Tabela De Consumo De Ração Para Galinhas Poedeiras?

Quantas gramas de ração por dia para uma galinha poedeira?

A ave adulta come em média 120 gramas de ração/dia. Se a ave é alimentada apenas com ração, a final dos 120 dias a ave consome 10 kg de ração. Intercalando-se ração, milhos e outros complementos, o consumo de ração por ave fica em torno de 6 Kg/ave para o ciclo de criação.

Como calcular a quantidade de ração para galinha poedeira?

A produção diária de uma boa poedeira semi pesada é de cerca de 3,75% do seu peso vivo e a ingestão de ração é proporcional apenas cerca duas vezes este valor, ou seja 110 a 120 g.

Quantas vezes alimentar as galinhas poedeiras?

‘Em virtude disso, a suplementação de cálcio na ração é essencial para a formação da casca do ovo’, explica Marcelo Dias da Silva, professor do Curso CPT Galinhas Poedeiras: Produção e Comercialização de Ovos. A quantidade de ração total diária deve ser fornecida em duas etapas: uma parte de manhã e a outra à tarde.

Qual é o lucro de 100 galinhas poedeiras?

1.300 aí por mês um salário mínimo por mês com 100 galinhas Então essa é uma métrica verdadeira é claro que depois que. estabilizou o sistema porque você tem que pagar todo o investimento pensando que você vai construir o galpão quanto que você vai tirar desse dinheiro vamos pensar que você vai tirar.

Qual é a melhor ração para galinha botar ovo?

Neste sentido, junto ao milho, dois tipos de alimento devem ser inseparáveis na dieta alimentar das galinhas caipiras poedeiras. São eles: o farelo de soja e de trigo. O melhor? Podem ser facilmente encontrados em qualquer região do País.

Quantas gramas de milho come uma galinha poedeira?

Alimentação de Galinha Caipira Na opinião do Dr. Alcides Paravicini Torres (no livro Alimentos e Nutrição das Aves Domésticas), “é difícil para o pequeno avicultor fazer uma ração bem equilibrada em proteína, energia, aminoácidos, vitaminas, minerais etc, como são as rações industrializadas.

Na criação de galinhas caipiras, o balanceamento fica ainda mais complicado pois há também uma grande variação dos requisitos nutricionais dos animais (em função do ambiente) e da composição dos alimentos que as aves dispõem. Devido a essas grandes variações, a Cati não pode recomendar uma dieta básica para a criação caipira de galinhas em postura. Nesse caso, recomendamos formular uma dieta empírica, a ser adotada com bom-senso: Sugestão para estabelecer a quantidade de milho – nas rações industrializadas, em geral, o milho representa 70% da ingestão diária de alimentos. Admitindo a mesma proporção na criação das galinhas poedeiras caipiras, considere o consumo total descrito na tabela abaixo:

Para galinhas adultas em postura »» consumo de 125 gramas diárias de MS, então o milho deve fornecer 125 x 70% = 87,5 g MS. Corrigindo para 90% de MS, teremos 97 gramas de milho/ave/dia. Avaliação da proteína »» o milho contém cerca de 8% de proteína na base natural.

  • Então, no presente exemplo, 97 x 8% = 8 g de proteína serão fornecidos pelo milho.
  • Déficit de proteína »» 19 g (o requisito, conforme tabela abaixo) – 8 g = 11g/ave/dia, a ser suprido pelos demais ingredientes da ração.
  • Observe a desempenho dos animais.
  • Se a postura ou a condição corporal dos animais estiverem abaixo do esperado, aumente o fornecimento de milho.

Se os animais estiverem acumulando gordura em excesso, diminua o fornecimento do milho. Tenha em mente que o milho fornece pouca proteína, a qual portanto terá que ser suprida pelos demais ingredientes. Para evitar o risco de um déficit de aminoácidos na dieta, pode ser interessante adquirir no comércio um farelo proteinoso, ou mesmo um “núcleo” protéico-vitamínico-mineral, a ser adicionado ao milho e aos demais alimentos disponíveis na propriedade.

Qual é a melhor ração para galinha poedeira?

São eles: o farelo de soja e de trigo. O melhor? Podem ser facilmente encontrados em qualquer região do País.

Quantos ovos uma galinha poedeira da por dia?

Por que a galinha produz ovos? – Muita gente acha que para uma galinha colocar ovos, é preciso ter um galo presente. Há ainda quem pense que as galinhas põem ovos depois do cruzamento. Mas isso não é verdade. O ovo começa a se formar dentro da galinha mesmo sem nenhum galo por perto.

E esses ovos não são fertilizados, por isso não geram pintinhos. Do mesmo modo, não há necessidade de aplicar hormônios nas galinhas para que elas ponham ovos. É normal que essas aves botem, em média, um ovo por dia, durante sua fase produtiva, até formar ninhadas aproximadas de doze ovos. Quando essa quantidade é alcançada, a galinha para de botar ovo e começa a chocá-los.

Se os ovos são retirados todos os dias, ela continua a pôr sempre. Para que a galinha permaneça pondo seus ovos em boa quantidade e com qualidade satisfatória, é importante alimentá-la com ração nutritiva e de qualidade e manter a iluminação adequada, compensando as variações de luminosidade natural durante as estações do ano.

O que fazer para galinha por mais ovos?

Imagem: Pixabay CURIOSIDADE Água fresca e sempre disponível melhora a produção de ovos Por: Agrolink – Leonardo Gottems Publicado em 10/01/2023 às 16:38h. As galinhas diminuem a produção de ovos no outono e praticamente param de botar ovos no inverno devido, principalmente, ao clima frio.

Essas mudanças dizem ao corpo da ave que ela precisa descansar, economizar energia e manter-se aquecida, em vez de continuar a botar ovos. O processo natural ajuda as galinhas a passar o inverno sem aquecimento ou iluminação artificial. As galinhas de raças de ovos ou de dupla finalidade (produção de carne e ovos) requerem pelo menos 12 horas de luz artificial no inverno para a postura.

