente.

Após isso, faça a medição da velocidade do pulverizador. Marque um percurso de 50 metros com uma trena e afaste o pulverizador do local demarcado, pode ser 5 metros. Esse afastamento permite que a velocidade se estabilize até chegar na marcação de 50 metros para sua medição.

Em seguida, anote o tempo que o pulverizador percorrer os 50 metros. Com a distância dividida pelo tempo sabemos facilmente qual a velocidade real da máquina. Então, se o tempo para percorrer a distância de 50 metros e o tempo foi de 15 segundos, a velocidade é (50/15)x60=200 m/min. Como calcular a área tratada por minuto Exemplo: Largura da área tratada = 40 bicos x 0,6m de espaçamento entre bicos = 24 metros Área tratada = velocidade x largura da área tratada Área tratada = 200m/min x 24 metros = 4800 m/min Em hectare = 4800/10000 = 0,48 ha/min A fórmula da taxa de aplicação é: Taxa de aplicação = vazão total/área tratada Exemplo: Taxa de aplicação = 32L/min/0,48ha/min = 67 L/ha Quantidade de produto para o preparo da calda Quantidade = (capacidade do tanque x dosagem do produto)/taxa de aplicação Exemplo: Se o tanque é de 2000 litros e dosagem do produto de 0,2 L/ha: Quantidade = (2000×0,2)/67 = 5,97 L de produto para o preparo da calda de um tanque cheio do pulverizador.

Com informações do site Lavoura 10

Como fazer cálculo de calda?

Na pulverização agrícola, para otimizar os resultados e ter um melhor aproveitamento, definir o volume ideal da calda envolve vários aspectos, além das pontas a ser utilizadas. Devem ser levados em consideração o índice de área folear, alvo e o produto que vai ser trabalhado.

  1. Com herbicidas, por exemplo, se pode trabalhar com um volume de calda menor, mas com gotas mais grossas.
  2. No entanto, quando vai aplicar inseticida e fungicida, não se pode diminuir o volume de calda para não perder em cobertura, reduzindo um pouco do tamanho da gota para atingir melhor o alvo.
  3. O volume de calda é um dos fatores que influenciam na deposição uniforme de gotas nas folhas, pois afetam diretamente na quantidade total de gotas produzidas.

A quantidade utilizada é uma variável a ser testada e deve garantir a cobertura desejada. Cálculo por hectare Volume de calda gasto será obtido multiplicando-se a vazão do pulverizador (15,38 litros/min) pelo tempo que se gasta para a pulverização (9,52 min/ha).

Volume consumido/ha = 15,38×9,52 = 146,46 litros/ha. Cálculo da quantidade para o preparo da calda Normalmente, as embalagens dos defensivos podem apresentar recomendação de dosagem em duas formas: – na forma de XX a YY gramas de produto/ha ou XX a YY mililitros/ha; – na forma de XX gramas de produto por 100 litros ou XX mililitros de produto por 100 litros, com recomendação de um volume de calda mínimo que deve ser utilizado para controle eficiente de pragas e doenças.

A recomendação apresentada na forma de XX gramas ou mililitros/100 litros é amplamente utilizada pelos agricultores devido à facilidade dos cálculos para preparo da calda. Entretanto, essa recomendação só deve ser utilizada quando se emprega grandes volumes de calda, ou seja, acima de 500 litros por hectare, obedecendo à recomendação do fabricante do defensivo.

  1. Para o exemplo de consumo de 150 litros de calda/ha, o agricultor deverá utilizar uma recomendação que especifique a dosagem do agrotóxico em gramas ou mililitros por hectare.
  2. Exemplo: Supondo que o agricultor utilizará um inseticida para controle de uma determinada lagarta.
  3. No rótulo ou bula da embalagem, o agricultor encontra a recomendação de dosagem de 1,5 a 2,0 L/ha do produto comercial.

Devido às características da cultura e do elevado risco de infestação da praga, o agricultor optou por aplicar a dosagem de 2,0 litros do produto comercial por hectare. Supondo que a capacidade do tanque do pulverizador é de 500 litros, volume esse, suficiente para tratar 3,33 hectares.

You might be interested:  Tabela De Preços De Xerox E Impressão 2022?

Fonte: Embrapa) O uso correto de adjuvantes pode aumentar significativamente a eficácia dos produtos aplicados. Entre as vantagens dos adjuvantes estão a rápida absorção de produtos, menores perdas ocasionadas por chuvas após a aplicação, e a facilitação da cobertura das superfícies hidro-repelentes, como folhas ou frutos e corpos ou coberturas cerosas de pragas.

Veja como calcular o volume da calda usando o Excel:

Quais os 5 agrotóxicos mais usados no Brasil?

Estes agrotóxicos respondem por cerca de 70% do total utilizado no Brasil: glifosato; 2,4-D; mancozebe; acefato; óleo mineral; atrazina; óleo vegetal; paraquate (dicloreto); imidacloprido; e oxicloreto de cobre.

Quais são as 5 categorias de toxicidade dos defensivos agrícolas?

Quantidade de produtos por categoria – Categoria 1 – Produto Extremamente Tóxico – faixa vermelha: 43. Categoria 2 – Produto Altamente Tóxico – faixa vermelha: 79. Categoria 3 – Produto Moderadamente Tóxico – faixa amarela: 136. Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico – faixa azul: 599.

  • Categoria 5 – Produto Improvável de Causar Dano Agudo – faixa azul: 899.
  • Não classificado – Produto Não Classificado – faixa verde:168.
  • Não informado – 16.
  • Produtos cujo processo matriz não foi localizado – 2.
  • As empresas que apresentaram informações insuficientes ou que não participaram do edital de reclassificação devem solicitar alteração pós-registro para fins de reclassificação do produto (Código de assunto 5001 – Avaliação Toxicológica para Fins de Reclassificação).

Confira aqui a íntegra da reclassificação toxicológica de agrotóxicos (planilha Excel) Quer saber as notícias da Anvisa em primeira mão? Siga-nos no Twitter @anvisa_oficial, Facebook @AnvisaOficial, Instagram @anvisaoficial e YouTube @anvisaoficial,

Quantos ml de glifosato para 20 litros de água?

Quando dá aplicação deve-se observar uma distância de no mínimo 40cm de outras plantas. Pode se diluir 25ml por litro de agua. Isso equivale a 500ml de GLIFOSATO CITROMAX para cada 20 litros de água (que geralmente é uma bomba de 20 litros). Cada litro dessa diluição é recomendando para 30m² de área.

Quantos litros de calda por hectare?

Não é necessário utilizar mais de 100 litros de calda por hectare na a Atualmente, na cultura da cana-de-açúcar, o volume de calda (l/ha) mais utilizado nas aplicações terrestres de herbicidas em pré-emergência é de 200 l/ha. Já nas aplicações em pós-emergência, utiliza-se 250 l/ha.

Para as dessecações, os volumes variam de 150 a 300 l/ha. Embora alguns desses números possam ser considerados altos, eles estão longe de ser o problema que eram há alguns anos, quando os volumes utilizados chegavam a ser bem maiores quando comparados aos atuais. Essas alterações se deram através de um longo processo de conscientização dos produtores.

