Tabela De Exigência Nutricional De Bovinos De Corte?

Quais são as exigências de nutrientes para bovino de corte e leite?

NUTRIENTE NÍVEIS NA DIETA NÍVEIS TÓXICOS
Ferro 10 3 >400
Manganês 20 >2.500
Cobre 4 3 >15 c/ baixo Mo
Zinco 20 – 30 3 >2.000

Quanto de proteína um boi precisa por dia?

Consultando uma tabela de exigência nutricional para gado de corte – Sabendo que a exigência do gado de corte é a soma da exigência de mantença e de produção, temos então as demandas de nutrientes para cada objetivo de ganho de peso dos animais. A Tabela 1 e 2 apresentam uma adaptação da tabela de exigência de proteína bruta (PB) e de nutrientes digestíveis totais (NDT) do BR-Corte (3° Edição), sua consulta é feita com base na relação entre linhas (ganho de peso almejado) e colunas (peso corporal do animal), associando-as temos um valor encontrado que corresponderá a exigência em proteína pelo animal. Adotando-se como exemplo um boi da raça Nelore (raça zebuína), em condição de pastejo, pesando em média 300 kg e com um ganho de peso diário esperado de 1,0 kg, temos que esse animal precisará consumir aproximadamente 801 g de PB por dia para alcançar o desempenho esperado. De igual forma ao adotado na Tabela 1, ao ser considerado um boi da raça Nelore (raça zebuína), em condição de pastejo, pesando em média 300 kg e com um ganho de peso diário esperado de 1,0 kg, temos que esse animal precisará consumir aproximadamente 4,36 kg de NDT por dia para alcançar o desempenho esperado.

Qual o tipo de alimentação ideal para o gado de corte?

Utilizados na alimentação animal Os principais volumosos são silagem de milho, silagem de cana-de- -açúcar, cana-de-açúcar fresca picada e silagem de capim.

Quantos quilos de ração uma vaca de leite deve comer por dia?

Diariamente, uma vaca em lactação consome cerca de 15 kg de matéria seca, o que corresponde a 3% do peso vivo de uma vaca de 500 kg. ‘Esse consumo é dependente principalmente da produção de leite da vaca’, afirma Juliano Ricardo Resende, professor do Curso CPT Alimentação de Vacas Leiteiras em Pasto e em Confinamento.

Como fazer cálculo de ração?

Para o cachorro que pesa entre 1 a 4 kg, oferece de 55 gramas a 95 gramas de ração diariamente. Esta quantidade é equivalente a 1,5 xícaras de alimento. Cachorros que pesam entre 4 a 8 kg, um pouco maiores, ou cachorros adultos de porte pequeno devem consumir entre 95 gramas a 155 gramas de ração por dia.

Quantas gramas de ureia um boi pode comer por dia?

Como introduzir a uréia na dieta do gado – Aqui trazemos um exemplo de como introduzir a uréia na dieta do gado, fazendo a adaptação. Veja como fazer. Misture a uréia com o sal mineral respeitando a proporção sugerida abaixo. No primeiro mês você deve dividir a uréia em 4 porções, que serão oferecidas ao gado gradualmente. Veja a tabela:

Semanas Dosagem
1ª semana Ofereça 2 sacos de sal mineral e 1 saco de sal mineral com uréia
2ª semana Ofereça 2 sacos de sal mineral com uréia e 1 saco de sal mineral
3ª semana Repita a porção da semana anterior
4ª semana Pode ser servido somente o sal mineral com uréia

Um aspecto relevante é estar atento à porção oferecida por dia, a cada animal. O consumo não pode ir além de 49 g/100 kg de peso vivo animal/dia. Esta dosagem deve ser respeitada sempre, mesmo após o gado já ter se adaptado. Outro fator de importância que o pecuarista deve ter em mente é que existem vários modos de oferecimento.

Tipo de mistura Substâncias corretas
Para servir com sal mineral Use na mistura: 30% de uréia para bovinos; 3% de sulfato de amônia 67% de sal mineral.
Para servir com sal proteinado – consumo de 1 g/kg vivo do animal Misture 12 % de uréia
Para servir com sulfato de amônio Misture na proporção de 9:1
Para servir com melaço Misture na proporção de 9:1
Para servir com silagem Misture na proporção de 5 kg de uréia para cada 1 tonelada de silagem.
Para servir com concentrados (sorgo, milho,soja) Misture 3 kg de uréia a cada 100 kg de concentrado.

Um ponto de alerta que vale a pena ser mencionado é o cuidado que se deve ter com estas misturas que serão oferecidas ao gado. Qualquer erro na dosagem pode significar prejuízo à saúde dos animais, portanto, o ideal é solicitar a ajuda de um profissional especializado em nutrição animal para auxiliar na questão. Outra solução é adquirir o produto pronto para uso,

Qual proteína usar na seca?

suplementação na seca

SUPLEMENTAÇÃO DE BOVINOS NA SECA PARA MANTENÇA E GANHO DE PESO Dentro de um determinado nível de produção, a pastagem pode ser considerada como uma dieta completa, desde que suplementada com água e mistura mineral. Entretanto, qualquer incremento neste sistema só vai ocorrer, se for adicionado ao mesmo algum outro tipo de suplementação. Esta suplementação pode ser na forma de uma forragem de melhor qualidade (como as forragens anuais, milheto, aveia) ou suplemento protéico/energético/mineral. Qualquer que seja a opção de suplementação a ser tomada, três fatores precisam ser considerados:

    1. produção e aspectos nutricionais da pastagem;
    2. metas claras a serem alcançadas com a suplementação;
    3. custo/benefício.