Ao fazer isso, é importante usar as lâmpadas certas para imitar a luz solar natural. Se você puder simular 12 ou melhor 14 horas de luz do dia para suas galinhas, elas começarão a botar ovos novamente. Além da luz, você pode incentivar a produção de ovos com temperaturas quentes que imitam o início da primavera.

Dar às suas galinhas um local quente longe de correntes de ar irá incentivá-las a botar ovos no inverno. Substitua as tábuas soltas e conserte os buracos, isole o galinheiro com uma camada extra de cama nova. Na lateral das caixas-ninho, cubra a parede externa com lona plástica. Certifique-se de que o galinheiro esteja livre de correntes de ar, mas não corte a ventilação, pois o excesso de umidade pode causar problemas de saúde.

Água fresca e sempre disponível melhora a produção de ovos. Bebedores aquecidos são um bom investimento em um ovo de inverno. Vitaminas ou eletrólitos podem ser adicionados para aumentar a imunidade e a produção de ovos. É uma boa ideia adicionar proteína extra à dieta de suas galinhas poedeiras com alimentos complementares, como girassóis.

  1. A proteína extra fornecerá a energia de que precisam para se manterem aquecidas e botarem ovos.
  2. As galinhas adoram tomar banhos de poeira.
  3. Compre uma caixa de areia para gatos, coloque-a no chão do galinheiro/galinheiro e polvilhe cerca de 15 cm de uma mistura de uma parte de cinza de madeira, uma parte de areia limpa e uma parte de terra diatomácea de qualidade alimentar.

As informações são do mundoagropecuario.com.

Qual o melhor horário para alimentar as galinhas?

Ofereça todo o alimento necessário de uma vez, preferivelmente durante a manhã. Sempre verifique os níveis de ração para garantir que as galinhas tenham o suficiente. Qual o melhor horário para alimentar galinhas poedeiras? Tipicamente, as poedeiras consomem 100 gramas de ração por dia.

Qual a quantidade de ração de postura para cada galinha?

As poedeiras brancas consomem, em média, 95 a 105 g de ração/dia. Já poedeiras vermelhas, 110 a 120 g/dia. As poedeiras brancas consomem, em média, 95 a 105 g de ração/dia. Já poedeiras vermelhas, 110 a 120 g/dia.

É lucrativo criar galinha poedeira?

Atualmente, a demanda por ovos é crescente e esse avanço, satisfatório para o criador de galinhas poedeiras, deve-se especialmente à derrubada do mito dos malefícios do ovo para a saúde. ‘ A atividade de postura comercial é uma atividade rentável, mas que requer extrema dedicação.

Qual o custo mensal de uma galinha poedeira?

Capital médio das instalações e equipamentos: R$ 700.000,00. Taxa de juros de poupança anual: 6%. Número de poedeiras lote: 90.160 (cab).

Quantos ninhos preciso para 100 galinhas poedeiras?

As galinhas poedeiras merecem toda a nossa atenção. Afinal, são elas que nos presenteiam com uma das fontes de proteína mais baratas e acessíveis do mercado: o ovo, – No Brasil, a produção de galinhas poedeiras vem crescendo. É possível optar por uma criação humanizada, do nascimento ao abate – aves de postura criadas com conforto e bem-estar são mais eficientes, resultando em ovos de melhor qualidade.

Vamos lhe mostrar apresentando neste post as regras principais para obter a certificação de bem-estar animal para galinhas poedeiras, O primeiro item a ser observado para a conquista do selo de bem-estar animal para galinhas poedeiras é o tipo de criação. A Certified Humane exige que os produtores sigam o sistema cage-free, ou seja, que exclui e abomina o confinamento em qualquer tipo de gaiola.

O que prevalece é o respeito ao comportamento natural das galinhas poedeiras, que podem circular pelo ambiente externo sem aprisionamento algum. Alimento e água Água fresca e uma dieta elaborada em vista do bem-estar animal são primordiais na criação de galinhas poedeiras.

  • Por isso, o número de comedouros e bebedouros é importante para que não haja competição na hora de comer e beber.
  • São exigidos espaçamentos específicos para que as aves de postura tenham fácil acesso ao alimento – 5 cm para comedouros com acesso em ambos os lados, 10 cm para aqueles com acesso em apenas um lado e 4 cm para comedouros circulares.

A ração das galinhas poedeiras não pode conter nenhum tipo de ingrediente derivado de proteína de mamíferos ou de aves, com exceção de ovos. Quanto aos bebedouros, é obrigatório 1 para cada 100 galinhas poedeiras (tipo pendular), 1 para cada 12 animais (tipo nipple ) e 1,27 cm por ave (tipo calha).

  1. Além disso, a alimentação não pode conter, impreterivelmente, nenhum tipo de antibiótico preventivo ou promotor de crescimento na alimentação dos animais, sendo que estes são permitidos somente para o tratamento de alguma possível doença.
  2. Já a coccidiose pode ser prevenida através de vacina.
  3. Ambiente O ambiente em que as aves de postura são mantidas deve atender às suas necessidades de bem-estar, sendo projetado para que elas se protejam do desconforto térmico e físico, medo e estresse, podendo agir naturalmente.

Exige-se que seja oferecido 1 ninho individual para cada 5 galinhas poedeiras, ou 0,8 m² de área de ninho coletivo para cada 100 aves. É permitida a coleta automática dos ovos. Os poleiros não são uma exigência nem do sistema orgânico, nem do caipira. Mas sim, da Certified Humane.