Um dos responsáveis foi o Programa de Valorização da Água em Pulverizações Agrícolas (Provar), criado em 2008, fruto de uma parceria entre o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), a Basf e usinas de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo.Segundo o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e um dos idealizadores do Provar, Hamilton Humberto Ramos, o Programa buscou comprovar a possibilidade de reduzir os volumes de água na aplicação de herbicidas em cana-de-açúcar sem que a eficiência fosse afetada.

  1. Nesse trabalho, avaliamos a interferência do volume de calda (50 l/ha, 100l/ha, 150l/ha e 200l/ha) e do tamanho de gotas (grossa, muito grossa e extremamente grossa) sobre a deposição, a cobertura e a uniformidade da pulverização”.
  2. Segundo ele, foi possível comprovar que, acima de 100 l/ha, não há melhora ou piora nos resultados, o que não justifica a utilização de maiores volumes de calda.

Porém, ressalta-se que, embora a uniformidade da deposição não tenha sido afetada, a cobertura (% do solo coberto pela pulverização) é influenciada pelo tamanho da gota e pelo volume de aplicação. Na época, os testes do Provar foram realizados em áreas comerciais de seis usinas parceiras no Estado de São Paulo: Usina Buriti, Usina Colorado, Usina Santa Elisa Vale, Usina da Pedra, Usina São Martinho e Usina Cruz Alta.

Qual a quantidade de glifosato por hectare?

É aplicado em volume variável de 150 – 200 Litros de água por hectare, de acordo com as condições de desenvolvimento das plantas daninhas. Tratando-se de plantas com grande densidade vegetativa recomenda-se o volume maior.

Qual melhor hora para aplicar fungicida?

O planejamento é cada vez mais importante nos trabalhos no campo. Para otimizar os resultados, o produtor deve observar vários pontos. Na pulverização, por exemplo, alguns fatores podem interferir na qualidade da aplicação, entre eles, o vento, a temperatura e umidade do ar.

Devido a esses fatores climáticos, entrar com o pulverizador no campo em alguns horários podem gerar melhores resultados. Evite pulverizar nas horas mais quentes do dia, contra o vento e em dias de vento forte e chuvosos. Resumindo, em qualquer cultura, a pulverização não deve realizada entre o meio-dia às 16h, pois esse período apresenta as piores condições.

Durante o dia, escolha um horário em que a temperatura seja menor que 30 graus, ventos de 3 a 10 quilômetros por hora, com umidade do ar entre 60% e 90%. Por isso, o horário fica em segundo plano. Se deve levar em consideração sempre a condição do clima.

Aplicação noturna Altas temperaturas, baixa umidade do ar, além de rajadas de vento. Isso são alguns dos motivos que levam os produtores a não fazerem muitas aplicações diurnas. Durante a noite, as condições se apresentam como a melhor opção. Durante o trabalho nesse turno, as gotas da pulverização possuem mais tempo para atuar na planta.

Para aplicação dos herbicidas, por exemplo, o período noturno é uma boa opção, tendo menos evaporação, pois a ausência de luz permite que o herbicida atue em mais células do interior da folha. São vários benefícios na pulverização noturna, como a diminuição da evaporação, colaborando para que a plantação tenha uma maior absorção dos defensivos.

Durante o dia, as altas temperaturas, baixa umidade do ar e rajadas de vento prejudicam o aproveitamento dos defensivos aplicados, causando prejuízo ao produtor. Benefícios da aplicação noturna – Temperatura mais amena; – Umidade do ar mais alta; – Gotas de pulverização agem por mais tempo; – Menos perda por evaporação; – Menos ventos; – Melhor eficiência no controle de pragas.

Na aplicação noturna, por exemplo, outro ponto que faz a diferença na aplicação é investir em luz de LED azul. Com fácil instalação, o farol pode auxiliar o produtor nesse trabalho. O equipamento facilita a visualização noturna do operador de obstáculos e vazão dos bicos, evitando falhas na aplicação, garantindo assim a qualidade da pulverização.

Qual o melhor fungicida para oídio?