1. Épocas do ano 1.1. Época de seca Problema: Baixo desempenho dos animais. As vacas de cria não recuperam a condição corporal necessária para manter o ciclo reprodutivo e as demais categorias apresentam baixas taxas de ganho de peso. Mesmo que a disponibilidade de forragem seja adequada, a qualidade da pastagem (particularmente o baixo conteúdo de proteína) limita o consumo e a digestibilidade da forragem.

1.1.1. Vacas de cria ()

Objetivo da suplementação:

  • Melhorar a performance animal pela melhor utilização da forragem disponível.
  • Meta:
  • Aumentar a taxa de natalidade e a taxa de reconcepção de primíparas.
  • Estratégia:
  • Fornecer uma pequena quantidade de nutrientes que favoreçam os microrganismos do rúmen estimulando, com isto, o consumo e a digestão do pasto.
  • Tipo de suplemento:

Que contenha alto teor de proteína (acima de 30% de proteína bruta) e minerais. Preferivelmente proteína natural mas uma parte de nitrogênio não protéico (NNP) é aceitável (até 40% da proteína degradável no rúmen). Nível de fornecimento: 0,1 a 0,3% do peso vivo (PV) por dia.

1.1.2. Animais em recria ()

Objetivo da suplementação:

  1. Melhorar desempenho animal pelo suprimento adicional de nutrientes.
  2. Meta:
  3. Reduzir a idade de abate e/ou a taxa de mortalidade.
  4. Estratégia:
  5. Fornecer um suplemento para aumentar o consumo total de energia, mas minimizando seu efeito sobre o consumo da pastagem.
  6. Tipo de suplemento:

Que contenha alto teor de proteína (acima de 25% de proteína bruta) e minerais. Preferivelmente proteína natural mas uma pequena parte de nitrogênio não protéico (NNP) é aceitável (até 30% da proteína degradável no rúmen). Nível de fornecimento: 0,3 a 0,5% do peso vivo (PV) por dia.

1.1.3. Animais em engorda (semiconfinamento) ()

Objetivo da suplementação:

  • Melhorar o desempenho animal pelo fornecimento adicional de nutrientes.
  • Meta:
  • Garantir o peso de abate e acabamento até o final da seca.
  • Estratégia:
  • Fornecer um suplemento para aumentar o consumo total de energia, mesmo com a substituição parcial no consumo do pasto.
  • Tipo de suplemento:
  • Que contenha teor médio de proteína (18-25% de PB) e alta densidade energética (acima de 75% de NDT).
  • Nível de fornecimento:
  • 0,7 a 1,7% do peso vivo (PV) por dia.

1.2. Época de chuvas Problema: Ao contrário do período de seca, a dinâmica de translocação de nutrientes na forragem durante o seu período de crescimento é muito rápida e variável. Assim sendo, os capins tropicais apresentam alto valor nutritivo Supondo-se consumo total de MS de 2,2% do PV, 5% de proteína bruta e 51% de NDT na pastagem e necessidade de proteína degradável no rúmen de 11,814% do NDT consumido por um período relativamente curto no ano, quando também ocorrem alto desempenho animal (início das chuvas, entre novembro a janeiro).

A partir daí ocorre um amadurecimento e rápida queda no valor nutricional, principalmente no teor de proteína. Nessas condições o ganho de peso pode ficar muito aquém das metas. Consequentemente, para se evitar desequilíbrios nutricionais e manter um desempenho uniforme durante toda a estação de chuvas, recomenda-se formulações variando no teor de proteína bruta (o nível de proteína bruta na dieta deveria ficar sempre próximo a 17% do NDT).

Geralmente apenas a pastagem cultivada é suficiente para proporcionar elevadas taxas de natalidade quando bem manejada e suplementada com uma mistura mineral adequadamente balanceada.

1.2.2. Animais em recria e engorda ()

Objetivo da suplementação:

  1. Melhorar desempenho animal pelo suprimento adicional de nutrientes, minimizando seu efeito sobre o consumo do pasto,
  2. Meta:
  3. Reduzir a idade de abate.
  4. Estratégia:
  5. Maximizar a utilização do pasto pelo fornecimento de energia, proteína natural, minerais e aditivos.
  6. Tipo de suplemento:

Que contenha teor médio de proteína (12-25% de proteína bruta) e alta densidade energética (acima de 75% de NDT). Preferivelmente proteína natural mas uma pequena parte de nitrogênio não protéico (NNP) é aceitável. Nível de fornecimento: 0,2 a 0,4% do peso vivo (PV) por dia.2. Custos O custo/benefício da suplementação de animais em pastejo será diferente para cada produtor. Para determinar benefícios, é necessário conhecer o custo atual do suplemento (R$/kg) e compara-lo ao valor do ganho de peso adicional correspondente (. Pode ocorrer situações em que a suplementação não paga o seu custo. Por este motivo, e antes do seu uso, deveria ser feita uma análise global do seu impacto dentro do sistema de produção, com metas bem claras. Estas análises deveriam considerar vantagens indiretas, resultado de sistemas mais precoces, tais como, menor tempo de permanência de animais no pasto, maior flexibilidade na taxa de lotação, e novas oportunidades de negócios. Finalmente, lembrar que a necessidade da suplementação varia em função da expectativa de cada propriedade rural, da quantidade e qualidade da pastagem e da cooperação da mãe natureza.