Eles são obrigatórios a todo o momento, durante o dia e a noite, e devem conter 15 cm por ave. No caso de um galpão com 1.000 animais, por exemplo, são necessários 150 m de poleiro (sem altura pré-determinada, desde que 20% do total esteja entre 40 centímetros e 1 metro). Na recria os poleiros também são obrigatórios a partir da 4ª semana, com um espaço de 7,5 cm lineares por franga.

Alojamento As granjas devem planejar a iluminação dos galpões, pois as galinhas poedeiras precisam ter garantidos períodos mínimos de 8 horas de luz artificial contínua e/ou de luz do dia; e um período mínimo de 6 horas de escuridão contínua ou do período natural de escuridão, caso seja inferior.

  1. Ainda sobre os galpões, a densidade máxima permitida varia em função do tipo de alojamento.
  2. Para galpões com piso único, são necessários 0,14 m² por ave, o que significa aproximadamente 7 aves por m².
  3. Quando há alguma área elevada com slats, a densidade máxima é de 0,11 m² por ave ou cerca de 9 aves por m².
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Para aviários de diversos níveis a densidade máxima permitida é de 0,09 m² por ave ou em torno de 11 aves por m² de piso disponível. A ventilação e a temperatura para a criação de galinhas poedeiras devem ser controladas, enquanto a concentração de amônia permitida à altura das aves nas granjas deve ser de no máximo 10 ppm.

  1. Finalmente, a gestão da cama é de extrema importância: pelo menos 15% da área de piso disponível deve ter substrato adequado, permitindo que várias galinhas poedeiras tomem banho de poeira simultaneamente.
  2. A contaminação da cama ou cama úmida são não conformidades que podem impedir a certificação de bem-estar animal Certified Humane.

Saúde É necessário que as granjas adotem um planejamento sanitário dos animais, desenvolvido e atualizado regularmente a partir de consultas a um veterinário. As galinhas poedeiras doentes ou feridas devem ser segregadas e tratadas imediatamente; por isso os galpões necessitam contar com uma área específica para este fim.

  • Prática recorrente no sistema convencional, a debicagem é vetada pela Certified Humane.
  • O que se permite fazer é o aparo de bicos, mas somente até os 10 dias de idade e até um certo nível, conforme o indicado no referencial.
  • Ainda, não se permite a indução da muda através da privação de alimentos.
  • Gestão Todas as pessoas envolvidas com o manejo das aves deve conhecer o referencial de bem-estar animal para galinhas poedeiras.

Além disso, treinamentos devem ser ministrados visando o entendimento das normas por todos os tratadores. Todas as aves devem ser inspecionadas pelo menos duas vezes ao dia utilizando um procedimento que identificará todos animais doentes, feridos, presos ou que apresentarem comportamento anormal.

Estas devem ser tratadas instantaneamente, de maneira apropriada. Devem ser mantidos registros para o correto monitoramento da operação, incluindo dados da produção, uso de medicamentos e vacinas. Os seguintes apontamentos devem ser disponibilizados ao inspetor da Certified Humane: galinhas poedeiras que entram e saem, produção de ovos, mortalidade (as razões deverão ser declaradas, se forem conhecidas), consumo de alimentos e de água, temperaturas máximas e mínimas, ventilação e níveis de amônia.

Free-range e caipira Os padrões da Certified Humane para a certificação de galinhas poedeiras não requerem que as aves tenham acesso a uma área externa, quando o clima permitir. No entanto, quando este acesso existe, o programa permite que se faça referência aos sistemas free-range ou caipira, desde que as regras específicas determinadas no capítulo 4 do referencial sejam observadas. Publicado em 23 outubro de 2018

Quantos quilos de ração 100 galinha poedeira come por dia?

A ave adulta come em média 120 gramas de ração/dia. Se a ave é alimentada apenas com ração, a final dos 120 dias a ave consome 10 kg de ração.

Quanto tempo as galinhas podem ficar sem comer?

Foto: Canal Rural O jejum que antecede o abate nas granjas de aves é uma importante etapa do ciclo de produção. Trata-se de uma limpeza para garantir que o conteúdo do trato gastrointestinal dos frangos não vaze na carcaça, evitando contaminações. A produtora Mayara Klassen, de São Simão (SP), segue a regra rigorosamente.

  • Em sua propriedade, as aves jejuam durante seis horas antes do carregamento para os abatedouros.
  • Para garantir que o processo seja feito da forma correta, nós trabalhamos com jejum parcial e dividimos o aviário em dois blocos.
  • No primeiro bloco, onde mantemos os frangos que serão carregados primeiro, subimos a linha dos comedouros seis horas antes do carregamento.

No segundo bloco, a linha é suspensa posteriormente para garantir o mesmo período de seis horas. Assim, atendemos aos princípios de bem estar animal”, explica. Em relação à hidratação das aves antes do abate, a técnica é diferente. Durante o jejum de ração, a água deve ser mantida, já que auxilia na digestão dos alimentos.

Tratamento de água em aviculturas melhora desenvolvimento de aves Manutenção de comedouros e bebedouros garante desempenho da produção de aves

Mayara dedica atenção especial ao processo, já que a qualidade do produto final está totalmente relacionada à prática do jejum bem executada. Para os avicultores, bem estar animal e segurança alimentar devem ser sempre prioridades. “Nosso objetivo é garantir um produto seguro e de qualidade para nossos clientes”, finaliza.

  1. De acordo com o médico veterinário João Zuffo, seis horas é o período mínimo que as aves devem permanecer em jejum para que o trânsito dos alimentos no sistema digestivo, ou seja, papo e intestino, seja finalizado.
  2. O tempo máximo, entretanto, não deve nunca ultrapassar doze horas.
  3. Isso porque o intestino pode ficar danificado e frágil, colocando em risco a retirada das vísceras íntegras no momento do abate.