Two experiments were performed in Londrina, PR, Brazil to evaluate the efficacy of fungicides on the control of soybean (Glycine max) powdery mildew (Microsphaera diffusa). One application of the different commercial products was made on soybean cv. EMBRAPA 48 growth stage R4. The best fungicides to control powdery mildew were tebuconazole-1 and tebuconazole-2, carbendazin-1 and carbendazin-2. Test 1 – tebuconazole-2 (150 g a.i. / ha), prochloraz + propiconazole (225 + 62.5), propiconazole + carbendazin-1 (50 + 175), and tebuconazole-1 + propiconazole (75 + 62.5); Test 2 – carbendazin-1 (250), carbendazin-2 (250), and tebuconazole-2 (100). FUNGICIDAS E MISTURA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DO OÍDIO DA SOJA LUIZ E.B. BLUM 1, EMERSON F. REIS 1, ALEXANDER G. PRADE 2 & VANDERLEI J. TAVELA 2 1 Departamento de Fitotecnia, Centro de Ciências Agroveterinárias, Universidade do Estado de Santa Catarina, Cx. Postal 81, 88520-000, Lages, SC, e-mail: [email protected] ; 2 Milênia Agro Ciências S.A., Londrina, PR (Aceito para publicação em 14/11/2001) Autor para correspondência: Luiz E.B. Blum RESUMO Dois experimentos foram conduzidos em Londrina/PR para avaliar a eficácia de fungicidas e suas misturas no controle do oídio ( Microsphaera diffusa ) da soja ( Glycine max ). Uma aplicação dos produtos foi feita no estádio R4 da soja cv. EMBRAPA 48. Os melhores resultados foram obtidos com os seguintes fungicidas: tebuconazol-1 e tebuconazol-2, carbendazim-1 e carbendazim-2 (produtos comerciais diferentes). Teste 1 – tebuconazol-2 (150 g i.a./ha), prochloraz + propiconazol (225 + 62,5), propiconazole + carbendazim-1 (50 + 175) e tebuconazol-1 + propiconazol (75 + 62,5); Teste 2 – carbendazim-1 (250), carbendazim-2 (250) e tebuconazol-2 (100). Palavras-chave adicionais: Glycine max, Microsphaera diffusa, oídio, cinza. Fungicides and fungicide mixtures to control soybean powdery mildew Two experiments were performed in Londrina, PR, Brazil to evaluate the efficacy of fungicides on the control of soybean ( Glycine max ) powdery mildew ( Microsphaera diffus a). One application of the different commercial products was made on soybean cv. EMBRAPA 48 growth stage R4. The best fungicides to control powdery mildew were tebuconazole-1 and tebuconazole-2, carbendazin-1 and carbendazin-2. Test 1 – tebuconazole-2 (150 g a.i. / ha), prochloraz + propiconazole (225 + 62.5), propiconazole + carbendazin-1 (50 + 175), and tebuconazole-1 + propiconazole (75 + 62.5); Test 2 – carbendazin-1 (250), carbendazin-2 (250), and tebuconazole-2 (100). O oídio da soja ( Glycine max Merrill) causado por Microsphaera diffusa Cooke & Peck, embora considerado de pouca importância há alguns anos (Yorinori, 1997), ultimamente vem aumentando em prevalência. A partir de 1996/1997, desde a região Sul até as regiões Sudeste e Centro Oeste do Brasil, foram relatados diversos surtos epidêmicos desta doença (Reis et al,, 1997; Sawada & Azevedo, 1997; Michel et al,, 1998). Algumas vezes, nos casos de elevada colonização dos tecidos superficiais da planta por oídio, é possível ocorrer uma redução significativa no rendimento da soja devido à redução da área fotossinteticamente ativa. A infecção da soja por oídio é favorecida por temperaturas em torno de 20 o C (McGee, 1992), média a alta umidade relativa do ar (50-90%), baixa incidência e intensidade de precipitação e quando as plantas encontram-se entre os estágios R1 (início da floração) e R6 (formação completa de sementes). Cada ciclo desta doença, sob condições favoráveis à mesma, dura cerca de sete a dez dias (Picinini & Fernandes, 1998). Existem cultivares resistentes (Reis et al, 1997; Tanaka et al,, 1997), porém muitas delas não são recomendadas ou não estão disponíveis para o plantio em determinadas regiões brasileiras. Portanto, uma das formas de controlar a doença na ausência de cultivares resistentes ou na impossibilidade do uso das mesmas é através da aplicação preventiva de fungicidas. Entre os fungicidas tradicionalmente aplicados contra o oídio citam-se o enxofre elementar, tiabendazol, benomil, tiofanato metílico e o clorotalonil (McGee, 1992). Nos últimos anos vários outros fungicidas são utilizados para o controle do oídio nas mais diversas culturas, como o difenoconazol, tebuconazol, propiconazol, procloraz e o carbendazim (Picinini & Fernandes, 1997; Sawada & Azevedo, 1997). Em função destas informações desenvolveram-se em campo dois testes com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes doses, diferentes misturas e de diferentes fungicidas sobre a incidência e severidade do oídio e sobre o rendimento da soja. Dois ensaios foram realizados em Londrina/PR, utilizando a cultivar EMBRAPA 48 plantada em 20/10/1999 em um Latossolo roxo previamente arado, corrigido (fertilização e calagem) e gradeado. A densidade de plantio foi de 300 mil plantas/ha (14 sementes/m e espaçamento de 45 cm entre linhas). Todos os tratos culturais (inoculação de sementes com Bradyrrhizobium, aplicação de herbicidas e inseticidas) da soja foram efetuados conforme o padrão para a região, exceto o uso de fungicidas. Nos ensaios apenas uma pulverização dos produtos foi efetuada quando a soja encontrava-se no estádio R4 (formação completa de vagens) de desenvolvimento (Ritchie et al,, 1982) em 21/1/2000. Utilizou-se um pulverizador costal de barra com aspersor pressurizado (CO 2 ) de precisão (2,8 bar) que distribuía o equivalente a 200 l/ha de calda. A barra de pulverização possuía um bico (TXVS08) a cada 25 cm, totalizando nove bicos. Os experimentos foram delineados em blocos ao acaso com nove tratamentos e quatro repetições. Cada unidade experimental dos ensaios constituiu-se de uma parcela com 16 m 2 (4 x 4 m) de área total e 8 m 2 de área útil para avaliação. Os dados coletados de incidência, severidade e de rendimento de cada tratamento foram avaliados estatisticamente (Teste F, P < 5%) através de análise de variância e se comprovada a significância das médias de dados dos tratamentos, as mesmas foram comparadas entre si pelo teste de Tukey (P = 5%). Nos ensaios 1 e 2 foram feitas quatro avaliações (29/1, 4/2, 10/2 e 22/2) de incidência e severidade de oídio entre os estágios R5 e início do R7 (início da maturação) de desenvolvimento da soja (Ritchie et al,, 1982). Em cada uma das parcelas coletou-se aleatoriamente de 15 plantas um trifolíolo do terço médio e superior da planta, avaliando-se então a incidência (%) e a severidade (% de área foliar afetada) conforme escala diagramática apresentada por Azevedo (1998) para avaliação da severidade do oídio ( Erysiphe polygoni DC.) do feijoiro ( Phaseolus vulgaris L.). A colheita de vagens em ambos experimentos foi feita em 30/3/2000. Os produtos avaliados nos testes foram o carbendazim (nome comercial - 1: Bendazol, suspensão concentrada, 500 g de ingrediente ativo (ia)/l; nome comercial - 2: Derosal, SC, 500 g ia/l), prochloraz (nome comercial: Jade, concentrado emulsionável, 450 g/l), propiconazol (nome comercial: Juno, CE, 250 g/l) e tebuconazol (nome comercial - 1: Orius 250 CE, 250 g/l; nome comercial - 2: Folicur 200 CE, 200 g/l), de acordo com os tratamentos aplicados nos dois ensaios ( Tabela 1 ). As testemunhas experimentais foram pulverizadas com água. Em muitas situações, o controle de doenças foliares através da aplicação de fungicidas é uma das poucas alternativas. Os fungicidas pertencentes aos grupos dos benzimidazois e dos triazois estão entre os mais aplicados para o controle de manchas foliares, ferrugens e oídios da soja e de outras culturas (Blum & Gabardo, 1993). Os resultados dos experimentos aqui apresentados mostram a redução da severidade e incidência do oídio da soja através do uso de alguns fungicidas pertencentes aos grupos supra citados à exceção do procloraz (imidazol). No primeiro ensaio ( Tabela 1 ) todos os fungicidas foram igualmente eficientes na redução da severidade do oídio. Nas quatro avaliações efetuadas os tratamentos com fungicidas diferiram significativamente da testemunha sem fungicidas. Nos tratamentos com procloraz + propiconazol, tebuconazol-1 + procloraz, tebuconazol-1, tebuconazol-2, tebuconazol-1 + carbendazim-1 e propiconazol + carbendazim-1 obteve-se uma maior produtividade da soja. Constatou-se que a incidência do oídio não foi afetada de início, porém na terceira e quarta avaliações houve uma significativa redução de incidência em vários tratamentos com fungicidas em relação à testemunha. Milleo et al, (1999) informaram que misturas entre fentin hidróxido e carbendazim ou procloraz foram eficientes no controle do oídio da soja em Ponta Grossa, PR. No segundo experimento houve redução significativa da severidade de oídio da soja nos tratamentos onde foram aplicados os fungicidas. A incidência da doença apresentou-se significativamente reduzida da segunda a quarta avaliações nos tratamentos com os produtos carbendazim-1, propiconazol, tebuconazol-1 e tebuconazol-1 + carbendazim-1. A produtividade da soja foi significativamente maior onde foram aplicados tebuconazol-2, carbendazim-1 e carbendazim-2. Os tratamentos com tebuconazol-1 e tebuconazol-2 não diferiram entre si quanto a redução da severidade e incidência do oídio. As médias de produtividade dos tratamentos com propiconazol (125) e Tebuconazol-1 foram omitidas pela mistura involuntária de paralelas entre os referidos tratamentos. Michel & Reis (1998) relataram que os fungicidas propiconazol e tebuconazol destacaram-se no controle do oídio e do complexo de doenças de final de ciclo da soja em Não-me-toque, RS, porém não influenciaram significativamente a produtividade. Em Rolândia., PR, o difenoconazol e a mistura de difenoconazol + propiconazol foram os melhores no controle do oídio da soja (Utiamada et al,, 1999). Sawada & Azevedo (1997) relataram a eficiência do propiconazol e da mistura propiconazol + difenoconazol no controle do oídio em Cascavel, PR. As misturas de fungicidas foram igualmente eficientes na redução do oídio quando comparadas aos produtos aplicados isoladamente. Contudo, como vantagem, as misturas reduzem a possibilidade da seleção de raças resistentes do patógeno aos fungicidas e contribuem com o controle de outras doenças da soja. No presente estudo, a mistura tebuconazol + procloraz e o propiconazol (75) destacaram-se na redução do oídio e na contribuição ao aumento da produtividade da soja. Salientaram-se ainda, carbendazim-1, carbendazim-2, tebuconazol-2, tebuconazol-1 + carbendazim-1 e propiconazol + carbendazim-1. REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS

You might be interested:  Tomar Remédio De 12H Em 12H Tabela?

Qual o melhor horário para aplicar o adubo foliar?

Qual é o melhor horário para aplicar fertilizantes foliares? – As melhores condições para a aplicação de fertilizantes foliares são no início da manhã e no final da tarde, pois as condições são mais amenas. No período da tarde por exemplo, normalmente temos altas temperaturas, diminuindo a absorção, ocasionando o murchamento das folhas e consequentemente fechamento dos estômatos.

Quanto tempo o adubo foliar faz efeito?

A velocidade de absorção foliar dos diferentes nutrientes é variável. O potássio, os elementos secundários e os micronutrientes são absorvidos em períodos de horas até 1 dia; já a velocidade de absorção do fósforo é mais lenta.

Pode jogar adubo foliar no solo?

Vantagens da adubação foliar Um adubo tradicional, utilizado no solo, tem menor velocidade de absorção e mais perdas. Já o foliar é pulverizado sobre as estruturas das plantas já consolidadas. Isso diminui o tempo necessário e até reduz a necessidade de mão de obra.

Pode misturar defensivos?

Por que misturar defensivos no tanque de agroquímicos? – A mistura de agroquímicos contribui para que o produtor consiga fazer o controle de diferentes pragas e doenças com um custo-benefício mais interessante, uma vez que se reduz a quantidade de pulverizações na lavoura.

  • Em vez de aplicar inseticida, fungicida e nutrientes separadamente, isso é feito de uma vez só, reduzindo o custo final da produção.
  • É uma prática amplamente utilizada pelos agricultores brasileiros.
  • No entanto, isso levanta algumas preocupações, especialmente referente à compatibilidade entre os produtos misturados.

A incompatibilidade poderia alterar a composição física e química das soluções e anular ou enfraquecer a eficácia dos defensivos,

Pode misturar inseticida com glifosato?

Incompatibilidade física de misturas entre herbicidas e inseticidas Artigos • • Objetivou-se, com este trabalho, avaliar a interação física entre misturas em tanque de diferentes classes de defensivos agrícolas. O experimento foi conduzido no laboratório de Química da Universidade do Estado de Mato Grosso, no período de junho a agosto de 2010.

Os tratamentos foram constituídos pelas misturas de seis herbicidas (glyphosate SC, glyphosate WG, lactofen CE, fomesafen SC, haloxifop-R CE e fluazifop-pbutil EW) com seis inseticidas (methomyl CS, clorpirifós CE, teflubenzuron SC, triflumuron SC, cipermetrina CE e tiametoxam + lambda-cialotrina SC) na ausência e presença de dois redutores de pH (ácido pirolenhoso e ácido bórico), com quatro repetições.

Utilizou-se escala de 1 a 5, visando avaliar o grau de incompatibilidade, em que 1 é a separação imediata da mistura e recomenda-se não aplicar e 5 é a homogeneidade das misturas. As maiores incompatibilidades físicas nas misturas de herbicidas e inseticidas foram observadas na presença dos herbicidas glyphosate na formulação WG e lactofen CE.

O ácido pirolenhoso e o ácido bórico demonstraram ser boas alternativas, como redutores de pH, no preparo de calda de pulverização com misturas de herbicidas e inseticidas. Devem-se evitar misturas em tanque de glyphosate na formulação SC + clorpirifós CE e lactofen CE + clorpirifós CE. mistura em tanque; floculação; precipitação; formulação The objective ofthis study was to evaluate the physical interaction between simulated tank mixtures of different classes of pesticides.

The experiment was conducted at the Chemistry Laboratory of the University of Mato Grosso, Brazil, from June to August 2010. The treatments consisted of mixtures of six herbicides (glyphosate SC, glyphosate WG, lactofen CE, fomesafen SC, haloxifop-R CE, and fluazifop-p-butyl EW) with six types of insecticide (methomyl CS, clorpirifos CE, teflubenzuron SC, triflumuron SC, cipermetrin CE, and tiametoxam + lambda-cialotrin SC) in the absence and presence oftwo pH reducers (pyroligneous acid and boric acid) with four replications.

A scale from 1 to 5 was used to evaluate the degree of mismatch, where 1 is immediate separation of the mixture (which is recommended not to apply), and 5 is homogeneity of the mixtures. The major physical incompatibilities in the herbicide and insecticide mixtures were observed in the presence of glyphosate WG and lactofen SC.

Pyroligneous acid and boric acid showed to be good alternatives as pH reducers in the preparation of sprays using the herbicide and insecticide mixtures. Tank mixtures of glyphosate formulation SC, clorpirifos CE, and lactofen CE + clorpirifos CE must be avoided.

  • ARTIGOS
  • Incompatibilidade física de misturas entre herbicidas e inseticidas
  • Physical incompatibility of herbicide and insecticide mixtures

Petter, F.A. I ; Segate, D. II ; Pacheco, L.P. I ; Almeida, F.A. I ; e Alcântara Neto, F I

  1. I Professor, Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Fitotecnia, Universidade Federal do Piauí, Campus Profº. Cinobelina Elvas – CPCE/UFPI, 64900-000 Bom Jesus-PI,,,,
  2. II Engº-Agrª, Universidade do Estado do Mato Grosso – UNEMAT, 78690-000 Nova Xavantina-MT,
  3. RESUMO

Objetivou-se, com este trabalho, avaliar a interação física entre misturas em tanque de diferentes classes de defensivos agrícolas. O experimento foi conduzido no laboratório de Química da Universidade do Estado de Mato Grosso, no período de junho a agosto de 2010.