QUADRO 1 SUPLEMENTOS PARA VACAS DE CRIA (% do ingrediente na mistura)

  • INGREDIENTES SAL MINERAL / URÉIA SAL MINERAL / URÉIA + PALATABILIZANTE SAL PROTÉICO
    milho triturado (e/ou sorgo, farelo de trigo, arroz, casca de soja, etc) 5-10 10-30
    farelo de soja (algodão) 20-40
    uréia 30-35 30-35 10-12
    sulfato de amônio (cálcio) 5 5 2
    mistura mineral 60-65 50-60 20-25
    sal comum (branco) 20-30

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QUADRO 2 SUPLEMENTOS PARA RECRIA (% do ingrediente na mistura)

  1. INGREDIENTES SAL PROTÉICO MISTURA MÚLTIPLA FORNECIMENTO DIÁRIO
    milho triturado (e/ou sorgo, farelo de trigo, arroz, casca de soja, etc) 15-25 50-60 60-70
    farelo de soja (algodão) 35-45 20-30 20-30
    uréia 8-10 3-5 3-5
    sulfato de amônio (cálcio) 1,5-2.0 0,5-1,0 0,5-1,0
    mistura mineral 10-15 3-5 2-5
    sal comum (branco) * 15-25 7-15
    aditivo ( 2 g / 400 kg de PV ) + + +

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* É fundamental que o consumo do suplemento pelos animais seja o mais uniforme possível, para evitar diferenças no ganho de peso. O uso do sal branco é uma forma de controlar o consumo de suplemento entretanto de resultados variáveis. A oferta diária do suplemento tende a distribuir melhor o consumo, desde que se respeite os seguintes espaços lineares de cocho por animal: creep feeding – 10 cm/cab; recria – 40 – 50 cm/cab; engorda – 60 cm/cab. Também, observar uma boa distribuição dos cochos no pasto. Por exemplo, no caso de cria (creep feeding), os cochos deveriam ficar próximos aos locais em que as vacas visitam com mais frequência como cochos de mistura mineral e água. Para as outras categorias, que os mesmos estejam espaçados entre si, permitindo uma separação natural dos diversos grupos sociais. Optando-se pela oferta diária do suplemento, uma melhor distribuição do consumo pode ainda se alcançada, programando-se o fornecimento do mesmo de forma a minimizar sua interferência no regime de pastejo do animal. O ideal seria não interferir no grande pastejo matinal. Para isto, o fornecimento entre 12:00 – 15:00 hrs seria o mais indicado. Se a oferta do suplemento ultrapassar 0,75% do peso vivo, considerar a possibilidade de fornece-lo duas vezes ao dia. Isto reduziria o risco de distúrbios metabólicos (acidósis).

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  • QUADRO 3 SUPLEMENTOS PARA ENGORDA (% do ingrediente na mistura)

    1. INGREDIENTES CONSUMO DE 0,7% DO PV CONSUMO DE 1,0% DO PV CONSUMO DE 1,3% DO PV CONSUMO DE 1,7% DO PV*
      milho triturado (e/ou sorgo, farelo de trigo, arroz, casca de soja, polpa cítrica, etc) 72,472 76,980 80,657 82,918
      farelo de soja (algodão) 22,911 18,784 15,760 14,243
      uréia 1,941 1,552 1,241 0,853
      sulfato de amônio (cálcio) 0,343 0,274 0,219 0,151
      mistura mineral 1,357 0,994 0,723 0,451
      calcário calcítico 0,904 1,356 1,355 1,354
      aditivo (2 g/400 kg de PV) 0,072 0,060 0,045 0,030

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    2. *Para atender oportunidades de mercado (redução no custo do suplemento e/ou aumento no preço do boi gordo)

    QUADRO 4 SUPLEMENTOS PARA RECRIA / ENGORDA EM PASTAGENS DURANTE A ÉPOCA DE CHUVAS (% do ingrediente na mistura)

    • INGREDIENTES RAÇÃO COM 12% DE PB * RAÇÃO COM 15% DE PB ** RAÇÃO COM 22% DE PB *** SAL ENERGÉTICO
      Milho triturado (e/ou sorgo, farelo de trigo, arroz, casca de soja, polpa cítrica, etc) 88,85 87,65 76,45 40-60
      Farelo de soja (algodão) 7,00 7,00 17,00 10-20
      Uréia 1,00 2,00
      Sulfato de amônio (cálcio) 0,20 0,40
      Mistura mineral 4,00 4,00 4,00 10-20
      Sal comum (sal branco) 15-25
      Aditivo (2 g/400 kg de PV) 0,15 0,15 0,15 +

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    Supondo-se um consumo de 1 kg/cab/dia para um animal de 300 kg de PV. * Início das chuvas; ** meio das chuvas; *** final das chuvas. Texto complementar distribuído durante o dia de campo “” Campo Grande, MS, 6 de abril de 2000 Copyright© 2000, Embrapa Gado de Corte todos os direitos reservados : suplementação na seca

    Qual o percentual de proteína na carne bovina?

    A carne magra apresenta em torno de 75% de água, 21 a 22% de proteína, 1 a 2% de gordura, 1% de minerais e menos de 1% de carboidratos.

    Quantos quilos de milho Um boi come por dia?

    Silagem de milho para gado de corte –

    • A pecuária de corte no Brasil ainda utiliza bastante pastagem dentro do sistema de produção, principalmente na fase de cria e recria.
    • A terminação dos animais (fase de engorda) acontece majoritariamente nos confinamentos com utilização de silagem de milho como principal fonte de forragem.
    • O levantamento realizado por (Silvestre e Millen, 2021), apontou que aproximadamente 70% dos nutricionistas posicionam a silagem de milho como principal fonte de forragem em dietas de terminação de bovinos de corte no Brasil.