“Há uma flora bacteriana normal no intestino das aves que pode vir a ser patogênica. Se a ave ficar tanto tempo sem ingerir alimentos, pode haver uma fragilidade do intestino e um possível rompimento do órgão, o que facilitaria o contato das bactérias com a carne, podendo causar contaminações”, explica.

Quantos ovos de galinha Deve-se comer por dia?

Sem dúvida, um dos temas mais polêmicos sobre alimentação é referente ao consumo de ovos. Afinal, quantos ovos comer por dia? Comer ovos todos os dias faz mal? Os estudos sugerem uma média de 2 a 3 ovos inteiros por dia, mas não existe uma quantidade certa, porque é muito individual.

Qual a vitamina para galinha botar ovo?

Vitamins D and C for laying hens at the initial phase of egg production – Um experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar os efeitos de duas fontes de vitamina D e três níveis de vitamina C sobre as características de desempenho, a qualidade interna e externa dos ovos, os níveis de cálcio total e iônico séricos e a resistência óssea de poedeiras. Foram utilizadas 288 galinhas da linhagem ISA Babcock B300® com 23 semanas de idade, durante um período experimental de 12 semanas. Utilizou-se o delineamento inteiramente ao acaso em arranjo fatorial 2 × 3, com os fatores: fontes de vitamina D (colecalciferol e 25-hidroxicolecalciferol – 25(OH)D3) e de vitamina C (0, 100 e 200 ppm), totalizando seis tratamentos com oito repetições de seis aves. O nível basal de colecalciferol foi de 2.756 UI/kg, correspondendo a 5,51 g do produto comercial Hy.D®/t de ração, como fonte de 25(OH)D3. Os fatores estudados não influenciaram o consumo de ração, a produção, o peso e a massa de ovos. Observou-se efeito da interação de fontes de vitamina sobre a conversão alimentar, que foi melhor quando utilizado metabólito 25(OH)D3 na ausência de vitamina C. Interações foram observadas para porcentagem de albúmen e porcentagem de gema, que aumentaram na presença de 200 ppm de vitamina C. O peso específico dos ovos, as concentrações de cálcio sérico, cinzas ósseas e a resistência à quebra não foram influenciadas pelas fontes de vitamina D e C. Houve interação para porcentagem e espessura de casca, cujos maiores valores foram obtidos com a suplementação de vitamina C na presença de 25(OH)D3. Em poedeiras na fase inicial de produção, a conversão alimentar é melhor com a utilização do 25(OH)D3 e a espessura e porcentagem de casca também melhoram com a utilização de 25(OH)D3 e a suplementação de vitamina C nas dietas (100 ou 200 ppm, respectivamente). ácido ascórbico; desempenho; qualidade de ovos; resistência óssea; vitamina D An experiment was conducted to evaluate the influence of two vitamin D sources and three vitamin C levels on performance, internal and external egg quality, and bone strength characteristics. In addition, the total and ionic blood calcium concentrations, bone ash and calcium were determined. Two hundred and eighty eight 23-week-old ISA Babcock B-300® laying hens were used during the 12-week study in a 2 × 3 factorial arrangement: vitamin D sources (cholecalciferol and 25-hydroxycholecalciferol – 25(OH)D3) and vitamin C levels (0, 100 and 200 ppm) resulting in six treatments with eight replicates of six hens each. The basal cholecalciferol level was 2,756 IU/kg, corresponding to 5.51 g Hy.D®/t, as source of 25(OH)D3. Feed intake, egg production, egg weight and egg mass were not influenced by the treatments. An interaction was observed for feed conversion, which was improved when 25(OH)D3 was added without vitamin C. Haugh unit and yolk index were not influenced, however, interactions were observed for albumen percent and yolk percent, which were improved when 200 ppm of vitamin C was supplemented. Egg specific gravity, serum calcium, bone ash and bone strength resistance were not influenced by the treatments. There was an interaction for shell percent and shell thickness, which were improved when vitamin C was added in association with 25(OH)D3. It was concluded, for laying hens at initial phase of egg production, that feed conversion is improved when 25(OH)D3 was the vitamin D source, and that shell thickness and shell percent are improved when the vitamin D source was 25(OH)D3 with diets supplemented with vitamin C (100 or 200 ppm, respectively). ascorbic acid; bone strength; egg quality; performance; vitamin D MONOGÁSTRICOS Vitaminas D e C para poedeiras na fase inicial de produção de ovos Vitamins D and C for laying hens at the initial phase of egg production Daniely Salvador I ; Douglas Emygdio de Faria II ; Monica Roberta Mazalli I ; Diogo Tsuyoshi Ito I ; Daniel Emygdio de Faria Filho III ; Lúcio Francelino Araújo II I Zootecnista, Mestre em Zootecnia II Departamento de Zootecnia da FZEA/USP/Pirassununga – SP III Departamento de Zootecnia do NCA/UFMG/Montes Claros – MG RESUMO Um experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar os efeitos de duas fontes de vitamina D e três níveis de vitamina C sobre as características de desempenho, a qualidade interna e externa dos ovos, os níveis de cálcio total e iônico séricos e a resistência óssea de poedeiras. Foram utilizadas 288 galinhas da linhagem ISA Babcock B300 ® com 23 semanas de idade, durante um período experimental de 12 semanas. Utilizou-se o delineamento inteiramente ao acaso em arranjo fatorial 2 × 3, com os fatores: fontes de vitamina D (colecalciferol e 25-hidroxicolecalciferol – 25(OH)D 3 ) e de vitamina C (0, 100 e 200 ppm), totalizando seis tratamentos com oito repetições de seis aves. O nível basal de colecalciferol foi de 2.756 UI/kg, correspondendo a 5,51 g do produto comercial Hy.D ® /t de ração, como fonte de 25(OH)D 3, Os fatores estudados não influenciaram o consumo de ração, a produção, o peso e a massa de ovos. Observou-se efeito da interação de fontes de vitamina sobre a conversão alimentar, que foi melhor quando utilizado metabólito 25(OH)D 3 na ausência de vitamina C. Interações foram observadas para