Os tratamentos foram constituídos pelas misturas de seis herbicidas (glyphosate SC, glyphosate WG, lactofen CE, fomesafen SC, haloxifop-R CE e fluazifop-pbutil EW) com seis inseticidas (methomyl CS, clorpirifós CE, teflubenzuron SC, triflumuron SC, cipermetrina CE e tiametoxam + lambda-cialotrina SC) na ausência e presença de dois redutores de pH (ácido pirolenhoso e ácido bórico), com quatro repetições.

Utilizou-se escala de 1 a 5, visando avaliar o grau de incompatibilidade, em que 1 é a separação imediata da mistura e recomenda-se não aplicar e 5 é a homogeneidade das misturas. As maiores incompatibilidades físicas nas misturas de herbicidas e inseticidas foram observadas na presença dos herbicidas glyphosate na formulação WG e lactofen CE.

O ácido pirolenhoso e o ácido bórico demonstraram ser boas alternativas, como redutores de pH, no preparo de calda de pulverização com misturas de herbicidas e inseticidas. Devem-se evitar misturas em tanque de glyphosate na formulação SC + clorpirifós CE e lactofen CE + clorpirifós CE. Palavras-chave: mistura em tanque, floculação, precipitação, formulação.

ABSTRACT The objective ofthis study was to evaluate the physical interaction between simulated tank mixtures of different classes of pesticides. The experiment was conducted at the Chemistry Laboratory of the University of Mato Grosso, Brazil, from June to August 2010.

The treatments consisted of mixtures of six herbicides (glyphosate SC, glyphosate WG, lactofen CE, fomesafen SC, haloxifop-R CE, and fluazifop-p-butyl EW) with six types of insecticide (methomyl CS, clorpirifos CE, teflubenzuron SC, triflumuron SC, cipermetrin CE, and tiametoxam + lambda-cialotrin SC) in the absence and presence oftwo pH reducers (pyroligneous acid and boric acid) with four replications.

A scale from 1 to 5 was used to evaluate the degree of mismatch, where 1 is immediate separation of the mixture (which is recommended not to apply), and 5 is homogeneity of the mixtures. The major physical incompatibilities in the herbicide and insecticide mixtures were observed in the presence of glyphosate WG and lactofen SC.

  1. Pyroligneous acid and boric acid showed to be good alternatives as pH reducers in the preparation of sprays using the herbicide and insecticide mixtures.
  2. Tank mixtures of glyphosate formulation SC, clorpirifos CE, and lactofen CE + clorpirifos CE must be avoided.
  3. Eywords: tank mixture, flocculation, rainfall, formulation.

INTRODUÇÃO O Brasil destaca-se como um dos principais produtores mundiais de soja. A área ocupada por essa cultura na safra 2010/11 atingiu 24,16 milhões de hectares, com produtividade média de 72,22 milhões de toneladas (CONAB, 2011). Esse crescimento da área cultivada teve impacto direto no setor de defensivos.

  • Muitos agricultores utilizam mistura em tanque de diferentes herbicidas e também de herbicidas com inseticidas e/ou outras classes de defensivos, com o objetivo de aumentar o espectro de ação e reduzir o número de aplicações.
  • Em algumas situações, as misturas entre herbicidas e inseticidas podem levar à ocorrência de interações, que se manifestam de forma aditiva, antagônica ou sinérgica, o que pode ou não prejudicar o controle, bem como produzir efeitos desconhecidos quanto à toxicologia (Nash, 1967; Gazziero & Souza, 1993; Trezzi, 2005).
  • Com base nos relatos de Nash (1967), Marking (1985) e Calabrese (1991), as interações entre os pesticidas podem se classificar em: (a) efeito aditivo – a fitotoxicidade total resultante da combinação de dois ou mais defensivos é igual à soma dos efeitos de fitotoxicidade de cada produto aplicado isoladamente; (b) efeito sinergístico – a fitotoxicidade total resultante da combinação de dois ou mais pesticidas é maior do que a soma dos efeitos fitotóxicos de cada produto aplicado isoladamente; e (c) efeito antagonístico – a fitotoxicidade total resultante da combinação de dois ou mais defensivos é menor do que a fitotoxicidade de cada produto aplicado isoladamente.

A ocorrência de toxicidade às culturas e menor desempenho dos produtos em consequência da aplicação de misturas de diferentes classes de defensivos pode estar associada incompatibilidade física dessas misturas. Segundo Silva et al. (2007), o menor desempenho das misturas de defensivos pode ser resultado de qualquer incompatibilidade física entre os produtos, sendo esta usualmente causada pela formulação e suas interações, resultando em formação de precipitados, separação de fase e complexação.

  1. O problema de incompatibilidade pode ser minimizado, por exemplo, com o uso de adjuvantes e redutores de pH de calda.
  2. As moléculas, quando em solução, dissociam-se em íons, que podem ser de cargas negativas e positivas, podendo se ligar a outros íons presentes na solução.
  3. A resultante elétrica da dissociação das moléculas dos herbicidas varia em função do pH da solução; na maioria das vezes, para os herbicidas a carga iônica negativa aumenta com o incremento do pH, o que faz com que moléculas de carga negativa se liguem às moléculas de carga positiva – a exemplo dos carbonatos presentes na maioria das águas consideradas duras (Vidal, 2002; Theisen & Ruedell, 2004).

A tendência de utilizar misturas em tanque de diferentes classes de defensivos é uma prática quase que inevitável do ponto de vista econômico. Algumas misturas, dentro da mesma classe, vêm formuladas pelo fabricante e possuem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

  • Ressalta-se que a mistura em tanque atualmente é de responsabilidade do agricultor, diferentemente do que acontecia entre os anos de 1995 e 2002, quando o Ministério exigia registros para as misturas.
  • Apesar de não se necessitar de registro, é imprescindível o conhecimento prévio de possíveis misturas em tanque com produtos de diferentes ingredientes ativos e formulações, a fim de evitar possíveis danos à cultura e baixa eficiência deles.

Muitos trabalhos (York et al., 1991; York & Jordan, 1992; Allen & Snipes, 1995; Culpepper et al., 2001; Snipes & Seifert, 2003; Petter et al., 2007) têm sido conduzidos ao longo dos anos sobre a interação entre herbicidas e inseticidas; contudo, as avaliações se direcionam para o efeito sobre o alvo biológico, avaliando-os em efeitos antagônicos, sinérgicos e aditivos.

Esses efeitos se manifestam após a interação física dos defensivos, o que raramente é pesquisado, talvez em razão do elevado número de produtos disponíveis no mercado. De maneira geral, as interações físicas estão associadas aos ingredientes inertes contidos nos defensivos (formulações, solventes), enquanto a interação química está associada à molécula dos defensivos.

No entanto, deve-se ressaltar que, para que haja interação dos defensivos, primeiramente esta se dá de maneira física – em sua maioria, governada pelas características físico-químicas (solubilidade, pKa, Kow) dosdefensivos, levando-os, por conseguinte, às interações químicas.