    O nível de inclusão de silagem de milho nas dietas variou entre 7 e 35% da matéria seca no estudo. Se considerarmos o consumo médio dos animais de 10 kg de MS/dia e uma inclusão de 35% de silagem de milho, chegamos a uma oferta de 3,5 kg/dia de silagem de milho com base na matéria seca. Sabendo que boas silagens possuem em torno de 35% de matéria seca, essa oferta se equivale a 10 kg de silagem fresca/dia (3,5 kg÷35% MS = 10kg). Os confinamentos de portes menores (< 1000 bois), que vem crescendo bastante ao redor do Brasil, tendem a utilizar maiores quantidades de silagem de milho na dieta, para baratear o custo da alimentação. Esses confinadores fornecem geralmente uma dieta composta de 50% de forragem + 50% concentrado. Nessa situação estamos falando de fornecimento de 15 a 20 kg de silagem de milho / boi / dia,

    1. Como regra geral, considerando um giro de confinamento de 100 dias, podemos ter como referência que um boi consome de 1 a 2 toneladas de silagem de milho dependendo do nível de inclusão (Baixo ou Alto).
    2. Apesar de que, ainda grande parte da cria e recria de bovinos de corte ocorre a pasto, estratégias de suplementação volumosa à base de silagem de milho estão sendo bastante exploradas pelos pecuaristas, para enfrentar a entressafra da pastagem (períodos secos do ano) e otimizar o ganho de peso dos animais e a eficiência econômica da fazenda.
    3. Essas estratégias visam, evitar que o gado perca peso, atrasem seus ciclos reprodutivos, além de aliviar a pressão na pastagem na entrada das águas evitando a degradação das mesmas.

    Quantos quilos de capim uma vaca come por dia?

    Como os volumosos, em média, apresentam 15% de matéria seca, esses 4,5 kg de matéria seca estão contidos em, aproximadamente, 30 kg de capim de boa qualidade. Entretanto, essa mesma vaca poderia ingerir até 80 kg de forragem, atingindo um consumo de matéria seca de 12 kg, em 24 h.

    O que é bom para engordar gado?

    Milho: entenda porque ele é um importante aliado na engorda do boi O milho pode ser oferecido ao gado em momentos distintos, sendo um aliado na engorda do boi. Gado criado no pasto pode receber o o grão no período da seca, garantindo o seu ganho de peso.

    • O milho também é uma opção para a terminação, pois irá estimular a ruminação, ajudando na engorda do boi.
    • Mesmo sendo alimentado com ele no cocho, é importante oferecer suplementos associados, para que o animal esteja bem nutrido.
    • O bezerro se adapta melhor com o milho quando ele está moído, além de ter a digestão facilitada.
    • Ele pode ser introduzido na alimentação do gado na época da desmama, quando os bezerros têm, em média, oito semanas.
    • Essa oferta do milho na fase de introdução alimentar, auxilia na engorda do boi e no seu desenvolvimento.
    • Já para o gado de leite, o grão estimula na produtividade e não apenas na engorda.

    A indicação é do fubá de milho, que pode ser misturado com o farelo de soja, ureia, sal mineral, monensina sódica ou virginiamicina e fosfato de cálcio. O alimento deve ser servido de manhã e a tarde. Pesquisas apontam que vacas leiteiras que usam a alimentação, podem render até 15 litros de leite por dia.

    Grãos em geral são muito utilizados em sistemas de confinamento, para animais terminados e o milho é uma opção. Colocá-lo inteiro na dieta dos bovinos, auxilia no processo de ruminação. Animais ruminantes extraem melhor os nutrientes das plantas, transformando-os em energia, facilitando a engorda. Mas para que esse processo digestivo ocorra de forma correta, é preciso oferecer uma quantidade mínima de fibras ao animal.

    Através das fibras, que o grão de milho disponibiliza, é estimulada a produção de saliva e o pH do trato digestivo se mantém equilibrado. Com isso, o processo de engorda do boi com milho é facilitado. Quando o grão de milho é processado, sua passagem pelo trato digestivo é mais rápida, por isso, é preciso atenção para a utilização correta.

    • Comodidade para quem distribui a alimentação, pois não terá que moer o milho, o que facilita também a logística e armazenagem;
    • Quando comparado ao confinamento tradicional, o grão significa um menor consumo de alimento;
    • A conversão alimentar é melhor, assim, como o rendimento e acabamento da carcaça; e
    • O tempo de permanência no confinamento é menor.

    Fique atento para outros detalhes que impactam na engorda do boi associado ao milho.

    • Acompanhe o processo da alimentação, pois a ingestão do grão inteiro pode levar a problemas digestivos, como a acidose;
    • Certifique-se da qualidade do milho, buscando bons fornecedores;
    • Feno e silagem contribuem com a nutrição do rebanho e ajudam a reduzir o custo em relação ao milho. Então equilibre; e
    • A engorda do boi é facilitada pelo milho, mas complemente com outros alimentos proteicos, como farelo de soja e minerais.
    1. É importante entender que, sozinho, ele não irá alterar a produtividade do rebanho.
    2. Aliado a ele é preciso ter uma série de cuidados, que envolvem a alimentação, saúde e bem-estar dos animais.
    3. O espaço físico adequado e higienizado com água limpa também impacta o resultado.
    4. Por isso, sempre que tiver dúvidas sobre o seu uso, ou outras necessidades do rebanho, que viabilizam a engorda do boi, fale com um profissional da área.
    5. Fontes – ; Nutrição e Saúde Animal; Giro do Boi; e Compre Rural.

    : Milho: entenda porque ele é um importante aliado na engorda do boi

    Quantos quilos de silagem uma vaca de 500 kg come por dia?

    Se você não der nenhuma ração para essa vaca, ela comerá,em média, de 31 a 36kg de silagem de milho por dia. Já com silagem de capiaçu, esta quantidade irá variar de 44 a 50kg.

    O que é bom para aumentar o leite da vaca?

    5 dicas eficazes para aumentar a produção de leite de vaca – Confira algumas dicas que podem ajudar a melhorar o desempenho do seu rebanho, resultando em um aumento significativo da produção leiteira e, consequentemente, em um aumento nos seus lucros: 1.