porcentagem de albúmen e porcentagem de gema, que aumentaram na presença de 200 ppm de vitamina C. O peso específico dos ovos, as concentrações de cálcio sérico, cinzas ósseas e a resistência à quebra não foram influenciadas pelas fontes de vitamina D e C. Houve interação para porcentagem e espessura de casca, cujos maiores valores foram obtidos com a suplementação de vitamina C na presença de 25(OH)D 3, Em poedeiras na fase inicial de produção, a conversão alimentar é melhor com a utilização do 25(OH)D 3 e a espessura e porcentagem de casca também melhoram com a utilização de 25(OH)D 3 e a suplementação de vitamina C nas dietas (100 ou 200 ppm, respectivamente). Palavras-chave: ácido ascórbico, desempenho, qualidade de ovos, resistência óssea, vitamina D ABSTRACT An experiment was conducted to evaluate the influence of two vitamin D sources and three vitamin C levels on performance, internal and external egg quality, and bone strength characteristics. In addition, the total and ionic blood calcium concentrations, bone ash and calcium were determined. Two hundred and eighty eight 23-week-old ISA Babcock B-300 ® laying hens were used during the 12-week study in a 2 × 3 factorial arrangement: vitamin D sources (cholecalciferol and 25-hydroxycholecalciferol – 25(OH)D 3 ) and vitamin C levels (0, 100 and 200 ppm) resulting in six treatments with eight replicates of six hens each. The basal cholecalciferol level was 2,756 IU/kg, corresponding to 5.51 g Hy.D ® /t, as source of 25(OH)D 3, Feed intake, egg production, egg weight and egg mass were not influenced by the treatments. An interaction was observed for feed conversion, which was improved when 25(OH)D 3 was added without vitamin C. Haugh unit and yolk index were not influenced, however, interactions were observed for albumen percent and yolk percent, which were improved when 200 ppm of vitamin C was supplemented. Egg specific gravity, serum calcium, bone ash and bone strength resistance were not influenced by the treatments. There was an interaction for shell percent and shell thickness, which were improved when vitamin C was added in association with 25(OH)D 3, It was concluded, for laying hens at initial phase of egg production, that feed conversion is improved when 25(OH)D 3 was the vitamin D source, and that shell thickness and shell percent are improved when the vitamin D source was 25(OH)D 3 with diets supplemented with vitamin C (100 or 200 ppm, respectively). Key Words: ascorbic acid, bone strength, egg quality, performance, vitamin D Introdução A obtenção de bons índices zootécnicos de desempenho e qualidade externa dos ovos geralmente resulta em sucesso para o setor produtivo de ovos comerciais. Reconhece-se que a idade é determinante do desempenho e da qualidade interna e externa dos ovos (Faria et al., 1999a). Estima-se que a incidência de ovos quebrados seja de 6 a 8% do total de ovos produzidos, o que tem como conseqüência a desqualificação do ovo e em preços inferiores para os produtores. A vitamina D é essencial para manter a produção de ovos, a formação da casca e a homeostase do cálcio. O colecalciferol (vitamina D 3 ) é produzido pela irradiação do 7-dehidrocolesterol, o qual é sintetizado no corpo e se desloca até a camada externa da pele. O colecalciferol, após a absorção, é transportado ao fígado onde é hidroxilado na posição 25, originando o metabólito 25-hidroxicolecalciferol (25(OH)D 3 ), o qual é direcionado aos rins e hidroxilado no carbono 1 originando o metabólito ativo 1,25-dihidroxicole-calciferol (1,25(OH) 2 D 3 ), que exerce funções metabólicas chamadas nuclear e não-nuclear (Leeson & Summers, 2001; Pesti et al., 2005). Poedeiras que produzem ovos com cascas normais possuem maior atividade da enzima 1- hidroxilase renal e concentrações plasmáticas de 1,25(OH) 2 D 3 e de calbindina duodenal e uterina superiores às de poedeiras que produzem ovos sem casca. No entanto, as concentrações plasmáticas de cálcio são similares (Bar et al., 1999). Foi constatado por Yoshimura et al. (1997) que os receptores de vitamina D estão mais concentrados no útero que em outros segmentos do oviduto de poedeiras em produção. De Luca (1972) e Soares et al. (1995) relataram que o metabólito 25(OH)D 3 é de 2,5 a 4,5 vezes mais ativo que o colecalciferol, portanto, é de grande valia na prevenção de problemas ósseos e de espessura da casca dos ovos. Trabalhos mais recentes (Leeson & Summers, 2001) indicam que o 25(OH)D 3 pode ser 200 vezes mais efetivo que o colecalciferol na absorção intestinal de cálcio. Os níveis sugeridos de vitamina D para poedeiras variam de 300 a 2.500 UI/kg de ração (NRC, 1994; Leeson & Summers, 1997, 2001; Feedstuffs, 1998; Rostagno et al., 2005). De acordo com Leeson & Summers (2001), a vitamina C é requerida somente para humanos, primatas, cobaias e peixes, pois na maioria das outras espécies é sintetizada em quantidades adequadas. Tem-se relatado que a suplementação de dietas com vitamina C melhora a condição dos ossos da perna em aves estressadas (Leeson & Summers, 2001). Nessas condições, não se sabe exatamente se a vitamina C é benéfica na síntese de pré-colágeno, um precursor da formação óssea, ou se atua mais diretamente na ativação da enzima 1 – hidroxilase renal, assim, a conversão de 25(OH)D 3 para 1, 25(OH) 2 D 3 e 24, 25(OH) 2 D 3 depende da suplementação de vitamina C. Essa hipótese foi explorada por Keshavarz (1996), o qual relatou que a vitamina C pode estar envolvida na hidroxilação do metabólito 25(OH)D 3 para 1,25(OH) 2 D 3, Assim, é provável alguma resposta benéfica da vitamina C quando se fizer uso do metabólito 25(OH)D 3 como substrato. Considerando a importância metabólica das vitaminas D e C, objetivou-se avaliar os efeitos da suplementação de duas fontes de vitamina D (colecalciferol e 25-hidroxicolecalciferol) em associação à vitamina C sobre o desempenho, a qualidade interna e externa dos ovos, as concentrações plasmáticas de cálcio total e iônico