  1. MATERIAL E MÉTODOS
  2. O experimento foi conduzido no laboratório de Química da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no período de junho a agosto de 2010.
  3. O delineamento experimental utilizado foi de blocos inteiramente casualizados, em esquema fatorial 6 x 6 x 3, sendo os tratamentos constituídos pelas misturas de seis herbicidas com seis inseticidas, na ausência e presença de dois redutores de pH (ácido pirolenhoso e ácido bórico) (), com quatro repetições, totalizando 108 tratamentos.

Para determinação do pH da água em condições normais, na presença dos redutores de pH e da calda final das misturas, foi utilizado um peagômetro. Foram utilizados dois volumes de béquer para fazer as caldas das misturas entre herbicidas + inseticidas, sendo usado o béquer de 250 mL para fazer a calda de produtos de baixa dosagem e o de 1.000 mL para fazer a calda de produtos com doses mais elevadas, simulando uma calda em condição de campo de 200 L ha -1,

  1. As dosagens e o volume da calda foram proporcionais aos utilizados em campo; devido à baixa dosagem dos produtos, utilizaram-se seringas de 1,0 mL (uma para cada produto), visando dosá-los corretamente.
  2. Os produtos granulados foram pesados em uma balança analítica.
  3. As misturas entre os produtos de diferentes classes foram feitas na seguinte ordem de adição dos componentes das misturas: na ausência de redutor de pH: água + herbicida + inseticida, medindo-se o pH antes e após a mistura; na presença de redutor de pH: água + redutor de pH + herbicida + inseticida, medindo-se também o pH antes e após a mistura.

Para reduzir o pH da água, que estava entre 6,0 e 7,8 em condições normais, para 5,0, foram utilizados dois redutores de pH, sendo o ácido pirolenhoso na dose de duas gotas para calda de 200 mL de água e três gotas para calda de 500 mL e o ácido bórico numa dosagem de 6 g para calda de 200 mL de água e 13,5 g para calda de 500 mL.

  • Foram obtidas as estatísticas descritivas para as notas dos referidos tratamentos, em que as recomendações constantes na são em função das médias de quatro repetições de cada tratamento.
  • Diante desse grau de avaliação, foi recomendada com ou sem restrições – ou não recomendada – a aplicação das misturas quanto à compatibilidade física dos defensivos, deixando claro que essa compatibilidade é apenas uma das características, e a primeira a ser observada em misturas em tanque.
  • RESULTADOS E DISCUSSÃO

As misturas do herbicida glyphosate formulação 480 CS com os inseticidas methomyl, clorpirifós, cipermetrina, tiametoxam + lambda-cialotrina, teflubenzuron e triflumurom apresentaram comportamento de estabilidade de calda semelhante quando foram preparadas somente com água, água na presença de ácido pirolenhoso e água com ácido bórico ().

Com exceção da mistura glyphosate + clorpirifós, todas as demais não apresentaram incompatibilidade física – observada pelo grau 5, que é a estabilidade perfeita da mistura. A mistura de glyphosate + clorpirifós apresentou grau 2 de incompatibilidade física logo após a mistura e se manteve ao longo das avaliações.

You might be interested:  Tabela De Conversão De Tamanhos De Rodas E Pneus?

Essa incompatibilidade de grau 2 pode ocasionar a precipitação dos produtos para o fundo do tanque do pulverizador, resultando em perdas consideráveis, uma vez que os precipitados geram concentração dos produtos muito maior em determinados momentos da aplicação.

  1. Nicolai & Christoffoleti (2007) relatam a ocorrência de incompatibilidade caracterizada pela formação de precipitados ou aglutinados dentro do tanque de pulverização, que normalmente ficam retidos nos filtros ou nas pontas de pulverização, obstruindo-os.
  2. Esse efeito pode ser minimizado com a utilização de agentes dispersantes no momento de preparo da calda de pulverização e com a agitação constante da calda desde o seu preparo até a aplicação.

Todavia, há o risco de possíveis efeitos fitotóxicos à cultura, como os relatados por Petter et al. (2007), que observaram toxicidade à cultura da soja com aplicação em mistura de glyphosate + clorpirifós. Essa toxicidade observada por esses autores devese possivelmente a uma interação físico-química provocada pela formulação dos produtos glyphosate, que, no caso, foi CE com clorpirifós SC.

  1. De acordo com Theisen & Ruedell (2004), a maioria das incompatibilidades físicas e químicas é observada em misturas de produtos com formulações CE com PS, EW e SC.
  2. Nas misturas do herbicida glyphosate formulação WG com os inseticidas methomyl, cipermetrina, teflubenzuron e triflumurom houve comportamento de estabilidade de calda semelhante quando preparadas com água, água na presença de ácido pirolenhoso e água com ácido bórico, observada pelo grau 5, que é a estabilidade perfeita dos compostos ().

Com exceção das misturas de glyphosate WG + clorpirifós e glyphosate WG + tiametoxam/ lambda-cialotrina, que apresentaram incompatibilidade física, observada pelo grau 1 a 3, as incompatibilidades das diferentes misturas mostraram comportamentos diferentes durante as avaliações.

A incompatibilidade de grau 1, resultante da mistura de glyphosate WG + tiametoxam/lambda-cialotrina, ocasionou a floculação dos compostos, que resultou em pequena separação destes, os quais flutuaram e desceram lentamente para o fundo. Já a incompatibilidade de grau 3, resultante da mistura de glyphosate WG + clorpirifós, pode ocasionar a precipitação dos produtos para o fundo do tanque de pulverização.

Esse efeito pode ser minimizado com a agitação contínua da calda desde o seu preparo até a aplicação e o uso de ácido bórico como redutor de pH, uma vez que seu uso eliminou a formação de precipitados (incompatibilidade física) em misturas de glyphosate WG + clorpirifós.

O efeito da redução de precipitados pode ser explicado pelo comportamento de dissociação do herbicida glyphosate, que em pH ácido tem sua carga iônica negativa reduzida e, consequentemente, a adsorção a outras moléculas. No entanto, não se recomenda a aplicação de glyphosate WG em mistura de tanque com o inseticida clorpirifós e tiametoxam/lambdacialotrina sem restrições, pois essas misturas podem provocar perdas consideráveis para o produtor.

Alguns autores (Petter et al., 2007; Maciel et al., 2009) verificaram efeito fitotóxico de misturas envolvendo o herbicida glyphosate e inseticidas, porém não observaram redução significativa na produtividade da soja. Segundo Theisen & Ruedell (2004), o efeito antagônico em misturas de defensivos pode ser consequência de incompatibilidade física destes, provocada pela mistura, por exemplo, de formulações WG com SC; além da redução dos níveis de controle, a toxicidade também é uma forma de efeito antagônico de misturas de defensivos.

  • Todavia, em função das características físico-químicas dos produtos, normalmente a incompatibilidade física leva à incompatibilidade química, resultando nos efeitos tóxicos observados.
  • As misturas do herbicida lactofen formulação CE com os inseticidas methomyl, clorpirifós, cipermetrina, tiametoxam/lambdacialotrina, teflubenzuron e triflumurom apresentaram grau de incompatibilidade física quando preparadas com água, água na presença de ácido pirolenhoso e água com ácido bórico ().