    • Alimentos de qualidade Um dos fatores mais importantes que influenciam a produção de leite é a alimentação das vacas,
    • Erros no manejo alimentar causam uma queda na produção.
    • Sendo assim, é essencial fornecer uma dieta balanceada e adequada às necessidades nutricionais dos animais, levando em conta fatores como idade, peso, estágio de lactação e genética.

    A dieta deve conter uma quantidade adequada de proteínas, carboidratos e fibras. Os produtores também utilizam suplementação, como Sal Mineral, Sal Proteinado, Biotina, Gordura protegida, entre outros.2. Quantidades adequadas de alimentos É fundamental escolher um plano de alimentação que seja adequado à realidade da sua propriedade, para que uma dieta eficiente e sem desperdícios possa ser criada.

    Buscar maior retorno financeiro, mesmo que seja necessário investir mais em insumos e alimentação. Criar dietas com o menor custo de produção de leite, ou seja, gastar menos para produzir a mesma quantidade.

    3. Conforto térmico animal As vacas leiteiras precisam ter acesso a uma ventilação e refrigeração adequadas. Para isso, algumas medidas podem ser adotadas, como:

    Invista em sistemas de resfriamento com ventiladores ou aspersores em ambientes fechados, Em especial após a ordenha e durante os períodos mais quentes do dia, disponibilize água em quantidade suficiente. Ofereça sombreamento apropriado para os animais, seja por meio de árvores ou instalações.

    4. Oferte água limpa, fresca e em quantidade suficiente Para o rebanho leiteiro, a água é um elemento essencial. Aproximadamente 87% do volume de 1 litro de leite é composto por ela. Os animais devem ter acesso livre à água e deve ser limpa e fresca, sem apresentar coloração, odor ou sabor.

    A quantidade ideal para um bovino leiteiro é de quatro litros por dia para cada litro de leite produzido, podendo ser duplicada durante o verão.5. Fique de olho na sanidade animal As vacas que possuem sistemas imunológicos comprometidos usam nutrientes para combater doenças em vez de usar para aumentar a produção de leite.

    A produtividade é influenciada pela saúde do rebanho. Quando uma vaca está doente, a produção é afetada, independentemente da causa da doença, seja infecciosa, metabólica ou traumática. Com tudo, é essencial:

    Contar com o auxílio de médicos veterinários e zootecnistas; Isolar vacas que possuem enfermidades infectocontagiosas avançadas; Estabelecer protocolos para vacinação e combate a parasitas; Adotar medidas para controlar doenças de alta incidência.

    Quantos quilos de farelo de soja Uma vaca pode comer por dia?

    Como usar soja para gado – A quantidade ideal do consumo de soja do gado que está confinado é de 1,5 kg por dia. O produtor precisa sempre analisar e monitorar essa quantidade para que não a ultrapasse, pois pode causar acúmulo de gordura no animal, que deve ser inferior a 600 gramas por quilo de matéria seca.

    Como calcular proteinado para bovinos?

    Sal protéico ou proteinado – consumo controlado com o uso do sal branco, dentro de valores próximos a 1 g/kg de peso vivo (vaca de 400 kg deveria consumir 400 g de sal protéico/dia).

    Quantos quilos de ração Um boi come para engordar?

    Quanto de ração um boi come por dia? – A quantidade ideal de ração para bovinos varia de acordo com a fase. Com isso, tome nota das indicações:

    Bezerros – até 1 kg animal/dia; Recria – Dosagem de 1% do peso vivo animal/dia; Terminação – Sirva na dosagem de 1% do peso vivo animal/dia

    A Embrapa recomenda que cada bovino consuma em torno de 2,5% de matéria seca do peso vivo do animal. Isso significa que, se um animal pesa 400 quilos de peso vivo, ele deve consumir em torno de 10 quilos de matéria seca por dia. Essa quantidade equivale a 12 quilos de capim verde, na época das águas e 30 kg de silagem, na época da seca.

    Qual a diferença entre o proteinado de baixo e alto consumo?

    O de baixo consumo ele varia entre 0,1 porcento até 0,15 por cento do Peso vivo. a partir de 0,2 por cento do Peso vivo. ele. é chamado de proteinado de alto consumo.

    Quais são as exigências nutricionais dos animais ruminantes?

    Um bovino tem exigências gerais diárias de água, energia, proteína, minerais e vitaminas. O bovino também possui exigências específicas de alguns nutrientes, tais como fibras, necessárias para o bom funcionamento do trato digestório.

    Qual o principal equilíbrio nutricional deve ser considerado em manejo de bovino de leite?

    Alimentação – Vacas em lactação

    Um sistema de alimentação para vacas em lactação, para ser implementado, é necessário considerar o nível de produção, o estágio da lactação, a idade da vaca, o consumo esperado de matéria seca, a condição corporal, tipos e valor nutritivo dos alimentos a serem utilizados. O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal.

    Nas duas primeiras lactações da vida de uma vaca leiteira, deve-se fornecer alimentos em quantidades superiores àquelas que deveriam estar recebendo em função da produção de leite, pois estes animais ainda continuam em crescimento, com necessidades nutricionais bastante elevadas.

    • Assim, recomenda-se que aos requerimentos de mantença sejam adicionados 20% a mais para novilhas de primeira cria e 10% para vacas de segunda cria.
    • Recomenda-se alimentar as vacas primíparas separadas das vacas mais velhas.
    • Este procedimento evita a dominância, aumentando o consumo de matéria seca.
    • As vacas não devem parir nem excessivamente magras nem gordas.

    Vacas que ganham muito peso antes do parto apresentam apetite reduzido, menores produções de leite, distúrbios metabólicos como cetose, fígado gorduroso e, deslocamento do abomaso, além de baixa resistência aos agentes de doenças. Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação, pois as exigências nutricionais dos animais são distintas para cada um deles.