e as características ósseas de poedeiras comerciais na fase inicial de produção. Material e Métodos Foram utilizadas 288 galinhas da linhagem comercial ISA Babcock B300 ® com 23 semanas de idade, alojadas em pares em gaiolas metálicas medindo 0,25 m × 0,40 m × 0,40 m (frente, profundidade e altura, respectivamente) por um período de 12 semanas. As aves foram submetidas a fotoperíodos crescentes (de 20 a 28 semanas) e constantes (16 horas de luz/dia, a partir das 29 semanas). O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso em arranjo fatorial 2 × 3, com os fatores: fontes de vitamina D (colecalciferol e 25(OH)D 3 ) e níveis de suplementação de vitamina C (0, 100 e 200 ppm), totalizando seis combinações com oito repetições de seis aves. A ração basal ( Tabela 1 ) foi formulada visando atender às exigências nutricionais para a idade/fase de produção das aves, conforme a composição química e os valores energéticos dos ingredientes descritos por Rostagno et al. (2000). À ração basal foi adicionada uma pré-mistura (Rovimix D ® ) de vitamina D, na forma de colecalciferol, proporcionando o nível de 2.756 UI de vitamina D 3 /kg de ração, e o equivalente na forma do metabólito 25-hidroxicolecalciferol (25(OH)D 3 ) com a inclusão de 5,51 g do produto comercial Hy.D ® por tonelada de ração, combinados com 0, 100 ou 200 ppm de vitamina C (Rovimix Stay C 35 ® ). Adotou-se um período pré-experimental de 10 dias, no qual as aves foram alimentadas com as rações experimentais. Ração e água de bebida foram fornecidas à vontade por todo o período experimental. Foram avaliadas as características de desempenho, como consumo de ração (g/ave/dia), conversão alimentar (g ração/ g ovo), produção de ovos (% ovos/ave/dia), peso dos ovos (g) e massa de ovos (g/ave/dia). Semanalmente, a produção total de um dia foi pesada para obtenção do peso médio dos ovos. A massa de ovos foi obtida pela multiplicação do percentual de produção de ovos pelo peso médio dos ovos. As características de qualidade interna dos ovos avaliadas foram as porcentagens de albúmen e gema, obtidas com a utilização de todos os ovos produzidos nos últimos dois dias de cada período experimental. Também foram avaliadas as características de qualidade externa dos ovos, como porcentagem de casca, espessura de casca (mm) e peso específico do ovo (g/mL H 2 O), com a utilização de todos os ovos produzidos nos últimos dois dias de cada período experimental e as concentrações de cálcio sérico total e iônico (mg/dL), com a utilização de kit comercial. Após o sacrifício de duas aves por unidade experimental, ambas as tíbias foram retiradas. A esquerda foi congelada (contraprova) e a direita, dissecada para posteriores análises. As tíbias foram secas em estufa de ventilação forçada a 22°C, em ambiente com temperatura e umidade controladas, por sete dias. Características físicas ósseas foram determinadas pelo teste de três pontos comumente utilizados para avaliar a resistência óssea (Crenshaw et al., 1981). As medidas externas do osso (diâmetro) foram determinadas em dois pontos medianos usando um paquímetro eletrônico, uma no plano perpendicular à direção em que a força foi aplicada e uma paralela à força. O teste de resistência foi conduzido usando um Texturômetro Texture Analyser – TAXT2 com um movimento de haste de 5 mm/minuto e com carga de 25 kg. Os ossos foram apoiados com a parte dorsal para cima sobre um suporte de 6,5 cm. A força máxima para a quebra e a deformação foram determinadas para cada tíbia direita. Depois que os ossos foram quebrados, as espessuras das paredes foram determinadas, novamente perpendicular e paralela à força aplicada. A tensão (megapascals) e módulo de elasticidade (gigapascals) foram gerados pelo sistema computadorizado do texturômetro utilizado. Os fragmentos dos ossos foram então recolhidos, macerados e submetidos à extração de gordura em éter de petróleo por 8 horas, para análise de cinzas (%) e cálcio (% de cinzas) ósseo. Foram então secos em estufa por 12 horas e levados a mufla por 12 horas a 600°C para determinação da quantidade de cálcio por espectrofotometria de absorção atômica (AOAC, 1980). Durante o período experimental foram registradas as temperaturas máxima e mínima em três horários do dia (8 h, 12 h e 16 h). As temperaturas médias foram 24,45°C ± 1,85 e 18,22°C ± 3,96 para a máxima e mínima, respectivamente. A umidade relativa do ar média foi de 63,97% ± 13,58. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística pelo Programa de Análises Estatísticas (Estat 2.0, 1992) e as médias comparadas pelo teste Tukey no nível de 5% de probabilidade. Resultados e Discussão Os dados de consumo de ração, produção, peso e massa de ovos não foram influenciados (P>0,05) pelos fatores estudados ( Tabela 2 ). No entanto, para a conversão alimentar, verificou-se interação (P Tabela 3 ). Os melhores valores para a conversão alimentar foram obtidos quando as galinhas foram alimentadas com rações suplementadas com vitamina C (100 ou 200 ppm) em associação ao colecalciferol ou com a utilização do metabólito 25(OH)D 3 sem a inclusão de vitamina C. Houve interação entre os fatores para as porcentagens de albúmen (P Tabela 3 ). A suplementação das dietas com 200 ppm de vitamina C e colecalciferol proporcionou maior percentual de albúmen em comparação às dietas não suplementadas com vitamina C ou suplementadas com o metabólito 25(OH)D 3 ( Tabela 3 ). Por outro lado, a utilização do metabólito 25(OH)D 3 em associação a 200 ppm de vitamina C proporcionou maior percentual de gema. Para a porcentagem e a espessura de casca também ocorreram interações (P Tabela 3 ). O maior percentual de casca foi observado quando as dietas foram suplementadas com 200 ppm de vitamina C em associação ao metabólito 25(OH)D 3, A suplementação de 100 ppm de vitamina C em associação ao metabólito 25(OH)D 3 proporcionou maior espessura de casca em comparação ao uso do colecalciferol. Na ausência de vitamina C, os valores