A incompatibilidade de grau 2 a 4 ocasionou mistura não homogênea, com tendência de decantação dos produtos. Na prática, esse efeito pode acarretar precipitações dos produtos para o fundo do tanque de pulverização, necessitando do uso de adjuvantes com ação dispersante e agitação contínua da calda, desde o seu preparo até a hora da aplicação.

  1. Os agentes dispersantes são considerados surfatantes e podem evitar a aglomeração das partículas através da redução das forças de coesão.
  2. Diante disso, torna-se restrita a aplicação do herbicida lactofen 240 CE em mistura de tanque com todos os inseticidas avaliados, pois a precipitação dos compostos pode gerar concentração muito maior em determinados momentos daaplicação.

Corrêa & Alves (2009) constataram que o herbicida lactofen aplicado isoladamente e em mistura com chlorimuronethyl, imazethapyr e haloxyfop-methyl provocou intoxicação inicial às plantas de soja, com posterior recuperação aos 27 dias após aplicação. A mistura de lactofen 240 CE + methomyl na presença de ácido pirolenhoso reduz o efeito da incompatibilidade física normalmente ocorrida.

  • O ácido pirolenhoso pode ser uma boa alternativa para minimizar os efeitos dessas misturas e potencializar o uso de diferentes classes de defensivos.
  • O preparo de calda utilizando o herbicida fomesafen formulação 250 SC em misturas com os inseticidas methomyl, cipermetrina, tiametoxam/lambda-cialotrina, teflubenzuron e triflumurom não apresentou incompatibilidade física, ou seja, houve estabilidade perfeita da calda de pulverização, independentemente do uso ou não de redutores de pH, caracterizada pelo grau 5 de estabilidade da calda ().

Contudo, a mistura de fomesafen + clorpirifós apresentou incompatibilidade física quando preparada com água na presença de ácido bórico e ácido pirolenhoso – caracterizada pelo grau 3 a 4. Esse efeito acaba resultando em perdas durante a aplicação, pelo fato de a combinação não ser perfeita, gerando precipitação das moléculas no tanque de pulverização.

No entanto, esse efeito negativo pode ser minimizado com a agitação contínua da calda desde o seu preparo até a aplicação ou com aplicação conjunta de agentes dispersantes. Na prática, essa mistura deve ser evitada, a fim de não proporcionar efeito tóxico à cultura. O uso do ácido pirolenhoso e ácido bórico prejudicou a mistura de fomesafen 250 SC + clorpirifós, com destaque para o último, que levou à ocorrência de precipitados com maior intensidade e em menor tempo.

As diferentes misturas envolvendo o herbicida haloxyfop-methyl formulação CE com os inseticidas methomyl, clorpirifós, cipermetrina, tiametoxam/lambda-cialotrina, teflubenzuron e triflumurom não apresentaram incompatibilidade física; ambas as misturas mostraram comportamento de estabilidade de calda semelhante, seja a calda de pulverização preparada somente com água, água na presença de ácido pirolenhoso ou água com ácido bórico ().

A aplicação de haloxyfop-methyl em mistura de tanque com os inseticidas avaliados, seja na presença ou não de redutor de pH, pode ser recomendada. Outros trabalhos (Barroso et al., 2008; Corrêa & Alves, 2009) já demonstraram a compatibilidade do herbicidahaloxyfop-methyl com outros defensivos, não se verificando reduções na produtividade da soja, o que é um indicativo de que não houve problemas quanto à incompatibilidade física e química dos produtos.

As misturas do herbicida fluazifop formulação EW com os inseticidas methomyl, tiametoxam/lambda-cialotrina, teflubenzuron e triflumurom não apresentaram incompatibilidade física quando preparada a calda de pulverização somente com água, água na presença de ácido pirolenhoso e água com ácido bórico ().

Efeito contrário foi observado na mistura de fluazifop + clorpirifós na presença de redutor de pH (ácido pirolenhoso) e fluazifop + cipermetrina somente na presença de água. De maneira geral, as diferentes misturas envolvendo o herbicida fluazifop 250 EW e inseticidas podem ser utilizadas na prática, porém sempre com agitação contínua das misturas no tanque de pulverização até o momento da aplicação.

Silva et al. (2005) relatam que a fitotoxicidade de alguns herbicidas tem mostrado ser influenciada por alguns inseticidas, principalmente organofosforados ou metilcarbamatos. Esses autores afirmam que os inseticidas organoclorados não têm apresentado interações com herbicidas.

  • A mistura em tanque de fluazifop + clorpirifós é prejudicada na presença de ácido pirolenhoso.
  • Já a mistura de fluazifop + cipermetrina é altamente estável na presença de ácido pirolenhoso e ácido bórico.
  • Segundo Miller & Butler Ellis (2000), a instabilidade de caldas de pulverização pode influenciar na qualidade da aplicação devido à interação entre as características dos líquidos a serem aplicados e os mecanismos de formação da pulverização, como vazão, formação, distribuição das gotas e padrão de distribuição volumétrico, o que resulta em tratamentos de baixa eficiência e aumento nos riscos de deriva e contaminações ambientais.

Entre as misturas testadas dos herbicidas com inseticidas, as maiores incompatibilidades foram observadas com os herbicidas glyphosate na formulação WG e lactofen CE. De modo geral, os ácidos pirolenhoso e bórico mostraram-se boas alternativas de uso como redutor de pH nas misturas de herbicidas com inseticidas.

Devem-se evitar misturas em tanque de glyphosate na formulação CS + clorpirifós, glyphosate WG + tiametoxam/ lambda-cialotrina e lactofen + clorpirifós. A utilização de redutores de pH pode potencializar as misturas de diferentes classes de defensivos, seja pela redução de incompatibilidade ou pela estabilidade química das moléculas na calda, principalmente para herbicidas, que requerem pH em torno de 3 a 5, como paraquat, glyphosate e fluazifop, evitando a hidrólise delas (Vidal, 2002).

Herbicidas acídicos, quando em solução de pH ácido, tendem a se dissociar menos, em função da predominância de neutralidade de cargas, o que pode ser determinado pela constante de ionização (pKa). LITERATURA CITADA Recebido para publicação em 4.7.2011 e aprovado em 12.11.2011.