    1. As vacas, nas primeiras semanas após o parto, não conseguem consumir alimentos em quantidades suficientes para sustentar a produção crescente de leite neste período, até atingir o pico, o que ocorre em torno de cinco a sete semanas após o parto.
    2. O pico de consumo de alimentos só será atingido posteriormente, em torno de nove a dez semanas pós-parto.

    Por isso, é importante que recebam uma dieta que possa permitir a maior ingestão de nutrientes possível, evitando que percam muito peso e tenham sua vida reprodutiva comprometida. Devem ser manejadas em pastagens de excelente qualidade e em quantidade suficiente para permitir alta ingestão de matéria seca.

    1. Para isto, o manejo dos pastos em rotação é prática recomendada e para o estabelecimento de um sistema pastejo rotativo, informações podem ser obtidas em Embrapa Gado de Leite – Pastejo rotativo em capim-elefante.
    2. Deve-se fornecer volumoso de boa qualidade com suplementação, com concentrados e mistura mineral adequada.

    Vacas de alto potencial de produção devem apresentar um consumo de matéria seca equivalente a pelo menos 4% do seu peso vivo, no pico de consumo. Vacas que são ordenhadas três vezes ao dia, consomem 5 a 6% mais matéria seca do que se ordenhadas duas vezes ao dia.

    • Para vacas mantidas a pasto, durante o período de menor crescimento do pasto, há necessidade de suplementação com volumosos: capim-elefante verde picado, cana-de-açúcar adicionada de 1% de uréia, silagem, feno ou forrageiras de inverno.
    • Para vacas de alta produção leiteira ou animais confinados, forneça silagem de milho ou sorgo à vontade.

    Uma regra prática para determinar a quantidade de volumoso a ser fornecida é monitorar a sobra ou o excesso que fica no cocho. Caso não haja sobras ou se sobrar menos do que 10% da quantidade total fornecida no dia anterior, aumente a quantidade de volumoso a ser fornecida.

    • Caso haja muita sobra, reduza a quantidade.
    • Para cada dois quilogramas de leite produzidos, a vaca deve consumir pelo menos um quilograma de matéria seca.
    • De outra forma, ela pode perder peso em excesso e ficar mais sujeita a problemas metabólicos.
    • O concentrado para vacas em lactação deve apresentar 18 a 22% de proteína bruta (PB) e acima de 70% de nutrientes digestíveis totais (NDT), na base de 1 kg para cada 2,5 kg de leite produzidos.

    Pode-se utilizar uma mistura simples à base de milho moído e farelo de soja ou de algodão, calcário e sal mineral ou, dependendo da disponibilidade, soja em grão moída ou caroço de algodão. Algumas opções para formulação de concentrado são apresentadas na Instrução Técnica para o Produtor de Leite – Sistemas de Alimentação nº 40.

    • Opções de concentrados para vacas em lactação.
    • Vacas de alta produção de leite manejadas a pasto ou em confinamento precisam ter ajustes em seu manejo e plano alimentar.
    • Para vacas com produções diárias acima de 28-30 kg de leite, deve-se fornecer concentrados contendo fontes de proteína de baixa degradabilidade no rúmen, como farinha de peixe, farelo de algodão, soja em grão moída, tostada, etc.

    Vacas com produções acima de 40 kg de leite por dia, além de uma fonte de gordura, como caroço de algodão, soja em grão moída ou sebo, devem receber gordura protegida (fonte comercial) para elevar o teor de gordura da dieta total para 7-8%. Essas vacas devem receber uma quantidade diária de gordura na dieta equivalente à quantidade de gordura produzida no leite.

    1. Instrução Técnica para o Produtor de Leite – Sistemas de Alimentação nº 47.
    2. Alimentação e manejo de vacas de alto potencial genético.
    3. Dieta completa é uma mistura de volumosos (silagem, feno, capim verde picado) com concentrados (energéticos e protéicos), minerais e vitaminas.
    4. A mistura dos ingredientes é feita em vagão misturador próprio, contendo balança eletrônica para pesar os ingredientes.

    Muito usada em confinamento total, tem a vantagem de evitar que as vacas possam consumir uma quantidade muito grande de concentrado de uma única vez, o que pode causar problemas de acidose nos animais. Além disso, recomenda-se a inclusão de 0,8 a 1% de bicarbonato de sódio e 0,5% de óxido de magnésio na dieta total, para evitar problemas com acidose.

    1. O melhor teor de matéria seca da ração total está entre 50 e 75%.
    2. Rações mais secas ou mais úmidas podem limitar o consumo.
    3. Por isso, o teor de umidade da silagem deve ser monitorado semanalmente, se possível.
    4. Normalmente, as vacas se alimentam após as ordenhas.
    5. Mantendo a dieta completa à disposição dos animais nesses períodos, pode-se conseguir aumento do consumo voluntário.

    Para reduzir mão-de-obra na mistura de diferentes formulações para os grupos de vacas com diferentes produções médias, a tendência atual é de se formular uma dieta completa com alto teor energético e com nível de proteína não-degradável que atenda o grupo de maior produção de leite.

    Os demais grupos, vacas no terço médio e vacas em final de lactação, naturalmente já controlariam o consumo, ingerindo menos matéria seca. Para assegurar consumo máximo de forragem, principalmente na época mais quente do ano, deve-se garantir disponibilidade de alimentos ao longo do dia. Deve-se encher o cocho no final da tarde, para que os animais possam ter alimento fresco disponível durante a noite.

    Dessa forma as vacas podem consumir o alimento num horário de temperatura mais amena. A relação concentrado/volumoso é maior para vacas de maior produção de leite. De uma forma mais generalizada, sugere-se, na tabela abaixo, as relações concentrado/volumoso.