de porcentagem e espessura de casca foram semelhantes, independentemente da fonte de vitamina D utilizada. Esses resultados coincidem com os relatos de Hamilton (1980), que também não encontraram diferenças no consumo de ração, na produção e no peso de ovos ao trabalharem com colecalciferol e 25(OH)D 3 em ração para poedeiras. Outro achado diferente foi obtido por Terry et al. (1999), que verificaram melhor peso do ovo quando as galinhas foram alimentadas com o metabólito 25(OH)D 3, O peso específico dos ovos (valor médio de 1,090 g/mL H 2 O) não foi influenciado pelos fatores estudados em todo período experimental. Estes achados coincidem com os resultados obtidos por Roland & Harms (1976), que utilizaram o metabólito 25(OH)D 3, sem adição de vitamina C, e não encontraram melhora na qualidade de casca de poedeiras jovens. Keshavarz (1996), entretanto, ao avaliar os efeitos da utilização de altos níveis de vitamina C na presença de 25(OH)D 3 e colecalciferol sobre as cinzas ósseas e a qualidade de casca de ovos de poedeiras, não verificou efeito interativo entre as variáveis estudadas. Neste estudo, a porcentagem e a espessura de casca diminuíram à medida que se aumentou o nível de vitamina C, na presença de colecalciferol. Em condições criatórias bastante satisfatórias, a utilização de níveis de colecalciferol acima de 2.500 UI/kg de ração com a suplementação de vitamina C (200 ou 400 ppm) mostrou-se sem efeito expressivo sobre o desempenho, a qualidade interna e externa dos ovos e os níveis séricos de cálcio total e iônico (Faria et al., 1999a). Por outro lado, quando as aves foram criadas na estação de verão (Faria et al., 1999b), na primavera (Faria et al., 1999c) ou em condições de estresse calórico (Faria et al., 2001), a utilização de níveis mais elevados de colecalciferol (3.000 ou 3.500 UI/kg de ração) e a suplementação de vitamina C (200 ou 400 ppm) proporcionaram melhoria nas características de desempenho e de qualidade da casca dos ovos. Poedeiras com 72 semanas de idade não manifestaram alteração no desempenho e na qualidade da casca dos ovos, quando foram alimentadas com 500 ou 2.500 UI de colecalciferol/kg de ração (Faria et al., 2000). As características resistência da tíbia à quebra e a porcentagem de cinzas não foram afetadas pelas fontes de vitamina D nem pelos níveis de vitamina C avaliados ( Tabela 4 ). A porcentagem de cálcio nas cinzas foi influenciada pela fonte de vitamina D, de modo que os maiores valores foram observados com a utilização de colecalciferol. Os valores médios dos diâmetros, interno (0,50 cm) e externo (0,63 cm) das tíbias não foram influenciados pelas fontes de vitamina D e pelos níveis de vitamina C. Embora utilizando níveis de vitamina C bem superiores, Orban et al. (1993) trabalharam com suplementação de vitamina C em quantidades que variaram de 1.000 a 3.000 ppm e também não observaram melhora na resistência óssea de tíbias, apesar do significativo aumento linear no conteúdo mineral ósseo e na densidade óssea. Avaliando o colecalciferol e o metabólito 1aOHD 3, considerado mais ativo que o 25(OH)D 3, Soares et al. (1988) observaram maior resistência de tíbia para as aves alimentadas com o metabólito 1aOHD 3, Ressalta-se que esse metabólito não se encontra disponível comercialmente para alimentação animal. Em experimento realizado por Newman & Leeson (1999), a suplementação de 100 ppm de vitamina C para galinhas de 72 semanas não influenciou as características ósseas, como cálcio e cinzas ósseas, e a resistência de tíbia. Keshavarz (1996), avaliando colecalciferol e 25(OH)D 3 na dosagem de 500 UI/kg, e ácido ascórbico variando de zero a 1.000 ppm, não encontrou alterações para cinzas ósseas. Avaliando o colecalciferol e os metabólitos 25(OH)D 3 e 1αOHD 3, Soares et al. (1983) não observaram diferenças nos teores de cálcio e cinzas ósseas. Em outro experimento, Soares et al. (1988) trabalharam somente com o colecalciferol e o metabólito 1αOHD 3 e constataram maior porcentagem de cálcio na tíbia e maior resistência óssea quando utilizaram o metabólito 1αOHD 3, o que evidencia a necessidade de constantes avaliações dos metabólitos da vitamina D em diferentes condições experimentais. A substituição do colecalciferol (1.000, 2.000 e 4.000 UI/kg de ração) pelo metabólito 25(OH)D 3 em dietas para frangos de corte foi avaliada por Fritts & Waldroup (2005), que constataram que o nível de 4.000 UI/kg melhorou o peso corporal de frangos aos 42 dias de idade. No entanto, as fontes de vitamina D e os níveis de vitamina C não influenciaram a conversão alimentar, a mortalidade, o teor de cinzas ósseas e o número de ossos quebrados durante o processamento automático das aves, o que tem relação com os achados neste estudo com poedeiras jovens (cinza óssea e resistência óssea à quebra). As concentrações plasmáticas de cálcio total e iônico não sofreram influência dos níveis de vitamina avaliados ( Tabela 5 ). Orban et al. (1993) encontraram aumento nos níveis de cálcio plasmático quando alimentaram frangos e galinhas com ácido ascórbico com rações contendo ácido ascórbico, o que, segundo os autores, é um indicativo do envolvimento da vitamina C na mobilização de cálcio pela acentuada absorção intestinal. Contudo, isto não foi observado neste estudo. Conclusões A conversão alimentar de poedeiras na fase inicial de produção melhora com a utilização de vitamina D sob a forma de 25(OH)D 3, A suplementação de vitamina C (100 ou 200 ppm) em associação ao colecalciferol também proporciona melhor conversão alimentar em poedeiras jovens. A associação da vitamina D sob a forma de 25(OH)D 3 com 200 ppm de vitamina C aumenta o percentual de gema dos ovos. A espessura e porcentagem de casca melhoram com a utilização de 25(OH)D 3 e a suplementação de vitamina C nas dietas (100 ou 200 ppm, respectivamente). Literatura Citada Este artigo foi recebido em 19/4/2007 e aprovado em 8/9/2008. Correspondências devem ser enviadas para: [email protected]