  • ALLEN, R.; SNIPES, C.E. Interactions of foliar insecticides applied with pyrithiobac. Weed Technol., v.9, n.3, p.512-517, 1995.
  • BARROSO, A.L.L. et al. Seletividade de associações herbicidas pós-emergentes em variedade de soja precoce.R. Bras. Herbic., v.7, n.2, p.36-42, 2008.
  • CALABRESE, E.J. Multiple chemical interactions. Chelsea: Lewis Publishers, 1991.p.13.
  • COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB. Acompanhamento de safra brasileira: Grãos, 7ºLevantamento, Abr.2011. Brasília: 2011.54 p.
  • CORRÊA, M.J.P.; ALVES, P.L.C.A. Eficácia de herbicidas aplicados em pós-emergência na cultura da soja convencional e transgênica. Planta Daninha, v.27, n.4, p.1035-1046, 2009.
  • CULPEPPER, A.S. et al. Effect of insecticides on clomazone absorption, translocation and metabolism in cotton. Weed Sci., v.49, n.1, p.613-616, 2001.
  • GAZZIERO, D.L.P.; SOUZA, I.F. Manejo integrado de plantas daninhas. In: ARANTES, N.E. et al. (Ed.). Cultura da soja nos cerrados. Piracicaba: Potafos, 1993.p.183-208.
  • MACIEL, C.D.G. et al. Seletividade de cultivares de soja RR ® 757 submetidos a misturas em tanque de glyphosate + chlorimuron-Ethyl associadas a óleo mineral e inseticidas. Planta Daninha, v.27, n.4, p.755-768, 2009.
  • MARKING, L.L. Toxicity of chemical mixtures. In: RAND, G.M.; PETROCELLI, S.R. Fundamentals of aquatic toxicology. (Eds). Washington DC: Hemisphere Publishing, 1985.p.164-176.
  • MILLER, P.C.H.; BUTLER ELLIS, M.C. Effects of formulation on spray nozzle performance for applications from ground-based boom sprayers. Crop Protec., v.19, n.8, p.609-615, 2000.
  • NASH, R.G. Phytotoxic pesticide interactions in soil. Agron.J., v.59, n.3, p.227-230, 1967.
  • NICOLAI, M.; CHRISTOFFOLETI, P.J. Interações entre glyphosate e adubos foliares sobre parâmetros agronômicos do herbicida.B. Inf. SBCPD, v.15, n.3, p.39-43, 2007.
  • PETTER, F.A. et al. Associações entre o herbicida glyphosate e inseticidas na cultura da soja Roundup Ready ® Planta Daninha, v.25, n.2, p.389-398, 2007.
  • SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA A DEFESA AGRÍCOLA – SINDAG. O setor de defensivos agrícolas no Brasil.2010. Disponível em:, Acesso em: 3 set.2010.
  • SILVA, J.F. et al. Herbicidas: absorção, translocação, metabolismo, formulação e misturas. In: SILVA, A.A.; SILVA, J.F. (Eds.). Tópicos em manejo de plantas daninhas. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 2007.367 p.
  • SILVA, A.A. et al. Aplicações seqüenciais e épocas e doses e aplicação de herbicidas em mistura com chlorpirifos no milho e em plantas daninhas. Planta Daninha, v.23, n.3, p.527-534, 2005.
  • SNIPES, C.E.; SEIFERT, S. Influence of malathion timing on cotton ( Gossypium hirsutum ) response to pyrithiobac. Weed Technol., v.17, n.2, p.266-268, 2003.
  • THEISEN, G.; RUEDELL, J. Tecnologia de aplicação de herbicidas – teoria e prática. Passo Fundo: 2004.90 p.
  • TREZZI, M.M. et al. Eficácia de controle de plantas daninhas e toxicidade ao milho da mistura de foramsulfuron e IodosulfUron isoladamente ou em associação com atrazine e/ ou clorpirifós. Planta Daninha, v.23, n.4, p.653-659, 2005.
  • VIDAL, R. Ação dos herbicidas. Porto Alegre: 2002.89 p.
  • YORK, A.C.; JORDAN, D.L. Cotton ( Gossypium hirsutum ) response to clomazone and insecticide combinations. Weed Technol., v.6, n.4, p.796-800, 1992.
  • YORK, A.C.; JORDAN, D.L.; FRANS, R.E. Insecticides modify cotton ( Gossypium hirsutum ) response to clomazone. Weed Technol., v.5, n.4, p.729-735, 1991.
  • Publicação nesta coleção 20 Jun 2012
  • Data do Fascículo Jun 2012
  • Recebido 04 Jul 2011
  • Aceito 12 Nov 2011

: Incompatibilidade física de misturas entre herbicidas e inseticidas

Pode misturar fungicida com glifosato?

Glifosato – No caso do glifosato, é comum encontrar referência afirmando que o nível ideal de pH é entre 3,0 e 4,0. Portanto, é possível que a mistura com os fungicidas, caso haja uma elevação excessiva de pH, prejudique o controle das plantas daninhas.

Da mesma forma, caso o glifosato reduza o pH da solução, pode haver certos prejuízos no controle das doenças. Entretanto, é necessário que estudos mais conclusivos possam ser conduzidos para analisar qual a grandeza dessa interferência e se essa alteração no nível de controle é satisfatória do ponto de vista econômico e ambiental.

Ou seja, é possível que a alterção na eficácia dos produtos seja mínima, justificando sua utilização e aproveitando os benefícios já comentados a respeito da mistura em tanque. Além disso, existem trabalhos demonstrando que a eficiência do glifosato no controle de plantas daninhas ( Digitaria horizontalis, capim-colchão) não diferiu com pH de 3,5 a 6,5.

  • Nesse trabalho, foram avaliadas duas formulações do herbicida (sal de amônio e sal de potássio), que podem apresentar reações distintas quanto à variação do pH.
  • Ademais, não devem ser descartadas as chances de incompatibilidade física que também podem prejudicar o funcionamento dos produtos e a aplicação em si.
  • Para isso, deve-se atentar a diversos fatores, como a formulação de calda dos produtos, ordem ou sequência que são adicionados ao tanque de pulverização e aos demais produtos que também possam ser adicionados à calda.
  • Não há uma regra geral que determine se os produtos serão ou não compatíveis, mas já encontram-se diversos materiais que dão um indicativo da compatibilidade de diversos produtos utilizados na agricultura (AgroDBO, 2021).
  • Por outro lado, outra alternativa interessante é um teste rápido que pode ser conduzido para analisar se existe alguma incompatibilidade física dos produtos e, se existente, serão facilmente visualizados.
  • Esse teste, descrito por Raetano e Chechetto (2019), é conhecido como o “teste da garrafa” e deve ser realizado previamente à mistura em tanque, principalmente em misturas complexas de produtos (Figura 2).
  • Em resumo, esse teste propõe a mistura dos produtos na mesma proporção que seriam colocadas no tanque, mas em escala reduzida, como em uma garrafa PET (2 L), balde ou jarra.

Deve-se simular exatamente a mesma sequência de mistura, quantidade proporcional de água no momento da mistura e utilizar a água da mesma fonte que será utilizada no tanque de pulverização. Dessa forma, pode-se reproduzir os efeitos da mistura e visualizar se haverá alguma incompatibilidade de calda. Fonte: Matheus M. Negrisoli Flávio N. Silva Figura 2. Condução do “teste da garrafa” com a simulação da mistura dos produtos em garrafa PET (2L) (A) e avaliação visual dos efeitos da mistura quanto à compatibilidade da calda (B).

Pode misturar 2,4-D com Cletodim?

As misturas entre 2,4-D e clethodim e entre 2,4-D e haloxyfop apresentaram antagonismo, com redução de mais de 60% no controle de capim pé-de-galinha. Palavras-chave: Eleusine indica L., antagonismo, misturas, herbicidas.