    Tabela 9.
    Produção de leite (kg/dia) Concentrado % Volumoso %
    Até 14 30-35 65-70
    14 a 23 40 60
    24 a 35 45 55
    36 a 45 50-55 45-50
    Acima de 45 55-60 40-45

    Deve-se tomar o cuidado de retirar restos de alimentos mofados do cocho antes de fornecer nova alimentação. Para animais mantidos a pasto, o método mais prático de suplementar minerais é deixando a mistura (comprada ou preparada na própria fazenda) disponível em cocho coberto, à vontade.

    1. Instrução Técnica para o Produtor de Leite – Sistemas de Alimentação nº 41.
    2. Suplementos Minerais para Gado de Leite e Senar – Embrapa: Manual Técnico: Trabalhador na Bovinocultura de Leite – página 161.
    3. Para vacas em lactação e animais que são mantidos em confinamento, é mais seguro e garantido incluir a mistura mineral no concentrado ou na dieta completa.

    Vacas em lactação requerem uma quantidade muito grande de água, uma vez que o leite é composto de 87 a 88% de água. Ela deve estar à disposição dos animais, à vontade e próxima dos cochos. Normalmente as vacas consomem 8,5 litros de água para cada litro de leite produzido.

    • Quando a temperatura ambiente se eleva, nos meses de verão, o consumo de água aumenta substancialmente.
    • Neste período, as vacas já recuperaram parte das reservas corporais gastas no início da lactação e já deveriam estar enxertadas.
    • A produção de leite começa a cair e as vacas devem continuar a ganhar peso, preparando sua condição corporal para o próximo parto.

    O fornecimento de concentrado deve ser feito com 18 a 20% de proteína bruta, na proporção de 1 kg para cada 3 kg de leite produzidos acima de 5 kg, na época das chuvas, e a mesma relação acima de 3 kg iniciais de leite produzido, durante o período seco do ano, conforme tabela abaixo.

    Tabela 10.
    Produção de leite (kg/vaca/dia) Quantidade Concentrado (kg/vaca/dia)
    Época das “águas” Época seca
    3 a 5 1
    5 a 8 1 2
    8 a 11 2 3
    11 a 14 3 4
    14 a 17 4 5
    17 a 20 5 6

    Neste período as vacas devem recuperar suas reservas corporais e a produção de leite já é bem menor que nos períodos anteriores. Deve-se alimentar as vacas para evitar que ganhem peso em excesso, mas que tenham alimento suficiente, principalmente na época seca do ano, para repor as reservas corporais perdidas no início da lactação.

    É o período em que ocorre a secagem do leite, encerrando-se a lactação atual e o início da preparação para o próximo parto e lactação subseqüente. Instrução Técnica para o Produtor de Leite – Qualidade do Leite e Segurança Alimentar nº 3. Método de secagem de vacas. É o período compreendido entre a secagem e o próximo parto.

    Em rebanhos bem manejados, sua duração é de 60 dias. É fundamental para que haja transferência de nutrientes para desenvolvimento do feto, que é acentuado nos últimos 60 – 90 dias que precedem o parto, a glândula mamária regenere os tecidos secretores de leite e acumule grandes quantidades de anticorpos, proporcionando maior qualidade e produção de colostro, essencial para a sobrevivência da cria recém-nascida.

    1. O suprimento de proteína, energia, minerais e vitaminas é muito importante, mas deve-se evitar que a vaca ganhe muito peso nesta fase, para reduzir a incidência de problemas no parto e durante a fase inicial da lactação.
    2. Isso se deve, principalmente, à redução na ingestão de alimentos pós-parto, o que normalmente se observa com vacas que parem gordas.

    Nas duas semanas que antecedem ao parto deve-se iniciar o fornecimento de pequenas quantidades do concentrado formulado para as vacas em lactação, para que se adaptem à dieta que receberão após o parto. As quantidades a serem fornecidas variam de 0,5 a 1% do peso vivo do animal, dependendo da sua condição corporal.

    O teor de cálcio da dieta de vacas no final da gestação deve ser reduzido para evitar problemas com febre do leite (Febre do leite – EMBRAPA – CNPGL. Documentos, 67) após o parto. A mistura mineral (com nível baixo de cálcio) deve estar disponível, à vontade, em cocho coberto. Manual Técnico: Trabalhador na Bovinocultura de Leite – SENAR-AR/MG/Embrapa, 1997 e Embrapa Gado de Leite: 20 anos de pesquisa.

    : Alimentação – Vacas em lactação

    Quais são os requisitos básicos para fazer uma boa suplementação de bovinos de corte?

    A suplementação mineral A SUPLEMENTAÇÃO MINERAL Para bovinos mantidos exclusivamente em pasto, a suplementação de minerais é feita, geralmente, em cochos, sempre cobertos, colocados em locais estratégicos do pasto e regularmente abastecidos. A mistura mineral deve estar sempre à disposição no cocho, pois o consumo, para ser efetivo na suplementação das exigências, tem de ser contínuo.

    Um dos problemas relacionados com o fornecimento de misturas minerais à vontade nos cochos é que o consumo é variável e errático. O sal comum (NaCl), por ser palatável e bem aceito, é um importante veículo para ingestão de outros minerais, sendo então incorporado na proporção de 30% a 50% da mistura total.

    No entanto, deve-se atentar para o fato de que o cloreto de sódio também limita o consumo do suplemento mineral: considera-se que em média o animal lambe o sal até satisfazer as necessidades de sódio, quando então perde o apetite pela mistura oferecida no cocho.

    • A quantidade de mistura mineral ingerida diariamente é o fator mais importante a ser considerado na suplementação de bovinos mantidos em pasto.
    • As fazendas devem estabelecer um controle para estimativa de consumo médio diário, pois só assim será possível avaliar a suplementação.
    • Numa fase inicial, quando ainda não há controle de ingestão, pode-se tomar como base que os bovinos adultos de corte, geralmente, consomem de 20 g a 40 g de sal comum/dia e, com base nessa proposição, estima-se o consumo potencial, se o suplemento for misturado com sal.