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Publicação nesta coleção 18 Jun 2009 Data do Fascículo Maio 2009

Recebido 19 Abr 2007 Aceito 08 Set 2008

SciELO – Scientific Electronic Library Online Rua Dr. Diogo de Faria, 1087 – 9º andar – Vila Clementino 04037-003 São Paulo/SP – Brasil E-mail: [email protected]

Pode colocar sal na ração das galinhas?

O sódio e o cloro, além das funções importantes citadas anteriormente, são fontes de nutrientes e melhoram a palatabilidade das rações sendo que, sua suplementação é feita na forma de NaCl (BORGES et al., 1998).

Quantas gramas de ração de postura para cada galinha?

As poedeiras brancas consomem, em média, 95 a 105 g de ração/dia. Já poedeiras vermelhas, 110 a 120 g/dia. As poedeiras brancas consomem, em média, 95 a 105 g de ração/dia. Já poedeiras vermelhas, 110 a 120 g/dia.

Quantas gramas de milho come uma galinha poedeira?

Alimentação de Galinha Caipira Na opinião do Dr. Alcides Paravicini Torres (no livro Alimentos e Nutrição das Aves Domésticas), “é difícil para o pequeno avicultor fazer uma ração bem equilibrada em proteína, energia, aminoácidos, vitaminas, minerais etc, como são as rações industrializadas.

Na criação de galinhas caipiras, o balanceamento fica ainda mais complicado pois há também uma grande variação dos requisitos nutricionais dos animais (em função do ambiente) e da composição dos alimentos que as aves dispõem. Devido a essas grandes variações, a Cati não pode recomendar uma dieta básica para a criação caipira de galinhas em postura. Nesse caso, recomendamos formular uma dieta empírica, a ser adotada com bom-senso: Sugestão para estabelecer a quantidade de milho – nas rações industrializadas, em geral, o milho representa 70% da ingestão diária de alimentos. Admitindo a mesma proporção na criação das galinhas poedeiras caipiras, considere o consumo total descrito na tabela abaixo:

Para galinhas adultas em postura »» consumo de 125 gramas diárias de MS, então o milho deve fornecer 125 x 70% = 87,5 g MS. Corrigindo para 90% de MS, teremos 97 gramas de milho/ave/dia. Avaliação da proteína »» o milho contém cerca de 8% de proteína na base natural.

  • Então, no presente exemplo, 97 x 8% = 8 g de proteína serão fornecidos pelo milho.
  • Déficit de proteína »» 19 g (o requisito, conforme tabela abaixo) – 8 g = 11g/ave/dia, a ser suprido pelos demais ingredientes da ração.
  • Observe a desempenho dos animais.
  • Se a postura ou a condição corporal dos animais estiverem abaixo do esperado, aumente o fornecimento de milho.

Se os animais estiverem acumulando gordura em excesso, diminua o fornecimento do milho. Tenha em mente que o milho fornece pouca proteína, a qual portanto terá que ser suprida pelos demais ingredientes. Para evitar o risco de um déficit de aminoácidos na dieta, pode ser interessante adquirir no comércio um farelo proteinoso, ou mesmo um “núcleo” protéico-vitamínico-mineral, a ser adicionado ao milho e aos demais alimentos disponíveis na propriedade.

Quantos ovos uma galinha poedeira põe por dia?

Por que a galinha produz ovos? – Muita gente acha que para uma galinha colocar ovos, é preciso ter um galo presente. Há ainda quem pense que as galinhas põem ovos depois do cruzamento. Mas isso não é verdade. O ovo começa a se formar dentro da galinha mesmo sem nenhum galo por perto.

  • E esses ovos não são fertilizados, por isso não geram pintinhos.
  • Do mesmo modo, não há necessidade de aplicar hormônios nas galinhas para que elas ponham ovos.
  • É normal que essas aves botem, em média, um ovo por dia, durante sua fase produtiva, até formar ninhadas aproximadas de doze ovos.
  • Quando essa quantidade é alcançada, a galinha para de botar ovo e começa a chocá-los.

Se os ovos são retirados todos os dias, ela continua a pôr sempre. Para que a galinha permaneça pondo seus ovos em boa quantidade e com qualidade satisfatória, é importante alimentá-la com ração nutritiva e de qualidade e manter a iluminação adequada, compensando as variações de luminosidade natural durante as estações do ano.

Quanto custa 1 kg de ração de postura?

Kilo r$36,00 s.b.c.