    Por exemplo, se um suplemento traz a recomendação de diluição de uma parte de sal comum para duas partes de suplemento, isto significa que a mistura teria 33,3% de sal e, portanto, para consumir 25 g de sal o bovino teria que ingerir 75 g da mistura total.

    • Com base nesse raciocínio, torna-se possível verificar que as diluições maiores do suplemento, visando à economia, podem ser prejudiciais, pois a quantidade de suplemento consumida seria reduzida.
    • Deve-se ter sempre em mente que quanto maior o nível de sal na mistura menor o seu consumo.
    • As recomendações dos fabricantes de suplementos minerais devem ser sempre seguidas, mas torna-se também necessário o estabelecimento do controle da quantidade dos diferentes elementos minerais fornecidos pela mistura, para caracterizar o potencial de atendimento das exigências nutricionais dos bovinos.

    Os suplementos minerais comerciais, já prontos para um tipo específico de categoria, nunca devem ser diluídos. Eles têm na embalagem o rótulo de garantia com a concentração dos elementos minerais (grama ou miligrama por quilo da mistura) e os ingredientes que compõem a mistura.

    1. Seria uma boa orientação para o pecuarista que consumo esperado do suplemento constasse também do rótulo.
    2. Embora o consumo da mistura mineral varie com a fertilidade do solo, qualidade e manejo das pastagens, o pecuarista deve sempre ter o cuidado de controlar o fornecimento da mistura mineral, assegurando a qualidade da suplementação às exigências das categorias a serem suplementadas.

    Características recomendadas para uma mistura mineral completa e de boa qualidade ()

    • Conter, no mínimo, de 6% a 8% de fósforo total, o que significa uma ingestão média diária de 3 g a 4 g de fósforo para o consumo de 50 g da mistura. Em pastagens com teores muito baixos de fósforo, a mistura mineral deve ter pelo menos cerca de 8% a 10% de P.
    • Esse teor pode ainda ser insuficiente para vacas de cria, que devem necessitar da suplementação de 7 a 9 g P/dia. O restante para complementar as exigências é fornecido pela pastagem.

    • A relação Ca:P na mistura não deve se distanciar muito de 2:1. Os teores de Ca nas forrageiras do tipo Brachiarias sp. variam entre 0,22% e 30% nas águas e de 26% a 40% na seca; Panicum sp. de 0,26% a 0,30% nas águas e de 0,40% a 0,46% na seca.
    • Conhecendo essas concentrações e verificando que as de Ca são adequadas na dieta de animais sob pastejo, pode-se utilizar o fosfato bicálcico com relação Ca:P de 1,3:1 sem prejuízo para os animais. No entanto, devem-se estar atentos a misturas comerciais, que algumas vezes, com intuito de manter a relação correta, extrapolam, e muito, essa relação.

    • A mistura mineral deve fornecer 100% das exigências para cobalto, cobre, iodo e zinco e, dependendo da região, o manganês.
    • A mistura deve prover ingredientes de alta qualidade, com boa disponibilidade biológica dos elementos fornecidos. Existe uma tabela das fontes de minerais e sua biodisponibilidade (; );
    • Deve ser formulada de modo que a palatabilidade permita um consumo concordante com as exigências do animal (uso de 1% a 2% de melaço ou outro palatabilizante).
    • Deve ter origem idônea, com garantia de controle de qualidade em relação à exigência do animal. Não deve incluir ingredientes com elementos tóxicos em níveis que possam trazer riscos à saúde animal, como F, chumbo (Pb), cádmio (Cd), arsênio (As) e mercúrio (Hg).
    • Os ingredientes devem possuir tamanho de partículas e características físicas que permitam uma mistura uniforme e sem separação de ingredientes.
    • As formulações devem ser feitas considerando a região envolvida, o nível de produção animal (animais que exigem alta eficiência na fase de crescimento, os requisitos de zinco, para touros e vacas em produção na região dos Cerrados, podem ser dobrados) e as condições climáticas, combinando qualidade e economia.,

    Uso da mistura mineral Inúmeros fatores se inter-relacionam para uma adequada utilização de misturas minerais, entre eles, a exigência animal e a época do ano. No período chuvoso, há melhor oferta de energia e proteína pela forrageira, e é maior a exigência de minerais (a resposta à suplementação de fósforo é evidente); no período seco, baixa a oferta dos nutrientes, e conseqüentemente as exigências minerais são reduzidas, ao menos para animais de recria e engorda que estão em mantença ou mesmo perdendo peso.

    Sistemas intensivos de produção em pasto, muitas vezes requerem o uso de misturas múltiplas, aquelas que contêm na sua formulação fontes de proteínas e energia, para manter o nível adequado de desenvolvimento/ mantença do animal no período seco. A suplementação de minerais deve levar em consideração a faixa de ganho esperada.

    É importante considerar que o animal não possui reservas prontamente disponíveis de alguns elementos minerais, que devem ser fornecidos diariamente, como é o caso do sódio e do zinco. Finalmente, deve-se ter em mente que uma suplementação adequada é a forma de suprir aos animais os nutrientes minerais necessários para corrigir as deficiências ou desequilíbrios de sua dieta, na quantidade necessária e na época certa.

    O que é exigência nutricional de mantença?

    Níveis de exigências nutricionais – As exigências nutricionais em bovinos de corte são divididas em mantença e produção. A mantença é uma função do PV do animal da raça e do ambiente. Quanto maior o peso, maior a mantença. A exigência de produção é dividida em crescimento, gestação e lactação, elas são assim divididas para atender animais com diferentes objetivos de produção.